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Edição 2028

3 de outubro de 2007
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Cartas

 

"VEJA mostra com propriedade como
o cérebro está, lentamente, se deixando
conhecer pela ciência."

José Wagner Cabral de Azevedo
Tambaú, SP

 

Cérebro

Não resisti ao impulso de manifestar minha admiração por VEJA depois de ler a reportagem "O cérebro é o espírito" (26 de setembro). O texto fornece uma rara oportunidade de vislumbrarmos o real significado da palavra autoconhecimento. A complexidade do cérebro é tamanha que freqüentemente somos levados a acreditar que alguma coisa misteriosa e imponderável, fora dos limites do físico e da matéria, é a responsável pelos aspectos mais intrincados de nosso comportamento, como a fala e a linguagem, por exemplo. Em virtude dessa crença equivocada, fiquei privado durante muitos anos de uma compreensão mais adequada das verdadeiras razões de uma disfonia que me acompanha desde a infância. Não faltava gente para afirmar que a gagueira que interrompia meu fluxo verbal decorria de alguma misteriosa causa sem base neurológica, sem substrato físico. Um problema puramente "emocional", como muitos terapeutas gostavam, e ainda gostam, de dizer. Isso continha um julgamento moral implícito: o de que eu era uma pessoa psicologicamente fraca. Agora, isso tudo está começando a mudar, depois que um abençoado neurocientista da Suécia, Per Alm, lançou luz sobre a escuridão que reinava nesse campo de estudo, revelando os possíveis mecanismos neurais envolvidos na etiologia da gagueira. Isso é o que há de mais estimulante e promissor na neurociência: a possibilidade de a humanidade finalmente conquistar o decantado autoconhecimento. Uma possibilidade real de conseguirmos a resposta definitiva para aquela célebre exortação da Esfinge: "Decifra-me ou eu te devoro". Agora está claro: o cérebro é a esfinge. Parabéns, VEJA, por nos ajudar a debelar a voracidade do monstro mitológico de Tebas.
Rafael Sardenberg
Florianópolis, SC

Quanto mais se aprofundam os estudos da neurociência no sentido de demonstrar que nossas ações, emoções e sentimentos são reações físico-químicas que ocorrem em diferentes partes de nosso cérebro, mais nos distanciamos da esperança de que haja uma quintessência, independentemente da fisiologia cerebral, que nos torna conscientes, que a nós sobreviverá e que se chama espírito.
Luiz Santilli Junior
São Paulo, SP

Brilhante a reportagem abordando um tema pouco conhecido. Nosso cérebro é um computador. Acontece que cada cérebro tem o próprio "programa". Em vista disso, nossa cabeça não "entra em rede". Conseguimos colocar em rede dez, 100 ou 1 000 computadores, desde que a programação seja compatível. Com dois cérebros isso jamais acontece. Nem que eles sejam de dois irmãos ou de pais e filhos. Daí as dificuldades nos relacionamentos dos seres humanos.
Pedro Cândido Ferreira Filho
Belo Horizonte, MG

Como está demorando para que a ciência assuma que o espírito é o software e o cérebro é o hardware!
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

Os mistérios do encéfalo estão sendo desvendados. Conceitos arraigados vêm sendo desmascarados com a tecnologia. Parabéns a VEJA por mais esse capítulo de sua brilhante história. Carlos Graieb fez um levantamento didático e esclarecedor.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB

O cérebro é perfeito. Imagine pensar o nome de um amigo ou de um cliente e vir em mente no ato o número do telefone fixo e do celular dessa pessoa, sem apertar nenhum botão. É só pensar e o comando envia a informação, e pronto, está na mão!
Arcangelo Sforcin Filho
São Paulo, SP

É triste ver o materialismo das pessoas. Pesquisar a questão física do cérebro é uma coisa, tentar ligar o cérebro à origem dos sentimentos e emoções é absurdo. Enquanto os cientistas se digladiam entre teorias de diversas correntes sobre a ligação entre cérebro e espírito, o espiritismo fala do cérebro como máquina decodificadora e do espírito como personalidade, há 200 anos, sem se contradizer. E note-se que o espiritismo não é o primeiro a falar dessa forma. Em teorias mais holísticas, hinduístas e budistas falam dessa forma sobre o espírito há aproximadamente 2.000 anos. Já é hora de aproximarmos a ciência material da ciência espiritual.

