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Cartas
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"O
olhar de Sérgio Vieira de Mello (na capa de VEJA) sintetiza
a perplexidade de todos nós perante o absurdo. Ainda existe
saída?"
Margot Marcondes Ribeiro
Campo Grande, MS
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Sérgio
Vieira de Mello
Chorei
e ainda choro a morte de Sérgio Vieira de Mello. Encontro-me
ainda chocada e sinto uma dor vinda do mais profundo do meu ser
ao constatar que eu e o mundo ficamos mais vulneráveis e
inseguros. Que mundo é este onde não se respeitam
as pessoas que apenas trabalham em favor da paz e do bem-estar dos
povos? Comecei a conhecer melhor Vieira de Mello quando de sua nomeação
como representante das Nações Unidas em Timor Leste.
Sou portuguesa, nascida em Angola, resido no Brasil desde 1976 e
sei o caos que uma guerra pode causar. Considero-me privilegiada,
mas penso na chance que tem a maioria das pessoas vítimas
de outras guerras. O trabalho de Vieira de Mello não pode
acabar, e sua morte não poderá, em hipótese
alguma, ficar impune ("Um herói brasileiro", 27 de agosto).
Emília dos Santos Gomes Prata
Foz do Iguaçu, PR
A morte
de Sérgio Vieira de Mello e de parte de sua equipe é
trágica e chocante. Contudo, destacado para ir ao Iraque
por méritos passados, Sérgio morreu defendendo aqueles
que o mataram e que por suas ações seriam salvos.
Morreu por ser competente, habilidoso, diplomático, sagaz.
Perdem sua família, o Brasil, o Iraque, os EUA, a ONU. Enfim,
o mundo.
Ivo Antônio Reinert Prim
Tubarão, SC
O assassinato
de Vieira de Mello simboliza a perda da esperança de um Iraque
minimamente humano e pacífico.
Fernando Gonçalves Coelho Júnior
bhnando@yahoo.com
Sérgio
Vieira de Mello sempre lutou por um mundo melhor, procurando dar
um pouco de dignidade a povos oprimidos e humilhados. Havia muitos
anos eu vinha lendo sobre a coragem desse homem brilhante, mas no
ano passado tive a oportunidade de me aprofundar na causa de Timor
Leste e li bastante sobre a importância desse brasileiro na
reconstrução de um país arrasado pela Indonésia.
Ele conseguiu devolver aos timorenses não somente um país
livre e democrático mas também o respeito e o orgulho
de seu povo.
Sueli Lucas
Santos, SP
Perdemos
um grande exemplo para a minha e para as futuras gerações.
Uma pessoa que lutava pela paz e não media esforços
para conseguir alcançá-la. Constatei na semana passada
que a maioria do povo brasileiro não tinha idéia do
homem que o país havia perdido. É pena o Brasil, que
idolatra falsos ídolos do futebol e da TV, que chama de rei
e rainha a quem nunca fez nada de muito concreto em benefício
do mundo, não perceber um verdadeiro herói, um mártir
da paz. Talvez esse reconhecimento venha tarde demais.
Leonardo Miranda Maioli
Guarapari, ES
Foi
um sentimento diferente. Parecia uma dor profunda que nunca tinha
sentido por alguém que não fosse próximo de
mim. Foi isso que senti ao receber a notícia do falecimento
de Sérgio Vieira de Mello. Não foi diferente com muitos
amigos meus. Ao nos encontrarmos no colégio, compartilhamos
esses sentimentos. Somos jovens e talvez muitos de nós nem
conhecessem o trabalho dele, mas ficamos sensibilizados. Nessa idade,
é mais fácil ter como ídolo um astro do cinema
ou da música, mas acabamos chegando à conclusão
de que devemos ser como ele.
Marcos Spitzner Filho, 17 anos
Curitiba, PR
Enquanto
os mais diversos credos, filosofias, ideologias se esforçam
para encaixar os ataques terroristas dentro de suas velhas teorias,
na tentativa de provar que estão certos, VEJA dá uma
fantástica demonstração de equilíbrio
e lucidez na reportagem sobre o terrorismo. Se considerado como
forma de luta legítima, o terrorismo simplesmente levará
à destruição da raça humana ("Terror
sem limites", 27 de agosto).
