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Reuters
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| Naomi:
vitória contra tablóide |
Ganhou:
um processo por danos morais contra o tablóide The Mirror a
top model inglesa Naomi Campbell. O jornal foi acusado de invasão
de privacidade por ter publicado uma foto da modelo saindo de um centro
de tratamento da Associação dos Narcóticos Anônimos.
A indenização estipulada foi equivalente a apenas 14.000
reais, mas a decisão pode iniciar nova fase no relacionamento entre
a mídia e celebridades na Inglaterra. Na véspera do Carnaval,
Naomi saiu do Rio de Janeiro às pressas para depor nesse processo.
Dia 27, em Londres.
Venceu:
o último amistoso disputado no país antes da Copa do
Mundo a seleção brasileira. O jogo contra a Iugoslávia
marcou a volta do atacante Ronaldo, da Inter de Milão. O único
gol da partida foi marcado por Luizão, que entrou no segundo tempo.
Dia 27, em Fortaleza.
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AP

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| Terremotos
no Afeganistão: tragédia sem fim |
Atingido: por uma série de terremotos que chegaram
a 5,9 na escala de Richter o Afeganistão. Estima-se que
5.000 pessoas tenham morrido. O povoado de Nahrin, a 150 quilômetros
de Cabul, foi soterrado. Dia 25.
Demitiu-se:
o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), Renato Guerreiro. No cargo desde a criação
da agência, em 1997, ele anunciou que pretende dedicar-se a projetos
pessoais. Dia 28, em Brasília.
Assassinados:
dois observadores internacionais da ONU na Cisjordânia
uma suíça e um turco que integravam um grupo com representantes
de vários países. Eles estavam em área de conflito
entre palestinos e israelenses. Cada um dos lados acusa o outro pelas
mortes. Dia 26, em Hebron.
oito vereadores de Nanterre, cidade próxima a Paris. Um
homem com histórico de distúrbios psíquicos, Richard
Durn, disparou cerca de quarenta tiros com duas pistolas automáticas
no fim de uma sessão legislativa. Depois, suicidou-se ao saltar
da janela do 4º andar da delegacia em que estava preso. Os vereadores
mortos pertenciam a diferentes partidos. Outras vinte pessoas ficaram
feridas. Dia 27, em Nanterre.
AP
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AFP
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Moore
(à esq.): derrotado por uma
doença degenerativa. Wilder (ao lado): carreira de
26
filmes e sete Oscar
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Morreram:
o ator inglês Dudley Moore, conhecido por filmes como Mulher
Nota 10 (1979) e Arthur, o Milionário Sedutor (1981).
Desde 1999, Moore sofria de paralisia supranuclear progressiva, rara doença
degenerativa que danifica funções mentais e motoras. Sua
última aparição pública foi em novembro, quando,
já impossibilitado de falar e andar, recebeu uma comenda da rainha
Elizabeth II, em Londres. Dia 27, aos 66 anos, de pneumonia, em Nova Jersey,
Estados Unidos.
o diretor Billy Wilder, um dos mais importantes do cinema americano.
Dirigiu 26 filmes e atuou como roteirista e produtor. Foi indicado 21
vezes ao Oscar e recebeu sete estatuetas, incluindo a de melhor direção
por Farrapo Humano (1945) e Se Meu Apartamento Falasse (1960).
Nascido na Áustria, iniciou a carreira na Alemanha, como roteirista.
Com a ascensão do nazismo, na década de 30, decidiu mudar-se
para a França e depois para os Estados Unidos. Dia 27, aos 95 anos,
de pneumonia, em Beverly Hills.
o inglês William Scholl, conhecido como Dr. Scholl, célebre
por ter se dedicado à saúde dos pés. Nos anos 50,
ele criou sandálias de madeira com funções terapêuticas.
Dia 15, aos 81 anos, de pneumonia, em Douglas, na Ilha de Man, pertencente
ao arquipélago britânico.
Conquistou:
medalha de ouro no exercício de trave da primeira etapa da Copa
do Mundo de ginástica artística a brasileira Daniele
Hypólito. Dia 24, em Cottbus, Alemanha.
AP
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A
camisa de Pelé: mais
de 500.000 reais no leilão
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Vendida: pelo equivalente a 520.000 reais a camisa usada
por Pelé no segundo tempo da final da Copa de 70, em que a
seleção do Brasil derrotou a italiana por 4 a 1 e conquistou
o campeonato mundial pela terceira vez. Leiloada pela tradicional casa
londrina Christie's, a camisa pertencia ao ex-zagueiro italiano Roberto
Rosato. O comprador não foi identificado. Dia 27, em Londres.
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A
CHACINA NO INTERIOR
Comércio de Franca
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Faccion
na delegacia: ataque aos pais, irmãos
e
sobrinhos por influência da namorada
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Os 50.000 habitantes da pacata Batatais, a 350 quilômetros
de São Paulo, viram a calma tradicional de sua cidade ser
destruída por um massacre ocorrido na madrugada da última
terça-feira. Ajudado pela namorada e por um rapaz de 13 anos
recrutado em troca de meio quilo de maconha, o pintor de paredes
Carlos Faccion, 25 anos, matou a facadas e golpes de barras
de ferro o próprio pai, a mãe, um irmão adolescente,
uma irmã grávida de nove meses e uma sobrinha de 3
anos. Faccion ainda deixou outra sobrinha de 3 anos e o irmão
mais novo, de 7, em estado grave, ambos com traumatismo craniano.
O casal confessou o crime poucas horas depois. Disse ter matado
porque a família do rapaz interferia no namoro. Os dois afirmaram
que seu plano era matar somente os adultos e que, perdendo o controle,
acabaram atacando também as crianças. Não demonstraram
arrependimento. Levado para a cadeia pública de Franca, Carlos
foi agredido logo no primeiro dia por outros presos. O mesmo ocorreu
com a namorada, Edna Milani, 20 anos, espancada pelas companheiras
de cela na cadeia pública de Altinópolis.
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A
LEI DAS TREVAS
AFP
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Safiya:
comoção
mundial evita morte
a
pedradas
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O destino da nigeriana Safiya Hussaini, 35 anos, havia sido
traçado por um júri da cidade de Sokoto no fim do
ano passado: ela morreria apedrejada em praça pública,
acusada de ter cometido adultério. A sharia, lei sagrada
do islamismo adotada há dois anos em doze Estados de maioria
muçulmana na Nigéria, proíbe que uma mulher
separada tenha relações sexuais sem se casar novamente.
Esse foi o caso de Safiya, concluiu o tribunal. Mãe de quatro
filhos, ela ficou grávida algum tempo depois de se ter afastado
do ex-marido. O suposto pai seria um vizinho casado. Durante o julgamento,
a pequena Adama, já com 1 ano, foi apresentada como "prova
do crime". Quando o veredicto se tornou conhecido, causou comoção
em todo o mundo. Entidades de defesa dos direitos humanos e líderes
de vários países, incluindo Fernando Henrique Cardoso,
pediram clemência para Safiya. A Justiça nigeriana
decidiu anular a condenação na semana passada, alegando
"falhas processuais". Qualquer comemoração pela conclusão
desse caso foi ofuscada, no entanto, pela notícia de que
outra mulher acabara de ser condenada à mesma pena, e pela
mesma razão, na cidade nigeriana de Bakori. Amina Lawal,
também de 35 anos e separada, alegou no julgamento que consentiu
fazer sexo com um homem porque ele havia prometido casar-se com
ela. Acabou ficando grávida, o que, outra vez, serviu como
evidência da desobediência à lei islâmica.
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