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Cartas
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"A chuva de dinheiro rega as nossas
necessidades, mas traz grande risco de inundar nossas finanças
e nos afundar no caos da dívida."
Emilson de Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES |
Crédito ao consumidor
Quero felicitar VEJA e os autores
da ótima reportagem "O show do crediário" (26 de abril),
sobre a explosão do crédito ao consumidor. Trabalho
em um grande banco e atesto, no dia-a-dia, o número impressionante
de empréstimos que são tomados pelas classes mais
baixas. Por um lado, a oferta de crédito em abundância
é algo bom, pois gera consumo e empregos como conseqüência.
Por outro lado, os juros altíssimos pagos por esse crédito
tornam duvidosas essas supostas vantagens aos consumidores. Parabéns
pelo tema atual e de interesse geral.
Alexandre Silva de Castro
Volta Redonda, RJ
Hiran Castello Branco
A propósito da reportagem
"Quanta coincidência!" (26 de abril), venho esclarecer, em
respeito à opinião pública e à reputação
da Giacometti Propaganda, sob a minha responsabilidade: 1) a Giacometti
compartilhou a estrutura de um escritório em Brasília
com a SMPB, entre 2001 e 2003, para racionalizar despesas. Não
havia fato que desabonasse a SMPB ou seu presidente, Cristiano Paz,
com quem foi celebrado o acordo. No fim de 2003, o acordo operacional
foi desfeito por iniciativa da SMPB. Apenas em 2005 surgiram fatos
que comprometeram a imagem da SMPB. A Giacometti, como todo o Brasil,
tomou conhecimento dos fatos pela imprensa; 2) em novembro de 2004,
a Giacometti e a DM9 venceram a licitação nº
01/04 do Sebrae, na gestão anterior à atual. Ao contrário
do afirmado, somente cerca de 15% do valor do contrato se refere
aos honorários da agência, abatido daí seu custo
operacional; 3) Rodrigo Capdeville foi contratado pela Giacometti,
em outubro de 2004, dois anos após ter se desligado da SMPB.
Trabalhou anteriormente em diversas empresas da área; 4)
participaram da concorrência nº 11/03, da Câmara
dos Deputados, vencida pela SMPB, além da Giacometti, as
agências Artplan, DPTO, Loducca, Lowe, Matisse, Ogilvy. Nenhum
participante contestou o resultado; 5) na licitação
nº 3/06, em curso, da prefeitura de Osasco, participam as agências
Giacometti, B4, Puxe, Ipsylon, PG, Art e Publicidade, Dupla Criação,
Z+, Octopus. A Giacometti já atendeu a prefeitura de Osasco,
na gestão Celso Giglio; 6) a Giacometti sempre agiu de modo
ético e legal. Na certeza de que os fatos corrigem os equívocos
contidos na reportagem, coloco-me à disposição
para qualquer esclarecimento que esta revista considere necessário.
Hiran Castello Branco
São Paulo, SP
O hábito de ler VEJA levou-me
a, além de respeitar, reconhecer os extraordinários
serviços prestados por esta revista à democracia brasileira.
Por isso, não posso furtar-me à obrigação
como leitor e cidadão de dar o meu testemunho
a respeito de Hiran Amazonas Castello Branco. Conheço Hiran
Amazonas Castello Branco há mais de vinte anos. Ele é
um profissional que leva orgulho a seus pares, por sua conduta invariavelmente
ética. Hiran é um cidadão brasileiro exemplar.
Sua atuação vai muito além do mercado publicitário.
Ele trabalha em vários projetos de inclusão social
e aperfeiçoamento democrático, por amor ao projeto
Brasil. Lamento, mas devo dizer que, quando ataca Hiran Amazonas
Castello Branco, VEJA fere os próprios ideais que defende.
