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Edição 1 720 - 3 de outubro de 2001
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A permanência da notícia

As capas de VEJA sobre o atentado: a serviço do leitor

Alguns assuntos entram na vida das pessoas sem ser convidados e se recusam a ir embora. O atentado terrorista a Nova York e Washington, ocorrido em 11 de setembro, é um deles. Suas conseqüências continuam desafiando o entendimento. Três semanas depois da cinematográfica destruição dos alvos pelos terroristas, com a morte de mais de 6.000 pessoas, seus desdobramentos continuam se impondo aos analistas como temas de reflexão – e ao público leigo como assunto de interesse primordial.

Há a sensação de que a ousadia do terror em atacar o palco mais cosmopolita do mundo, Nova York, e o centro nervoso da defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, tirou o planeta dos eixos – e ele ainda não voltou à normalidade. Os efeitos traumáticos dessa nova ordem podem ser sentidos não apenas nas altas esferas da política e da diplomacia mundiais, mas no cotidiano das pessoas. As duas edições passadas de VEJA e a que agora chega às mãos dos leitores refletem esse clima de mudança permanente.

Apenas em algumas poucas ocasiões no passado, VEJA dedicou três reportagens seguidas de capa a um mesmo assunto. As reportagens da revista, além de informar, não fogem da missão mais delicada mas vital de tentar dar sentido aos fatos. Uma das reportagens discute uma questão da qual quase todo mundo fugiu: a existência de guerras justas, de batalhas que precisam ser lutadas, um conceito que o próprio Vaticano reafirmou na semana passada.

A presente edição trata em profundidade da questão do antiamericanismo, fenômeno complexo, multifacetado mas real. Trata especialmente do uso político que foi feito desse sentimento pelos tradicionais adversários dos Estados Unidos e pelos inconformados com a dispersão do estilo de vida americano pelo mundo. A reportagem de fundo mostra como a manipulação demagógica do antiamericanismo tentou transformar a vítima em culpada pelo atentado terrorista.

 
 
   
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