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Edição 1 720 - 3 de outubro de 2001
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Voluntariado conta ponto

O voluntariado está deixando de ser retórica em muitas empresas brasileiras. Pesquisa da consultoria Manager com 240 executivos revela que 48% deles já participaram de algum programa, como visita a creches e lares de idosos. O investimento em programas sociais virou ponto importante na hora de escolher onde trabalhar: 83% acham esse tipo de política das firmas um fator de atração no mercado de trabalho.

 

Basta um erro, e o candidato está fora


Na hora de aprontar o currículo, todo profissional se preocupa com a seleção das informações e a apresentação gráfica. Muitos se descuidam, no entanto, ao escrever o nome e o cargo do destinatário, um escorregão banal que pode comprometer todo o esforço do pretendente a uma vaga disputada naquela companhia. "Quando esses dados são grafados com erro, quem recebe o currículo é induzido a pensar que o remetente é alguém desleixado e desatento", diz o headhunter Darcio Crespi, sócio-diretor no Brasil da Heidrick & Struggles. Ele recomenda uma providência simples: confirmar as informações por telefone com a secretária do destinatário.

 

Ginástica em família


Rogério Montenegro


Pais e filhos juntos na malhação. É o que promete o FitClub, um conjunto de programas de ginástica originário da Inglaterra que está chegando ao Brasil pelas mãos da empresa Body Systems, especializada em trazer novidades esportivas para as academias do país. São dez atividades, que atingem a faixa etária dos 2 aos 16 anos. Num dos programas, o ArtWorkx, a garotada pratica exercícios físicos além de realizar desenhos e brincar com jogos de letras. No Water World, aprendem-se vários tipos de esporte aquático, como body boarding e mergulho. Há também o SAQ Sports, voltado para a iniciação esportiva dos 12 aos 16 anos. Os pais podem participar de algumas modalidades dentro dos programas ou deixar os filhos se exercitando enquanto malham. "Temos três objetivos: educar, introduzir a criança no mundo da atividade física e divertir", diz Paulo Akiau, diretor executivo da Body Systems.

 

Combate à hipertensão

Roger Bester


Quem tem problema crônico de hipertensão conta agora com uma facilidade para o tratamento: a entrega de remédio em domicílio, com desconto de até 50% sobre o preço máximo ao consumidor. A iniciativa é do fabricante Pfizer, que lançou o programa Norvasc em Casa, para a disseminação do anti-hipertensivo produzido pelo laboratório. Basta indicar na ficha de inscrição encontrada em consultórios médicos a opção de receber o medicamento no lar em São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e em outras cidades brasileiras. O objetivo do programa da Pfizer é garantir a continuidade do tratamento da doença. Em problemas crônicos, como hipertensão, muitos pacientes acabam abandonando a terapia. Antes do Norvasc em Casa, o laboratório já tinha outros programas para garantir a fidelidade dos consumidores.

 

BOA NOTÍCIA

Redução de quelóide

A cirurgiã plástica Nícia Colucci, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aplicou, com sucesso, um quimioterápico para quelóide, espécie de cicatriz que pode aparecer depois de contusão, cirurgia ou queimadura. Ela empregou sulfato de bleomicina, uma substância utilizada no tratamento do câncer. O estudo comprovou a redução do número de células da lesão e, portanto, a diminuição do volume do quelóide.

 

MÁ NOTÍCIA

Nem tudo é diversão

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo concluíram que os surfistas podem sofrer desequilíbrio muscular na região dos ombros, por causa do esforço exigido no ato de "remar" contra a corrente em cima das pranchas. O resultado costuma vir sob a forma de dor, deslocamento e tendinite. A atividade requisita mais certos músculos que levam os ombros para a frente. Até mesmo os surfistas de fim de semana podem correr esse risco.

 

Discuta com seu médico

BOTOX CONTRA A DOR

Surgiu mais uma aplicação para o Botox, nome pelo qual é conhecida a toxina botulínica do tipo A, que deixa esticadinha a testa de muita gente famosa. O neurocirurgião italiano Mauro Porta, da Policlínica de San Marco, está empregando injeção de Botox para aplacar a dor, experiência que mostrou em São Paulo, recentemente. Segundo ele, funciona muito bem no caso de lombalgia associada a fortes contrações musculares e em dores de cabeça, como a cefaléia tensional.

 

UMA OU VÁRIAS VEZES?

Antonio Milena


Alguns cardiologistas estão considerando um avanço a decisão do laboratório inglês AstraZeneca de colocar no mercado brasileiro o Zestril, popular remédio para tratar a insuficiência cardíaca, na dose de 30 miligramas. Com a nova prescrição, os pacientes podem medicar-se apenas uma vez ao dia. Isso facilita a vida do usuário e aumenta a aderência ao tratamento. "O paciente se esquece com menos freqüência da dose quando a toma apenas uma vez ao dia", explica o cardiologista Antonio Carlos Pereira Barretto, da Universidade de São Paulo. Estudos realizados com o medicamento mostram também que essa é a quantidade correta para reduzir o risco de re-hospitalizações.

 

Para contar no bar

Psicólogo formado pela University College London e doutorado pela Edinburgh University, o cientista britânico Richard Wiseman organizou um concurso que pretende eleger a piada mais engraçada do mundo. Durante os próximos seis meses, seu laboratório receberá anedotas de todos os cantos, pela internet. Comediantes vão gravar as piadas finalistas, para que sejam submetidas a um júri internacional, encarregado de fazer a escolha – caso não tenham morrido de tanto rir, é claro. A reação do cérebro dos jurados será monitorada, e os resultados prometem ser úteis para o estudo de lesões cerebrais e de outros problemas da mente. Antes de se formar em psicologia, Wiseman foi mágico e agora estuda assuntos como paranormalidade, intuição e síndrome da falsa memória. O trabalho dele já recebeu verbas equivalentes a 1,6 milhão de reais de várias entidades ligadas à ciência. Como ninguém teve essa idéia antes?

 

Entrega rápida


Daniela Picoral


O serviço ainda está na idade da pedra, quando comparado com o oferecido nos Estados Unidos e na Europa. Mas aos poucos as companhias brasileiras do setor de malotes vão se aprimorando. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos colocou em funcionamento o Sedex 10, um serviço que recebe os pacotes de encomendas até o fechamento de suas agências, às 17 horas, e garante a entrega expressa até as 10 horas do dia seguinte. Antes, praticamente não havia entrega no período da manhã. Agora, as encomendas podem ser despachadas normalmente, de segunda a sexta, com até 30 quilos, em dez capitais do país. Aos sábados, elas também são aceitas até o meio-dia, para chegar ao destinatário na manhã de segunda-feira. O preço do novo serviço é 30% a 40% maior que o normal. Um pacote de até 1 quilo, saindo de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro, custa 13 reais, por exemplo. Caso o despacho não chegue no horário previsto, o cliente receberá em dobro o custo pago com a postagem. O acompanhamento pode ser feito pelo site dos Correios na internet. De acordo com o gerente do programa de encomendas dos Correios, Everton Machado, a indenização ao cliente por um eventual atraso será feita em até dez dias, contados a partir do dia da reclamação.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Alexandra Martins,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 


   
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