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Edição 2115

3 de junho de 2009
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Aviação
Tragédia no sul da Bahia

O sinistro vínculo de Roger Wright com desastres aéreos


Renata Moraes

Janete Longo/AE e Lia Lubambo
CHOQUE
Lucila e Wright: morte em Trancoso

Uma vez por mês, o empresário Roger Wright e a mulher, Lucila Lins, pegavam seu jato particular King Air B350 e partiam de São Paulo para sua casa em Trancoso, no sul da Bahia. Na sexta-feira 22, a viagem tinha um motivo especial: comemorar o aniversário de 57 anos do empresário. Após quase três horas de voo, já com o trem de pouso abaixado, o avião perdeu altitude, bateu numa árvore e caiu a 200 metros da pista. Além do casal e de dois pilotos, viajavam um filho e uma filha do primeiro casamento de Wright, ambos com seus cônjuges e três crianças, uma neta de Lucila, uma tia-avó dos irmãos Wright e uma babá. Os corpos dos dez adultos e quatro crianças foram carbonizados. Não se sabe o que causou o acidente.

Wright fez fortuna nos anos 90 como sócio do Banco Garantia. Uma impressionante série de tragédias o liga aos acidentes aéreos. Em 1996, perdeu a primeira mulher, Barbara Luchsinger, no acidente do Fokker 100 da TAM que se espatifou ao decolar do Aeroporto de Congonhas. O próprio Wright já escapara da morte nos ares. Em 2007, na última hora, enviou a secretária Simone Wetrupp para substituí-lo numa reunião em Porto Alegre. Simone foi uma das vítimas do Airbus A320 que explodiu ao aterrissar no Aeroporto de Congonhas.


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