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| Governo |
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Fotos Ana Araujo/Antonio Milena
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A
crise em torno do
ex-assessor que
pedia propina reduz a estatura política
de José Dirceu e, numa prova de sua
ainda vasta importância no governo,
deixa o Planalto paralisado e desorientado,
num estupor do qual está difícil sair

Malu
Gaspar
Na
quinta-feira passada, o ministro da Casa Civil, José Dirceu,
cumpriu uma agenda inusual. Ao lado de três colegas de ministério,
embarcou na comitiva presidencial que inaugurou uma etapa de um
projeto de urbanização em Belém, no Pará.
Desde que assumiu o governo, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva já fez seis dezenas de viagens pelo país,
mas o ministro José Dirceu participou de apenas três
delas, todas realizadas no ano passado. À exceção
dessas oportunidades, José Dirceu sempre permanecia em Brasília
quando o presidente se ausentava. Tinha boas razões para
fazê-lo. Com encargos de um chefe de governo, José
Dirceu sempre teve muito o que fazer em Brasília e, além
disso, jamais precisou exibir-se ao lado do presidente para encenar
poder e prestígio. Como antes, ele segue com muitas tarefas
a cumprir na capital. Mas, como nunca, ele agora precisa aparecer
ao lado de Lula, no ritual de poder tão comum aos ministros
menos cotados. Desde que seu assessor, o ex-subchefe de assuntos
parlamentares Waldomiro Diniz, foi pilhado em vídeo pedindo
propina para si e para o caixa eleitoral do PT, José Dirceu
ficou visivelmente menor do que era.
José Dirceu mantém sua ascendência sobre os
colegas de ministério, mas, acuado com o escândalo,
tem-se entregado a tarefas que antes evitava. Nos últimos
dias, na batalha para evitar que o Senado instalasse uma CPI sobre
o caso, o ministro telefonou para parlamentares de pouca expressão
com os quais não tinha o hábito de conversar. Em algumas
ocasiões, evitou aparecer em público. Na noite da
sexta-feira que antecedeu o Carnaval, quando o escândalo estava
nas páginas dos jornais havia uma semana, o ministro recusou
um convite de Lula para participar da solenidade de assinatura da
medida provisória que proibiu o funcionamento das casas de
bingo e caça-níqueis do país. Abatido, queria
evitar o assédio da imprensa. Desde o início da crise,
de acordo com a contabilidade de sua assessoria, já recebeu
mais de 500 e-mails, telegramas e cartas de solidariedade, além
de infindáveis telefonemas. Nas ligações a
que atende, agradece as palavras de solidariedade, mas fala em tom
seco. José Dirceu, na verdade, não gosta de receber
essas manifestações. "E eu lá preciso de apoio?",
reclama ele aos amigos mais próximos, repetindo o mantra
oficial de que o escândalo não o envolve diretamente.
Fabio Motta/AE
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"NADA
PARA COMENTAR"
Marcelo Sereno, assessor especial de José Dirceu: "Não há
nada para comentar a respeito da entrevista de um ressentido"
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Cevado
na militância política desde o movimento estudantil,
José Dirceu, 57 anos, é uma máquina de fazer
política e já provou que tem músculos para
resistir a muitas adversidades. O que derrubou seu ânimo e
sua energia nessa crise, porém, foi o fato de ser apontado
como responsável pelo desgaste público na credibilidade
da administração federal. "José Dirceu é
um político impessoal", diz um ministro que participou das
reuniões mais nervosas da cúpula do governo durante
a crise. "Ele não analisa as coisas segundo sua preferência
pessoal, mas segundo o que lhe parece ser mais importante para o
governo." Por essa característica, tem sido especialmente
difícil para José Dirceu lidar com o fato de que sua
presença no governo pode ser um elemento complicador. Na
semana que antecedeu o Carnaval, o ministro chegou a pedir demissão
duas vezes ao presidente Lula, mas sempre sob uma atmosfera de cálculo
político. "Ele não pediu demissão em tom de
desespero, mas com o cerebralismo de quem imaginava que sua saída
pudesse ser a melhor alternativa para o governo", completa o mesmo
ministro.
