A supergalinha
Ela parece uma ave comum, mas o código
genético foi alterado para produzir mais carne
A maior galinha do mundo está sendo
desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da empresa
americana MetaMorphix, de Baltimore. A nova galinha é
uma variedade que foi geneticamente modificada para ganhar
mais massa muscular e carne. Embora pareça igual
às outras, é 45% mais pesada. Os pesquisadores
ainda não sabem quando ela estará nas granjas
e nos supermercados. Mas a nova galinha faz parte de
uma geração de animais com potencial para
revolucionar a indústria da carne. Há três
anos, a MetaMorphix surpreendeu o mundo quando apresentou
um rato geneticamente modificado, com mais músculos.
Desde então, a empresa vem empregando a técnica
em animais de criação e, depois da galinha,
pretende criar porcos e peixes maiores.
Uma das promessas da engenharia genética é
produzir animais com carne mais saudável, com menores
teores de gordura e colesterol. "Eles também não
precisam de tantos antibióticos e hormônios
de crescimento quanto se usa hoje nas granjas e fazendas",
diz Mary Moynihan, porta-voz da MetaMorphix. O primeiro
animal transgênico a chegar às prateleiras
será o salmão desenvolvido por outra empresa
americana, a AF Protein. O peixe foi modificado geneticamente
para crescer mais rápido. Com isso, aos 18 meses,
o salmão precoce já é cinco vezes maior
do que as variedades existentes. A novidade pode reduzir
à metade os custos da criação de salmões
e trutas. Os ambientalistas torcem o nariz, evidentemente,
pois temem que o supersalmão escape dos laboratórios
e extermine as variedades naturais. A AF Protein garante
que, por precaução, todos os salmões
experimentais são inférteis.
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