Gabriel de Oliveira Mathias
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Achei magnífica a reportagem sobre o cérebro, o que me levou a refletir em quão maravilhoso é o criador dessa obra. Só tenho uma ressalva: afirmar que o cérebro é o espírito é o mesmo que afirmar que o computador foi criado por si mesmo, em um encontro casual dos elétrons. E me fez lembrar da edição 1.994 de VEJA – "A força da fé" –, em que cientistas ateus explicam que o cérebro produz o pensamento religioso. Ora, se Deus não existe, tudo é permitido! Se a moral está localizada no cérebro, e os políticos não obedecem ao cérebro, por que criticá-los se nasceram com uma doença mental?
José Roberto Thomaz
São Paulo, SP

 

Renan Calheiros

Estou achando ótimo o Renan ameaçando e chantageando os petistas, expondo os podres que conhece bem, mas deveria expor também os graúdos do partido. Ameaçou só trigo pequeno – Ideli Salvatti e Tião Viana. Espero que Renan abra a gaveta de seu arquivo de safadezas e nos conte também as histórias de Luiz Inácio Lula da Silva, aquele líder sindical que já foi torneiro mecânico ("Renan ameaça os petistas", 26 de setembro).
Sérgio Borba
Novo Hamburgo, RS

Das ameaças desse psicopata político aos próprios camaradas da cumplicidade, a pior delas é a ameaça explícita à democracia e à esperança do cidadão, que se espraia pelo "horizonte do Brasil".
César Locks
Florianópolis, SC

A cada semana lemos, nas páginas de VEJA, mais uma barbaridade praticada pelo senhor Renan Calheiros. Agora é a ameaça feita aos "éticos" do PT. Começo a duvidar que a democracia é um governo do povo, pelo povo e para o povo, pois, no episódio Renan Calheiros, no que menos os senhores senadores pensaram foi no povo brasileiro.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Nesse circo todo, montado no Senado para salvar o "Santo Renan", três figuras me chamam a atenção pela veemência: são os senadores Almeida Lima e Wellington Salgado (que figuraça!) e a senadora Idely Salvatti. Esta não conseguiria convencer nem moradores de condomínios, se fosse síndica. Essas e outras figuras devem estar tremendo de medo de o santo colocar suas vísceras para fora.
Romário Mendes Vargas
Brasília, DF

Agora dá para perceber, com clareza, que as ações, com esforço e determinação, da senadora petista escondiam algo escabroso. O pior é que tal comportamento está se tornando regra entre os petistas, outrora defensores da ética e da lisura.
Jamir de Sousa Lima
São Luís, MA

Renan está vestido de bombas para implodir todos os seus pares. No atentado, ele fatalmente morrerá, mas levará muitos não-inocentes com ele. Por acaso escapará alguém? Pelo que eu estou vendo, o nosso 11 de setembro ainda não terminou. Vem chumbo grosso por aí. Aguardemos...
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

Quando vejo o senhor Renan Calheiros a exercer solenemente as suas atribuições de presidente (?) do Senado, não consigo dissociá-lo da famosa história do rei nu. Sim, ele até pode bater o pé, fazer beicinho, apoiar-se nos seus cúmplices e asseclas e dizer "Daqui não saio, daqui ninguém me tira". Mas o que ele não consegue reparar é que na prática já foi "saído", há muito tempo, banido e expurgado pelos milhões de corações e mentes que amam e respeitam este grande e digno país.
Mann Dyon
Rio de Janeiro, RJ

Ultimamente, e graças ao nobre cavalheiro Renan Calheiros, a leitura do noticiário político brasileiro está exigindo uma prévia administração de antieméticos, tamanha a repugnância que nos provoca. Bezerra da Silva já cantava, em seu refrão: "Se gritar pega ladrão...".
Haroldo Kalleder
Bertioga, SP

Em relação à reportagem, VEJA, mais uma vez, omitiu o fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou pedido do rigoroso procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, para arquivamento da denúncia de um suposto envolvimento meu no caso do dossiê, nas eleições de 2006. É importante ressaltar que, em seu parecer, o procurador diz que: "Pode-se afirmar com segurança que não há um único elemento nestes autos que aponte para o envolvimento do senador Aloizio Mercadante nos fatos". Os ministros do Supremo decidiram pelo arquivamento por unanimidade. A mesma unanimidade que a revista destaca quando acusa deveria ser mencionada quando inocenta. Sem isso, não haverá justiça no Brasil.
Aloizio Mercadante
Senador (PT-SP)
Brasília, DF

