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Terrorismo As duas
últimas edições de VEJA foram perfeitas. Cobertura
sóbria. O que não se entende é a insistência
de certa "inteligência" brasileira (copiando o que há de
mais retrógrado no Primeiro Mundo) na pregação da
tese de que os Estados Unidos estão "colhendo o que plantaram".
Ainda bem que, para decepção dessa gente, todas as nações,
exceto naturalmente o Afeganistão, estão apoiando os Estados
Unidos na caça aos terroristas. Não há como esconder
que o mundo nunca, em momento algum, respirou tanta democracia e liberdade,
pelo menos até o último dia 11 de setembro. É necessário
que se pare agora o terror ou perderemos definitivamente a paz. Cumprimento
novamente VEJA pela grande cobertura, com detalhes que ajudam a compreender
a grande confusão oriental, que a maioria dos brasileiros não
sabia que existia. Ajudam principalmente os professores nas aulas, esclarecendo
os alunos. Tenho certeza de que essas edições se transformarão
em relíquias. Depois de algum tempo, serão fonte de pesquisas,
especialmente para os historiadores. Lendo as
reportagens, fica uma triste sensação de que uma bomba,
um míssil, uma desgraça vai cair em nossa cabeça.
Não haverá vencedores. Todos sairemos no mínimo mutilados,
se não formos todos destruídos. Os tempos mudaram e com
a globalização ficaram mais expostas as virtudes e as fraquezas.
Fica muito claro que já não há unanimidade e reconhecimento
com relação à liderança americana no mundo
de hoje. Não existem mais espaços no planeta para posições
isoladas. Eu não
sou muçulmana, mas muitos amigos meus são, e eles detestam
o modo como os governantes do Afeganistão usam o Islã como
desculpa para tudo o que fazem. Eu não vi nenhuma prova definitiva
de que Osama bin Laden tenha cometido aquele ato terrível. Eu cá
tenho minhas dúvidas, mas não tenho idéia de quem
tenha praticado aquele ato criminoso. Como muçulmana
eu me entristeci com o fato de que uma minoria dessa religião comete
graves erros, usando o Islã para justificar sua insanidade, resultando
em preconceito para todos os seguidores. O islamismo é uma religião
que muito contribuiu para o desenvolvimento da humanidade em várias
épocas, independentemente da cultura. Em 1992 eu
morei por alguns meses na Bélgica para estudar. Tive colegas muçulmanos
na universidade e na residência estudantil onde estive. A residência
havia sido instalada por um sacerdote católico principalmente para
ajudar garotas africanas a ter oportunidade de estudar na Europa e melhorar
as perspectivas profissionais. Várias moças muçulmanas
viviam na casa marroquinas, senegalesas, argelinas, turcas. Estavam
na Europa se aprimorando longe dos pais e ainda assim observavam o Ramadã,
jejuando durante o dia. Mas estudavam, nem todas cobriam a cabeça
e eram bem informadas e articuladas. Talvez elas não representassem
a média da mulher muçulmana, mas não eram casos tão
raros assim.
Parabéns
pela entrevista com Paul Johnson. Ele nos mostrou de forma clara, objetiva
e incontestável a real face do Islã e o verdadeiro motivo
de tanto ódio aos americanos (Amarelas, 26 de setembro). Assinante
antigo de VEJA, nunca mandei carta nem e-mail. Mas não me contive
desta vez, assim que comecei a ler as Páginas Amarelas. Há
muito tempo que não leio uma entrevista tão inteligente
e com uma pessoa tão sensata. Faço minhas as suas palavras
com muito pouco a acrescentar. Mas acredito na maioria do povo muçulmano,
principalmente nos que moram em democracias e delas se beneficiam, quando
dizem que querem a paz. Como judeu, apóio o direito legítimo
do povo palestino a sua pátria, mas acredito, como Paul Johnson,
que a paz só virá no dia em que palestinos e árabes
também aceitarem verdadeiramente o direito igualmente legítimo
da existência de Israel. Lamentável
que Paul Johnson, historiador, nada tenha estudado sobre a real história
do Islã. Essa palavra se originou da aglutinação
de duas outras: "Salam", que significa paz, e "Istislam", que quer dizer
submissão. Ao contrário do que afirma Johnson, a palavra
Islã, portanto a própria religião islâmica,
tem um significado ao mesmo tempo simples e amplo: o de que o ser humano
só alcançará a paz quando se submeter voluntariamente
a Deus. Isso é praticar o bem ao próximo, procurar o saber
(a educação também é um dever do muçulmano)
e a harmonia entre os povos, porque Deus é uma junção
de todas essas qualidades. O islamismo prega, sim, a paz. E qualquer outra
interpretação ou ação de grupos isolados e
facções extremistas, no sentido da opressão e de
ações beligerantes, é um erro imenso. Fiquei surpreso
com a publicação da entrevista de Paul Johnson. Ele diz
que, diferentemente do judaísmo e do cristianismo, o islamismo
não passou por nenhuma reforma e se mantém essencialmente
o mesmo. Como acreditar que uma religião se tenha mantido a mesma,
sem mudar, há 1.400 anos? Ainda mais
quando falamos de islamismo, uma religião que nasceu sem dono,
sem hierarquia formal, sem dogmas unanimemente aceitos. Desde o início,
o islamismo se divide em uma infinidade de seitas, de pensamentos, de
modo de agir, de escolas. O "historiador" diz que Islã quer dizer
submissão, dando a entender que é uma religião que
quer submeter à força todos os povos. Islã quer dizer
literalmente submissão voluntária à
vontade de Deus. Ele cita um trecho, tirado totalmente do seu contexto,
do Corão: "Matai os idólatras onde quer que os encontreis".
