Edição 1878 . 3 de novembro de 2004

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Era bailarino, agora é rei do Camboja

Reuters
Sihamoni no trono: coroação depois de mais de vinte anos de ausência


Com o porte aprumado e os gestos elegantes de quem pratica balé clássico desde os 5 anos, trajes dourados, cabeça raspada e um certo ar de Yul Brinner em O Rei e Eu, Norodon Sihamoni, 51 anos, assumiu o trono do Camboja numa cerimônia em que foi ungido, banhado e literalmente carregado. Sihamoni sucede ao pai, Sihanouk, 81 anos, que abdicou duas semanas atrás, depois de sobreviver a seis décadas de colonialismo, guerra, comunismo e um regime genocida. O novo rei é solteiro, mora em Paris há mais de vinte anos ganhando a vida como bailarino e coreógrafo e era quase desconhecido no Camboja. "Temo não desempenhar muito bem esta grande missão por falta de experiência", declarou, modestamente.

 

Descolada por um dia

 
Daniel Klajmic/Revista Trip
Sandy: entre gravações e shows, aulas para o segundo vestibular

Nunca se viu uma Sandy como esta – de moletom velhinho e rasgado, descalça, tipo menina descolada. É tudo pose, claro, para a próxima edição da revista Trip, que providenciou o figurino. Aos 21 anos, Sandy continua muito bem-arrumadinha, compenetrada e estudiosa: aumentou a carga das aulas particulares que vem tomando para prestar vestibular (o segundo) no fim do mês. Sandy entrou em psicologia em 2001, mas nunca chegou a cursar, por falta de tempo. Agora vai tentar letras em duas faculdades de Campinas, confiando em poder ter tempo para encarar pelo menos algumas matérias por semestre. "Tenho facilidade para aprender línguas e acho que vai ser útil para minha carreira", diz.

 

Divulgação/TV Globo
Tânia, a caráter: curso intensivo de samba no pé


Enfim, de
corpo inteiro

Na sua primeira fase em Senhora do Destino, a fogosa Nalva era um tipo raro: a passista de escola de samba que só aparecia da cintura para cima. Por quê? Ela não sambava nada. "Só conseguia me chacoalhar", reconhece a paulistíssima atriz Tânia Kalil. Dotada do equipamento básico e posta em treinamento intensivo – aulas três vezes por semana no Rio de Janeiro, onde trabalha, e mais uma em São Paulo, onde mora o marido, o cantor Jair de Oliveira –, Tânia voltou à cena bem mais amaciada. "Ela tinha dificuldades na marcação do tempo, mas melhorou muito", elogia Solange Ferreira, rainha da bateria da Vai-Vai e sua professora em São Paulo.

 

Tem brasileiro no Metropolitan

 
Marco Pinto
Herchcovitch: vestidos de látex viram peças de museu

Aninhado no Metropolitan Museum de Nova York, o Costume Institute promove algumas das mais badaladas exposições de moda do planeta. A próxima, em dezembro, tem a natureza como tema e dois brasileiros, que mostrarão seus estilos bem diversos ao lado de estrelas como Yves Saint Laurent e Yohji Yamamoto. De Alexandre Herchcovitch serão exibidos dois vestidos confeccionados em látex, um material difícil do qual ele extrai leveza e, claro, sensualidade. De Carlos Miele estará exposto um body de couro assessorado por um imenso cocar. Folclórico? Que nada. "É uma ponte entre artesanato e tecnologia, modernidade e primitivo", teoriza Miele.

 

Vida nova, guarda-roupa novo

Marco Pinto
Belfort e Joana: da Feiticeira, só o silicone


Lembram da Feiticeira e suas roupinhas mínimas? Pois só sobraram daquela fase a barriga de fora (com razão: são seis meses de gravidez), assim mesmo num desfile de moda, e os seios turbinados por próteses de 320 mililitros de silicone – mas devidamente cobertos. Cabelos mais escuros e maquiagem leve, a neo-evangélica Joana Prado faz entrevistas para um programa de TV e cuida da parte financeira da academia de ginástica do marido, o lutador de vale-tudo Vítor Belfort. "Não me sinto mais a Feiticeira. Agora sou esposa e mãe", diz Joana, que vendeu em um bazar todo o antigo e exíguo guarda-roupa.


Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui,
Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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