Edição 1818 . 3 de setembro de 2003

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"O olhar de Sérgio Vieira de Mello (na capa de VEJA) sintetiza a perplexidade de todos nós perante o absurdo. Ainda existe saída?"
Margot Marcondes Ribeiro
Campo Grande, MS

Sérgio Vieira de Mello

Chorei e ainda choro a morte de Sérgio Vieira de Mello. Encontro-me ainda chocada e sinto uma dor vinda do mais profundo do meu ser ao constatar que eu e o mundo ficamos mais vulneráveis e inseguros. Que mundo é este onde não se respeitam as pessoas que apenas trabalham em favor da paz e do bem-estar dos povos? Comecei a conhecer melhor Vieira de Mello quando de sua nomeação como representante das Nações Unidas em Timor Leste. Sou portuguesa, nascida em Angola, resido no Brasil desde 1976 e sei o caos que uma guerra pode causar. Considero-me privilegiada, mas penso na chance que tem a maioria das pessoas vítimas de outras guerras. O trabalho de Vieira de Mello não pode acabar, e sua morte não poderá, em hipótese alguma, ficar impune ("Um herói brasileiro", 27 de agosto).
Emília dos Santos Gomes Prata
Foz do Iguaçu, PR

A morte de Sérgio Vieira de Mello e de parte de sua equipe é trágica e chocante. Contudo, destacado para ir ao Iraque por méritos passados, Sérgio morreu defendendo aqueles que o mataram e que por suas ações seriam salvos. Morreu por ser competente, habilidoso, diplomático, sagaz. Perdem sua família, o Brasil, o Iraque, os EUA, a ONU. Enfim, o mundo.
Ivo Antônio Reinert Prim
Tubarão, SC

O assassinato de Vieira de Mello simboliza a perda da esperança de um Iraque minimamente humano e pacífico.
Fernando Gonçalves Coelho Júnior
bhnando@yahoo.com

Sérgio Vieira de Mello sempre lutou por um mundo melhor, procurando dar um pouco de dignidade a povos oprimidos e humilhados. Havia muitos anos eu vinha lendo sobre a coragem desse homem brilhante, mas no ano passado tive a oportunidade de me aprofundar na causa de Timor Leste e li bastante sobre a importância desse brasileiro na reconstrução de um país arrasado pela Indonésia. Ele conseguiu devolver aos timorenses não somente um país livre e democrático mas também o respeito e o orgulho de seu povo.
Sueli Lucas
Santos, SP

Perdemos um grande exemplo para a minha e para as futuras gerações. Uma pessoa que lutava pela paz e não media esforços para conseguir alcançá-la. Constatei na semana passada que a maioria do povo brasileiro não tinha idéia do homem que o país havia perdido. É pena o Brasil, que idolatra falsos ídolos do futebol e da TV, que chama de rei e rainha a quem nunca fez nada de muito concreto em benefício do mundo, não perceber um verdadeiro herói, um mártir da paz. Talvez esse reconhecimento venha tarde demais.
Leonardo Miranda Maioli
Guarapari, ES

Foi um sentimento diferente. Parecia uma dor profunda que nunca tinha sentido por alguém que não fosse próximo de mim. Foi isso que senti ao receber a notícia do falecimento de Sérgio Vieira de Mello. Não foi diferente com muitos amigos meus. Ao nos encontrarmos no colégio, compartilhamos esses sentimentos. Somos jovens e talvez muitos de nós nem conhecessem o trabalho dele, mas ficamos sensibilizados. Nessa idade, é mais fácil ter como ídolo um astro do cinema ou da música, mas acabamos chegando à conclusão de que devemos ser como ele.
Marcos Spitzner Filho, 17 anos
Curitiba, PR

Enquanto os mais diversos credos, filosofias, ideologias se esforçam para encaixar os ataques terroristas dentro de suas velhas teorias, na tentativa de provar que estão certos, VEJA dá uma fantástica demonstração de equilíbrio e lucidez na reportagem sobre o terrorismo. Se considerado como forma de luta legítima, o terrorismo simplesmente levará à destruição da raça humana ("Terror sem limites", 27 de agosto).
Ney Junqueira de Souza e Silva
Goiânia, GO