Pedro Bial
Rio de Janeiro, RJ
Jorge Rachid
A propósito da matéria
"Na mira da Justiça" (26 de abril), informo que a Receita
Federal já negou várias vezes qualquer tipo de participação
no caso Francenildo Costa. Para que nenhuma dúvida ou suspeita
infundada continue a pairar acerca desse assunto, esclareço
que não consta nas bases de dados do órgão
nenhuma informação que permita identificar que o contribuinte
citado na reportagem possua qualquer conta bancária, seja
conta corrente, de poupança, de investimento ou qualquer
outra. A Receita também não possui nenhuma informação
sobre eventual movimentação financeira do aludido
contribuinte, relativa ao primeiro trimestre de 2006 ou a qualquer
outro trimestre de anos anteriores. Sobre as acusações
de que eu estaria envolvido em supostas irregularidades quando participei
de fiscalização na construtora OAS, concluída
há doze anos, os dados divulgados são requentados
e não se sustentam à luz dos fatos. Tais acusações
podem, infelizmente, macular o histórico da Receita Federal.
Jorge Rachid
Secretário da Receita Federal
Brasília, DF
Ao contrário do que a
reportagem "Na mira da Justiça" afirma, não houve
nenhuma ordem por parte do secretário da Receita Federal
para substituição ou não-recondução
dos membros da comissão de inquérito que investigava
o caso da autuação da OAS. Ademais, como a referida
comissão imputou fatos ao secretário da Receita Federal,
o processo foi avocado pelo senhor ministro da Fazenda, tendo em
vista que esta Corregedoria não tem competência legal
para investigar seu superior hierárquico. Quanto ao aludido
"conjunto de documentos confidenciais que fazem um balanço
das investigações da Corregedoria", cumpre ressaltar
ser de exclusiva responsabilidade de quem os produziu e divulgou,
pois, não tendo sido atingida a fase de defesa, não
se poderia emitir nenhum juízo de valor, porquanto isso violaria
a isenção dos membros da comissão. As investigações
continuam e jamais foram interrompidas.
Marcos Rodrigues de Mello
Corregedor-geral da Receita Federal
Brasília, DF
Radar
Em relação à
notícia publicada pela revista VEJA na edição
1.949 ("Ano de Copa, ano de pirataria", Radar, 29 de março),
o Yahoo! Brasil gostaria de esclarecer que a notificação
encaminhada pela Confederação Brasileira de Futebol
(CBF) não tem fundamento. A notificação mencionada
na matéria, encaminhada à empresa em novembro de 2005,
alegava que o Yahoo! Brasil estaria usando indevidamente imagens
em que jogadores da seleção oficial do Brasil aparecem
com uniformes oficiais. Cabe ressaltar que a CBF não informou,
na ocasião, quais imagens ou referências estariam sendo
utilizadas indevidamente.
Bruno Fiorentini Jr.
Gerente-geral do Yahoo! Brasil
São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
No ensaio "Lições
de Brasil" (26 de abril), de Roberto Pompeu de Toledo, é
atribuído a mim precioso conselho a Gustavo Franco. A fim
de impedir interpretações, trata-se de parte de um
diálogo que mantivemos a respeito do nosso dia-a-dia. Gustavo
Franco, nosso velho conhecido, jamais decidiu influenciado pelas
"boas intenções do mundo externo".
Alcindo Ferreira
Por e-mail
Diogo Mainardi
O artigo "Franklin, o 'conceituado'
" (26 de abril) é um primor de objetividade contundente quanto
ao suposto bom-mocismo do jornalista Franklin Martins. É
também um claro (e triste) retrato da facilidade com que
as relações com os tais poderes constituídos
são aqui utilizadas em proveito próprio. Às
evidências apontadas, Franklin provavelmente responderá
no estilo Dirceu e PT: "Repilo com veemência".
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ
Mais uma vez Diogo Mainardi se
antecipa e divulga os nebulosos e fétidos bastidores do Planalto.
Além de mal informar, desde sempre Franklin Martins quis
posar de arauto intelectualóide, como se a sabedoria fosse
dom hereditário. Caiu a máscara, senhor Franklin,
contra fatos não há argumentos: ou será que
seu irmão e sua esposa não ocupam altos cargos comissionados
no governo Lula? Bela boquinha!