Ney Junqueira de Souza e Silva
Goiânia, GO
Amarelas
A
entrevista com a grande escritora Susan Sontag (27 de agosto) retratou
a realidade vivida por todas as pessoas do mundo, não somente
as do Iraque, do Afeganistão ou da Bósnia. A violência
está presente no cotidiano de cada um de nós. Sempre
deparamos com uma forma de violência, sendo ela explícita
ou não. A mente humana não separa a fantasia da realidade.
É isso que faz com que pessoas pratiquem atos de terrorismo,
violência, criminalidade e coisas semelhantes.
José Rodrigo Gomes Oliveira
Montes Claros, MG
Ao
penalizar o magnífico Sebastião Salgado por suas fotografias
("...não contribuírem para nenhum tipo de compreensão
política e histórica daqueles fatos..."), Susan Sontag
erra miseravelmente. Quem tem de tratar de política e história
são livros e professores, não necessariamente fotógrafos.
Marcus Otavio Debiasi
Birmingham, Alabama, EUA
Ponto
de vista
Em
"O lucro de nossas empresas" (27 de agosto), o senhor Stephen Kanitz
apresenta outra forma de avaliar o contexto socioeconômico
de nosso país. No Brasil, tacha-se de ladrão e oportunista
aquele que produz, gera emprego e movimenta a economia. Em compensação,
aniquilar o poder de compra da população, com impostos
abusivos, que, em cascata, arruínam a produção
e desaceleram a economia, é aceitável.
Regis Carvalho
Washington D.C., EUA
Anthony
Garotinho no PMDB
O
trem da alegria de Garotinho transportou mais uma carreta de oportunistas
para o PMDB. Nascido e criado em Campos, entrou para a política
pelo PT e, como lá não deu certo, foi adotado por
Leonel Brizola. Quando o velho caudilho caiu em declínio,
Garotinho o trocou pelo titio Miguel Arraes. Agora, ele vai para
um partido no qual o impossível não existe. No PMDB
ele terá mais chance de negociar seu cacife político
e, dependendo do resultado desse toma-lá-dá-cá,
ser a favor do governo Lula, ou contra ele. E alguns ingênuos
ainda acreditam que deputados e senadores algum dia irão
fazer a reforma política ("Quanto riso, oh! quanta alegria",
27 de agosto).
Wilson Gordon Parker
Macaé, RJ
Enfim
Anthony Garotinho encontrou o ninho mais apropriado à sua
personalidade. O PMDB, na companhia de estetas como Geddel Vieira
Lima, Michel Temer, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros menos
votados. Se o partido estava à beira do brejo, arranjaram-lhe
o empurrãozinho que faltava.
Jeferson Malaguti Soares
Belo Horizonte, MG
A
tragédia de Alcântara
Foi
com imensurável tristeza e choque que recebi a notícia
do acidente na base militar brasileira em Alcântara ("Tragédia
na base espacial", 27 de agosto). Foram diversos motivos que me
sensibilizaram. Essa triste notícia me feriu duplamente:
por um lado, pelas vidas de tão nobres pessoas envolvidas,
e, por outro, pela já tão complicada condição
do programa espacial brasileiro. Todos nós sabemos quão
difícil e oneroso é formar profissionais de elite
em engenharia e em ciências físicas, que, uma vez formados,
precisam ter grande amor e vocação para a área
de pesquisa e desenvolvimento.
Henrique Bierwagen
Campinas, SP
Fiquei
consternado com o ocorrido na base de Alcântara. Lamento profundamente
as perdas humanas. Resta agora aguardar o próximo lançamento.
E torço para que não ocorra o mesmo problema.
Carlos Arthur Schwarz
Vitória, ES
Educação
Ninguém
discute que a educação é o alicerce da sociedade.
O grande problema do Brasil é valorizar demais a quantidade
e esquecer a qualidade. Para que se apresentem estatísticas
com baixos índices de repetência, criam-se programas
como a progressão continuada, que faz com que os alunos não
repitam o ano mesmo sem ter aprendido. Sendo os fundamentos educacionais
baseados em números, e não em qualidade, será
improvável uma sociedade bem estruturada, justa e democrática
("Brasil entre Gana e Coréia", 27 de agosto).
Luciane Mirella de Souza
Jacareí, SP
Um
país que é o grande líder do Mercosul não
pode investir menos em educação que seus vizinhos.
Como a própria reportagem anunciou, o efeito educação
ajuda a impulsionar a economia de uma nação. É
tudo o que sonhamos. Se liga, Brasil!