 

Amarelas

A entrevista com a grande escritora Susan Sontag (27 de agosto) retratou a realidade vivida por todas as pessoas do mundo, não somente as do Iraque, do Afeganistão ou da Bósnia. A violência está presente no cotidiano de cada um de nós. Sempre deparamos com uma forma de violência, sendo ela explícita ou não. A mente humana não separa a fantasia da realidade. É isso que faz com que pessoas pratiquem atos de terrorismo, violência, criminalidade e coisas semelhantes.
José Rodrigo Gomes Oliveira
Montes Claros, MG

Ao penalizar o magnífico Sebastião Salgado por suas fotografias ("...não contribuírem para nenhum tipo de compreensão política e histórica daqueles fatos..."), Susan Sontag erra miseravelmente. Quem tem de tratar de política e história são livros e professores, não necessariamente fotógrafos.
Marcus Otavio Debiasi
Birmingham, Alabama, EUA

 

Ponto de vista

Em "O lucro de nossas empresas" (27 de agosto), o senhor Stephen Kanitz apresenta outra forma de avaliar o contexto socioeconômico de nosso país. No Brasil, tacha-se de ladrão e oportunista aquele que produz, gera emprego e movimenta a economia. Em compensação, aniquilar o poder de compra da população, com impostos abusivos, que, em cascata, arruínam a produção e desaceleram a economia, é aceitável.
Regis Carvalho
Washington D.C., EUA

 

Anthony Garotinho no PMDB

O trem da alegria de Garotinho transportou mais uma carreta de oportunistas para o PMDB. Nascido e criado em Campos, entrou para a política pelo PT e, como lá não deu certo, foi adotado por Leonel Brizola. Quando o velho caudilho caiu em declínio, Garotinho o trocou pelo titio Miguel Arraes. Agora, ele vai para um partido no qual o impossível não existe. No PMDB ele terá mais chance de negociar seu cacife político e, dependendo do resultado desse toma-lá-dá-cá, ser a favor do governo Lula, ou contra ele. E alguns ingênuos ainda acreditam que deputados e senadores algum dia irão fazer a reforma política ("Quanto riso, oh! quanta alegria", 27 de agosto).
Wilson Gordon Parker
Macaé, RJ

Enfim Anthony Garotinho encontrou o ninho mais apropriado à sua personalidade. O PMDB, na companhia de estetas como Geddel Vieira Lima, Michel Temer, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros menos votados. Se o partido estava à beira do brejo, arranjaram-lhe o empurrãozinho que faltava.
Jeferson Malaguti Soares
Belo Horizonte, MG

 

A tragédia de Alcântara

Foi com imensurável tristeza e choque que recebi a notícia do acidente na base militar brasileira em Alcântara ("Tragédia na base espacial", 27 de agosto). Foram diversos motivos que me sensibilizaram. Essa triste notícia me feriu duplamente: por um lado, pelas vidas de tão nobres pessoas envolvidas, e, por outro, pela já tão complicada condição do programa espacial brasileiro. Todos nós sabemos quão difícil e oneroso é formar profissionais de elite em engenharia e em ciências físicas, que, uma vez formados, precisam ter grande amor e vocação para a área de pesquisa e desenvolvimento.
Henrique Bierwagen
Campinas, SP

Fiquei consternado com o ocorrido na base de Alcântara. Lamento profundamente as perdas humanas. Resta agora aguardar o próximo lançamento. E torço para que não ocorra o mesmo problema.
Carlos Arthur Schwarz
Vitória, ES

 

Educação

Ninguém discute que a educação é o alicerce da sociedade. O grande problema do Brasil é valorizar demais a quantidade e esquecer a qualidade. Para que se apresentem estatísticas com baixos índices de repetência, criam-se programas como a progressão continuada, que faz com que os alunos não repitam o ano mesmo sem ter aprendido. Sendo os fundamentos educacionais baseados em números, e não em qualidade, será improvável uma sociedade bem estruturada, justa e democrática ("Brasil entre Gana e Coréia", 27 de agosto).
Luciane Mirella de Souza
Jacareí, SP

