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3 de outubro de 2007
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TELEVISÃO

Divulgação
Brothers & Sisters: um drama sem medo de ser denso


Brothers & Sisters
(Quartas, às 23h, no Universal Channel) – Durante uma reunião em família, o patriarca dos Walker sofre um ataque cardíaco fulminante na beira da piscina – e a seqüência de sua queda e agonia dentro d'água não deixa dúvida quanto à voltagem (melo)dramática desse seriado. No centro da trama estão a viúva Nora Walker (Sally Field, que ganhou o Emmy pelo papel) e seus cinco filhos – entre eles um advogado gay, uma radialista conservadora (Calista Flockhart, de Ally McBeal) e um ex-soldado que virou drogado depois de combater no Afeganistão. Com a morte do pai, os ressentimentos familiares vêm à tona – e a imagem de virtuoso do falecido desmorona. Brothers & Sisters não tem medo de ser "denso" – e conta com excelentes atuações.

 

DISCOS

 
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Ben Harper: novas referências musicais

Lifeline, Ben Harper & the Innocent Criminals (EMI) – No início de carreira, o cantor e guitarrista parecia um cruzamento de Jimi Hendrix com Bob Marley. Do primeiro, Harper herdou o virtuosismo e o blues. A contribuição de Marley estava na linguagem do reggae (aquela batida que fez de Harper o cantor predileto entre os surfistas) e nos refrãos pegajosos. Em Lifeline, o cantor amplia seu leque de referências musicais. O blues e o reggae convivem agora com gêneros como o gospel e a música country. Uma das bases da mudança está no bom entrosamento de Harper com sua banda, Innocent Criminals. São eles que enriquecem faixas como Fool for a Lonesome Train, que remete aos trabalhos de Bob Dylan, e dão o clima de missa dominical a Say You Will.

 
Shirlaine Forrest/Getty Images
Dave Grohl, do Foo Fighters: pop dos anos 70

Echoes, Silence, Patience & Grace, Foo Fighters (Sony/BMG) – O novo disco do grupo liderado pelo cantor e guitarrista Dave Grohl é um dos melhores lançamentos da década de 70. Traduzindo: Grohl fez parte do Nirvana, grupo que iniciou o movimento grunge, mas nunca escondeu o desejo de emular o pop de três décadas atrás, como fica claro nesse sexto disco de sua banda. Há canções como Ballad of the Beaconsfield Miners, que lembram os momentos folk de Neil Young, rocks radiofônicos como Statues e um punhado de refrãos bem característicos dos anos 70. O excesso de referências, porém, não tira os méritos do disco. Dave Grohl é um autor talentoso e um dos raros roqueiros que se preocupam mais com a melodia do que com atitude.

 

LIVRO

Ariel, de Sylvia Plath (tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maria Cristina Lenz de Macedo; Verus; 209 páginas; 34,90 reais) – Última coletânea da poeta americana Sylvia Plath (1932-1963), Ariel foi editada por seu marido, o poeta inglês Ted Hughes, depois do suicídio da autora. Hughes excluiu os poemas que tratavam dos problemas do casal. Publicada em 2004 na Inglaterra e nos Estados Unidos, a edição que agora chega ao Brasil recupera o plano original de Sylvia – traz inclusive um fac-símile da versão datilografada. O livro é mais revelador do que a versão editada pelo maridão. Mas é também menos sombrio: inclui poemas desolados como Talidomida, mas acaba com um verso sobre a chegada da primavera. Leia trecho.

 

CINEMA

Morte no Funeral (Death at a Funeral, Estados Unidos/Reino Unido/Alemanha, 2007. Paris Filmes) – Frank Oz é conhecido por comédias de discreto humor negro, como Será que Ele É? e Mulheres Perfeitas. Em Morte no Funeral, ele repete a fórmula, alicerçando seu humor nas neuroses de uma divertida galeria de personagens, do mulherengo incorrigível ao hipocondríaco insuportável. No velório de um pai de família, os filhos Daniel (Matthew Macfadyen) e Robert (Rupert Graves) descobrem um segredo que pode arruinar a compostura exigida pela cerimônia – já bastante abalada pelos velhos conflitos da família. O enredo não chega a escapar dos clichês da comédia familiar, mas garante boas risadas.

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Exuberante Deserto: uma comunidade em choque com os desejos individuais


Exuberante Deserto
(Adama Meshuga'at,
Israel/Alemanha/Japão, 2006. Imovision) – Dvir (Tomer Steinhof) mora em um kibutz e está para completar 13 anos, quando fará o bar mitzvah, ritual de passagem importante para a religião judaica. Faz de tudo para proteger sua mãe, Miri (Ronit Yudkevitz), que sofre de debilitantes problemas emocionais desde que o marido morreu – e é tida como louca pela comunidade. Exuberante Deserto toma o cenário exemplar do kibutz – uma fazenda comunitária – para tratar do choque entre os desejos individuais e os deveres coletivos. A narrativa se centra na relação entre Dvir e sua mãe, mas se amplia para abarcar os problemas cotidianos de todos os membros da comunidade, na linha de outros filmes recentes que constroem vastas redes sociais, como Crash e Babel.





Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Fnac, Laselva; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino.
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