 

Impostos no Brasil

Lendo a reportagem "Metade seu, metade dele" (26 de setembro), lembrei-me de que a Inconfidência Mineira começou por causa do quinto, ou seja, eles consideravam um absurdo a cobrança de 20% de impostos. No dia de Tiradentes, os nossos governantes fazem festas para nós, trouxas, que ainda os aplaudimos e neles votamos. Quando será que os nossos ilustres deputados vão defender a população, e não o governo?
Roland Kremp
Itajubá, MG

A reportagem sobre a CPMF está corretíssima e merece aplausos, pois o que torna o tributo tão odioso é justamente a cumulatividade e, conseqüentemente, o seu efeito em cascata. Há meios de o governo tornar o tributo não-cumulativo e respeitar o princípio constitucional da não-cumulatividade.
Sarah Linhares
Curitiba, PR

Além de pagarmos, todo mês, metade do nosso salário em impostos, temos de pagar outras taxas, como o pedágio. O que mais me incomoda é saber que esse dinheiro todo não está sendo destinado para o lugar determinado. Basta olhar para a situação das rodovias, dos hospitais e colégios públicos para perceber que, na verdade, estamos sendo roubados.
Ana Paula Tavares Bittencourt
São Paulo, SP

Não quiseram deixar o homem trabalhar? Agora agüentem. Deixem o homem tributar.
Camilo Jonas da Silva Costa
Pato Branco, PR

 

PAC

O entusiasmo de Dilma Rouseff pelo PAC nos dá esperança de que acelerar o ritmo de crescimento do país não é utopia. Ela cita projetos na rodovia que vai para Santarém, obra do gasoduto Campinas–Rio de Janeiro, trem elétrico do metrô do Recife, esgoto em Florianópolis, fornecimento de água para Manaus – e o Piauí fica esquecido mais uma vez. "Um país sem projeto é um país sem futuro." E um estado esquecido terá futuro ("Sem projeto não existe futuro", 26 de setembro)?
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

 

Salvatore Cacciola

Enquanto corruptos como os mensaleiros, os sanguessugas, os Renans e outros mais, que cometeram e cometem crimes iguais ou piores que os de Salvatore Cacciola, estão soltos aqui no país, a Justiça brasileira preocupa-se em extraditá-lo para que cumpra sua pena aqui. Para quê? Por que não colocar atrás das grades primeiro os que estão impunes por aqui, para depois ver se sobra vaga nos presídios brasileiros para Cacciola? Certamente não sobrará. O número de políticos degenerados aqui no Brasil é tão alarmante que seria impossível arrumar uma vaga para quem já se encontra preso em Mônaco. E eles se aproveitam da sua liberdade e impunidade para debochar da sociedade. Não queremos mais bandidos iguais ou piores do que Cacciola aqui no Brasil, pois já estamos fartos dessa súcia. Basta a Justiça ser eficiente e operante, julgá-los e condená-los a pagar sua pena em regime fechado, pois a culpabilidade e a delinqüência deles já estão provadas e são inquestionáveis, notórias e irreparáveis ("A volta de Cacciola", 26 de setembro).
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG

Caro Cacciola, não se preocupe com a possível deportação para o meu querido Brasil. Fique tranqüilo, aqui terá certamente uma vida sossegada até o fim de sua existência. O máximo que poderá lhe acontecer é que, quando aqui chegar, você ficará preso em uma cela especial, pois certamente possui curso superior. Talvez seja fotografado algemado e apareça no noticiário, mas fique calmo, no máximo permanecerá detido por cinco dias e será solto para gozar a vida e a cara da gente. Se se sentir um inútil, você poderá se candidatar ao Senado, onde certamente será bem acolhido. Mas, se como senador continuar se sentindo inútil, poderá ser presidente do Corinthians.
Wilson Moreira dos Santos
Poços de Caldas, MG

 

Luiz Fernando Corrêa

Em sua entrevista às páginas amarelas de VEJA (26 de setembro), o novo diretor da Polícia Federal, doutor Luiz Fernando Corrêa, foi muito preciso em todas as suas observações e já desfruta 101% de meu apreço, esperança e confiança, por reconhecer como sendo o mais danoso de todos os crimes a corrupção. Cadeia para todos os corruptos!
Mário Celso de Moraes
São Paulo, SP