Um país que é o grande líder do Mercosul não pode investir menos em educação que seus vizinhos. Como a própria reportagem anunciou, o efeito educação ajuda a impulsionar a economia de uma nação. É tudo o que sonhamos. Se liga, Brasil!
João Mário Santos Sena
Utinga, BA

O Brasil não ficou totalmente estagnado na corrida da educação. Sua taxa de analfabetismo caiu, praticamente todas as crianças estão matriculadas no ensino fundamental e o número de estudantes no ensino superior subiu. E por que há uma diferença tão grande na escolaridade entre o Brasil e a Coréia? A diferença está no investimento que cada nação faz. Quanto maior o capital investido, melhor a qualidade do ensino.
Kamilla Kreft Miglioranza
Santa Bárbara d'Oeste, SP

 

Karl Josef Romer

Respeito integral à pessoa homossexual – mas nenhuma equiparação ao matrimônio. Agradeço a acolhida, amplamente positiva, que teve minha entrevista em VEJA (Amarelas, 13 de agosto). Algumas pessoas, no entanto, manifestaram-me seu temor por uma de minhas frases, que, segundo acham, poderia parecer ambígua. Eis a frase: "Se o Estado diz que numa amizade entre duas pessoas, mesmo que homossexuais, pode haver um contrato sobre direito de herança, eu não vou entrar nisso". Explico. Tal direito não diz nada de novo, porque já é direito do indivíduo beneficiar uma outra pessoa, e tal direito já está protegido pelas leis. Mas qualquer equiparação mesmo só indireta com o matrimônio "é uma distorção" – como eu dizia –, e o Estado, que tem o dever natural de defender o matrimônio como base da família, lesaria gravemente a ordem natural e exclusiva da família se ele, além desse direito individual, institucionalizasse qualquer dispositivo civil que equiparasse com o matrimônio/família, mesmo só indiretamente, uniões que não são matrimônio. O PACS (pacte civil de solidarité), na França, cometeu tal preocupante distorção. Qualquer "parceria" civil registrada, que, mesmo sem usar o nome, facilitasse uma possível equiparação com o matrimônio, ou que atribuísse a tais uniões/parcerias direitos inerentes ao matrimônio e à família, contrariaria o bem comum, seria contrária à dignidade do matrimônio/família. Com tais dispositivos, o Estado lesa a sociedade, solapando a exclusiva identidade natural do matrimônio e da família.
Dom Karl Josef Romer
Secretário do Pontifício Conselho da Família
Vaticano

 

Diogo Mainardi

A Sociedade Brasileira dos Ostomizados (SBO) manifesta sua indignação com o artigo "A forja do futuro" (27 de agosto), do jornalista Diogo Mainardi. Ele comenta que outras nacionalidades se envergonhariam de viver num país em que os miseráveis precisam ter dia para comemorar sua condição. Gostaria de dizer que a Associação Internacional de Ostomizados (IOA), que congrega 64 países, aprovou a criação do Dia Mundial do Ostomizado, todo primeiro sábado de outubro a cada três anos, quando o tema central é divulgado em todos os países e línguas, para que a sociedade conheça as pessoas que por algum motivo, seja câncer, seja trauma de violência, tiveram de retirar os intestinos e/ou a bexiga e estão salvas pela ostomia. Passamos a usar bolsas coletoras e vem sendo enorme a luta para que elas tenham qualidade e sejam garantidas pelo Sistema Único de Saúde. Com o exemplo da IOA, a SBO solicitou ao então deputado federal, hoje senador, Flávio Arns o projeto de lei para a criação do Dia Nacional do Ostomizado, dedicado a palestras de prevenção do câncer de intestino, encontros de capacitação de profissionais de saúde e depoimentos de pessoas que superaram obstáculos na sociedade para viver com qualidade, respeitando sua nova condição.
Candida Carvalheira
Presidente da SBO
Rio de Janeiro, RJ

 