"O
Dirceu não saiu porque, na avaliação do núcleo
de poder, o custo político para o governo seria ainda maior
do que bancar sua permanência", diz um petista de altíssimo
coturno. "Se não aparecer fato novo ele fica." Viver sob
a tensão do surgimento de um fato novo, o que não
é improvável na dinâmica denuncista da política
brasileira, obriga José Dirceu a tomar uma posição
defensiva. É um golpe duro para um ministro que pairava acima
das divergências ministeriais e que, para muitos, tinha um
poder autônomo no governo um poder exercido com tamanho
gosto e decisão que parecia não emanar do presidente
Lula, mas ter sua própria fonte de vitalidade. Na semana
passada, não surgiu um fato novo, mas apareceu mais um elemento
complicador no caso. Em entrevista ao repórter de VEJA Ronaldo
França, Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional
de Segurança Pública do governo Lula, contou que foi
avisado, ainda em 2002, de supostos esquemas de corrupção
organizados por Waldomiro Diniz e levou o fato ao conhecimento
do comando do PT no Rio de Janeiro.
Sem identificar o nome de seu informante, Luiz Eduardo Soares conta
que, impressionado com a denúncia segundo a qual Diniz estaria
ganhando 300.000 reais por mês junto às casas de bingo,
resolveu reunir-se com os principais articuladores políticos
do PT para tratar do assunto. Na reunião, entre os presentes
estava Marcelo Sereno, que na época era representante da
direção nacional petista no Estado e hoje trabalha
como assessor especial de José Dirceu, em Brasília.
No encontro, Soares contou o que sabia e pediu que se investigasse
a atuação de Waldomiro Diniz. Nada foi feito. A revelação
de Luiz Eduardo Soares tem contornos sérios. Na prática,
Soares está dizendo que um atual assessor de José
Dirceu (Marcelo Sereno) sabia havia um bom tempo do comportamento
irregular de outro assessor de José Dirceu (Waldomiro Diniz),
mas nada fez. Mais tarde, os dois assessores viraram colegas, sob
o comando de José Dirceu, e tudo seguiu na surdina.
"Não
há nada para comentar a respeito da entrevista de um ressentido",
manda dizer Marcelo Sereno, referindo-se ao fato de que Soares deixou
o governo Lula sob a acusação de nepotismo. Tem mais.
Soares ainda conta que, tempos depois de tomar conhecimento da atuação
de Waldomiro Diniz, voltou a comentar o assunto, dessa vez num jantar
com Antonio Palocci, então coordenador da campanha presidencial
de Lula, e Luiz Dulci, atual secretário-geral do Palácio
do Planalto. No jantar, Soares diz que nada se falou a respeito
de Waldomiro Diniz, mas "surgiu o nome de outro assessor de José
Dirceu que também estaria operando em diversas áreas".
Soares também não identificou o nome desse "outro
assessor". Os ministros Palocci e Dulci não se manifestaram
sobre o assunto, mas comentaram com amigos que, no tal jantar, não
houve nenhuma discussão sobre esquemas de corrupção
e, se houve, não passou de um comentário lateral
qualquer. O Palácio do Planalto estranhou o fato de Luiz
Eduardo Soares preservar o nome de seu informante e, ainda, de ter
sido secretário de Segurança Pública no governo
Lula e, mesmo assim, não ter tomado nenhuma providência
sobre o assunto.
O governo ainda desconhece o impacto que as declarações
de Luiz Eduardo Soares podem ter, mas, através de pesquisas
encomendadas ao Ibope, descobriu que, até agora, a imagem
do presidente da República sofreu apenas um pequeno abalo
com a denúncia, mas a imagem do governo como um todo saiu
mais arranhada. Para a opinião pública, portanto,
o escândalo não chegou a comprometer a honestidade
pessoal do presidente, mas sangrou a noção de que
seu governo é eticamente rigoroso e, por isso, José
Dirceu pediu demissão ao presidente, imaginando que sua saída
talvez fosse capaz de recuperar essa crença da população,
mas o governo entendeu que o custo seria excessivamente alto. As
pesquisas do Ibope, cujos resultados estão mantidos sob sigilo
pelo Palácio do Planalto, mostraram ainda que a população
recebeu com entusiasmo a decisão do presidente de proibir
o funcionamento dos bingos. Neste caso, para os entrevistados, o
governo agiu de forma a cortar um mal pela raiz. Em duas semanas,
essa foi uma das poucas notícias alentadoras que o governo
recebeu.
