BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2028

3 de outubro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Stephen Kanitz
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Televisão
Tops no ringue

A versão brasileira de um reality show
de sucesso sobre o mundo das modelos


Marcelo Marthe

 
Fotos Divulgação
As candidatas: quadris roliços

Atualmente em sua oitava temporada, a gincana de modelos America's Next Top Model é mais um reality show americano que virou produto de exportação: ganhou versões em 22 países, da França à Tailândia. Em poucos lugares, contudo, o tema encontraria tanta ressonância quanto no Brasil. O mercado nacional de moda movimentou 70 bilhões de reais no ano passado. E, com o fenômeno Gisele Bündchen à frente, produziu-se por aqui um culto à figura da modelo que tem poucos paralelos pelo mundo. Em 2006, o Brasil respondeu por 650.000 dos 5 milhões de participantes (em sua maioria garotas) do concurso mundial da agência Ford. Por isso, não é de estranhar que a estréia do Brazil's Next Top Model, na quarta 3, seja aguardada com ansiedade no "mundinho". O BNTM foi produzido pelo canal pago Sony a um custo estimado em 3 milhões de reais. Envolveu uma seleção dentre mais de 1.700 candidatas, realizada com o apoio da Ford e de seus "olheiros" – a agência premiará a vencedora com um contrato de 200.000 reais. Iniciada há quarenta dias, a gravação é cercada de sigilo. Das vinte jovens da primeira peneiragem, sobram treze ao final do episódio de estréia. Como no Big Brother, as sobreviventes são isoladas numa casa no bairro paulistano do Morumbi. Por três meses, disputarão tarefas relacionadas à profissão – e uma será defenestrada a cada semana.

O original americano tem a marca de sua criadora e apresentadora, a modelo Tyra Banks, conhecida pelos comentários capazes de levar as beldades às lágrimas. Ela é auxiliada por um júri de especialistas que julgam as candidatas diante de situações-limite. Certa vez, as garotas tiveram de fazer um ensaio sobre elefantes. Em outra ocasião, posaram com roupas mínimas num cenário de gelo. A crueldade, enfim, é a alma do negócio. E uma das indagações sobre a versão brasileira é se ela será fiel a esse traço.

 
Fernanda, Erika e Herchcovitch (a partir da esq.): alfinetadas

A primeira opção da Sony para o papel de Tyra foi Gisele Bündchen, que recusou o convite. Depois de vários testes, chegou-se à modelo fluminense Fernanda Motta. Pelo que se vê no episódio inicial, a moça tem desenvoltura diante das câmeras. Mas, apesar de bem cotada no exterior, não inspira a autoridade da americana. A troca de farpas parece ser uma constante no programa. Entre as garotas, logo de cara, houve bate-boca porque uma mato-grossense não gostou de ser chamada de "mulata" por uma concorrente do Piauí. Quanto aos jurados, a Sony fez a opção por nomes respeitados do setor da moda: o estilista Alexandre Herchcovitch, a jornalista Erika Palomino e Paulo Borges, organizador da São Paulo Fashion Week. Em suas primeiras aparições, Herchcovitch fez o papel de carrasco. Encafifado com a quantidade de candidatas "roliças", ele solicitou que os quadris delas fossem checados (nem todos correspondiam ao que se declarava). Mas Borges, que faltou à gravação do primeiro episódio, garante que ele é que será o malvado. "O Alexandre vai se revelar mais compreensivo. Ele é a mãezona judia do júri", diz.



  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |