"VEJA
mostra com propriedade como
o cérebro está, lentamente, se deixando
conhecer pela ciência." José Wagner
Cabral de Azevedo
Tambaú, SP
Cérebro
Não resisti
ao impulso de manifestar minha admiração por
VEJA depois de ler a reportagem "O cérebro é
o espírito" (26 de setembro). O texto fornece uma rara
oportunidade de vislumbrarmos o real significado da palavra
autoconhecimento. A complexidade do cérebro é
tamanha que freqüentemente somos levados a acreditar
que alguma coisa misteriosa e imponderável, fora dos
limites do físico e da matéria, é a responsável
pelos aspectos mais intrincados de nosso comportamento, como
a fala e a linguagem, por exemplo. Em virtude dessa crença
equivocada, fiquei privado durante muitos anos de uma compreensão
mais adequada das verdadeiras razões de uma disfonia
que me acompanha desde a infância. Não faltava
gente para afirmar que a gagueira que interrompia meu fluxo
verbal decorria de alguma misteriosa causa sem base neurológica,
sem substrato físico. Um problema puramente "emocional",
como muitos terapeutas gostavam, e ainda gostam, de dizer.
Isso continha um julgamento moral implícito: o de que
eu era uma pessoa psicologicamente fraca. Agora, isso tudo
está começando a mudar, depois que um abençoado
neurocientista da Suécia, Per Alm, lançou luz
sobre a escuridão que reinava nesse campo de estudo,
revelando os possíveis mecanismos neurais envolvidos
na etiologia da gagueira. Isso é o que há de
mais estimulante e promissor na neurociência: a possibilidade
de a humanidade finalmente conquistar o decantado autoconhecimento.
Uma possibilidade real de conseguirmos a resposta definitiva
para aquela célebre exortação da Esfinge:
"Decifra-me ou eu te devoro". Agora está claro: o cérebro
é a esfinge. Parabéns, VEJA, por nos ajudar
a debelar a voracidade do monstro mitológico de Tebas.
Rafael Sardenberg Florianópolis, SC
Quanto mais se aprofundam
os estudos da neurociência no sentido de demonstrar
que nossas ações, emoções e sentimentos
são reações físico-químicas
que ocorrem em diferentes partes de nosso cérebro,
mais nos distanciamos da esperança de que haja uma
quintessência, independentemente da fisiologia cerebral,
que nos torna conscientes, que a nós sobreviverá
e que se chama espírito. Luiz Santilli Junior São Paulo, SP
Brilhante a reportagem
abordando um tema pouco conhecido. Nosso cérebro é
um computador. Acontece que cada cérebro tem o próprio
"programa". Em vista disso, nossa cabeça não
"entra em rede". Conseguimos colocar em rede dez, 100 ou 1
000 computadores, desde que a programação seja
compatível. Com dois cérebros isso jamais acontece.
Nem que eles sejam de dois irmãos ou de pais e filhos.
Daí as dificuldades nos relacionamentos dos seres humanos.
Pedro Cândido
Ferreira Filho Belo Horizonte, MG
Como está
demorando para que a ciência assuma que o espírito
é o software e o cérebro é o hardware!
Renzo Sansoni Uberlândia, MG
Os mistérios
do encéfalo estão sendo desvendados. Conceitos
arraigados vêm sendo desmascarados com a tecnologia.
Parabéns a VEJA por mais esse capítulo de sua
brilhante história. Carlos Graieb fez um levantamento
didático e esclarecedor. Joaquim P. Martins João Pessoa, PB
O cérebro
é perfeito. Imagine pensar o nome de um amigo ou de
um cliente e vir em mente no ato o número do telefone
fixo e do celular dessa pessoa, sem apertar nenhum botão.
É só pensar e o comando envia a informação,
e pronto, está na mão! Arcangelo Sforcin Filho São Paulo, SP
É triste
ver o materialismo das pessoas. Pesquisar a questão
física do cérebro é uma coisa, tentar
ligar o cérebro à origem dos sentimentos e emoções
é absurdo. Enquanto os cientistas se digladiam entre
teorias de diversas correntes sobre a ligação
entre cérebro e espírito, o espiritismo fala
do cérebro como máquina decodificadora e do
espírito como personalidade, há 200 anos, sem
se contradizer. E note-se que o espiritismo não é
o primeiro a falar dessa forma. Em teorias mais holísticas,
hinduístas e budistas falam dessa forma sobre o espírito
há aproximadamente 2.000 anos. Já é hora
de aproximarmos a ciência material da ciência
espiritual.
Gabriel de Oliveira
Mathias Cachoeiro de Itapemirim, ES
Achei magnífica
a reportagem sobre o cérebro, o que me levou a refletir
em quão maravilhoso é o criador dessa obra.
Só tenho uma ressalva: afirmar que o cérebro
é o espírito é o mesmo que afirmar que
o computador foi criado por si mesmo, em um encontro casual
dos elétrons. E me fez lembrar da edição
1.994 de VEJA "A força da fé" ,
em que cientistas ateus explicam que o cérebro produz
o pensamento religioso. Ora, se Deus não existe, tudo
é permitido! Se a moral está localizada no cérebro,
e os políticos não obedecem ao cérebro,
por que criticá-los se nasceram com uma doença
mental? José Roberto
Thomaz São Paulo, SP
Renan Calheiros
Estou achando ótimo
o Renan ameaçando e chantageando os petistas, expondo
os podres que conhece bem, mas deveria expor também
os graúdos do partido. Ameaçou só trigo
pequeno Ideli Salvatti e Tião Viana. Espero
que Renan abra a gaveta de seu arquivo de safadezas e nos
conte também as histórias de Luiz Inácio
Lula da Silva, aquele líder sindical que já
foi torneiro mecânico ("Renan ameaça os petistas",
26 de setembro). Sérgio Borba
Novo Hamburgo, RS
Das ameaças
desse psicopata político aos próprios camaradas
da cumplicidade, a pior delas é a ameaça explícita
à democracia e à esperança do cidadão,
que se espraia pelo "horizonte do Brasil". César Locks Florianópolis, SC
A cada semana lemos,
nas páginas de VEJA, mais uma barbaridade praticada
pelo senhor Renan Calheiros. Agora é a ameaça
feita aos "éticos" do PT. Começo a duvidar que
a democracia é um governo do povo, pelo povo e para
o povo, pois, no episódio Renan Calheiros, no que menos
os senhores senadores pensaram foi no povo brasileiro. Kátia Maria Miranda
de Oliveira Salvador, BA
Nesse circo todo,
montado no Senado para salvar o "Santo Renan", três
figuras me chamam a atenção pela veemência:
são os senadores Almeida Lima e Wellington Salgado
(que figuraça!) e a senadora Idely Salvatti. Esta não
conseguiria convencer nem moradores de condomínios,
se fosse síndica. Essas e outras figuras devem estar
tremendo de medo de o santo colocar suas vísceras para
fora. Romário Mendes
Vargas Brasília, DF
Agora dá
para perceber, com clareza, que as ações, com
esforço e determinação, da senadora petista
escondiam algo escabroso. O pior é que tal comportamento
está se tornando regra entre os petistas, outrora defensores
da ética e da lisura. Jamir de Sousa Lima
São Luís, MA
Renan está
vestido de bombas para implodir todos os seus pares. No atentado,
ele fatalmente morrerá, mas levará muitos não-inocentes
com ele. Por acaso escapará alguém? Pelo que
eu estou vendo, o nosso 11 de setembro ainda não terminou.
Vem chumbo grosso por aí. Aguardemos... Levi Bronzeado dos Santos Guarabira, PB
Quando vejo o senhor
Renan Calheiros a exercer solenemente as suas atribuições
de presidente (?) do Senado, não consigo dissociá-lo
da famosa história do rei nu. Sim, ele até pode
bater o pé, fazer beicinho, apoiar-se nos seus cúmplices
e asseclas e dizer "Daqui não saio, daqui ninguém
me tira". Mas o que ele não consegue reparar é
que na prática já foi "saído", há
muito tempo, banido e expurgado pelos milhões de corações
e mentes que amam e respeitam este grande e digno país.
Mann Dyon Rio de Janeiro, RJ
Ultimamente, e graças
ao nobre cavalheiro Renan Calheiros, a leitura do noticiário
político brasileiro está exigindo uma prévia
administração de antieméticos, tamanha
a repugnância que nos provoca. Bezerra da Silva já
cantava, em seu refrão: "Se gritar pega ladrão...".
Haroldo Kalleder Bertioga, SP
Em relação
à reportagem, VEJA, mais uma vez, omitiu o fato de
que o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou pedido do rigoroso
procurador-geral da República, Antônio Fernando
Souza, para arquivamento da denúncia de um suposto
envolvimento meu no caso do dossiê, nas eleições
de 2006. É importante ressaltar que, em seu parecer,
o procurador diz que: "Pode-se afirmar com segurança
que não há um único elemento nestes autos
que aponte para o envolvimento do senador Aloizio Mercadante
nos fatos". Os ministros do Supremo decidiram pelo arquivamento
por unanimidade. A mesma unanimidade que a revista destaca
quando acusa deveria ser mencionada quando inocenta. Sem isso,
não haverá justiça no Brasil. Aloizio Mercadante Senador (PT-SP) Brasília, DF
Impostos no
Brasil
Lendo a reportagem
"Metade seu, metade dele" (26 de setembro), lembrei-me de
que a Inconfidência Mineira começou por causa
do quinto, ou seja, eles consideravam um absurdo a cobrança
de 20% de impostos. No dia de Tiradentes, os nossos governantes
fazem festas para nós, trouxas, que ainda os aplaudimos
e neles votamos. Quando será que os nossos ilustres
deputados vão defender a população, e
não o governo? Roland Kremp Itajubá, MG
A reportagem sobre
a CPMF está corretíssima e merece aplausos,
pois o que torna o tributo tão odioso é justamente
a cumulatividade e, conseqüentemente, o seu efeito em
cascata. Há meios de o governo tornar o tributo não-cumulativo
e respeitar o princípio constitucional da não-cumulatividade.
Sarah Linhares Curitiba, PR
Além de pagarmos,
todo mês, metade do nosso salário em impostos,
temos de pagar outras taxas, como o pedágio. O que
mais me incomoda é saber que esse dinheiro todo não
está sendo destinado para o lugar determinado. Basta
olhar para a situação das rodovias, dos hospitais
e colégios públicos para perceber que, na verdade,
estamos sendo roubados. Ana Paula Tavares Bittencourt São Paulo, SP
Não quiseram
deixar o homem trabalhar? Agora agüentem. Deixem o homem
tributar. Camilo Jonas da Silva
Costa Pato Branco, PR
PAC
O entusiasmo de
Dilma Rouseff pelo PAC nos dá esperança de que
acelerar o ritmo de crescimento do país não
é utopia. Ela cita projetos na rodovia que vai para
Santarém, obra do gasoduto CampinasRio de Janeiro,
trem elétrico do metrô do Recife, esgoto em Florianópolis,
fornecimento de água para Manaus e o Piauí
fica esquecido mais uma vez. "Um país sem projeto é
um país sem futuro." E um estado esquecido terá
futuro ("Sem projeto não existe futuro", 26 de setembro)?
Maria Dilma Ponte de
Brito Parnaíba, PI
Salvatore Cacciola
Enquanto corruptos
como os mensaleiros, os sanguessugas, os Renans e outros mais,
que cometeram e cometem crimes iguais ou piores que os de
Salvatore Cacciola, estão soltos aqui no país,
a Justiça brasileira preocupa-se em extraditá-lo
para que cumpra sua pena aqui. Para quê? Por que não
colocar atrás das grades primeiro os que estão
impunes por aqui, para depois ver se sobra vaga nos presídios
brasileiros para Cacciola? Certamente não sobrará.
O número de políticos degenerados aqui no Brasil
é tão alarmante que seria impossível
arrumar uma vaga para quem já se encontra preso em
Mônaco. E eles se aproveitam da sua liberdade e impunidade
para debochar da sociedade. Não queremos mais bandidos
iguais ou piores do que Cacciola aqui no Brasil, pois já
estamos fartos dessa súcia. Basta a Justiça
ser eficiente e operante, julgá-los e condená-los
a pagar sua pena em regime fechado, pois a culpabilidade e
a delinqüência deles já estão provadas
e são inquestionáveis, notórias e irreparáveis
("A volta de Cacciola", 26 de setembro). Mário Lúcio
Caldeira de Faria Montes Claros, MG
Caro Cacciola, não
se preocupe com a possível deportação
para o meu querido Brasil. Fique tranqüilo, aqui terá
certamente uma vida sossegada até o fim de sua existência.
O máximo que poderá lhe acontecer é que,
quando aqui chegar, você ficará preso em uma
cela especial, pois certamente possui curso superior. Talvez
seja fotografado algemado e apareça no noticiário,
mas fique calmo, no máximo permanecerá detido
por cinco dias e será solto para gozar a vida e a cara
da gente. Se se sentir um inútil, você poderá
se candidatar ao Senado, onde certamente será bem acolhido.
Mas, se como senador continuar se sentindo inútil,
poderá ser presidente do Corinthians. Wilson Moreira dos Santos Poços de Caldas, MG
Luiz Fernando
Corrêa
Em sua entrevista
às páginas amarelas de VEJA (26 de setembro),
o novo diretor da Polícia Federal, doutor Luiz Fernando
Corrêa, foi muito preciso em todas as suas observações
e já desfruta 101% de meu apreço, esperança
e confiança, por reconhecer como sendo o mais danoso
de todos os crimes a corrupção. Cadeia para
todos os corruptos! Mário Celso de
Moraes São Paulo, SP
A entrevista com
o novo diretor da Polícia Federal nos mostra um homem
que aparenta ter uma visão ampla do funcionamento da
sociedade, o que é muito bom. Sua frase "Fazer passeata
pela paz durante o dia em Copacabana e comprar cocaína
à noite não dá" toca profundamente na
hipocrisia nacional. Está na hora de fazer com que
os usuários de drogas sejam responsabilizados por suas
escolhas. José Elias Aiex
Neto Foz do Iguaçu, PR
Louvo a lucidez
do diretor da Polícia Federal. De fato, à polícia
cabe a reunião das provas que servirão de fundamentos
para a denúncia e para uma decisão justa. Recentemente,
durante as investigações da operação
Xeque-Mate, fui vítima de meia dúzia de maus
policiais. Depois de ser exaustivamente investigado sem nenhuma
razão consistente, prestei declarações
em um inquérito policial instaurado em 2006, porque
absolutamente nada ilícito foi encontrado que pudesse
macular a minha conduta profissional ou particular. Como "prêmio",
meus inconformados "investigadores" fizeram questão
de me execrar e enxovalhar por meio da imprensa nacional e,
como último ato, fizeram questão de me "indiciar
indiretamente" em outro inquérito policial, que tramitou
por menos de dez dias. Agora ainda querem que o Ministério
Público Federal ofereça denúncia e torcem
para que a Justiça Federal me condene pelo suposto
crime de "divulgação de segredo", de cujos fatos,
esclareça-se, tomei conhecimento por meio da imprensa.
Aldo Roberto Brandão Delegado de Polícia Federal
Campo Grande, MS
Lya Luft
A escritora Lya
Luft fala por mim no artigo "Vai piorar" (Ponto de vista,
26 de setembro). Sinto-me plenamente identificada com tudo
o que ela diz sobre esse estado catatônico que tomou
conta de nós, brasileiros, que nada fazemos e só
assistimos aos desmandos, às imoralidades que vêm
sendo cometidas contra nós. Iara Miriam Dietrich
Cascavel, PR
Enfim, um brado
claro e imparcial! Estamos realmente vivendo no limite da
nossa tolerância, e Lya Luft estabeleceu o marco de
um novo tempo em que não teremos tolerância com
tudo o que nos humilha: agências reguladoras, CPIs de
novas receitas de pizza, concessionárias que só
nos exploram, Justiça lenta, toma-lá-dá-cá,
pedágios de todas as ordens, atrasos etc. Vamos lavar
este país, antes que piore! Gustavo Mendes Tristão
Rio de Janeiro, RJ
Uma parcela insignificante
dos brasileiros tem consciência e repudia tudo o que
está ocorrendo. Outra parcela parece estar anestesiada
ao ataque irresponsável das ratazanas públicas.
Infelizmente, a parcela da sociedade que mais precisa de governantes
sérios e probos parece muito satisfeita com as migalhas
que lhe são jogadas debaixo da mesa farta dos poderosos. Maria Áurea
Saldanha Gontijo Fuzari Alta Floresta d'Oeste,
RO
É, senhora
Lya Luft, vai piorar muito, e a culpa é nossa. Agora
percebemos que até a "oposição" do PSDB,
partido ao qual sou filiado, e o DEM estão usando a
CPMF como moeda de troca. É uma vergonha. Como se não
bastasse, o governo do PT, sorrateiramente, está colocando
nas escolas livros doutrinários que têm como
herói Mao Tsé-tung. Olha o Chávez aí,
gente! Cadê o povo nas ruas? Será que estamos
todos alienados, hipnotizados? Carlos Correa dos Anjos
Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi
Nós, gaúchos,
não mantemos acesa a chama nativista por achar que
ganhamos a Revolução Farroupilha, muito pelo
contrário! É por achar que ainda somos explorados.
Se fosse pelo Rio Grande do Sul, o Lula não teria sido
reeleito. Não é um excelente motivo para ser
separatista? Tu bem que poderias defender o movimento separatista,
pois, se ele tiver sucesso, podes emigrar para cá!
Aí poderemos dizer, cheios de orgulho, que o Lula é
o presidente "deles", e não nosso! Ana Lúcia do
Valle Simões Porto Alegre, RS
Fui a Porto Alegre
um dia depois da palestra do Mainardi. Uma pena que não
soube dela antes, pois com certeza teria ido para prestigiá-lo.
Leio sua coluna e escuto seu podcast toda semana, sou seu
fã de carteirinha. Ai de quem falar mal dele para mim,
pois parto para o ataque. Mainardi, continue assim e venha
dar mais palestras aqui no Sul. Gustavo Ramos, 16 anos
Santa Catarina, SC
Drible da foca
no futebol
Robinho dá
as suas pedaladas e todos o aplaudem. O Alexandre Pato faz
várias embaixadinhas com o ombro e todos o chamam de
ousado. Já o Kerlon "Foca" é chamado de provocador,
irresponsável e merecedor de ser abatido em campo a
sangue-frio. Na verdade a "foca" usou a cabeça e a
inteligência e tirou um coelho da cartola... e também
de campo. E vivam a alegria e o talento no futebol ("Como
parar o drible da foca sem falta", 26 de setembro)!
Carivaldo Pinheiro Rio de Janeiro, RJ
O garoto Kerlon
usa o drible da foca somente para seu marketing pessoal. Como
o futebol é um esporte coletivo, acho que ele teria
mais destaque no circo. Quero ver se ele tem coragem de fazer
esse drible em uma final da Libertadores, contra o Boca Juniors,
no estádio da Bombonera, em Buenos Aires. Cristiano Ribeiro Gonçalves
da Costa Belo Horizonte, MG
Tropa
de Elite
Longe de mim defender
a pirataria! Mas precisamos acabar com essa hipocrisia de
dizer que a pirataria "propaga a sonegação fiscal..."
("Um batalhão de cópias", 26 de setembro). Só
mesmo um idiota vai alugar um filme por 5 ou 6 reais se ele
pode comprar uma cópia mais barata para assistir em
casa. E para quê, meu Deus, um cidadão comum
brasileiro vai querer contribuir com imposto comprando uma
cópia original quando o dinheiro obtido com esse imposto
não traz absolutamente nenhum benefício para
ele? Se vai para um hospital, morre se não tiver plano
médico. Se vai estudar numa escola pública,
não aprende nada. O governo força todos a aderir
à pirataria (até mesmo o ministro Gil). Gustavus Adolfus Birmingham, Inglaterra
Especial Ações
Parabéns
a VEJA pelo especial Ações (26 de setembro).
Ainda há um preconceito muito grande por parte da população
quanto ao investimento na bolsa de valores, pois muitos acham
que é um "jogo" em que o lucro depende exclusivamente
da sorte, o que não é verdade. Aos que investem
na bolsa é importante lembrar que a sorte estará
do lado daqueles que estudarem e lerem mais. Paulo André Bueno
de Camargo Ourinhos, SP
VEJA NA PASSEATA
Custódio
Coimbra/Ag. O Globo
Passeata no Rio: só
se salvam o STF, as Forças Armadas e VEJA
Na sexta-feira 21,
300 estudantes fizeram uma passeata na Zona Sul do Rio
de Janeiro em protesto contra a impunidade e pedindo
a saída de Renan Calheiros da presidência
do Senado. Alguns desses estudantes eram leitores de
VEJA e exibiam em seus cartazes a capa da edição
de 19 de setembro, que tratou da votação
que permitiu ao senador alagoano a manutenção
de seu mandato ("Vergonha!"). "O Brasil só tem
três instituições: o STF, as Forças
Armadas e a VEJA", disse um dos jovens.
O SENADOR INSPIRA
A ARTE
Bienal B: anagrama oportuno
Enquanto Renan Calheiros
resiste às pressões para deixar a presidência
do Senado e seus colegas se mostram incapazes de confrontá-lo,
o leitor Marcelo Walter, do Recife, envia um cartaz
que expressa um sentimento crescente na sociedade. Trata-se
de um dos cartazes da campanha Outras Perspectivas,
criada pela Paim Comunicação para promover
a Bienal B, um conjunto de exposições
simultâneas que reunirão cerca de 300 artistas
em diversos pontos de Porto Alegre, entre setembro e
novembro, paralelamente à Bienal do Mercosul
2007. A campanha utiliza anagramas em que uma palavra
revela outra, que lhe amplia o significado. "É
um anagrama inteligente que vem do Rio Grande do Sul
para expressar a indignação nacional com
a absolvição de Renan Calheiros no Senado",
escreve Walter.
AS DEZ MAIS
A reportagem "Os
números da vergonha" (capa, 19 de setembro),
sobre o julgamento de Renan Calheiros no Senado, motivou
708 cartas dos leitores. O assunto já havia gerado
464 cartas na semana anterior, quando os leitores leram
a notícia da absolvição de Renan
na VEJA.com, a edição on-line da revista.
Com as 708 cartas, a reportagem entrou no quinto lugar
na lista das dez mais comentadas na história
da revista. Veja como ficou o ranking: