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Os
bebês gigantes
Crianças americanas estão
crescendo acima
da média
nos primeiros dois anos de vida
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"Meu
médico disse que ele tem o tamanho de uma criança
de 3 anos."
Amber
Valletta, top model, sobre seu filho Auden,
de 1 ano e meio (acima,
os dois na capa da revista Vogue)
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A
foto da top model Amber Valletta com seu filho, Auden, na capa da edição
americana da revista Vogue deste mês causa espanto. Com 1
ano e meio, o garoto é alto e robusto como uma criança de
3 anos. Pode-se dizer que a genética o ajudou a chegar a esse tamanho
o pai tem 1,92 metro de altura e a mãe 1,75 metro. A questão
é que Auden está longe de ser uma exceção.
Os Estados Unidos estão assistindo ao surgimento de uma geração
de bebês gigantes. São crianças que nos primeiros
dois anos de vida ultrapassam as medidas de peso e altura tomadas como
padrão entre os pediatras. Embora não existam números
definitivos sobre a tendência, já se sabe que o peso médio
dos recém-nascidos naquele país aumenta desde a década
de 70. De 3,3 quilos passou para 3,4. A diferença parece pequena,
mas é decisiva, porque o normal é que um bebê dobre
o peso que tinha ao nascer nos primeiros quatro ou cinco meses de vida,
triplique em um ano e chegue aos 2 anos com quatro vezes o peso do nascimento.
Há dois anos, o Departamento de Saúde dos Estados Unidos
refez sua tabela de controle de crescimento infantil, que estava em vigor
desde 1977, para retratar melhor as novas medidas das crianças.
A tabela americana é usada como referência por pediatras
de todo o mundo, inclusive do Brasil. O aumento na altura média
das populações é um fenômeno internacional.
Decorre de melhores condições sanitárias, de saúde
e de alimentação. Mas em lugar nenhum os pimpolhos estão
crescendo de modo tão acelerado como nos Estados Unidos. "É
uma avalanche de superbebês", diz a pediatra Naomi Neufeld, de Los
Angeles. Uma das razões é o excelente padrão de vida
americano. Os cuidados médicos proporcionados à mãe
durante a gravidez e a alimentação que o bebê recebe
após o nascimento são fatores decisivos na estatura e no
peso da criança. Bem nutridos e tratados com o melhor que a medicina
tem a oferecer, são poupados de infecções e doenças
da primeira infância que consumiriam energia e reduziriam o ritmo
de crescimento.
Não há nada de errado com relação aos bebês
grandões e saudáveis, como o filho de Amber Valletta. Ainda
assim, nem tudo é boa notícia nesse assunto. Quilos em excesso
ainda no berço, alertam os pediatras, podem significar obesidade
ou diabetes na infância e problemas cardíacos no futuro.
Nos Estados Unidos, o combate à obesidade transformou-se em prioridade
pública, principalmente no caso de crianças e jovens. O
índice de crianças obesas praticamente dobrou desde 1980.
Ou seja, os pais precisam estar atentos para que seus superbebês,
por mais bonitos e saudáveis que sejam, não se tornem adultos
doentes.
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