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VEJA
Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Rufus
Thomas: o melhor do soul |
Only the Strong Survive (estréia nesta sexta em São
Paulo e no Rio de Janeiro) O premiado documentarista D.A.
Pennebaker registrou momentos antológicos da música
pop como um dos mais famosos festivais de rock dos anos 60,
o Monterey Pop. Em Only the Strong Survive, Pennebaker e
sua mulher e habitual parceira, Chris Hegedus, voltam suas lentes
para a soul music. O enfoque é original: em vez de simplesmente
narrar a história desse estilo musical que teve seu auge
nos anos 60 e 70, o documentário focaliza dez feras do soul
que continuam na ativa. Artistas do quilate de Isaac Hayes, Wilson
Pickett e Rufus Thomas que morreu logo depois das filmagens
surgem em cena para mostrar que o soul está mais vivo
do que nunca.
LIVROS
Antonio Milena
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| Lygia:
histórias fantásticas |
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Páginas
de Sombra (Casa da Palavra; 167 páginas; 28 reais)
A literatura fantástica, aquela que explora as fronteiras
entre o real e o insólito, nunca foi uma vertente dominante
na literatura brasileira. Apesar disso, os autores nacionais produziram
algumas narrativas instigantes no gênero. Essa antologia é
prova disso. Organizada por Braulio Tavares, ela reúne dezesseis
contos produzidos entre o fim do século XIX e os anos 90.
Inclui textos de especialistas dessa seara, como o mineiro Murilo
Rubião, e também trabalhos de autores como Machado
de Assis, Lygia Fagundes Telles e Aluísio Azevedo, que ocasionalmente
fizeram incursões nela. É curioso um conto pouco conhecido
de Carlos Drummond de Andrade, no qual uma alma penada se comunica
com o mundo dos vivos pelo telefone. Leia
trecho do livro.
O
Livro dos Peixes de William Gould, de Richard Flanagan (tradução
de Paulo Henriques Britto; Companhia das Letras; 395 páginas;
44 reais) Expoente da nova literatura australiana, Flanagan
tornou-se conhecido fora dos limites de seu país graças
ao sucesso de crítica desse seu terceiro romance. O Livro
dos Peixes é ambientado na ilha da Tasmânia, onde
nasceu o autor, e se baseia num personagem real. Trata-se de William
Gould, prisioneiro de uma colônia penal que ocupava seu tempo
produzindo desenhos dos peixes exóticos trazidos pela maré,
que inundava sua cela todos os dias. A história de sua vida
vem à tona numa narrativa cujo ponto de partida é
a descoberta de seus desenhos por um antiquário.
Divulgação
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| Margarida:
liberal à portuguesa |
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Não
Há Coincidências, de Margarida Rebelo Pinto
(Record; 286 páginas; 35 reais) Margarida Rebelo Pinto
é uma versão portuguesa da inglesa Helen Fielding,
criadora da atrapalhada personagem Bridget Jones. Com histórias
sobre as aventuras amorosas das mulheres na faixa dos 30 e tantos
anos, já vendeu 500.000 livros, marca generosíssima
para o mercado editorial de seu país. Vera, a protagonista
de Não Há Coincidências, é uma
personagem para lá de liberal. A moça se equilibra
como pode entre três namorados circunstanciais, mas sua vida
se complica quando arranja um quarto amante. Ao final, há
um glossário que traduz para os brasileiros expressões
lusitanas como "pipi" que quer dizer mauricinho.
DISCOS
ReDiscovered,
Vladimir Horowitz (BMG) O ucraniano Vladimir Horowitz (1903-1989)
foi a antítese musical do canadense Glenn Gould (1932-1982).
Ambos estiveram entre os pianistas mais brilhantes do século
XX, mas, enquanto Gould odiava se apresentar ao vivo, Horowitz se
esbaldava à frente de uma platéia. Suas performances
ao vivo, aliás, superavam os discos que ele fazia em estúdio.
ReDiscovered é um exemplo disso. Gravado durante um
recital no Carnegie Hall, em 1976, e nunca lançado anteriormente,
contém interpretações memoráveis de
repertório romântico. Seus registros da Valsa em
Lá Menor Opus 34, de Chopin, e da Serenata, de
Debussy, são os melhores do pianista para essas obras.
Radio
JXL: a Broadcast from the Computer Hell Cabin, Junkie XL
(Sum) Autor da versão dançante da canção
A Little Less Conversation que recolocou Elvis Presley nas
paradas, o DJ holandês Tom Holkenborg ou Junkie XL
esnobou uma oferta para fazer o mesmo com hits dos Beatles,
a fim de se concentrar nesse seu terceiro disco. Radio JXL
é uma reunião de artistas de diversas vertentes musicais,
que cantam sobre as batidas criadas pelo DJ. Os melhores experimentos
estão a cargo de Robert Smith, vocalista do Cure, que chega
a lembrar os bons momentos de seu grupo na faixa Perfect Blue
Sky, e do cantor de soul Solomon Burke, responsável por
Catch
up to My Step.
DVDs
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| Ênio
e Beto: nostalgia infantil |
Brincando
com Ênio e Beto (ST2) Quem tem mais de 30 anos
certamente conhece Enio e Beto. A dupla de bonecos fazia parte do
Vila Sésamo, infantil americano que a Rede Globo adaptou
para os lares brasileiros na década de 70. Beto é
o personagem de cabeça pontuda e ranzinza. Enio é
o barrigudinho atrapalhado que tinha um patinho de borracha como
melhor amigo. Esse DVD reúne oito aventuras da dupla, além
de extras que apresentam os demais personagens de Vila Sésamo.
Entre as histórias compiladas no lançamento, há
aquela em que Beto e Enio visitam as pirâmides do Egito e
outra na qual a dupla se vê às voltas com uma máquina
que atira tortas.
CIC
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| A
Vida de Brian: "Crucifixion?
Good..." |
A Vida de Brian (Life of Brian, Inglaterra, 1979.
Columbia) As mulheres que põem barbas falsas para
se fingir de homens e poder participar de um apedrejamento? O Sermão
da Montanha em que ninguém entende patavina do que Jesus
está dizendo? O número musical dos crucificados? É
impossível escolher a melhor tirada dessa terceira incursão
do grupo inglês Monty Python no cinema, que parodia o nascimento
do cristianismo através de Brian, um coitado que passa a
vida sendo confundido com o Messias. Mais: ainda que o humor aqui
venha disfarçado de nonsense, seu poder de fogo é
considerável. Depois de uma hora e meia, não há
pilar da civilização ocidental que não tenha
sido arrasado pelas investidas do Monty Python.
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