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Edição 1 758 - 3 de julho de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]


GOVERNO

FHC de casa nova
FHC está comprando do banqueiro Edmundo Safdié um apartamento na Rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, em São Paulo – aliás, o mesmo bairro onde o presidente tem outro apartamento, que será vendido. É no novo imóvel que FHC e dona Ruth vão morar quando o mandato acabar.

Uma preocupação a menos
Com a ajuda discreta de seus aliados no Congresso, FHC deu o primeiro passo para se livrar de uma dor de cabeça que o incomoda há tempos. Sem alarde, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou na quarta-feira passada o projeto de lei que restabelece o foro privilegiado para quem for processado por atos ocorridos no exercício da função pública. Ou seja, só os tribunais superiores poderão julgar autoridades. FHC responde hoje a 180 ações. Agora, o projeto vai para o Senado.

 

Valdemar, o rei de Cumbica

Denio Hurtado/AE
Lula e Valdemar: e o aeroporto?

Não se sabe o teor de todas as conversas que desaguaram no fechamento do acordo entre o PT e o PL. Há, no entanto, um tema caro ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que poderá eventualmente vir à baila em algum momento: o cargo de inspetor da Receita Federal do Aeroporto de Cumbica, o mais movimentado do país. Parece estranho? Pode ser, mas Valdemar sempre teve, sabe-se lá por que, um xodó todo especial pelo posto. No governo Itamar, ele indicou com sucesso mais de um apadrinhado para a inspetoria. No início da era FHC, lá estava ele novamente: tentou emplacar um nome seu para o posto. Mas a Abin, agência governamental de inteligência, barrou o indicado, por um probleminha de currículo. Agora, num eventual governo petista, quem sabe Valdemar pedirá seu cargo de estimação de volta.

 

RECEITA FEDERAL

Leoa de exportação
O Leão brasileiro, quem diria, está exportando suas crias. A secretária adjunta de Everardo Maciel, Luciana Cussi, foi escolhida pela ONU para implantar e dirigir a Receita Federal do mais novo país do mundo, o Timor Leste.

 

POLÍTICA

Medo de assombração
Zeca do PT já avisou a seus aliados mais chegados: trabalha com a informação de que seu governo andou sendo grampeado.

Programa de auditório
A turma de Garotinho abriu negociações com Raul Gil. Quer que o apresentador da Record seja o âncora das campanhas de televisão dos candidatos do PSB em alguns Estados.

A volta "delle"
Em meio a articulações da semana passada, Fernando Collor fechou garantia aos mais próximos que disputaria o governo de Alagoas – e não o Senado, como ele deixou que se espalhasse.

 

ECONOMIA

A "PetroGlobo"
Não foi só o diretor financeiro, Ronnie Vaz Moreira, que Philippe Reichstul levou de sua antiga equipe de confiança na Petrobras para ajudá-lo na reestruturação da Globopar (atual Globo S.A.). Já estão (muito bem) acomodados na empresa outros três fiéis colaboradores dos tempos em que ele dirigiu a estatal: Clarissa Lins, diretora de planejamento, Luiz Nogueira, diretor de relações com o mercado, e Paulo Absen, como consultor.

Jorro de informalidade
Marcelo Neri, da FGV/RJ, recolheu um dado curioso e inédito sobre o FGTS, agora que o governo começa a restituir 3 bilhões de reais aos brasileiros pelas perdas causadas pelos planos Bresser e Verão. O fundo de garantia é a principal fonte de financiamento para novos negócios de até cinco empregados: 15% são criados com as indenizações do FGTS, contra apenas 2% que surgem via empréstimo em banco. O número parece mostrar a vitalidade da economia, mas esconde um problema – dessas novas empresas, 80% são informais.

 

Governo estimula união no ar

Paulo Jares
TAM, Varig e Vasp: juntas?


Em conversas sigilosas que têm ocorrido nas duas últimas semanas, as três maiores empresas aéreas do país começaram a admitir falar a sério sobre uma fusão de suas operações internacionais. De público, no entanto, Varig, TAM e Vasp ainda negam a possibilidade. Mas as conversas indicam que a posição do trio não é tão fechada assim. Quem está costurando o entendimento é o ministro Sérgio Amaral. O governo acha que a união de forças é a única maneira de a aviação comercial brasileira competir com os estrangeiros. Do contrário, continuarão a transportar prejuízos em seus assentos e não passageiros.

 

REFRIGERANTES

O segredo de Dolly
A Associação Brasileira de Indústrias de Refrigerantes (Abir) anda às voltas com um mistério. Mais especificamente o mistério do Dolly – um refrigerante de baixo preço feito em São Paulo. Segundo a Abir, o custo mínimo para produzir uma garrafa de 2 litros de qualquer refrigerante, considerando todos os insumos e impostos, é de 90 centavos. Abaixo desse preço, a entidade desconfia que algo esteja errado. Nos supermercados, o Dolly é vendido a 70 centavos. Pelo visto, é um fenômeno de eficiência.

 

FUTEBOL

Briga boleira
A "bancada da bola" no Congresso vai cutucar a Rede Globo com vara curta. Decidiu apresentar emendas à recente medida provisória do governo, editada para moralizar o esporte nacional. Uma delas obriga que os jogos noturnos sejam realizados às 8 da noite – o que bagunçaria todo o horário nobre da emissora. No fundo, é mais uma provocação: o relator da MP, Ronaldo Cezar Coelho, não irá acolher essas emendas.

Caixa-forte
Só de salários dos jogadores e da comissão técnica da seleção, a CBF está gastando 4,2 milhões de dólares por mês.

 
 


   
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