João Mário Santos Sena
Utinga, BA
O Brasil
não ficou totalmente estagnado na corrida da educação.
Sua taxa de analfabetismo caiu, praticamente todas as crianças
estão matriculadas no ensino fundamental e o número
de estudantes no ensino superior subiu. E por que há uma
diferença tão grande na escolaridade entre o Brasil
e a Coréia? A diferença está no investimento
que cada nação faz. Quanto maior o capital investido,
melhor a qualidade do ensino.
Kamilla Kreft Miglioranza
Santa Bárbara d'Oeste, SP
Karl
Josef Romer
Respeito
integral à pessoa homossexual mas nenhuma equiparação
ao matrimônio. Agradeço a acolhida, amplamente positiva,
que teve minha entrevista em VEJA (Amarelas, 13 de agosto). Algumas
pessoas, no entanto, manifestaram-me seu temor por uma de minhas
frases, que, segundo acham, poderia parecer ambígua. Eis
a frase: "Se o Estado diz que numa amizade entre duas pessoas, mesmo
que homossexuais, pode haver um contrato sobre direito de herança,
eu não vou entrar nisso". Explico. Tal direito não
diz nada de novo, porque já é direito do indivíduo
beneficiar uma outra pessoa, e tal direito já está
protegido pelas leis. Mas qualquer equiparação mesmo
só indireta com o matrimônio "é uma distorção"
como eu dizia , e o Estado, que tem o dever natural
de defender o matrimônio como base da família, lesaria
gravemente a ordem natural e exclusiva da família se ele,
além desse direito individual, institucionalizasse qualquer
dispositivo civil que equiparasse com o matrimônio/família,
mesmo só indiretamente, uniões que não são
matrimônio. O PACS (pacte civil de solidarité), na
França, cometeu tal preocupante distorção.
Qualquer "parceria" civil registrada, que, mesmo sem usar o nome,
facilitasse uma possível equiparação com o
matrimônio, ou que atribuísse a tais uniões/parcerias
direitos inerentes ao matrimônio e à família,
contrariaria o bem comum, seria contrária à dignidade
do matrimônio/família. Com tais dispositivos, o Estado
lesa a sociedade, solapando a exclusiva identidade natural do matrimônio
e da família.
Dom Karl Josef Romer
Secretário do Pontifício Conselho da Família
Vaticano
Diogo
Mainardi
A
Sociedade Brasileira dos Ostomizados (SBO) manifesta sua indignação
com o artigo "A forja do futuro" (27 de agosto), do jornalista Diogo
Mainardi. Ele comenta que outras nacionalidades se envergonhariam
de viver num país em que os miseráveis precisam ter
dia para comemorar sua condição. Gostaria de dizer
que a Associação Internacional de Ostomizados (IOA),
que congrega 64 países, aprovou a criação do
Dia Mundial do Ostomizado, todo primeiro sábado de outubro
a cada três anos, quando o tema central é divulgado
em todos os países e línguas, para que a sociedade
conheça as pessoas que por algum motivo, seja câncer,
seja trauma de violência, tiveram de retirar os intestinos
e/ou a bexiga e estão salvas pela ostomia. Passamos a usar
bolsas coletoras e vem sendo enorme a luta para que elas tenham
qualidade e sejam garantidas pelo Sistema Único de Saúde.
Com o exemplo da IOA, a SBO solicitou ao então deputado federal,
hoje senador, Flávio Arns o projeto de lei para a criação
do Dia Nacional do Ostomizado, dedicado a palestras de prevenção
do câncer de intestino, encontros de capacitação
de profissionais de saúde e depoimentos de pessoas que superaram
obstáculos na sociedade para viver com qualidade, respeitando
sua nova condição.
Candida Carvalheira
Presidente da SBO
Rio de Janeiro, RJ
Pan-Americano
Com
relação à reportagem "E se fosse nas Olimpíadas?"
(27 de agosto), gostaríamos de retificar a informação
de que nas Olimpíadas de Atenas, no iatismo, a esperança
de medalha de ouro se concentra no velejador Robert Scheidt. Já
em 2002, a vela garantiu vaga para Atenas em quatro classes: Star,
Finn, Prancha a Vela e Laser, com uma equipe com chances reais de
medalha: Torben Grael e Marcelo Ferreira, quatro vezes medalhistas
olímpicos; João Signorini, 3º lugar na Pré-Olímpica
em 2002; Ricardo Winnick, vice-campeão mundial em 2002 e
campeão no Pan 2003; e Robert Scheidt, hexacampeão
mundial e três vezes campeão pan-americano, respectivamente.
