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VEJA Recomenda
DVDs
Serenity (Estados Unidos, 2005.
Universal) Um crítico americano ponderou, com propriedade,
que essa fantasia é tudo aquilo que Star Wars queria
ser e não foi. Ainda assim, o filme dirigido por Joss Whedon,
criador da série Buffy A Caça-Vampiros, empacou
na bilheteria, e por isso chega aqui direto em DVD. Serenity
é a nave pirata do capitão Mal (Nathan Fillion), um
sujeito duro na queda que se vê inadvertidamente envolvido
na defesa de uma jovem (Summer Glau) com extraordinárias
habilidades psíquicas. Como sempre no gênero, há
aqui uma aliança interplanetária com intenções
duvidosas e uma catástrofe provocada pelos abusos da espécie
humana. Mas, se os efeitos especiais são mais low-tech que
os de George Lucas, o elenco é bem melhor e a sátira
política, muito mais eficiente.
Divulgação
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| A Dama e o Vagabundo:
um desenho dos bons tempos da Disney |
A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp, Estados Unidos,
1955. Buena Vista) Bons tempos aqueles em que os animadores da
Disney eram capazes de lances inigualáveis de criatividade,
como a antológica cena em que a cocker spaniel Dama e o vira-lata
Vagabundo jantam à luz de velas e, romanticamente, dividem
o mesmo fio de espaguete. Realizado no ocaso da primeira era de
ouro do estúdio (uma segunda se seguiria, no período
de A Bela e a Fera e O Rei Leão), o desenho
se esquiva com muita graça de algumas das questões
mais realistas impostas pelo enredo por exemplo, de onde vêm
os filhotes do casal , e volta aqui restaurado em toda a beleza
de seu technicolor original. Entre os extras que complementam essa
edição de aniversário, um jogo simpático
ajuda a criançada a descobrir qual a sua mascote ideal.
LIVROS
Gênio
Obsessivo, de Barbara Goldsmith (tradução
de Ivo Korytowski; Companhia das Letras; 224 páginas; 36,50
reais) Vencedora de dois prêmios Nobel, em 1903 e 1911,
a cientista franco-polonesa Marie Curie (1867-1934) é considerada
uma heroína tanto da ciência quanto da emancipação
feminina e com justiça. Foi a primeira mulher a ocupar
uma cátedra de ciências na Universidade Sorbonne, em
Paris, e suas pesquisas em radioatividade (que acabaram causando
sua morte) são pioneiras. A biografia breve da historiadora
americana Barbara Goldsmith traça um retrato íntimo
de Marie. Einstein certa vez disse que ela era "muito inteligente,
mas fria como um arenque". De fato, a obstinação aparece
como o principal traço de caráter dessa pesquisadora,
que praticamente vivia em seu laboratório. Leia
trecho.
De
Veludo Cotelê e Jeans, de David Sedaris (tradução
de Sergio Flaksman; Companhia das Letras; 248 páginas; 40
reais) O humorista David Sedaris fez fama nos Estados Unidos com
uma série de programas de rádio. Neles, Sedaris narrava
suas desventuras como elfo numa promoção de Natal
da loja Macy's. Desde então, tornou-se uma celebridade radiofônica
e colaborador freqüente de revistas como Esquire e The
New Yorker. De Veludo Cotelê e Jeans reúne
crônicas autobiográficas em que o autor revisita todos
os papelões por que passou na infância e na adolescência.
Sua família, de origem grega, é vista de uma perspectiva
ao mesmo tempo afetuosa e cáustica. Sedaris tem lá
seu parentesco com Woody Allen: faz humor a partir da própria
humilhação. Leia
trecho.
Cocaína,
de vários autores (Casa da Palavra; 152 páginas;
34,90 reais) A despeito do que o título possa sugerir,
esse livro não faz a defesa nem a crítica das
drogas. É uma coletânea de textos do fim do século
XIX e início do XX sobre os então chamados "vícios
elegantes": cocaína, morfina e ópio. Organizada pela
professora de literatura Beatriz Resende, da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, traz crônicas, poemas e excertos de romances
de figuras como Olavo Bilac, João do Rio, Lima Barreto e
Manuel Bandeira e de autores populares à época mas
hoje esquecidos, como Benjamin Constallat. Alguns alertam contra
os perigos dos narcóticos, enquanto outros exaltam as suas
delícias. É um curioso painel de um período
em que a cocaína era vendida em farmácias e recomendada
até para crianças. Leia
trecho.
DISCOS
Tim Mosenfelder/Getty Images
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| Dresden Dolls: cabaré com rock |
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Dresden Dolls (Sum) Formado
pela cantora e pianista Amanda Palmer e pelo baterista Brian Viglione,
o Dresden Dolls é uma espécie de cruzamento entre
a diva alemã Marlene Dietrich (1901-1992) e a roqueira trash
Courtney Love. Explicando melhor: Amanda e Viglione são aficionados
da cultura alemã dos anos 30 e 40. Vestem-se como artistas
de cabaré e homenageiam com seu nome Dresden, cidade alemã
que foi duramente bombardeada no fim da II Guerra. Mas compõem
em inglês, encorpam a sonoridade do piano e da bateria com
muita guitarra e utilizam vocais vigorosos. Lançado no exterior
em 2004, esse Dresden Dolls é o disco de estréia
do duo e foi definido pela crítica como um "cabaré
rock" casamento muito bem exemplificado por canções
como Girl Anachronism e Gravity.
3121,
Prince (Universal) Há dois anos, Prince fez as pazes com
o sucesso. Depois de colecionar esquisitices no decorrer da década
passada ele trocou o nome por um símbolo e tatuou-se com
a palavra "escravo", para protestar contra sua gravadora , ele
lançou Musicology. O disco rendeu uma de suas turnês
mais lucrativas e devolveu o cantor e multiinstrumentista ao primeiro
time da música americana. 3121, seu mais recente trabalho,
demonstra que Prince está disposto a manter-se nesse caminho.
O disco reúne as principais qualidades do artista: as baladas
românticas, o funk calcado na sonoridade de James Brown (uma
de suas principais influências) e letras de apelo erótico.
Prince também comete ousadias como Black Sweat e Lolita,
duas faixas em que combina funk e batidas eletrônicas.
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