Edição 1878 . 3 de novembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"Gostei muito dessa entrevista. E achei-a oportuna, ao contrário do que disseram alguns. A jornalista Mônica falou quase tudo o que a gente gostaria de dizer."
Sonia Marli Abdalla Jordão
Por e-mail

Leonardo da Vinci

Parabéns a VEJA e ao jornalista Jerônimo Teixeira pela incrível reportagem "A modernidade de Leonardo da Vinci" (27 de outubro). Fiquei mais uma vez maravilhada ao ler sobre a "obra" desse gênio que depois de 500 anos ainda nos surpreende. Como o próprio título de capa diz, é um enigma mesmo o gênio Leonardo da Vinci.
Angela Hermanny A.B. dos Santos
Vitória, ES

Da Vinci é o maior exemplo de que o ser humano é capaz de usar sua inteligência e criatividade em prol da humanidade.
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

Leonardo da Vinci, cuja genialidade eclética continua a fascinar gerações, foi, sem dúvida, essencial para a evolução humana.
Mila Dessaune
Cachoeiro de Itapemirim, ES

É difícil entender como alguém pôde ter tantas capacidades artísticas e intelectuais e se destacar em todas. Como disse Freud: "Leonardo acordou cedo demais na escuridão, enquanto os outros continuavam a dormir".
Juliana Severgnini
Carazinho, RS

Sou diretora de um colégio no bairro de Pirituba, em São Paulo, onde cerca de 500 alunos do ensino fundamental ao médio e seus professores trabalharam durante meses em um projeto que resultou na mostra cultural realizada no sábado, dia 23 de outubro. A mostra teve por objetivo explorar toda a genialidade de Leonardo da Vinci. Os visitantes ficaram surpresos ao perceber quanto esse gênio multifacetado pôde ser estudado e explorado de formas tão diferentes. Parabéns à equipe de VEJA pela excelente reportagem sobre a fantástica figura de Leonardo da Vinci.
Duda Lopes
São Paulo, SP

Numa matéria no mínimo instigante, VEJA nos presenteia com uma síntese do que representa até hoje esse que é um dos maiores gênios da humanidade. Sublime!
Christian Miguel da Silva
La Paz, Baixa Califórnia Sul, México

 

Mônica Dallari

VEJA define Mônica Dallari (Amarelas, 27 de outubro), namorada do senador Eduardo Suplicy, como sendo "uma morena bonita, esbelta, gentil e educada". Parabéns, senador! O senhor merece mesmo ser feliz com essa legítima "anti-Marta".
Guilherme Morais
São Paulo, SP

Muito lúcida a entrevista da namorada do senador Suplicy, ao contrário da petulância de Marta para com o ex-marido. Marta pertence a um grupo de pessoas acostumadas a tratar seres humanos como coisas descartáveis e já começa a pagar caro por isso.
Anoel Azeredo
São Bernardo do Campo, SP

Que falta de sorte do senador Eduardo Suplicy. Livrou-se da pena de morte, mas ganhou prisão perpétua. Que mania essas mulheres têm de dizer como ele deve agir.
Nancy Tavares
São Paulo, SP

Que fez o senador Eduardo Suplicy a Deus para ter de suportar Mônica Dallari? Não bastou Marta?
Dóris Abreu
Por e-mail

Mônica Dallari, até então desconhecida para a maioria dos brasileiros, entra agora para o rol das celebridades, graças a sua entrevista e a todo o veneno que despejou em suas respostas. Falou com desenvoltura da vida particular da candidata Marta Suplicy e de seu marido, com a intenção clara de prejudicar a imagem já tão antipatizada da prefeita, com opiniões e comentários que deveria ter guardado para si. É uma exposição que qualquer pessoa sem maiores interesses dispensa, seja porque pode estar sendo tremendamente injusta, seja porque tem o mínimo de educação.
Ana Elisa de Carvalho Melo
São Paulo, SP

Uma mulher inteligente não tece jamais comentários públicos sobre as ex-companheiras do homem que está a seu lado e, muito menos, sobre seus novos pares. Há, sempre, um ranço de despeito e insegurança.
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

