Edição 1954 . 3 de maio de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Auto-retrato
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"A chuva de dinheiro rega as nossas necessidades, mas traz grande risco de inundar nossas finanças e nos afundar no caos da dívida."
Emilson de Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Crédito ao consumidor

Quero felicitar VEJA e os autores da ótima reportagem "O show do crediário" (26 de abril), sobre a explosão do crédito ao consumidor. Trabalho em um grande banco e atesto, no dia-a-dia, o número impressionante de empréstimos que são tomados pelas classes mais baixas. Por um lado, a oferta de crédito em abundância é algo bom, pois gera consumo e empregos como conseqüência. Por outro lado, os juros altíssimos pagos por esse crédito tornam duvidosas essas supostas vantagens aos consumidores. Parabéns pelo tema atual e de interesse geral.
Alexandre Silva de Castro
Volta Redonda, RJ

 

Hiran Castello Branco

A propósito da reportagem "Quanta coincidência!" (26 de abril), venho esclarecer, em respeito à opinião pública e à reputação da Giacometti Propaganda, sob a minha responsabilidade: 1) a Giacometti compartilhou a estrutura de um escritório em Brasília com a SMPB, entre 2001 e 2003, para racionalizar despesas. Não havia fato que desabonasse a SMPB ou seu presidente, Cristiano Paz, com quem foi celebrado o acordo. No fim de 2003, o acordo operacional foi desfeito por iniciativa da SMPB. Apenas em 2005 surgiram fatos que comprometeram a imagem da SMPB. A Giacometti, como todo o Brasil, tomou conhecimento dos fatos pela imprensa; 2) em novembro de 2004, a Giacometti e a DM9 venceram a licitação nº 01/04 do Sebrae, na gestão anterior à atual. Ao contrário do afirmado, somente cerca de 15% do valor do contrato se refere aos honorários da agência, abatido daí seu custo operacional; 3) Rodrigo Capdeville foi contratado pela Giacometti, em outubro de 2004, dois anos após ter se desligado da SMPB. Trabalhou anteriormente em diversas empresas da área; 4) participaram da concorrência nº 11/03, da Câmara dos Deputados, vencida pela SMPB, além da Giacometti, as agências Artplan, DPTO, Loducca, Lowe, Matisse, Ogilvy. Nenhum participante contestou o resultado; 5) na licitação nº 3/06, em curso, da prefeitura de Osasco, participam as agências Giacometti, B4, Puxe, Ipsylon, PG, Art e Publicidade, Dupla Criação, Z+, Octopus. A Giacometti já atendeu a prefeitura de Osasco, na gestão Celso Giglio; 6) a Giacometti sempre agiu de modo ético e legal. Na certeza de que os fatos corrigem os equívocos contidos na reportagem, coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento que esta revista considere necessário.
Hiran Castello Branco
São Paulo, SP

O hábito de ler VEJA levou-me a, além de respeitar, reconhecer os extraordinários serviços prestados por esta revista à democracia brasileira. Por isso, não posso furtar-me à obrigação – como leitor e cidadão – de dar o meu testemunho a respeito de Hiran Amazonas Castello Branco. Conheço Hiran Amazonas Castello Branco há mais de vinte anos. Ele é um profissional que leva orgulho a seus pares, por sua conduta invariavelmente ética. Hiran é um cidadão brasileiro exemplar. Sua atuação vai muito além do mercado publicitário. Ele trabalha em vários projetos de inclusão social e aperfeiçoamento democrático, por amor ao projeto Brasil. Lamento, mas devo dizer que, quando ataca Hiran Amazonas Castello Branco, VEJA fere os próprios ideais que defende.
Pedro Bial
Rio de Janeiro, RJ

 

