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Um
país de muitas faces
Lalo de Almeida
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| O
Brasil na internet: 38° lugar no mundo |
A
edição de VEJA desta semana oferece ao leitor um conjunto
de reportagens que dão uma idéia da complexidade do Brasil.
Algumas delas mostram que o país ainda convive com o que a América
Latina tem de mais atrasado. De acordo com um estudo divulgado pelo IBGE,
que pode ser conferido no quadro
da página 30, apenas metade dos municípios brasileiros
possui rede de esgoto. Outro estudo mostra que os aposentados, não
bastasse a miséria que recebem do INSS, ainda precisam bancar as
contas da família porque o filho ou o neto estão desempregados.
Na
página 46,
há uma reportagem sobre a invasão da fazenda do presidente
Fernando Henrique promovida pelos integrantes do MST. A farra dos sem-terra
na propriedade de FHC é alarmante pelo que encerra de menosprezo
a padrões minimamente civilizados de convivência. Mais espantoso
ainda é o fato de o Brasil, nesta entrada do século XXI,
ainda ostentar um grupo como o MST, que se enrola na bandeira da revolução
socialista e apregoa que perseguirá seus objetivos a qualquer custo.
Se for preciso, pela força.
Por outro lado, o Brasil apresenta sinais significativos de vitalidade.
Num levantamento mundial feito pela Universidade Harvard, aparece em 38º
lugar na lista de países preparados para enfrentar a economia digital.
A classificação não é das mais honrosas para
uma economia do tamanho da brasileira, mas o trabalho mostra que, nesse
setor, o Brasil se coloca bem num aspecto relevante, o das transações
comerciais via internet, o chamado e-commerce. Outro indicador de pujança
é a legião de 18 milhões de empreendedores, analisados
na reportagem que começa
na página 88. Na segunda metade da década de
80, foram abertas no Brasil cerca de 420.000 empresas por ano. Nos últimos
cinco anos, a média saltou para 496.000. Feitas as contas, vê-se
que o país trabalha num ritmo frenético nesse campo. São
mais de 1.300 negócios surgindo diariamente quase um empreendimento
novo por minuto. A matéria analisa o que é preciso ser feito
para fugir de outra estatística, esta pavorosa: 70% das micros
e pequenas empresas quebram antes de completar cinco anos de vida.
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