As respostas de Mônica foram uma tentativa de tornar Marta antipática perante o público. Ao fazer isso, Mônica também afetou negativamente a imagem de Suplicy. Como pode ser inseguro e fraco alguém que construiu uma carreira política sólida, baseada em princípios humanitários e conduta honesta?
Ciomara Gouvea
São Paulo, SP

Que bom! Um ser humano culto, educado, sensível, honesto, gentil, enfim, admirável encontrou uma mulher que realmente o merece. Sejam felizes, Mônica e Eduardo Suplicy, e que a música Blowin' in the Wind role solta por aí.
Ângela Marisa Franco
Londrina, PR

Firme, opinativa, franca, digna nos posicionamentos, Monica mostrou que exerce sua liberdade de pensamento sem agressividade, com argumentos e serenidade. Foi assim que vi essa mulher elegante e bonita nas páginas amarelas de VEJA. Fiquei contente ao constatar que o senador Suplicy, a quem sempre admirei pela sinceridade, está em tão boa companhia.
Sônia Machiavelli Corrêa Neves
Franca, SP

Excelente a entrevista. Amor é respeito. Citando Renato Russo: "A Mônica ensinava para o Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o mar... E todo mundo diz que ele a completa, e vice-versa, que nem feijão com arroz...".
Marta Maria de Araújo
Santo André, SP

 

Radar

Em relação à nota "Transportes, um ministério que não anda", publicada pela seção Radar (27 de outubro), cumpre esclarecer que o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, tem a total confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vem trabalhando em sintonia com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Telma Feher
Assessoria Especial da Casa Civil da Presidência da República
Brasília, DF

 

Vende-se uma CPI

Indignação, repulsa e nojo foi o que senti ao ler a reportagem "Vende-se uma CPI" (27 de outubro). A comunidade política brasileira, que há muito não tem a confiança da população, precisa, se quiser demonstrar um mínimo de seriedade e dignidade, utilizar esse evento para promover um expurgo radical dessa espécie de político de suas bases partidárias, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil e em todas as esferas de poder, sob pena de serem todos considerados "farinha do mesmo saco".
César Cássio Cardoso
Mineiros, GO

Até quando o povo brasileiro vai aguardar sentado que algo seja feito? A culpa da situação do Brasil é nossa, do povo, de mais ninguém. Vivemos num país mal-acabado e não estamos fazendo muita coisa para resolver de fato os problemas. Não acredito que aguardar por soluções a longo prazo seja o caso aqui. Talvez a longo prazo não haja volta.
José Eduardo Manassero
São Paulo, SP

Em relação às denúncias de extorsão praticada pelo deputado federal André Luiz, informo que enviei os ofícios em anexo aos presidentes nacional e estadual do PMDB e ao presidente da Câmara dos Deputados. Essas são as medidas que me cabia tomar em repúdio à citação indevida de meu nome em tão lamentável episódio.
Senador Sérgio Cabral
Brasília, DF

A reportagem "Vende-se uma CPI" afirma erroneamente que eu me hospedava na casa do deputado federal André Luiz (PMDB-RJ) em Brasília e que faço parte de seu grupo político. Cumpre esclarecer que em nenhum momento freqüentei nenhuma das residências do citado parlamentar, não tenho contato social com o mesmo nem participo ou participei de grupo político integrado pelo deputado. Cumpre esclarecer que o meu relacionamento com o deputado André Luiz limitou-se sempre a questões político-partidárias em vista dos cargos que exerci na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Deputado Paulo Melo
Rio de Janeiro, RJ

 

Eleições

O único programa sobre a fome notável no governo do PT até o momento é a fome pelo poder. Mesmo que isso signifique aceitar apoio do "nefasto" senhor Paulo Maluf. A que ponto chegou o PT ("'Dona Marta' e o 'nefasto'", 27 de outubro).
Rozeinaldo Massini
Curitiba, PR

Resido em Barcelona há dois anos e tenho procurado me distanciar das questões políticas da minha cidade de São Paulo, mas, ao tomar conhecimento da matéria de VEJA sobre o andamento da campanha para o segundo turno das eleições, acabei me revoltando e prontamente resolvi, para desabafar, escrever este e-mail, pois é inacreditável como a candidata Marta Suplicy teve a coragem de receber o apoio do diametralmente contrário Paulo Maluf. Morri de rir com a composição da dupla MARLUF, cujas anedotas reverberaram aqui em nossa comunidade brasileira.
Julian Carax Gonçalvez
Barcelona, Espanha