Jorge Rachid

A propósito da matéria "Na mira da Justiça" (26 de abril), informo que a Receita Federal já negou várias vezes qualquer tipo de participação no caso Francenildo Costa. Para que nenhuma dúvida ou suspeita infundada continue a pairar acerca desse assunto, esclareço que não consta nas bases de dados do órgão nenhuma informação que permita identificar que o contribuinte citado na reportagem possua qualquer conta bancária, seja conta corrente, de poupança, de investimento ou qualquer outra. A Receita também não possui nenhuma informação sobre eventual movimentação financeira do aludido contribuinte, relativa ao primeiro trimestre de 2006 ou a qualquer outro trimestre de anos anteriores. Sobre as acusações de que eu estaria envolvido em supostas irregularidades quando participei de fiscalização na construtora OAS, concluída há doze anos, os dados divulgados são requentados e não se sustentam à luz dos fatos. Tais acusações podem, infelizmente, macular o histórico da Receita Federal.
Jorge Rachid
Secretário da Receita Federal
Brasília, DF

Ao contrário do que a reportagem "Na mira da Justiça" afirma, não houve nenhuma ordem por parte do secretário da Receita Federal para substituição ou não-recondução dos membros da comissão de inquérito que investigava o caso da autuação da OAS. Ademais, como a referida comissão imputou fatos ao secretário da Receita Federal, o processo foi avocado pelo senhor ministro da Fazenda, tendo em vista que esta Corregedoria não tem competência legal para investigar seu superior hierárquico. Quanto ao aludido "conjunto de documentos confidenciais que fazem um balanço das investigações da Corregedoria", cumpre ressaltar ser de exclusiva responsabilidade de quem os produziu e divulgou, pois, não tendo sido atingida a fase de defesa, não se poderia emitir nenhum juízo de valor, porquanto isso violaria a isenção dos membros da comissão. As investigações continuam e jamais foram interrompidas.
Marcos Rodrigues de Mello
Corregedor-geral da Receita Federal
Brasília, DF

 

Radar

Em relação à notícia publicada pela revista VEJA na edição 1.949 ("Ano de Copa, ano de pirataria", Radar, 29 de março), o Yahoo! Brasil gostaria de esclarecer que a notificação encaminhada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não tem fundamento. A notificação mencionada na matéria, encaminhada à empresa em novembro de 2005, alegava que o Yahoo! Brasil estaria usando indevidamente imagens em que jogadores da seleção oficial do Brasil aparecem com uniformes oficiais. Cabe ressaltar que a CBF não informou, na ocasião, quais imagens ou referências estariam sendo utilizadas indevidamente.
Bruno Fiorentini Jr.
Gerente-geral do Yahoo! Brasil
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

No ensaio "Lições de Brasil" (26 de abril), de Roberto Pompeu de Toledo, é atribuído a mim precioso conselho a Gustavo Franco. A fim de impedir interpretações, trata-se de parte de um diálogo que mantivemos a respeito do nosso dia-a-dia. Gustavo Franco, nosso velho conhecido, jamais decidiu influenciado pelas "boas intenções do mundo externo".
Alcindo Ferreira
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

O artigo "Franklin, o 'conceituado' " (26 de abril) é um primor de objetividade contundente quanto ao suposto bom-mocismo do jornalista Franklin Martins. É também um claro (e triste) retrato da facilidade com que as relações com os tais poderes constituídos são aqui utilizadas em proveito próprio. Às evidências apontadas, Franklin provavelmente responderá – no estilo Dirceu e PT: "Repilo com veemência".
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ

Mais uma vez Diogo Mainardi se antecipa e divulga os nebulosos e fétidos bastidores do Planalto. Além de mal informar, desde sempre Franklin Martins quis posar de arauto intelectualóide, como se a sabedoria fosse dom hereditário. Caiu a máscara, senhor Franklin, contra fatos não há argumentos: ou será que seu irmão e sua esposa não ocupam altos cargos comissionados no governo Lula? Bela boquinha!
Carlos Eduardo Costa
Ubá, MG

 

