A permanência
da notícia
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| As
capas de VEJA sobre o atentado: a serviço do leitor |
Alguns assuntos
entram na vida das pessoas sem ser convidados e se recusam a ir embora.
O atentado terrorista a Nova York e Washington, ocorrido em 11 de setembro,
é um deles. Suas conseqüências continuam desafiando
o entendimento. Três semanas depois da cinematográfica destruição
dos alvos pelos terroristas, com a morte de mais de 6.000
pessoas, seus desdobramentos continuam se impondo aos analistas como temas
de reflexão e ao público leigo como assunto de interesse
primordial.
Há
a sensação de que a ousadia do terror em atacar o palco
mais cosmopolita do mundo, Nova York, e o centro nervoso da defesa dos
Estados Unidos, o Pentágono, tirou o planeta dos eixos e
ele ainda não voltou à normalidade. Os efeitos traumáticos
dessa nova ordem podem ser sentidos não apenas nas altas esferas
da política e da diplomacia mundiais, mas no cotidiano das pessoas.
As duas edições passadas de VEJA e a que agora chega às
mãos dos leitores refletem esse clima de mudança permanente.
Apenas em
algumas poucas ocasiões no passado, VEJA dedicou três reportagens
seguidas de capa a um mesmo assunto. As reportagens da revista, além
de informar, não fogem da missão mais delicada mas vital
de tentar dar sentido aos fatos. Uma das reportagens discute uma questão
da qual quase todo mundo fugiu: a existência de guerras justas,
de batalhas que precisam ser lutadas, um conceito que o próprio
Vaticano reafirmou na semana passada.
A presente
edição trata em profundidade da questão do antiamericanismo,
fenômeno complexo, multifacetado mas real. Trata especialmente do
uso político que foi feito desse sentimento pelos tradicionais
adversários dos Estados Unidos e pelos inconformados com a dispersão
do estilo de vida americano pelo mundo. A reportagem
de fundo mostra como a manipulação demagógica
do antiamericanismo tentou transformar a vítima em culpada pelo
atentado terrorista.
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