Marta Suplicy está mais para lobo do que para chapeuzinho. Afinal, ela é PT. E desde quando o PT é melhor que Paulo Maluf? No mínimo, são todos iguais.
Zizi Rafeal
Boynton Beach, Flórida, EUA

O prazer espúrio de ser aficionado de briga de galo implica a assunção dos riscos. E não condiz com um publicitário do gabarito de Duda Mendonça, que trabalha para o petismo a peso de ouro, ser flagrado numa atividade mal dita lúdica e que é notoriamente ilegal. Sujada a barra em Jacarepaguá, embora desacorçoado, Duda deveria ter assumido o problema e não contar, depois de tentar uma carteirada, com o apadrinhamento do ministro da Justiça para livrar sua cara.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP

Rosinha e Garotinho resolveram partir para um tudo ou nada sem limites. Com uma filosofia de Robin Hood de Chicago na cabeça e um suposto apoio divino, o casal desembarcou com todos os ajudantes em Campos, decidido a mostrar para o Brasil quem é que manda no Estado do Rio de Janeiro. Verdadeiros cruzados de uma maneira de fazer política que explora a miséria popular em troca de votos, eles parecem estar acima da lei e da ordem. Na terra da goiabada, a família Garotinho transformou um pudim numa grande marmelada ("Sem limites", 27 de outubro).
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ

 

André Petry

Quantas atrocidades acontecem em nome de Deus! O STF pretende condenar mães de fetos anencéfalos ao sofrimento de ter de carregar em seu ventre por nove meses vidas condenadas à morte em 100% dos casos. Acho que o Estado brasileiro não é laico! Se o fosse, não poderia conviver com o grande crucifixo que se posiciona em lugar de destaque no plenário do STF e da mesma forma na Câmara e no Senado ("Sem aborto. Com dor", 27 de outubro).
Luisa Accioly
Porto Seguro, BA

O Supremo Tribunal Federal está sendo injustamente atacado por ter cassado a liminar que autorizava o aborto de fetos sem cérebro. A Suprema Corte apenas reafirmou que não lhe cabe criar normas legais, e sim aplicá-las aos fatos concretos. O vilão dessa história é outro: o Poder Legislativo federal, omisso, que prefere confortavelmente torrar o meu, o seu, o nosso dinheiro com discussões sobre a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado em vez de enfrentar temas espinhosos e importantes como esse.
Adriano Aparecido Bruno
Bauru, SP

 

Cobra

Cumprimento VEJA pela reportagem que diz respeito às ilegalidades praticadas pela empresa Cobra, vez que retrata a realidade vivida por vários entes públicos, em todas as esferas da administração pública. Vale ressaltar que realmente a Cobra tem formalizado contratos com entes públicos sem licitação. Isso também ocorreu em Uberlândia (MG) no ano de 2003, quando formalizou um contrato com o município, no valor de 6 milhões de reais, para fornecimento de computadores, impressoras e softwares. Só que no caso de Uberlândia existe uma agravante. Os preços dos produtos repassados ao município pela Cobra foram cerca de 22,8% (vinte e dois vírgula oito por cento) mais altos do que o valor que ela contratou com a Itautec. Não há dúvida de que a empresa é uma intermediária de luxo. Por fim, informo que essa "ilegalidade" praticada pela Cobra já está sendo questionada em juízo por uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Uberlândia – autos nº 702.03.095.914-3 –, pretendendo a declaração da ilegalidade do ato e a responsabilização dos envolvidos.
Luiz Henrique Acquaro Borsari
Promotor de Justiça
Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público
Uberlândia, MG

 

Diogo Mainardi

Mainardi foi muito feliz quando disse no texto "Sem medo de meter medo" (27 de outubro) que "o problema do país não é falta de escolas, mas o que se ensina dentro delas". É difícil para uma sociedade democrática funcionar satisfatoriamente se o povo não tem instrução adequada. A educação é essencial para o pleno desenvolvimento das potencialidades do cidadão. O mínimo de escolaridade é um dos direitos sociais, fundamentais e humanos, ainda não cumpridos com qualidade no Brasil. Precisamos mudar isso!
Manoel Juvêncio Freire
Natal, RN