E diz que isso é prova do caráter nocivo e beligerante do
islamismo. O trecho se refere aos politeístas que à época
da Revelação estavam em guerra com os muçulmanos.
Não se refere, portanto, aos judeus e aos cristãos, considerados
crentes, a quem se deve respeitar. Leiam este trecho: "Se alguém
matar outro por astúcia, tu o arrancarás até mesmo
do meu altar, para que morra". Trecho do Corão? Não,
trecho da Torá ou do Antigo Testamento (Exodo). E será
que o Deus da Torá e do Antigo Testamento é um Deus
que autoriza o homicídio e a vingança? Não, é
apenas um trecho fora do contexto. O Deus é o mesmo na Torá,
no Antigo Testamento ou no Corão: um Deus único,
misericordioso e de amor.
VEJA é
ótima. Concordo que nós, jovens, somos a geração
mais bem informada de todos os tempos. Afinal, também lemos VEJA.
Além
de nos dar informações semanais, VEJA desta vez se superou.
O jogo VEJA da Verdade que vem anexado à Edição Especial
desta semana é sensacional. A revista conseguiu fazer uma coisa
rara em minha casa. Fez com que todos se sentassem juntos para discutir
assuntos da atualidade. Parabéns e obrigado. O jovem foi
bem valorizado e respeitado no número anterior de VEJA, ganhando
até uma edição especial. É ótimo falar
dessa fase tão importante na vida de qualquer pessoa. Fase de muitas
dúvidas, muitas descobertas, muitas alegrias e tristezas. Fase
de descobrimento. Apesar de esta ser a geração mais bem
informada de todos os tempos, vemos que ela está um pouco perdida.
Não sabe o que fazer em diversas situações, como
desilusões amorosas, surpresas nas amizades e muita, mas muita
informação. Os mais confusos entram por vários caminhos,
chegando ao famoso "mundo das drogas''. Um dos principais problemas entre
os jovens de todo o mundo.
Sabe-se
que guerrilha e terror se combatem com assistência à população,
programas de desenvolvimento social: educação, saneamento
e infra-estrutura. Por favor, fale mais sobre a alternativa de os Estados
Unidos "bombardearem" o Afeganistão com alimentos, infra-estrutura
e educação, curando uma chaga de origem econômica,
mais que ideológica, na face deste pequeno planeta. Parabéns
pelo artigo. Insista no tema, por favor (Em foco, 26 de setembro). Gostaria
de cumprimentar Gustavo Franco. Realmente uma injeção de
capital nos países miseráveis, ou mesmo nos guetos miseráveis
dos países emergentes, poderia, sim, alavancar a economia mundial,
afastando-a da recessão. Além de provavelmente desestimular
novos seguidores de causas terroristas.
A respeito
do artigo "Duelo de titãs" (Ponto de vista, 26 de setembro), na
qualidade de secretário de Educação a Distância
do Ministério da Educação, tenho a obrigação
de esclarecer que nenhuma decisão sobre software foi tomada no
MEC em razão da visita ao Brasil do senhor Steve Ballmer, da Microsoft;
a recomendação do uso do sistema operacional Windows no
Programa de Informatização do Ensino Médio feita
pelo MEC à Anatel respeita o que decidiram unanimemente coordenadores
estaduais de informática na educação e do ensino
médio, nos termos da ata datada de abril do corrente, portanto
muito anterior à visita do senhor Ballmer ao Brasil. Pesquisa da
FGV (Administração de Recursos de Informática)
desmente a afirmação de que o Linux já abocanhou
60% do mercado de servidores: o número correto nas empresas brasileiras
anda em torno de 25% (Unix e família). No mundo dos alunos da rede
pública, 97% dos computadores operam sob Windows.
Lamento
profundamente a inclusão gratuita de meu nome na matéria
sobre uma suposta "bancada aérea" no Congresso. Não imaginava
que o fato de ter sido amigo do saudoso comandante Rolim que cita
meu nome numa carta aos passageiros, por ocasião dos 25 anos da
empresa, exatamente sobre amizades me transformaria automaticamente
em lobista da TAM, como levam a crer o texto e, sobretudo, a ilustração
("A força da bancada aérea", 12 de setembro).
Na reportagem
"Uma casa e tanto" (29 de agosto), a propósito do empreendimento
Classic Hall, informo que as normas operacionais praticadas pelo BNDES
nesta operação de crédito foram as mesmas que vêm
sendo aplicadas pelo banco no decorrer de seus quase cinqüenta anos
de atividades. O financiamento concedido, no valor de 2,5 milhões
de reais, tem um custo calculado à base de Taxa de Juros de Longo
Prazo (TJLP), atualmente de 9,5% ao ano, acrescida de 1% ao ano a título
de spread básico e de 3% ao ano de taxa de risco cobrada pelo agente
financeiro, o que soma 13,5% ao ano. É importante lembrar que,
afora os empréstimos do BNDES, não existe mercado de crédito
de longo prazo no Brasil, não havendo, portanto, como comparar
as taxas de juros do BNDES com as do mercado.
CORREÇÕES:
Um dos pilares do islamismo é a peregrinação a
Meca ao menos uma vez durante a vida, e não todo ano ("O
mundo do Islã", 26 de setembro). |
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