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A reportagem "A era dos super-remédios" (26 de junho), além
de mostrar como a indústria farmacêutica trabalha para melhorar
a qualidade de vida das pessoas, esclarece ao público leigo a importância
da pesquisa, dos altos investimentos e dos grandes lançamentos.
A indústria investe pesado em desenvolvimento não somente
de seus produtos mas também de sua preparada e orgulhosa mão-de-obra. A
matéria mostrou de forma completa e vasta como as novas tecnologias
estão aumentando a eficiência dos medicamentos e, simultaneamente,
inflando os lucros dos laboratórios. É
bom saber do grande avanço da biotecnologia na fabricação
de medicamentos de última geração, pois isso devolve
a esperança a milhões de pessoas. Parabéns a Anna
Paula Buchalla pela belíssima reportagem e à equipe de VEJA
pelos conhecimentos acrescentados aos leitores. Parabéns
pela reportagem que nos esclarece (e de certa forma tranqüiliza)
sobre os avanços e as conquistas da indústria farmacêutica.
Porém, acredito que a verdadeira vitória se dará
quando a população de classe baixa tiver acesso a esses
super-remédios sem a necessidade de optar: os remédios ou
a comida? A
indústria farmacêutica é excepcional devido a seus
avanços, lucros e conquistas. É imprescindível a
aliança entre super-remédios e preço, para que toda
a população consiga usufruir esse benefício.
O alívio de problemas como dores crônicas, disfunção
erétil, diabetes, câncer de mama e de pulmão, osteoporose
e outras patologias merece ser festejado. Mas o que pensar da falta de
investimentos em "super-remédios" contra diversas doenças
infecciosas que ainda atingem grande parte da humanidade, como a tuberculose,
cujos esquemas terapêuticos, demorados e repletos de efeitos colaterais,
são um incentivo ao abandono do tratamento por parte dos pacientes?
Como a própria reportagem de VEJA enfatiza, os tais "super-remédios"
são capazes de gerar lucros que "superam em muito o investimento"
para sua criação. Talvez esteja aí a solução
para equacionar esse dilema: parte da arrecadação com a
venda do Viagra sendo usada no desenvolvimento de drogas contra doenças
infecciosas.
Sinto-me extremamente motivado para ir além em meus negócios
depois de ler o relato desse ás da informática. Ele mostra
que a fórmula do sucesso é sentir-se satisfeito com o trabalho,
pois, dessa forma, produz-se muito mais (Amarelas, 26 de junho). Michael
Dell está certo em alguns pontos da entrevista a VEJA. Em outros,
discordo um pouco. O Brasil pode ser uma plataforma de exportação,
mas acho que só o será se acabar com alguns fatores: a miséria,
a violência, o contrabando de mercadorias, a mão-de-obra
precária e, o principal, a falta de investimentos. Quanto a seu
depoimento: "Querer ser milionário não é um bom objetivo
na vida. Meu conselho é: ache aquilo que você ama fazer",
considero corretíssimo. Quem acredita que dinheiro cai do céu
está muito enganado. Só se ganha dinheiro com muito suor
e sacrifício. O
Brasil certamente é um mercado com ótimas perspectivas de
crescimento. Tem uma população enorme e grande potencial
para se industrializar ainda mais. Acho que o senhor Dell não tem
lido os últimos números daquele "banquinho" americano que
sempre coloca o país como de alto risco para investimentos. Como
podemos nos sujeitar a isso?
É
incrível como o PT arranja desculpas quando a corrupção
é descoberta dentro de seus domínios. É o Ministério
Público, são promotores, a polícia, testemunhas,
evidências e provas, tudo em conluio com o governo para prejudicar
o PT. Imagine se eles chegarem ao poder. Todos vão poder fazer
o que bem entender, pois o corporativismo vai imperar ("O dinheiro de
Santo André", 26 de junho). Que
denúncia mais deslavada essa agora contra o PT! Ponho também
minha mão no fogo por José Dirceu e o finado Celso Daniel
que irmão ele tem! Absurdo acreditar que o partido que simboliza
para a maioria dos eleitores ser o guardião da ética e da
honestidade se envolva de forma tão inocente com cobrança
de propina. Qual nada, surrealista demais.
Histórica, oportuna e independente a reportagem "Descoberta a bancada
da pesada" (26 de junho), pois aqui no Tocantins, enquanto o Estado flagela,
essa turma rouba as verbas e as autoridades se calam. O cheque do troco
da propina está pré-datado para 6 de outubro de 2002.
Internacional, mas nem tanto. Freqüento semanalmente o aeroporto
Salgado Filho ("Também tem avião", 26 de junho). Indiscutível
a beleza da edificação. E aí acabam as semelhanças
com os similares internacionais citados. Aqui, para se ter uma idéia
da administração da Infraero, não existe serviço
de guarda-volumes. Já preenchi várias fichas de reclamação.
Para quem precisa ter acesso a pé, as calçadas são
irregulares, as pistas ficam empoçadas quando chove e os "banhos"
nos incautos passageiros são freqüentes e inevitáveis.
As portas eletrônicas vivem sendo reguladas, as dos sanitários,
idem, e todas as semanas há mictórios interditados.
Perfeita a reportagem "A vitória de Felipão" (26 de junho),
mas continuo achando que o título de torcedor número 1 ainda
cai bem, "sim", sobre o velho "Lobo dos gramados". Aliás, a paixão
de Zagallo pela seleção está acima de todos nós,
com todo o respeito aos 170 milhões de "treinadores". Parabéns,
Felipão, rumo ao Penta! Cartas Diogo Mainardi
é deliciosamente conciso, direto e provocador. Considero-o um dos
mais fiéis discípulos da verve peculiar de Voltaire, nestes
dias em que o marasmo e a imbecilidade grassam neste país. Considero-me
patriota, mas abomino terminantemente as patriotadas. Um viva à
liberdade de idéias e à sensatez das opiniões ("A
nossa bandeira", 26 de junho). Diogo Mainardi
levou quase duas semanas para encontrar um modo de se redimir diante dos
brasileiros que não gostaram de seus comentários no artigo
"O hino só atrapalha" (12 de junho). Ele disfarçou bem,
mas todos viram que o novo artigo ("A nossa bandeira") foi um pedido de
perdão; então vamos perdoá-lo.
É
muito bom saber que existem pessoas interessadas no bem-estar dos solteiros,
criando pacotes para eles ("Só para solteiros", 26 de junho). Sentir-se
sozinho em uma viagem é uma situação horrível.
Conhecer pessoas aumenta a possibilidade de novas amizades ou até
de novos romances. As agências deveriam fazer mais propaganda desses
pacotes turísticos.
A exemplo
do que ocorre com outros inibidores de PDE5 (fosfodiesterase 5) atualmente
disponíveis, é contra-indicada a administração
conjunta com nitratos (medicamentos utilizados principalmente no tratamento
de infarto do miocárdio e angina) ("A era dos super-remédios",
26 de junho).
Com referência
à frase de Giorgio Armani publicada em Veja essa da edição
de 26 de junho, temos a esclarecer que Giorgio Armani foi presenteado
com jeans e óculos escuros falsos pelo repórter da Russia's
NTV Television, e não que estava vestindo um jeans Armani falsificado,
como publicado.
É
deprimente saber que homens que passaram a vida se dedicando aos estudos
e ao trabalho são obrigados a viver enclausurados ("Eles querem
guarda-costas", 26 de junho).
CORREÇÕES:
Em "Verde
dentro de casa" (Para usar, 26 de junho), as fotos do lírio
da paz gigante e da samambaia estão trocadas.
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