Edição 1818 . 3 de setembro de 2003

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BANCOS

Mudanças no Pactual
Eduardo Plass, presidente e um dos principais sócios do Pactual, está se desligando do banco. Não é uma saída tranqüila. Portanto, está prestes a virar dupla o trio (Plass, André Esteves e Gilberto Sayão) que há cinco anos comanda um dos maiores bancos de investimentos do país.

 

GOVERNO

O novo cacique da Funai
Mércio Pereira Gomes, um dos mais respeitados antropólogos brasileiros, que já trabalhou com Darcy Ribeiro e hoje é professor da Universidade Federal Fluminense, será o novo presidente da Funai. Márcio Thomaz Bastos bateu o martelo na sexta-feira passada. A Funai hoje é um abacaxi a ser descascado à base de tacape.

Greve sem risco
Dias atrás, Lula confidenciou a alguns interlocutores mais próximos: está decidido a enviar ao Congresso um projeto de lei regulamentando o direito de greve dos servidores públicos. Espera-se, pois, que esteja com os dias contados a boa vida dos que param sem o risco de ver seu ponto cortado.

Assessores, assistentes e aspones...
Jamil Haddad demitiu-se do Instituto Nacional de Câncer (Inca) depois que o fiasco de sua curta gestão ficou mais do que evidente, mas algumas de suas marcas administrativas lá permanecem: os dezessete funcionários que ele nomeou. Entre eles, alguns fundamentais para o bom funcionamento do Inca – três "assistentes de diretoria", um "assessor" de diretoria e, acredite, um motorista.

 

EDUCAÇÃO

O avanço das particulares
O Censo do Ensino Superior que o MEC divulga nos próximos dias ratificará com números eloqüentes o descomunal crescimento das universidades privadas nos últimos dez anos. Em 1993, eram 2,4 candidatos por vaga disputando os vestibulares dos estabelecimentos particulares. No ano passado havia 1,6 candidato para cada vaga oferecida. Na outra ponta, a rede pública, deu-se o inverso: em 1993, concorriam 6,6 estudantes para cada vaga. Em 2002, esse número alcançou 9,4 candidatos por vaga.

 

 

De Bush para Lula: quase
uma declaração de amor

Roberto Castro/AE
AP
Lula e Bush: o ex-bicho-papão virou o queridinho dos EUA

"Estamos num magnífico momento de nossas relações bilaterais com o presidente Lula. Hoje, ele é o nosso principal aliado na América Latina e uma segurança de que a liberdade, o capitalismo e a democracia serão as idéias hegemônicas na região. Com ele não me preocupo." A louvação foi feita durante uma conversa dura entre George W. Bush e o presidente argentino Néstor Kirchner, no fim de julho. Bush mostrara-se inquieto com o avanço da esquerda na América do Sul. O argentino reagiu. Disse que não era de esquerda, mas "peronista". E completou citando Lula como alguém de esquerda que se modernizara. Foi nesse momento que Bush soltou o derramado elogio. Para setembro está programada uma nova visita de Lula a seu mais novo amigo de infância. Aproveite, Lula.


AVIAÇÃO

Frota menor
A Varig está negociando a devolução de alguns jatos EMB-145 – um mínimo de seis e um máximo de quinze. Os aviões, fabricados pela Embraer, pertencem à frota da Rio-Sul e da Nordeste.

Frota maior
Esses jatos podem, no entanto, engrossar a frota da Aeronáutica. As conversas nessa direção com o comando da Aeronáutica já alçaram vôo.

 

ECONOMIA

Sonho de verão?
Previsões do mercado financeiro devem sempre ser vistas com cautela – como se sabe, a cada novo acontecimento elas podem ser corrigidas. Mas não deixa de ser auspicioso saber que o ING reviu suas projeções e aposta numa taxa de juros de 17% para dezembro. Pode dar até para desejar Feliz Natal...

Aliança estatal
O BNDES de Carlos Lessa se aliou aos fundos de pensão de estatais (Previ à frente) na pesada briga jurídica contra o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.

Para enfrentar a Telefônica
Os sócios da Telemar festejaram a compra da BCP feita em parceria com o grupo mexicano Telecom Americas. Por essa parceria, outras teles serão compradas. A Telemar espera controlar 18 milhões de telefones fixos e 11 milhões de celulares.

O Carrefour puxa o freio
O Carrefour está arrefecendo seu ânimo de comprar o Bompreço, o maior supermercado do Nordeste. A disputa, prevista para terminar dentro de dois meses, deve ficar mesmo entre Wal-Mart e Pão de Açúcar.

 

BRASIL

Isto, sim, é infra-estrutura
Este é um daqueles folclóricos casos da política municipal brasileira: Maurício Batista, ex-prefeito da cidadezinha baiana de Ribeira do Amparo, foi flagrado usando de uma maneira especialíssima os recursos repassados pelo governo federal para obras de infra-estrutura do município. Ele destinou um quinhão da verba para a compra de uma "urna para o funeral de Maurício Batista Filho, cujo nome é notavelmente semelhante" ao do ex-prefeito, conforme relata o processo julgado pelo TCU na semana passada. O valor não era alto. Mas a cara-de-pau, com certeza, era grande. A "caridade" com o dinheiro público não deu em nada – o tempo prescreveu o desvio, e o processo foi arquivado.

Escravos bolivianos
Alguns fazendeiros de Mato Grosso podem ser tudo, menos xenófobos. O Ministério do Trabalho identificou fazendas naquele Estado com trabalhadores escravos importados da Bolívia.

 

Em busca do sucesso

Divulgação
Padre Marcelo Rossi: vendas cadentes


O padre Marcelo Rossi lança nesta semana seu novo CD tendo um desafio pela frente – impulsionar as vendas de seus produtos, que andam fracas. Ano após ano, seus novos discos têm tido vendas menores que as dos anteriores. O último CD alcançou 350 000 fiéis compradores no ano passado – muito para os comuns mortais, mas pouco para quem em 1998 chegou à ante-sala do céu com 3,2 milhões de discos vendidos.

 

Lauro Jardim
e-mail: ljardim@abril.com.br

 

 
 
 
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