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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Governo fustiga Tasso A inauguração do porto de Pecém, no Ceará, virou palco para uma bicada de tucano em tucano comprovando que ainda ardem as feridas abertas entre o Palácio do Planalto e Tasso Jereissati. Num comercial bancado por dois ministérios e que irá ao ar nesta semana somente no Nordeste, um locutor dirá, como quem não quer nada, que o governo de Tasso botou ali 36 milhões de reais, enquanto o governo federal investiu dez vezes mais no projeto. Provocação pura. Vida de candidato 1 José Serra botou um segurança para vigiar sua casa em São Paulo 24 horas por dia. Vida de candidato 2 Sem alarde, José Serra fez no domingo passado um check-up, durante quatro horas, no hospital paulista Sírio Libanês. Está tudo em ordem com ele. Aliás, contrariando sua fama de hipocondríaco, foi o primeiro check-up que Serra fez em seis anos. Corre o risco de ficar com fama de descuidado. Culpa de quem? O PT teve responsabilidade na invasão por militantes do MST da fazenda dos filhos de FHC? Ao responder a esta pergunta numa pesquisa realizada pelo Vox Populi, o brasileiro se viu dividido. Os que isentam o PT somaram 51%. O restante ficou entre os que culparam o partido (34%) e os que não sabem (15%). Ou seja, não há dúvida de que para Lula era melhor que os sem-terra tivessem permanecido do lado de fora da porteira.
Ação contra FHC dá demissão Por uns breves momentos, FHC trancou no armário sua fama de bonzinho e, numa canetada, mandou demitir meia dúzia de funcionários de terceiro escalão. Todos em cargos de confiança. Foram para a rua porque assinaram uma ação popular (cujo objeto era uma alteração nos planos de cargos e salários) contra o próprio FHC. A guerra por Furnas Dentro do governo continua a batalha pela indicação do novo presidente de Furnas hoje o cargo mais ambicionado nas estatais brasileiras, depois da Petrobras. A última baixa na disputa pela cadeira foi o diretor de Furnas Dimas Toledo. Apesar de bem apadrinhado (por Aécio Neves, entre outros), virou ex-favorito.
Chocolate concentrado A compra da Garoto pela Nestlé vai lambuzar muita gente até depois da Páscoa. A Kraft/Lacta entra no Cade nesta segunda-feira, último dia do prazo regulamentar, com um pedido de impugnação do negócio. E faz uma sutil ameaça. Da decisão do Cade dependerá a política de aquisições da empresa daqui para a frente. Ou seja, se a operação da Nestlé for aprovada, a Lacta irá às compras e a concentração do setor ficará ainda maior. A venda da Latasa Está na reta final a venda da Latasa a maior indústria de latas de alumínio do país para a inglesa Rexan. Mais uns trinta dias e o negócio de 620 milhões de dólares será assinado. Pela fatia que detém na sociedade, o Bradesco, único sócio nacional da Latasa, deverá botar em seus cofres algo como 240 milhões de dólares. Mangabeira no Opportunity Mangabeira Unger, o guru econômico de Ciro Gomes, foi contratado para dar consultoria ao Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. Código genético Uma mudança na diretoria do Ponto Frio na semana passada fez subir a estrela do diretor executivo Roberto Botelho. Ele virou o braço direito de Simon Alouan, presidente da empresa. Roberto é o irmão menos famoso de Maurício Botelho, número 1 da Embraer e um dos mais festejados executivos brasileiros.
O vendedor de aviões Celso Cipriani está vendo de camarote a TransBrasil afundar. Mas, operoso como nunca, não se descuida de seus outros negócios. Agora, por exemplo, está tentando comercializar alguns jatos da frota da Target, sua empresa de táxi aéreo. Pelo menos uma companhia carioca da área de varejo foi procurada insistentemente por Cipriani para fechar o negócio de ocasião.
Quem estréia antes? A Globo está fazendo uma operação de guerra para estrear seu reality show Fama antes do Popstars, do SBT, que está previsto para ir ao ar em maio. As duas atrações seguem um modelo rigorosamente igual: um grupo de jovens que não se conhecem se junta para formar uma banda pop.
Sem intermediários Quanto mais recrudesce a crise argentina, mais os ministros Pedro Malan e Jorge Lenicov têm se falado ao telefone. Ninguém paga nem recebe Desanimado, um presidente de multinacional de grande porte, com negócios no Brasil e na Argentina, dava na semana passada um exemplo melancólico do dia-a-dia de suas atividades na terra de Eduardo Duhalde. Os títulos que sua empresa tem a pagar e a receber estão atrasados 180 dias, em média seis meses, não custa repetir. Em dia, só os salários. Por enquanto.
Colaboraram
Felipe Patury e Luís Henrique Amaral
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