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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
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Castelo Animado: desenho com a marca do "Disney japonês" |
O
Castelo Animado (Howl's Moving Castle, Japão, 2004. Estréia
nesta sexta-feira no país) Sophie incorre na ira de uma feiticeira
e, por isso, vai dos 17 aos 90 anos em uma noite. Após algum desespero,
conclui que ser idosa é ainda mais difícil do que imaginava, mas
aceita sua nova condição. Só esse dado já basta para
indicar que, embora o diretor Hayao Miyazaki seja conhecido como "o Disney japonês",
a alcunha tem a ver apenas com sua popularidade e a qualidade de sua animação,
e não com sua visão de mundo. Sophie, na verdade, era uma velha
no corpo de uma jovem: uma chapeleira viciada em trabalho e ignorante acerca das
liberdades da juventude. Empregada como faxineira no castelo ambulante do jovem
mago Howl, ela aprenderá a sentir de acordo com a idade que lhe caberia
e a moça que ela nunca havia sido vai começar a emergir e
apagar suas rugas. Com seus enredos intricados e seus valores estranhos ao universo
infantil ocidental, os filmes de Miyazaki podem ser uma experiência desconcertante
para crianças e adultos. Mas hoje ele não tem rival na originalidade
e na beleza do desenho, arrebatadora demais para caber em alguma descrição.
Veja
cenas.
DVD
AFP
 | | Brinquedo
Proibido: retrato da infância na II Guerra |
Brinquedo
Proibido (Jeux Interdits, França, 1952. Aurora) Em 1940,
durante uma fuga desesperada de Paris, os pais da pequena Paulette são
abatidos pelo fogo nazista. Perdida no campo e ainda agarrada ao seu cão
morto, a menina ganha abrigo numa fazenda. Lá, junto ao caçula da
família e com um misto de fascínio e morbidez, ela continua seu
aprendizado sobre a morte o qual terminará por torná-la uma
pária. Rodado em 1952, quando os órfãos de guerra europeus
estavam chegando à adolescência ou à juventude, o filme reabre
cicatrizes que nem haviam ainda se fechado. E, graças ao dom do diretor
René Clément para lidar com a ambigüidade moral, sobrevive
também como ensaio sobre um dos mistérios mais extremos da infância.
LIVROS Eu
S/A, de Max Barry (tradução de Alves Calado; Record; 352
páginas; 39,90 reais) Em Eu S/A, o australiano Max Barry
fala de um futuro próximo dominado pelas grandes empresas multinacionais.
Mas nada aqui é para ser levado a sério: trata-se de uma sátira
escrachada do mundo corporativo. Os despersonalizados funcionários das
companhias são até obrigados a adotar marcas como sobrenome. É
o caso de Hack Nike, ambicioso mas ingênuo vendedor da grande indústria
de artigos esportivos. Para promover um novo e caríssimo tênis produzido
pela Nike, Hack tem de participar de um plano de marketing muito agressivo, que
envolve até o assassinato de jovens como peça publicitária.
E é então que ele começa a ser investigado pela detetive
Jeniffer Governo. Leia
trecho. A
Fazenda Africana, de Karen Blixen (tradução de Claudio Marcondes;
Cosac Naify; 448 páginas; 59 reais) A dinamarquesa Karen Blixen
(1885-1962) compôs a maior parte de sua obra em inglês, assinando
com pseudônimos masculinos como Isak Dinesen. O autobiográfico Fazenda
Africana narra os anos que a escritora passou no Quênia, de 1914 a 1931,
à frente de uma fazenda de café. Karen atuou como uma espécie
de antropóloga intuitiva, registrando os hábitos dos nativos africanos
e dos colonizadores europeus e descrevendo as assombrosas paisagens da região.
A nova tradução busca exprimir as particularidades "nórdicas"
da prosa da autora, especialmente nos capítulos mais fragmentários
em que ela reproduz anedotas locais e trechos de seu diário. Leia
trecho.
Planos
de Fuga e Outros Poemas, de Tarso de Melo (Cosac Naify; 88 páginas;
20 reais) Um dos mais talentosos poetas da nova geração,
Tarso de Melo desenvolveu uma sensibilidade aguda para as paisagens urbanas, que
já figuravam na sua obra anterior, Carbono. Planos de Fuga, poema
em prosa que abre esse seu terceiro livro, é uma descrição
ao mesmo tempo minimalista e vigorosa do barulho e da desolação
de uma grande cidade (talvez São Paulo, que é referida de passagem).
Nos poemas que se seguem, Melo mostra seu apuro técnico no verso contorcido
e cheio de arestas que marca seu estilo mas também se aventura em
tercetos mais expansivos, como no belo Crônica, e em homenagens a
poetas como Carlos Drummond de Andrade. Leia
trecho.
DISCOS Divulgação
 |  | | Kaiser
Chiefs: rock com espírito de diversão | |
Employment, Kaiser Chiefs (Universal)
Ao lado do Franz Ferdinand, esse quinteto da cidade de Leeds é uma das
revelações do pop britânico atual. Mas, enquanto os integrantes
da primeira banda fazem o tipo intelectual, os rapazes do Kaiser Chiefs apostam
num rock'n'roll básico. O grupo recupera aquele espírito de diversão
dos tempos do punk e bebe também do pop dos anos 60 Caroline
Yes, uma das músicas desse seu disco de estréia, faz até
referência a uma canção dos Beach Boys no título. O
cantor Rick Wilson tem um estilo vocal parecido com o de Damon Albarn, do Blur,
mas suas letras são bem mais incisivas que as deste último. I
Predict a Riot, faixa que despertou atenção para a banda, fala
das tensões sociais numa metrópole inglesa. Divulgação
 |  | | Medeiros:
instituição do samba | |
Bem
que Mereci, Elton Medeiros (Quelé) O cantor e compositor
de 75 anos é uma instituição do samba carioca. Sua discografia,
no entanto, é enxuta: ele lançou apenas cinco discos-solo em cinqüenta
anos de carreira. Bem que Mereci, sua produção mais recente,
tem canções novas e raridades pinçadas do repertório
dos grandes nomes do samba. Entre as músicas inéditas destaca-se
a faixa-título, composta ao lado de Paulinho da Viola de quem Medeiros
foi parceiro de primeira hora, nos anos 60. Os sambas da antiga também
são biscoito fino. Ele regravou Partiu, faixa de um disco raro de
Cartola, além de Lavo Minhas Mãos, composição
de Nelson Cavaquinho que havia muito tinha sido dada como perdida. |