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Edição 1 745 - 3 de abril de 2002
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"A reportagem mostra com exatidão que Xuxa consegue se manter há duas décadas no topo. Isso prova que ela não é um produto descartável."
Marcelo dos Reis Oliveira
Taguatinga, DF

 

Xuxa

Brilhante a reportagem de capa com Xuxa ("Nunca houve uma mulher como Xuxa", 27 de março). Ícone de toda uma geração, ela merece o sucesso que tem, pois é competente naquilo que faz: transmitir alegria.
Daniel Freitas
Salvador, BA

Xuxa é e continuará sendo uma grande personalidade brasileira. Amada, respeitada, valorizada e, principalmente, criticada! Afinal, nem tudo agrada a todos.
Cibele Ribeiro
Tubarão, SC

Com respeito à figura de Xuxa, assusta-me ver a revista dedicar a capa e todo o precioso espaço para falar de suas finanças.
Cinara Medeiros Marinho de Andrade

Westmount, Quebec, Canadá

Triste é ver a bela balzaquiana posar de entrevistadora: "Qual o maior mico, como foi sua primeira vez", e por aí afora. Xuxa, volte a trabalhar só com criancinhas, que é o que você faz de melhor.
Eder de Aguiar e Silva
Belo Horizonte, MG

Assim como eu, há muitos que não consomem nada que venha dessa mulher, porque ela nada faz pela cultura do país. Ao contrário, ensina a falar errado e prega o consumismo.
José Wanderlei Dalmolin
Campinas, SP

 

Domenico de Masi

Sobre a entrevista com Domenico de Masi (Amarelas, 27 de março), existem jogadores que pouco rendem durante uma partida; no entanto, em apenas uma jogada são capazes de decidir o jogo. É exatamente esse ócio criativo que o grande autor defende, não horas e horas jogadas fora sem responsabilidade nem conteúdo.
Jayro de Sousa
Campo Grande, MS

Perfeitas as palavras do sociólogo italiano Domenico de Masi em relação aos reality shows: "Programas desse tipo são a morte do tempo". Espanta-me ver milhares de pessoas gastando o tão precioso tempo livre para assistir a essas atrações tão bizarras e deprimentes.
Tânia Dian
Cachoeiro de Itapemirim, ES

A "fórmula de eficiência" do professor Domenico de Masi (Amarelas, 27 de março) pode ser ótima para gerar idéias. Mas como conciliar "ir ao cinema, a exposições e encontros amorosos no horário do trabalho" se você precisa atender ou enfrentar um cliente no caixa, uma grávida na maternidade, um casal à mesa no restaurante, uma sala de aula cheia de alunos, um bandido assaltando um banco ou até fechar uma edição de VEJA no prazo? Acho que o sociólogo em questão precisa de uma urgente imersão na realidade.
Trebor Ativic
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Soa patética a necessidade de levar uma lâmpada mais potente para o local onde vamos nos hospedar, hipótese levantada pelo Movimento dos Sem-Luz em razão da precária iluminação dos quartos dos hotéis brasileiros ("Movimento dos Sem-Luz", Ponto de vista, 27 de março).
Evandro Oscar Schäffer
Sapiranga, RS

Até que enfim alguém expressou exatamente o que penso sobre a escuridão dos quartos de hotel -- e não é só no Brasil, é no mundo todo. Obrigada, da mais recente integrante do MSL.
Léa Freire
leafreir@gbl.com.br

 

José Sarney

Em seu discurso, o ex-presidente Sarney deixou passar uma grande oportunidade de se projetar como estadista, explicando a origem de cada uma das 26.000 notinhas de 50 reais encontradas no escritório de sua querida filha e de seu estimado genro ("Exagerado no ataque, fraco na defesa", 27 de março).
Carlos G. Fidalgo Jr.
Needham, Massachusetts, EUA

O desmemoriado ex-presidente José Sarney esqueceu, entre outras coisas, as arbitrariedades cometidas por seus fiscais, na época do cruzado, e a imensa inflação deixada como herança para brasileiros e brasileiras.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Escutando o discurso do senador José Sarney tive a nojenta sensação de estar vendo um banqueiro do jogo do bicho defendendo a contravenção, e não um ex-presidente que conhece todas as mazelas do jogo político e nunca fez nada para combatê-las.
Roman W.F. Reisky von Dubnitz
Guarulhos, SP

No último parágrafo da reportagem "Exagerado no ataque, fraco na defesa" (27 de março) há uma frase a mim atribuída – "Joguei o nome da minha família na lama" – que jamais foi dita, seja a um "político íntimo", como afirma o texto, seja a qualquer outra pessoa. Até porque, apesar de estar sendo insistente e publicamente execrada por denúncias baseadas no que a imprensa qualifica como "indícios" de ações ilegais, devo lembrar que nem mesmo esses alardeados "indícios" me alcançam. Em minha carreira política e em minha vida pessoal não há um gesto que possa "jogar minha família na lama". Até aqui a história comprova isso. Tenho absoluta certeza e convicção de que, em futuro próximo, a mesma implacável história vai registrar todas as verdades sobre este momento que estou vivendo. Destaco: por questões políticas, o direito constitucional da presunção de inocência tem sido solenemente desprezado. Também me é negado outro direito elementar de qualquer cidadão – o de saber com precisão e rigor, e não com ilações e hipóteses, de que se é acusado. No entanto, tenho confiança na serenidade do Poder Judiciário de meu país e acredito que, levado a analisar concretamente os fatos, saberá decidir com justiça. E, no momento adequado, esse mesmo Judiciário será acionado para a reparação dos profundos males a que tenho sido submetida.
Roseana Sarney Murad
Governadora do Maranhão
São Luís, MA

 

Marta Suplicy

Infelizmente o projeto Operação Belezura, promessa de campanha da prefeita Marta Suplicy para a cidade de São Paulo, limitou-se ao sofisticado conteúdo de seu armário, repleto de roupas e acessórios de grifes internacionais ("Parabéns, Marta!", 27 de março).
Thais Helena Morando
São Paulo, SP

Achei um absurdo a revista VEJA gastar quatro páginas com o guarda-roupa da prefeita de São Paulo.
Ana Maria Miragaya
Rio de Janeiro, RJ

Imaginei, ao ler o título "Parabéns, Marta!", que se tratava de um reconhecimento à nossa prefeita por alguma melhora em São Paulo. Doce ilusão. Mas que falta de assunto!
Eduardo Augusto
São Paulo, SP

 

Sucessão

A respeito da afirmação "Filho de uma família modesta, que nos anos 70 era dona de uma cantina de escola e uma padaria, Murad tornou-se um homem abastado", quero informar que meu pai, Jorge Francisco Murad, em 1970, era um dos maiores empresários do Maranhão. Apesar da honrosa referência de que possuía apenas uma "cantina de escola e uma padaria", essa informação é absolutamente falsa. Libanês de nascimento, iniciou cedo, aos 14 anos, na cidade de Coroatá (MA), em 1929, sua vida comercial em companhia do irmão mais velho. Ao longo do tempo, com o sucesso obtido em suas atividades, tornou-se um homem de posses. Faleceu aos 82 anos deixando para todos os que com ele conviveram exemplo de uma vida digna, honesta e de muito trabalho ("A família de 125 milhões de reais... e um genro", 13 de março).
Ricardo Murad
São Luís, MA

 

Privatização

VEJA fez um estardalhaço na época da privatização da Telebrás que culminou com a saída de membros importantes do governo FHC. Foram mais de três capas em que a lisura do processo foi colocada em jogo e a honra de pessoas foi questionada. Para meu espanto, quatro anos mais tarde vejo a matéria "Negócio do século" (Contexto, 27 de março), em que a revista constata que o sistema Telebrás poderia ser recomprado hoje por 40% do valor da época da privatização (alguns falam até em 30%), um baita negócio. Uma situação precisa ser colocada: por que VEJA destinou três capas para enfocar o problema e anos mais tarde vem com uma reportagem de meia página dizendo que foi o negócio do século? Não teria esse grupo, encabeçado pelo ministro Sergio Motta, e depois por Luiz Carlos M. de Barros, vendido o sistema Telebrás a preço de banana?
Daniel M. de Barros
São Paulo, SP

 

Para usar

Na nota "Prós e contras do chiclete" (Para usar, 27 de março), VEJA esqueceu-se de mencionar que o chiclete deve ser sem açúcar. Crianças carentes estão perdendo os primeiros molares permanentes, em média, um ano após estes terem nascido. Sou uma cirurgiã-dentista que também trabalha em serviço público e enfrento uma luta diária tentando convencer crianças e adolescentes a pelo menos diminuir o consumo dessas baboseiras, tendo em vista o quadro caótico em que se encontram as boquinhas que acompanho.
Ana Paula Matos Bittencourt
Luziânia, GO

 

Educação

No trecho em que a reportagem "As escolas do PIB" (20 de março) compara o Ibmec à FEA/USP, em número de computadores à disposição dos alunos, é preciso informar aos leitores que o Ibmec exige de cada estudante que lá ingressa a posse de um notebook. Portanto, não é a instituição que oferece os computadores aos alunos. Logo, não cabe a comparação.
Eva Stal
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: O doutor Paulo Ferrara de Almeida Cunha ("Anel mágico", 6 de março) não é professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Sua técnica foi desenvolvida, em parte, no Hospital São Geraldo, que pertence à UFMG. A fonoaudióloga Ana Maria Maaz Alvarez, citada na nota "Esqueceu o final da história?" (para usar, 20 de março), é professora do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica e doutoranda pela Universidade de São Paulo, e não professora da USP, como foi informado.

 
A CANETA ESFEROGRÁFICA

O leitor Augusto Kempa corrigiu uma informação publicada na coluna Lupa (Datas, 20 de março): "Disseram que o francês Marcel Bich é o inventor da caneta esferográfica. O verdadeiro inventor foi Laszlo Biró, húngaro que se transferiu para Buenos Aires e obteve a patente da caneta em 10 de junho de 1943. Ele começou com uma pequena produção. Logo depois, vendeu a patente por 1 milhão de dólares para Bich, que por sua vez imortalizou a marca Bic e faturou alto", escreveu Kempa. Emmanuel da Silva Lopes, de Manaus, também observou o equívoco.

Veja também
Detalhes da história da caneta esferográfica
Guia dos curiosos
Bic World USA
Dwelle
Appm
Budpocket guide

 

ABAIXO A POLUIÇÃO VISUAL!

O publicitário Juliano Máz, da capital paulista, ajudou no desenvolvimento de um projeto de mestrado sobre história da arte cujo tema era "Jardim Paulista, um lugar nada periférico". "Com esse título tão nobre, quisemos mostrar à banca avaliadora como a cidade de São Paulo está e como ela poderia ser." Máz quer apresentar um pouco do trabalho aos leitores de VEJA e enviou à redação a foto de uma famosa esquina do bairro onde fica a Igreja Nossa Senhora do Brasil. Veja a diferença.

A esquina como ela é: poluição pesada enfeia a paisagem A visão de Máz: sem fios, postes nem placas


 
 
   
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