MST

VEJA está de parabéns por trazer mais uma vez ao conhecimento da nação o que significa o MST ("Eles invadem. O governo apóia", 26 de abril). Enquanto hospitais federais não têm verba para atender o povo trabalhador, honesto e sofredor, milhões de reais são entregues aos vagabundos e baderneiros, para fomentar o roubo e a destruição do patrimônio privado e empreendedor. Pior ainda é que o homem que deveria ser o guardião da Constituição nunca veio à televisão em cadeia nacional para condenar os atos de terrorismo perpetrados por seus asseclas. Deixo aqui meu brado de alerta para aqueles que ainda pensam em reeleger essa pouca-vergonha de desgoverno que está aí. Estamos a caminho de uma nova Venezuela, pois ele está aprendendo bem a lição de Hugo Chávez.
Roberto Soares
Niterói, RJ

 

Alfabetização

Cumprimento VEJA pela divulgação da pesquisa que mostra a triste realidade da educação no Brasil, em matéria veiculada na edição 1.953 ("Querem mudar o á-bê-cê", Guia, 26 de abril). Em nosso município, uma avaliação feita no fim de 2005 com 2.800 alunos (10% do total matriculado no ensino fundamental) revelou índices alarmantes de reprovação, que nos remetem a uma série de questionamentos e reflexões. Entre os alunos da série inicial do ensino fundamental (2º ano), o índice de reprovação bateu na casa dos 40% (o menor porcentual em comparação com as séries seguintes), enquanto no 3º e no 8º ano, por exemplo, esse número chegou a 63,37% e 89,20%, respectivamente. Um assombro. Entendemos que os investimentos na formação continuada dos professores e o desenvolvimento de propostas pedagógicas voltadas ao aproveitamento do tempo que a criança passa no ambiente escolar, com o envolvimento de professores e colaboradores que permaneçam na escola fazendo um trabalho de acompanhamento das atividades, serão fundamentais para a melhoria desses índices.
Helena Aires
Secretária de Educação de Imperatriz (MA)

 

Cartilha para disléxicos

Achei excelente a reportagem sobre dislexia ("Para quem troca letras", 26 de abril), pois é importante que a sociedade comece a receber mais informações sobre esse distúrbio da leitura e da escrita, para que mais crianças e jovens sejam ajudados cada vez mais cedo. Acredito ser importante informar aos pais que, ao perceberem tais sinais, o melhor é buscar ajuda e solicitar uma avaliação psicopedagógica da criança ou do adolescente, para verificar se se trata de uma dificuldade comum da idade e da série ou se há necessidade de acompanhamento profissional – psicopedagógico, fonoaudiológico ou psicológico.
Daniele G. Freschi Amorim
Psicopedagoga
São Paulo, SP

CORREÇÃO: Na matéria "Pesada demais para voar" (26 de abril), os custos de um passageiro em cada companhia aérea são medidos em centavos de real por quilômetro, e não em reais por quilômetro.

 

ILUSTRAÇÃO DE VEJA GANHA PRÊMIO

Com uma ilustração do papa Bento XVI publicada no fim do ano passado em VEJA, o ilustrador Eduardo Baptistão ganhou o primeiro prêmio na categoria caricatura no festival World Press Cartoon (WPC), um dos mais importantes do mundo. O festival, que contou com a participação de 213 cartunistas de 48 países, teve 464 desenhos selecionados, incluindo os inscritos nas categorias cartoon e humor. O resultado foi anunciado no dia 20 de abril na cidade de Sintra, em Portugal. "Toda caricatura é resultado de um estudo de fotos do personagem. Nessa ilustração, optei por colocar um olhar enviesado no papa, um olhar meio sinistro", diz Baptistão. Embora trabalhe há quinze anos no jornal O Estado de S. Paulo, Baptistão veio a conquistar o WPC com uma encomenda feita por VEJA. O jornal, em reportagem sobre a premiação do ilustrador, creditou a si a propriedade do trabalho. O que era errado, errado ficou – já que O Estado de S. Paulo, sob a atual direção, não tem por hábito corrigir seus erros.

 
 
 
 
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