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Home  »  Revistas  »  Edição 2154 / 3 de março de 2010


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Conversa com Claudinho do Sucolé

"Eu faturo 12 000 reais por semana"

Há vinte anos, Luis Claudio Barros decidiu reforçar o orçamento vendendo nas praias do Rio de Janeiro uma espécie de sorvete caseiro embalado em um saquinho plástico, sem palito, batizado de sucolé. Foi um sucesso. Hoje, Claudinho do Sucolé, como é chamado, tem 16 empregados e fatura alto


André Eler

Eduardo Martino/Documentography
Claudinho: sucesso
que veio da Baixada


Quem inventou o sucolé?

A receita é conhecida no subúrbio, mas todo mundo chama de sacolé: polpa de fruta batida com água. Eu troquei a água por leite e não uso polpa, só fruta natural. Para diferenciar, lancei este nome: sucolé. Pegou.

E vende bem?
Vende tanto que tive de contratar um monte de gente para me ajudar. Tenho seis pessoas na fábrica, em Duque de Caxias, na Baixada, e dez vendedores que passam o dia na praia.

Quanto fatura sua equipe?
Este verão está sendo maravilhoso, porque está muito calor. Estou fazendo, bruto, 12 000 reais por fim de semana.

Qual sua estratégia de vendas?
Quando trabalhava sozinho, cantava e fazia versos para cativar os clientes, coisas do tipo: "Chupa, chupa, chupa! Chupa, meu amor! Chupa, chupa, chupa. O sucolé é um terror". Tem que vender alegre, né?

Você tem clientes famosos?
Vários artistas compram sucolé: Luana Piovani, Jonas Bloch, Preta Gil... Já fui convidado até para o aniversário do Marco Nanini. Ah, e tem também aquela menina, filha do Fábio Jr., como é que ela chama? Cleo Pires! Ela também chupa.

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