Em setembro de 2003, disputaremos as seis vagas restantes nas classes
470 masculino e feminino, 49er, Tornado, Europa e Prancha a Vela
feminino. Façamos justiça aos velejadores brasileiros
que têm demonstrado em todas as Olimpíadas o excelente
nível técnico da vela brasileira.
Walcles F. de Alencar Osório
Presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor
(FBVM)
Rio de Janeiro, RJ
Televisão
Manoel
Carlos é um equivocado que comete gafes imperdoáveis
em busca de uma realidade que só ele vê. Como niteroiense,
fico indignado ao ver que em suas novelas tudo que é de nível
inferior, clandestino ou negativo está vinculado à
cidade de Niterói. É incrível, mas ele realmente
acha que todas as empregadas domésticas do mundo moram em
Niterói. A terrível vovó da Salete, em sua
infinita maldade, mora em Niterói. Em outras novelas, o alcoólatra
Orestes morava onde? Niterói. A cartomante, idem. Tudo que
é bonito e bem-sucedido é do Leblon, e tudo que é
inferior é de Niterói. Só faltava a Fernanda
morrer em Niterói! Niterói é um dos exemplos
nacionais de qualidade de vida e é uma cidade muito bem-sucedida
e próspera, lugar de gente boa, bonita e de bem com a vida,
assim como o Leblon do Manoel Carlos ("Cinderela carioca", 27 de
agosto).
Hid Hishinuma
Niterói, RJ
Roberto
Pompeu de Toledo
Em
seu ensaio "Deu no New York Times" (27 de agosto), Roberto
Pompeu de Toledo cedeu espaço para quatro textos publicados
em jornais americanos, mas, no final, quem brilhou, como sempre,
foi ele próprio. Simplesmente brilhante sua conclusão
no último parágrafo. Espero que o governo brasileiro
tenha essa consciência e não disponibilize um único
soldado sequer para essa empreitada que não nos diz respeito.
Desde os momentos que antecederam a guerra, o Brasil se posicionou
contra o conflito e deve manter essa posição até
as últimas conseqüências. Nosso país já
tem problemas de sobra, e a última coisa de que precisamos
são ataques terroristas e atritos com povos que se vingam
em inocentes.
Nilsem de Oliveira Mendes
Vespasiano, MG
CORREÇÕES:
O nome do humorista Conan O'Brien foi grafado incorretamente
(O'Brian) na nota "Quase
2 metros" (13 de agosto). O autor de novelas
Manoel Carlos é paulistano, e não carioca ("Cinderela
carioca", 27 de agosto). A prova de rua
Volta Internacional da Pampulha ocorrerá em 2 de novembro,
e não 21 de novembro, como foi divulgado na reportagem "Corridas
de rua" (Guia, 27 de agosto).
| Acidentes
aéreos |
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A
nota "Por 15 reais" (Radar,
27 de agosto) afirmou que o acidente com o jato da TAM
que em 1996 caiu logo depois de decolar do Aeroporto
de Congonhas, em São Paulo, "matou 99 pessoas
e foi o maior da história do país". O
leitor Marcio Machado, de Curitiba, corrige: "O responsável
pelo maior número de mortos em um acidente aéreo
no Brasil foi o Boeing 727-212A da Vasp, prefixo PP-SRK,
que em 8 de junho de 1982 colidiu com uma montanha quando
se encontrava em procedimento de pouso no aeroporto
de Fortaleza", escreveu. Ele está certo. Veja
os maiores acidentes aéreos ocorridos em território
brasileiro:
Boeing 727-200
da Vasp bate numa colina em Fortaleza: 137 mortos (1982).
Fokker
100 da TAM cai perto do Aeroporto de Congonhas:
99 mortos (1996).
Douglas
DC-3 da Real choca-se com um quadrimotor
da Marinha dos EUA no Rio de Janeiro: 61 mortos (1960).
Boeing 727
da Transbrasil choca-se contra um morro em Florianópolis:
54 mortos (1980).
Convair
da Real cai na Baía de Guanabara,
no Rio de Janeiro: 53 mortos (1960).
Constellation
da Panair pega fogo e cai em Manaus: 50 mortos (1962).
