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Edição 1 758 - 3 de julho de 2002
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Fatias de ibope

Sem O Clone, sobra audiência
para as outras emissoras

Ricardo Valladares

Ronaldo Ceravolo
Mion: sob controle e com espectadores


O fim de uma novela de sucesso é como o fim de um casamento. Leva tempo até que o espectador consiga entregar seu coração a um novo programa. Enquanto isso, ele passeia pelos canais. É exatamente esse fenômeno que vem ocorrendo desde que O Clone acabou. A audiência da Globo, que vinha batendo nos 60 pontos no horário nobre, despencou para uma média de 40 com a estréia de Esperança. Sobrou uma migalha de ibope para todo mundo. O SBT foi quem se deu melhor. O ibope de Casa dos Artistas 3 continua inferior ao das edições anteriores da atração, mas vitaminou-se, pulando de 14 para 19 pontos. Na Rede TV!, a bela Fabiana Saba também lucrou. Seu show de auditório, o Interligado Games, conseguiu abocanhar 2 pontinhos de audiência, passando do 3 ao 5. Mas quem mais se preparou para receber os espectadores que ficaram à deriva depois de O Clone foi a Bandeirantes. O programa do efervescente Marcos Mion mudou de nome e de formato bem no dia da estréia de Esperança. O antigo Descontrole virou Sobcontrole e sua audiência dobrou. "A gente não podia desperdiçar essa chance", diz o diretor de programação da Bandeirantes, Rogério Gallo.


   
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