A entrevista com o novo diretor da Polícia Federal nos mostra um homem que aparenta ter uma visão ampla do funcionamento da sociedade, o que é muito bom. Sua frase "Fazer passeata pela paz durante o dia em Copacabana e comprar cocaína à noite não dá" toca profundamente na hipocrisia nacional. Está na hora de fazer com que os usuários de drogas sejam responsabilizados por suas escolhas.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

Louvo a lucidez do diretor da Polícia Federal. De fato, à polícia cabe a reunião das provas que servirão de fundamentos para a denúncia e para uma decisão justa. Recentemente, durante as investigações da operação Xeque-Mate, fui vítima de meia dúzia de maus policiais. Depois de ser exaustivamente investigado sem nenhuma razão consistente, prestei declarações em um inquérito policial instaurado em 2006, porque absolutamente nada ilícito foi encontrado que pudesse macular a minha conduta profissional ou particular. Como "prêmio", meus inconformados "investigadores" fizeram questão de me execrar e enxovalhar por meio da imprensa nacional e, como último ato, fizeram questão de me "indiciar indiretamente" em outro inquérito policial, que tramitou por menos de dez dias. Agora ainda querem que o Ministério Público Federal ofereça denúncia e torcem para que a Justiça Federal me condene pelo suposto crime de "divulgação de segredo", de cujos fatos, esclareça-se, tomei conhecimento por meio da imprensa.
Aldo Roberto Brandão
Delegado de Polícia Federal
Campo Grande, MS

 

Lya Luft

A escritora Lya Luft fala por mim no artigo "Vai piorar" (Ponto de vista, 26 de setembro). Sinto-me plenamente identificada com tudo o que ela diz sobre esse estado catatônico que tomou conta de nós, brasileiros, que nada fazemos e só assistimos aos desmandos, às imoralidades que vêm sendo cometidas contra nós.
Iara Miriam Dietrich
Cascavel, PR

Enfim, um brado claro e imparcial! Estamos realmente vivendo no limite da nossa tolerância, e Lya Luft estabeleceu o marco de um novo tempo em que não teremos tolerância com tudo o que nos humilha: agências reguladoras, CPIs de novas receitas de pizza, concessionárias que só nos exploram, Justiça lenta, toma-lá-dá-cá, pedágios de todas as ordens, atrasos etc. Vamos lavar este país, antes que piore!
Gustavo Mendes Tristão
Rio de Janeiro, RJ

Uma parcela insignificante dos brasileiros tem consciência e repudia tudo o que está ocorrendo. Outra parcela parece estar anestesiada ao ataque irresponsável das ratazanas públicas. Infelizmente, a parcela da sociedade que mais precisa de governantes sérios e probos parece muito satisfeita com as migalhas que lhe são jogadas debaixo da mesa farta dos poderosos.
Maria Áurea Saldanha Gontijo Fuzari
Alta Floresta d'Oeste, RO

É, senhora Lya Luft, vai piorar muito, e a culpa é nossa. Agora percebemos que até a "oposição" do PSDB, partido ao qual sou filiado, e o DEM estão usando a CPMF como moeda de troca. É uma vergonha. Como se não bastasse, o governo do PT, sorrateiramente, está colocando nas escolas livros doutrinários que têm como herói Mao Tsé-tung. Olha o Chávez aí, gente! Cadê o povo nas ruas? Será que estamos todos alienados, hipnotizados?
Carlos Correa dos Anjos
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Nós, gaúchos, não mantemos acesa a chama nativista por achar que ganhamos a Revolução Farroupilha, muito pelo contrário! É por achar que ainda somos explorados. Se fosse pelo Rio Grande do Sul, o Lula não teria sido reeleito. Não é um excelente motivo para ser separatista? Tu bem que poderias defender o movimento separatista, pois, se ele tiver sucesso, podes emigrar para cá! Aí poderemos dizer, cheios de orgulho, que o Lula é o presidente "deles", e não nosso!
Ana Lúcia do Valle Simões
Porto Alegre, RS

Fui a Porto Alegre um dia depois da palestra do Mainardi. Uma pena que não soube dela antes, pois com certeza teria ido para prestigiá-lo. Leio sua coluna e escuto seu podcast toda semana, sou seu fã de carteirinha. Ai de quem falar mal dele para mim, pois parto para o ataque. Mainardi, continue assim e venha dar mais palestras aqui no Sul.
Gustavo Ramos, 16 anos
Santa Catarina, SC

