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Fatias
de ibope
Sem O Clone, sobra audiência
para as outras emissoras
Ricardo
Valladares
Ronaldo Ceravolo
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| Mion:
sob controle e com espectadores |
O fim de uma novela de sucesso é como o fim de um casamento. Leva
tempo até que o espectador consiga entregar seu coração
a um novo programa. Enquanto isso, ele passeia pelos canais. É
exatamente esse fenômeno que vem ocorrendo desde que O Clone
acabou. A audiência da Globo, que vinha batendo nos 60 pontos
no horário nobre, despencou para uma média de 40 com a estréia
de Esperança. Sobrou uma migalha de ibope para todo mundo.
O SBT foi quem se deu melhor. O ibope de Casa dos Artistas 3 continua
inferior ao das edições anteriores da atração,
mas vitaminou-se, pulando de 14 para 19 pontos. Na Rede TV!, a bela Fabiana
Saba também lucrou. Seu show de auditório, o Interligado
Games, conseguiu abocanhar 2 pontinhos de audiência, passando
do 3 ao 5. Mas quem mais se preparou para receber os espectadores que
ficaram à deriva depois de O Clone foi a Bandeirantes. O
programa do efervescente Marcos Mion mudou de nome e de formato bem no
dia da estréia de Esperança. O antigo Descontrole
virou Sobcontrole e sua audiência dobrou. "A gente
não podia desperdiçar essa chance", diz o diretor de programação
da Bandeirantes, Rogério Gallo.
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