Pela primeira vez concordo integralmente com Mainardi. Depois que o presidente Lula se aliou com as piores oligarquias do país, o PT vem se desfigurando de cima para baixo. Apesar de não concordar em quase nada com a senadora Heloísa Helena e os deputados Babá e Luciana Genro, não posso deixar de registrar, eles ao menos mantiveram a honra da palavra.
Sandro Ferreira
Ponta Grossa, PR

O colunista Diogo Mainardi não poderia ter escrito nada melhor a respeito da opinião do PT sobre seus eleitores. Parabéns!
Cleci Bruni
Por e-mail

 

Stephen Kanitz

Tenho 57 anos, já fiz minha escolha há vinte anos, mas acabo de me matricular num curso de dança de salão perto da minha casa, depois que li "A escolha de seu par" (Ponto de vista, 27 de outubro). Nunca mais vou deixar uma mulher bonita frustrada, como aconteceu no último domingo, quando, ao ser puxado para dançar, recusei apavorado. Enfim, minha mulher vai ter o dançarino com que sempre sonhou!
Josué Fermon
Brasília, DF

Fico feliz em ver um homem inteligente e influente chamar a atenção das pessoas para uma prática tão saudável como a dança de salão, que tem a possibilidade de resgatar valores entre um homem e uma mulher como o cavalheirismo, a gentileza e a educação. Uma observação: as pessoas consideravam a dança de salão uma submissão da mulher porque não tinham a sensibilidade para perceber que nela há uma troca em que o homem conduz e faz tudo para a dama, porque ela quer e deixa, pois isso faz parte de uma relação de companheirismo em que ambos saem ganhando.
Cida Maia
Maringá, PR

Gostaria de cumprimentar Stephen Kanitz pela sensibilidade e precisão dos comentários. Como profissional do ramo, há quinze anos atuando em uma cidade que desconhecia alguns códigos da dança de salão e que hoje é referência nacional, sinto-me duplamente satisfeito: como professor e como dançarino.
Edson Nunes

Florianópolis, SC

 

Cardiopatia e esportes

Na reportagem a respeito de Washington, centroavante do Atlético Paranaense ("Coração valente", 20 de outubro), há uma incorreção. O camaronês Marc-Vivien Foe não morreu de infarto do miocárdio. Na realidade, a necropsia diagnosticou que a causa da morte súbita foi cardiomiopatia hipertrófica. A autópsia realizada no jogador húngaro Miklos Feher, do Benfica, não tinha mostrado doença arterial coronária. Vale ressaltar que a principal causa de morte súbita em atletas é a cardiomiopatia hipertrófica.
Edmundo Arteaga
Médico cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP e pesquisador da cardiomiopatia hipertrófica
São Paulo, SP

Existem várias causas de morte súbita, e o infarto do miocárdio não está entre as mais comuns na faixa etária mais jovem. Comumente a morte súbita é causada por doenças como a cardiomiopatia hipertrófica ou a displasia arritmogênica de ventrículo direito. Os fatores de risco são completamente diferentes, os métodos de diagnósticos são diferentes, a prevenção e o tratamento também o são. O diabetes melito, por exemplo, não é fator de risco para essas doenças que citei. Ambas são, na verdade, geneticamente determinadas (ou seja, cuidado com a história familiar).
Leandro Ioschpe Zimerman
Cardiologista e responsável pelo setor de arritmias cardíacas dos Hospitais de Clínicas de Porto Alegre e Santa Casa de Misericórdia
Porto Alegre, RS

 

