Conversa com Claudinho do Sucolé
"Eu
faturo 12 000 reais por semana"
Há
vinte anos, Luis Claudio Barros decidiu reforçar o orçamento vendendo
nas praias do Rio de Janeiro uma espécie de sorvete caseiro embalado em
um saquinho plástico, sem palito, batizado de sucolé. Foi um sucesso.
Hoje, Claudinho do Sucolé, como é chamado, tem 16 empregados e fatura
alto

André
Eler
Eduardo Martino/Documentography
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Claudinho: sucesso
que veio da
Baixada |
Quem inventou o sucolé?
A receita é conhecida
no subúrbio, mas todo mundo chama de sacolé: polpa de fruta batida
com água. Eu troquei a água por leite e não uso polpa, só
fruta natural. Para diferenciar, lancei este nome: sucolé. Pegou.
E
vende bem?
Vende tanto que tive de contratar um monte de gente para me ajudar.
Tenho seis pessoas na fábrica, em Duque de Caxias, na Baixada, e dez vendedores
que passam o dia na praia.
Quanto fatura
sua equipe?
Este verão está sendo maravilhoso, porque está
muito calor. Estou fazendo, bruto, 12 000 reais por fim de semana.
Qual sua estratégia de vendas?
Quando trabalhava sozinho,
cantava e fazia versos para cativar os clientes, coisas do tipo: "Chupa,
chupa, chupa! Chupa, meu amor! Chupa, chupa, chupa. O sucolé é um
terror". Tem que vender alegre, né?
Você
tem clientes famosos?
Vários artistas compram sucolé: Luana Piovani,
Jonas Bloch, Preta Gil... Já fui convidado até para o aniversário
do Marco Nanini. Ah, e tem também aquela menina, filha do Fábio
Jr., como é que ela chama? Cleo Pires! Ela também chupa.
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