Fairchild
FH-227 da Taba cai em Tabatinga, no Amazonas:
44 mortos (1982).
Vickers
Viscount da Vasp cai ao tentar o pouso no
Rio: 37 mortos (1970).
Fairchild
FH-227 da Companhia Paraense cai em Belém
do Pará: 35 mortos (1970).
Vickers
Viscount da Vasp choca-se com um Fokker da
Aeronáutica na pista do Aeroporto Santos Dumont,
no Rio: 35 mortos (1959).
Convair
da Cruzeiro do Sul pega fogo pouco depois da decolagem
e cai próximo ao Aeroporto de Congonhas, em São
Paulo: 34 mortos (1963).
Douglas
DC-3 da Cruzeiro do Sul cai no Acre: 32 mortos
(1971).
Hércules
da Força Aérea Brasileira cai no mar próximo
a Fernando de Noronha: 29 mortos (1987).
Scândia
da Vasp choca-se no ar com um Cessna: 26 mortos (1962).
Dart
Herald da Sadia cai no Paraná: 25
mortos (1967).
Boeing
707 cargueiro da Transbrasil cai a 2 quilômetros
do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos:
25 mortos (1989).
Samurai
da Vasp bate contra um morro em Petrópolis, no
Estado do Rio: 25 mortos (1972).
Caravelle
da Cruzeiro do Sul explode ao aterrissar no aeroporto
de São Luís, no Maranhão: 23 mortos
(1973).
Fokker
da Taba bate em uma árvore perto de
Altamira, no Pará: 23 mortos (1990).
Convair
da Cruzeiro do Sul bate numa árvore em Curitiba:
21 mortos (1958).
Bandeirante
da TAM cai em Macaé, no Estado do
Rio: 18 mortos (1984).
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| Partilha
de bens |
A
reportagem "Enfim,
só!", da edição especial
VEJA Mulher, afirmou que, "durante o processo de
divórcio, é obrigatória a partilha
de bens, o que não ocorre durante a separação
judicial". A leitora Andreza Teixeira Nunes, advogada
em Criciúma, Santa Catarina, escreveu para dizer
que o novo Código Civil prevê exatamente
o contrário. Ela cita os artigos que lhe dão
razão. Artigo 1575: "A sentença de separação
judicial importa a separação de corpos e
a partilha de bens. Parágrafo único. A partilha
de bens poderá ser feita mediante proposta dos
cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida".
Artigo 1581: "O divórcio pode ser concedido sem
que haja prévia partilha de bens". As custas do
processo, que na matéria aparece como sendo de,
"em média, 15% sobre o valor atribuído à
causa", podem na verdade ser bem mais baixas. Em São
Paulo, por exemplo, é possível ficar entre
1% e 2%.
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| Glória
pede desculpas a Minas |
Reprodução
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| Glória
Maria: "frase infeliz" |
Na reportagem intitulada "Sururu
no tribunal" (20 de agosto), VEJA relata a
história de uma assessora do Superior Tribunal
de Justiça que entrou com ação no
Supremo Tribunal Federal acusando seu chefe, o ministro
Paulo Medina, de assédio sexual. A assessora, chamada
Glória Maria Guimarães de Pádua Ribeiro
Portella, é filha de Pádua Ribeiro, outro
ministro do STJ. No processo que move contra seu chefe,
Glória Maria dá sua versão para o
episódio e conta que, em certa ocasião,
incomodada com as atitudes do ministro Medina, chegou
a responder a ele usando a seguinte expressão:
"Por acaso o senhor está me confundindo com as
vagabundas das Minas Gerais?". Incomodada com a repercussão
da frase, Glória Maria Guimarães de Pádua
Ribeiro Portella escreveu a VEJA carta com o seguinte
teor: "Como mulher de origem mineira, tendo pai, avós
maternos e paternos, marido e incontáveis familiares
mineiros, sinto-me na obrigação de esclarecer
publicamente trecho constante da queixa-crime que apresentei
no STF, transcrito na matéria 'Sururu no tribunal'.
A despeito da frase infeliz, manifestada em difícil
momento de minha existência, declarando, desde já,
o meu incondicional amor a Minas, afirmo que jamais tive
a intenção de macular a honra da mulher
mineira. Ofender Minas e suas mulheres seria como ofender
a mim mesma e as pessoas mais importantes de minha vida",
escreveu Glória.
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