Carlos Eduardo Costa
Ubá, MG
MST
VEJA está de parabéns
por trazer mais uma vez ao conhecimento da nação o
que significa o MST ("Eles invadem. O governo apóia", 26
de abril). Enquanto hospitais federais não têm verba
para atender o povo trabalhador, honesto e sofredor, milhões
de reais são entregues aos vagabundos e baderneiros, para
fomentar o roubo e a destruição do patrimônio
privado e empreendedor. Pior ainda é que o homem que deveria
ser o guardião da Constituição nunca veio à
televisão em cadeia nacional para condenar os atos de terrorismo
perpetrados por seus asseclas. Deixo aqui meu brado de alerta para
aqueles que ainda pensam em reeleger essa pouca-vergonha de desgoverno
que está aí. Estamos a caminho de uma nova Venezuela,
pois ele está aprendendo bem a lição de Hugo
Chávez.
Roberto Soares
Niterói, RJ
Alfabetização
Cumprimento VEJA pela divulgação
da pesquisa que mostra a triste realidade da educação
no Brasil, em matéria veiculada na edição 1.953
("Querem mudar o á-bê-cê", Guia, 26 de abril).
Em nosso município, uma avaliação feita no
fim de 2005 com 2.800 alunos (10% do total matriculado no ensino
fundamental) revelou índices alarmantes de reprovação,
que nos remetem a uma série de questionamentos e reflexões.
Entre os alunos da série inicial do ensino fundamental (2º
ano), o índice de reprovação bateu na casa
dos 40% (o menor porcentual em comparação com as séries
seguintes), enquanto no 3º e no 8º ano, por exemplo, esse
número chegou a 63,37% e 89,20%, respectivamente. Um assombro.
Entendemos que os investimentos na formação continuada
dos professores e o desenvolvimento de propostas pedagógicas
voltadas ao aproveitamento do tempo que a criança passa no
ambiente escolar, com o envolvimento de professores e colaboradores
que permaneçam na escola fazendo um trabalho de acompanhamento
das atividades, serão fundamentais para a melhoria desses
índices.
Helena Aires
Secretária de Educação de Imperatriz (MA)
Cartilha para disléxicos
Achei excelente a reportagem
sobre dislexia ("Para quem troca letras", 26 de abril), pois é
importante que a sociedade comece a receber mais informações
sobre esse distúrbio da leitura e da escrita, para que mais
crianças e jovens sejam ajudados cada vez mais cedo. Acredito
ser importante informar aos pais que, ao perceberem tais sinais,
o melhor é buscar ajuda e solicitar uma avaliação
psicopedagógica da criança ou do adolescente, para
verificar se se trata de uma dificuldade comum da idade e da série
ou se há necessidade de acompanhamento profissional
psicopedagógico, fonoaudiológico ou psicológico.
Daniele G. Freschi Amorim
Psicopedagoga
São Paulo, SP
CORREÇÃO: Na
matéria "Pesada demais para voar" (26 de abril), os custos
de um passageiro em cada companhia aérea são medidos
em centavos de real por quilômetro, e não em reais
por quilômetro.
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ILUSTRAÇÃO
DE VEJA GANHA PRÊMIO
Com
uma ilustração do papa Bento XVI publicada
no fim do ano passado em VEJA, o ilustrador Eduardo
Baptistão ganhou o primeiro prêmio na categoria
caricatura no festival World Press Cartoon (WPC), um
dos mais importantes do mundo. O festival, que contou
com a participação de 213 cartunistas
de 48 países, teve 464 desenhos selecionados,
incluindo os inscritos nas categorias cartoon e humor.
O resultado foi anunciado no dia 20 de abril na cidade
de Sintra, em Portugal. "Toda caricatura é resultado
de um estudo de fotos do personagem. Nessa ilustração,
optei por colocar um olhar enviesado no papa, um olhar
meio sinistro", diz Baptistão. Embora trabalhe
há quinze anos no jornal O Estado de S. Paulo,
Baptistão veio a conquistar o WPC com uma encomenda
feita por VEJA. O jornal, em reportagem sobre a premiação
do ilustrador, creditou a si a propriedade do trabalho.
O que era errado, errado ficou já que
O Estado de S. Paulo, sob a atual direção,
não tem por hábito corrigir seus erros.
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