Pan-Americano

Com relação à reportagem "E se fosse nas Olimpíadas?" (27 de agosto), gostaríamos de retificar a informação de que nas Olimpíadas de Atenas, no iatismo, a esperança de medalha de ouro se concentra no velejador Robert Scheidt. Já em 2002, a vela garantiu vaga para Atenas em quatro classes: Star, Finn, Prancha a Vela e Laser, com uma equipe com chances reais de medalha: Torben Grael e Marcelo Ferreira, quatro vezes medalhistas olímpicos; João Signorini, 3º lugar na Pré-Olímpica em 2002; Ricardo Winnick, vice-campeão mundial em 2002 e campeão no Pan 2003; e Robert Scheidt, hexacampeão mundial e três vezes campeão pan-americano, respectivamente. Em setembro de 2003, disputaremos as seis vagas restantes nas classes 470 masculino e feminino, 49er, Tornado, Europa e Prancha a Vela feminino. Façamos justiça aos velejadores brasileiros que têm demonstrado em todas as Olimpíadas o excelente nível técnico da vela brasileira.
Walcles F. de Alencar Osório
Presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM)
Rio de Janeiro, RJ

 

Televisão

Manoel Carlos é um equivocado que comete gafes imperdoáveis em busca de uma realidade que só ele vê. Como niteroiense, fico indignado ao ver que em suas novelas tudo que é de nível inferior, clandestino ou negativo está vinculado à cidade de Niterói. É incrível, mas ele realmente acha que todas as empregadas domésticas do mundo moram em Niterói. A terrível vovó da Salete, em sua infinita maldade, mora em Niterói. Em outras novelas, o alcoólatra Orestes morava onde? Niterói. A cartomante, idem. Tudo que é bonito e bem-sucedido é do Leblon, e tudo que é inferior é de Niterói. Só faltava a Fernanda morrer em Niterói! Niterói é um dos exemplos nacionais de qualidade de vida e é uma cidade muito bem-sucedida e próspera, lugar de gente boa, bonita e de bem com a vida, assim como o Leblon do Manoel Carlos ("Cinderela carioca", 27 de agosto).
Hid Hishinuma
Niterói, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Em seu ensaio "Deu no New York Times" (27 de agosto), Roberto Pompeu de Toledo cedeu espaço para quatro textos publicados em jornais americanos, mas, no final, quem brilhou, como sempre, foi ele próprio. Simplesmente brilhante sua conclusão no último parágrafo. Espero que o governo brasileiro tenha essa consciência e não disponibilize um único soldado sequer para essa empreitada que não nos diz respeito. Desde os momentos que antecederam a guerra, o Brasil se posicionou contra o conflito e deve manter essa posição até as últimas conseqüências. Nosso país já tem problemas de sobra, e a última coisa de que precisamos são ataques terroristas e atritos com povos que se vingam em inocentes.
Nilsem de Oliveira Mendes
Vespasiano, MG

 

CORREÇÕES: O nome do humorista Conan O'Brien foi grafado incorretamente (O'Brian) na nota "Quase 2 metros" (13 de agosto). O autor de novelas Manoel Carlos é paulistano, e não carioca ("Cinderela carioca", 27 de agosto). A prova de rua Volta Internacional da Pampulha ocorrerá em 2 de novembro, e não 21 de novembro, como foi divulgado na reportagem "Corridas de rua" (Guia, 27 de agosto).

 

Acidentes aéreos


A nota "Por 15 reais" (Radar, 27 de agosto) afirmou que o acidente com o jato da TAM que em 1996 caiu logo depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, "matou 99 pessoas e foi o maior da história do país". O leitor Marcio Machado, de Curitiba, corrige: "O responsável pelo maior número de mortos em um acidente aéreo no Brasil foi o Boeing 727-212A da Vasp, prefixo PP-SRK, que em 8 de junho de 1982 colidiu com uma montanha quando se encontrava em procedimento de pouso no aeroporto de Fortaleza", escreveu. Ele está certo. Veja os maiores acidentes aéreos ocorridos em território brasileiro:

Boeing 727-200 da Vasp bate numa colina em Fortaleza: 137 mortos (1982).

Fokker 100 da TAM cai perto do Aeroporto de Congonhas: 99 mortos (1996).

Douglas DC-3 da Real choca-se com um quadrimotor da Marinha dos EUA no Rio de Janeiro: 61 mortos (1960).

