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Carta ao leitor
A favor do Brasil

27/5/1992 | 
29/7/1992 | 
12/4/2000 | 
9/8/2000 | 
20/7/2005 | 
27/7/2005 | | Capas da revista
em três presidências: VEJA fiscaliza o poder, pelo bem do país | "A
imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação
acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa
o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe
alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa,
e se acautela do que a ameaça." A frase de Rui Barbosa, que vale sempre
citar, desdobra com beleza aquela que é a missão jornalística
por excelência a de fiscalizar o poder, independentemente de quem
o tenha conquistado, pelo bem do país. É essa missão que
VEJA leva a cabo semana após semana, desde que foi lançada, em setembro
de 1968. Durante a ditadura militar, na vigência da qual a revista nasceu,
a fiscalização do poder pela imprensa era dificultada, quando não
completamente impedida, pela censura. Democracia reinstaurada, à mordaça
substituiu-se tanto melhor a grita dos fiscalizados. "A imprensa
é irresponsável"; "A imprensa é parcial"; "É preciso
controlar a imprensa": tais são as frases que costumam pontuar o cantochão
dos que, no poder, são apanhados com a boca na botija.
No caso de VEJA, o cantochão mais ouvido é que ela é "parcial".
Há quem o entoe agora, por causa da cobertura extensa e aprofundada que
a revista faz dos escândalos que colocam em xeque o governo Lula. Como se
fatos sobejamente provados fossem um diz-que-diz inconseqüente. Como se VEJA
fosse antipetista. Nada mais longe da verdade. A revista não é,
nem nunca foi, inimiga de forças políticas. Não era anti-Collor
quando denunciou o esquema do tesoureiro PC Farias; não era antitucana
nos momentos em que o governo Fernando Henrique Cardoso foi maculado por esquemas
de corrupção. VEJA não é inimiga de certos partidos
nem amiga de outros. A revista é, simplesmente, a favor do Brasil. Contra
os que lhe malfazem, os que lhe roubam. A vista da nação.
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