 

Drible da foca no futebol

Robinho dá as suas pedaladas e todos o aplaudem. O Alexandre Pato faz várias embaixadinhas com o ombro e todos o chamam de ousado. Já o Kerlon "Foca" é chamado de provocador, irresponsável e merecedor de ser abatido em campo a sangue-frio. Na verdade a "foca" usou a cabeça e a inteligência e tirou um coelho da cartola... e também de campo. E vivam a alegria e o talento no futebol ("Como parar o drible da foca – sem falta", 26 de setembro)!
Carivaldo Pinheiro
Rio de Janeiro, RJ

O garoto Kerlon usa o drible da foca somente para seu marketing pessoal. Como o futebol é um esporte coletivo, acho que ele teria mais destaque no circo. Quero ver se ele tem coragem de fazer esse drible em uma final da Libertadores, contra o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, em Buenos Aires.
Cristiano Ribeiro Gonçalves da Costa
Belo Horizonte, MG

 

Tropa de Elite

Longe de mim defender a pirataria! Mas precisamos acabar com essa hipocrisia de dizer que a pirataria "propaga a sonegação fiscal..." ("Um batalhão de cópias", 26 de setembro). Só mesmo um idiota vai alugar um filme por 5 ou 6 reais se ele pode comprar uma cópia mais barata para assistir em casa. E para quê, meu Deus, um cidadão comum brasileiro vai querer contribuir com imposto comprando uma cópia original quando o dinheiro obtido com esse imposto não traz absolutamente nenhum benefício para ele? Se vai para um hospital, morre se não tiver plano médico. Se vai estudar numa escola pública, não aprende nada. O governo força todos a aderir à pirataria (até mesmo o ministro Gil).
Gustavus Adolfus
Birmingham, Inglaterra

 

Especial Ações

Parabéns a VEJA pelo especial Ações (26 de setembro). Ainda há um preconceito muito grande por parte da população quanto ao investimento na bolsa de valores, pois muitos acham que é um "jogo" em que o lucro depende exclusivamente da sorte, o que não é verdade. Aos que investem na bolsa é importante lembrar que a sorte estará do lado daqueles que estudarem e lerem mais.
Paulo André Bueno de Camargo
Ourinhos, SP

 

 

 

VEJA NA PASSEATA

 
Custódio Coimbra/Ag. O Globo
Passeata no Rio: só se salvam o STF, as Forças Armadas e VEJA

Na sexta-feira 21, 300 estudantes fizeram uma passeata na Zona Sul do Rio de Janeiro em protesto contra a impunidade e pedindo a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado. Alguns desses estudantes eram leitores de VEJA e exibiam em seus cartazes a capa da edição de 19 de setembro, que tratou da votação que permitiu ao senador alagoano a manutenção de seu mandato ("Vergonha!"). "O Brasil só tem três instituições: o STF, as Forças Armadas e a VEJA", disse um dos jovens.



O SENADOR INSPIRA A ARTE

 
Bienal B: anagrama oportuno

Enquanto Renan Calheiros resiste às pressões para deixar a presidência do Senado e seus colegas se mostram incapazes de confrontá-lo, o leitor Marcelo Walter, do Recife, envia um cartaz que expressa um sentimento crescente na sociedade. Trata-se de um dos cartazes da campanha Outras Perspectivas, criada pela Paim Comunicação para promover a Bienal B, um conjunto de exposições simultâneas que reunirão cerca de 300 artistas em diversos pontos de Porto Alegre, entre setembro e novembro, paralelamente à Bienal do Mercosul 2007. A campanha utiliza anagramas em que uma palavra revela outra, que lhe amplia o significado. "É um anagrama inteligente que vem do Rio Grande do Sul para expressar a indignação nacional com a absolvição de Renan Calheiros no Senado", escreve Walter.



AS DEZ MAIS

A reportagem "Os números da vergonha" (capa, 19 de setembro), sobre o julgamento de Renan Calheiros no Senado, motivou 708 cartas dos leitores. O assunto já havia gerado 464 cartas na semana anterior, quando os leitores leram a notícia da absolvição de Renan na VEJA.com, a edição on-line da revista. Com as 708 cartas, a reportagem entrou no quinto lugar na lista das dez mais comentadas na história da revista. Veja como ficou o ranking:

 

 



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