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Ilha
à vista
Demorou,
mas finalmente o
sucessor do Castelo
Rá-Tim-Bum
estréia na TV educativa
Ricardo
Valladares
Fotos TV Cultura/divulgação
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| As
crianças e
os personagens fantásticos de Ilha Rá-Tim-Bum:
custo de 10 milhões de reais |
Depois
de cinco anos de adiamentos, Castelo Rá-Tim-Bum, o mais
estrondoso sucesso já produzido por uma emissora educativa brasileira,
tem finalmente um sucessor. Criado pela TV Cultura, de São Paulo,
o programa se chama Ilha Rá-Tim-Bum e será exibido
em rede nacional a partir desta segunda-feira. Personagens que cativaram
o público infantil no Castelo, como o aprendiz de feiticeiro
Nino e a bruxa Morgana, não fazem parte do novo seriado. Os heróis
do programa são três meninos e duas meninas, com idades entre
7 e 17 anos, que se perdem numa ilha. Dois desses atores jovens vêm
de uma experiência anterior na novelinha Chiquititas, do
SBT, e formarão um "par romântico": Paulo Nigro, que interpreta
Gigante, e Greta Eleftheriou a Rouxinol. O vilão é
o monstrengo Nefasto, que pretende usar os garotos como cobaias e estudar
a melhor maneira de levar a humanidade à destruição.
Em 52 episódios, haverá espaço para explorar problemas
de convivência entre crianças de idades diferentes e transmitir
uma boa dose de conhecimentos sobre ecologia, o tema principal da série.
"Minha maior preocupação era fugir do tom professoral nas
partes educativas, e sei que consegui", diz o escritor Flávio de
Souza, ligado à grife Rá-Tim-Bum desde seu surgimento.
Exibidos
originalmente entre 1994 e 1995, e ainda hoje reprisados, os noventa capítulos
de Castelo Rá-Tim-Bum deram origem a livros, a CDs, a mais
de 150 licenciamentos de produtos e até a um filme de longa-metragem.
Apesar disso, não foi fácil para a Cultura levantar recursos
para fazer uma seqüência do programa de TV. A emissora chegou
a buscar parceiros até no exterior. No ano passado, a Fundação
Bradesco aderiu ao projeto e o viabilizou. Ilha Rá-Tim-Bum custou
10 milhões de reais. Só em tecnologia digital câmeras
e ilhas de edição foram gastos 2 milhões de
reais.
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| O
vilão Nefasto: três horas na maquiagem |
Ilha
Rá-Tim-Bum tem várias cenas externas. Cerca de 30% das
gravações ocorreram no litoral norte paulista e nas serras
de Itatiaia e da Cantareira. Mas as criações de estúdio
é que são a melhor parte. Além dos bichos de espuma
já tradicionais (cada um deles feito em pelo menos cinco versões,
para situações diferentes), Ilha Rá-Tim-Bum terá
dois monstros criados inteiramente por computação gráfica:
Brurgue e Melóg. A maquiagem de alguns personagens parece coisa
de Hollywood. A mais complicada é a do ator Ernani Moraes: cada
sessão para transformá-lo em Nefasto consumia ao menos três
horas. Ilha Rá-Tim-Bum é um programa para crianças
de 7 a 9 anos. Mas ele deve agradar também ao pessoalzinho do jardim-de-infância.
"Descobrimos que as crianças menores adoram ver os programas assistidos
pelos seus irmãos mais velhos", diz a diretora Maísa Zakzuk.
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