Boeing 727 da Transbrasil choca-se contra um morro em Florianópolis: 54 mortos (1980).

Convair da Real cai na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro: 53 mortos (1960).

Constellation da Panair pega fogo e cai em Manaus: 50 mortos (1962).

Fairchild FH-227 da Taba cai em Tabatinga, no Amazonas: 44 mortos (1982).

Vickers Viscount da Vasp cai ao tentar o pouso no Rio: 37 mortos (1970).

Fairchild FH-227 da Companhia Paraense cai em Belém do Pará: 35 mortos (1970).

Vickers Viscount da Vasp choca-se com um Fokker da Aeronáutica na pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio: 35 mortos (1959).

Convair da Cruzeiro do Sul pega fogo pouco depois da decolagem e cai próximo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo: 34 mortos (1963).

Douglas DC-3 da Cruzeiro do Sul cai no Acre: 32 mortos (1971).

Hércules da Força Aérea Brasileira cai no mar próximo a Fernando de Noronha: 29 mortos (1987).

Scândia da Vasp choca-se no ar com um Cessna: 26 mortos (1962).

Dart Herald da Sadia cai no Paraná: 25 mortos (1967).

Boeing 707 cargueiro da Transbrasil cai a 2 quilômetros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos: 25 mortos (1989).

Samurai da Vasp bate contra um morro em Petrópolis, no Estado do Rio: 25 mortos (1972).

Caravelle da Cruzeiro do Sul explode ao aterrissar no aeroporto de São Luís, no Maranhão: 23 mortos (1973).

Fokker da Taba bate em uma árvore perto de Altamira, no Pará: 23 mortos (1990).

Convair da Cruzeiro do Sul bate numa árvore em Curitiba: 21 mortos (1958).

Bandeirante da TAM cai em Macaé, no Estado do Rio: 18 mortos (1984).

 

Partilha de bens

A reportagem "Enfim, só!", da edição especial VEJA Mulher, afirmou que, "durante o processo de divórcio, é obrigatória a partilha de bens, o que não ocorre durante a separação judicial". A leitora Andreza Teixeira Nunes, advogada em Criciúma, Santa Catarina, escreveu para dizer que o novo Código Civil prevê exatamente o contrário. Ela cita os artigos que lhe dão razão. Artigo 1575: "A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens. Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida". Artigo 1581: "O divórcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha de bens". As custas do processo, que na matéria aparece como sendo de, "em média, 15% sobre o valor atribuído à causa", podem na verdade ser bem mais baixas. Em São Paulo, por exemplo, é possível ficar entre 1% e 2%.

 

Glória pede desculpas a Minas

Reprodução
Glória Maria: "frase infeliz"

Na reportagem intitulada "Sururu no tribunal" (20 de agosto), VEJA relata a história de uma assessora do Superior Tribunal de Justiça que entrou com ação no Supremo Tribunal Federal acusando seu chefe, o ministro Paulo Medina, de assédio sexual. A assessora, chamada Glória Maria Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, é filha de Pádua Ribeiro, outro ministro do STJ. No processo que move contra seu chefe, Glória Maria dá sua versão para o episódio e conta que, em certa ocasião, incomodada com as atitudes do ministro Medina, chegou a responder a ele usando a seguinte expressão: "Por acaso o senhor está me confundindo com as vagabundas das Minas Gerais?". Incomodada com a repercussão da frase, Glória Maria Guimarães de Pádua Ribeiro Portella escreveu a VEJA carta com o seguinte teor: "Como mulher de origem mineira, tendo pai, avós maternos e paternos, marido e incontáveis familiares mineiros, sinto-me na obrigação de esclarecer publicamente trecho constante da queixa-crime que apresentei no STF, transcrito na matéria 'Sururu no tribunal'. A despeito da frase infeliz, manifestada em difícil momento de minha existência, declarando, desde já, o meu incondicional amor a Minas, afirmo que jamais tive a intenção de macular a honra da mulher mineira. Ofender Minas e suas mulheres seria como ofender a mim mesma e as pessoas mais importantes de minha vida", escreveu Glória.

 

 
 
 
 
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