Yara Baumgart

Na qualidade de filhos da senhora Baumgart, gostaríamos de nos manifestar em relação à entrevista publicada em VEJA, nas páginas amarelas, e às cartas relativas à referida entrevista. A revista perdeu uma excelente oportunidade de mostrar uma senhora que é empresária, filha, esposa, mãe e avó extremamente consciente desses papéis, ligada a preocupações de ordem filosóficas (formada em filosofia pela PUC-SP), artísticas e de responsabilidade social. Talvez isso tenha ocorrido por parte da inabilidade da entrevistadora de vossa revista, que pode, eventualmente, não ter conduzido adequadamente a entrevista, seja por preconceitos evidenciados nas próprias perguntas formuladas, seja por deduções errôneas sobre algumas respostas. Seria importante que vosso redator-chefe tivesse mais critérios na edição da matéria para que a mesma seguisse fielmente as intenções das cargas semânticas e ideológicas das palavras. Evidenciou-se a intenção de levar a entrevista para o lado jocoso: "Diz que é fluente em cinco idiomas..." Muitas coisas pertinentes que foram ditas por nossa mãe não foram selecionadas para publicação. Em nosso entender, essa espécie de jornalismo não é séria, além de não condizer com a imagem que tínhamos da revista. Aconselhamos aos redatores maior critério nesse sentido, para que não aconteça com a revista VEJA o que aconteceu com a nossa mãe: ser ridicularizada sem razão objetiva para tanto.
"O meio é a mensagem."
Marshall Mac Luhan

Nosso conforto é saber que as pessoas que têm o privilégio da convivência com a nossa mãe sabem que a entrevista não retratou sua realidade.
Cristina, Beatriz, Karin e Otto Baumgart
São Paulo, SP

Olá, Juliana. Acabei de receber a matéria. Gostei muito, sou eu. Volto no começo de novembro e quero almoçar com você para conversarmos. Beijos.
Yara Baumgart
Dubai, Emirados Árabes Unidos

CORREÇÕES: Na nota "Para garantir conforto a bordo" desta edição de VEJA, o valor dos pacotes de cruzeiro no navio Pacific partem de 340 dólares, e não de 179 dólares, como publicado. Diferentemente do que afirma a nota "Ao gosto do freguês" (Radar, 27 de outubro), a Nike produz, sim, o Nike Shox em vários tamanhos, do infantil ao adulto, além de oferecer produtos com cores específicas para as linhas feminina, infantil e masculina.

 

 

As sobrancelhas da Mona Lisa


Mona Lisa e Madonna Benois: sobrancelhas raspadas

O leitor Waldir Mussi, de Curitiba, pergunta: "Na reportagem 'Plástica polêmica' (16 de setembro de 1998), VEJA nos informa que a perda das sobrancelhas da Mona Lisa se deveu ao 'uso de um solvente muito forte por um restaurador desastrado'. Agora, a revista nos informa que a Mona Lisa 'teria as sobrancelhas raspadas conforme a moda da época'. Qual a informação correta?". Há várias versões para a ausência de sobrancelhas no quadro de Da Vinci. Algumas muito exóticas, como a do médico espanhol Julio Cruz y Hermida, que no livro A Gioconda Vista por um Médico atribui o fenômeno a uma alopecia, mal que faz cair todos os pêlos do corpo. Muito popular, mas pouco acreditada, é a história de que numa restauração do século XVII ela teria perdido os pêlos pela ação de um restaurador descuidado. O fato de Giorgio Vasari (1511-1574) ter feito referências às sobrancelhas de Mona Lisa no livroVidas dos Grandes Pintores, Escultores e Arquitetos Italianos deu gás a essa versão, que no entanto é desmentida por Donald Sassoon. Em Mona Lisa – A História da Pintura Mais Famosa do Mundo, Sassoon informa que Vasari escreveu a obra sem nunca ter visto a pintura original. E atribui a ausência de pêlos sobre os olhos à moda da Renascença, que assim o exigia. Tanto em pinturas de personagens de seu tempo, como a Mona Lisa, quanto em quadros da virgem com o menino, como a Madonna Benois, pode-se notar na obra de Leonardo da Vinci vários exemplos de sobrolhos desguarnecidos de pêlos.

 

O Samu é 192

Na nota "Colisão sem traumas", o Guia (6 de outubro) recomenda que em caso de colisão no trânsito com vítimas se deve avisar o resgate, ligando para o telefone 193. O leitor Marco Hermeto lembra que o governo federal criou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para socorro em situações de emergência médica, incluindo atendimento a vítimas de acidentes de trânsito. O telefone do Samu é o 192 e já está valendo para muitos municípios brasileiros. "Este é o serviço-padrão para atendimento, controlado via rádio por médicos e efetuado por profissionais da área de saúde devidamente capacitados para tal. Se necessário, um médico será enviado ao local", lembra Hermeto.

 

 

 
 
 
 
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