Parece irônico que o ministro incontrastavelmente mais poderoso
do governo tenha protagonizado uma sucessão de ineditismos
desastrosos: é o primeiro ministro a habitar o centro da
primeira crise de primeira grandeza do governo petista. Na verdade,
isso apenas vem reforçar a importância capital de José
Dirceu na atual administração. Enquanto os escândalos
giravam em torno de Benedita da Silva, que usou dinheiro público
para uma viagem religiosa a Buenos Aires, ou sobre as suspeitas
a respeito da conduta do ministro dos Transportes, Anderson Adauto,
o governo reagia quase que em tom de galhofeira indiferença,
convicto de que jamais essas denúncias ganhariam maiores
proporções. Agora, porém, a flechada chegou
ao coração do governo e provocou um quadro inédito
de desorientação e paralisia. Só na semana
passada o Planalto começou a dar sinais de que se recuperava
do baque, mas, até então, reagira como um boxeador
incapaz de orientar-se no ringue ou afastar-se das cordas. "O fato
é que ficamos reféns de novos acontecimentos apurados
pela imprensa e perdemos a iniciativa", reconhece um graduado assessor
do Palácio do Planalto.
Na semana passada, o presidente Lula reuniu-se com cinco ministros,
José Dirceu entre eles, para debater uma "agenda positiva",
com a qual o governo pretende retomar a iniciativa política
e desviar as atenções do caso Waldomiro Diniz. O encontro
durou cerca de três horas e, naturalmente, não produziu
nenhuma agenda, mas serviu para alinhar uma sucessão de fogos
de artifício, um nome adequado aos programas que, barulhentos
ou luminosos, têm o potencial de animar a festa e distrair
a platéia. Da reunião, saiu o compromisso com a confecção
de uma política industrial, numa medida muito mais retórica
do que prática. Também se falou em "acelerar"
o verbo do poder por excelência a reforma sindical
e, quem sabe, a reforma política. A cúpula do governo
ainda se mostrou otimista quanto à rápida aprovação
da Lei de Falências e, no dia seguinte, anunciou-se, na viagem
a Belém do Pará, a ampliação de 3,6
milhões para 4,5 milhões do número de famílias
beneficiadas pelo programa Bolsa Família, que, segundo o
presidente, será "o maior programa social do planeta Terra",
com gastos da ordem de 5,3 bilhões de reais neste ano.
Celso Junior/AE
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Nilton Fukuda/AE
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BATALHA
POR ATENÇÃO
No Palácio do Planalto, a cúpula do governo reúne-se para tentar
montar uma "agenda positiva", capaz de tirar a crise do foco,
e nas ruas funcionários das casas de bingo protestam contra
a decisão do governo de fechar esses estabelecimentos: a opinião
pública, porém, aprovou a idéia |
Por
ser tão essencial ao funcionamento do governo, a presença
de José Dirceu, agora desgastada, terá reflexos na
rotina da administração até que a situação
possa voltar ao normal. "Por enquanto, o fato é que o José
Dirceu e o governo viraram reféns do Jurassic Park", diz
um assessor enfronhado na vida palaciana, numa referência
irônica aos veteranos senadores José Sarney e Antonio
Carlos Magalhães, que contribuíram para desarmar os
espíritos e as esquadras de ataque no Senado. Como em política
não existe lugar vazio, pois o vácuo é imediatamente
preenchido pelo segundo da fila, o governo terá de enfrentar
o avanço de seus aliados e, também, dos adversários
que, discretamente, ajudaram o governo na crise. O PFL, um dos principais
opositores públicos da administração petista,
tem doutorado nas manhas desse jogo: na crise, com uma mão
os pefelistas oferecem apoio e conforto e, com a outra, cobram a
fatura, em geral na forma de poder, influência e cargos. No
auge da crise que acabou resultando na cassação de
Fernando Collor, os pefelistas fizeram exatamente isso.
Na semana passada, só os amigos mais chegados sustentavam
a tese de que José Dirceu terá condições
de se recuperar do abalo da crise e voltar a ter a estatura política
de antes. Será um caso quase único e desde que não
se descubra, como chega a sugerir o depoimento de Luiz Eduardo Soares,
que a Casa Civil é um ninho de assessores com condutas heterodoxas.
"Um homem que fica casado quatro anos com uma mulher sem revelar
sua identidade é um cara forte", afirma um amigo, referindo-se
ao período de clandestinidade sob a ditadura militar em que
o ministro viveu disfarçado no Paraná. As pesquisas
de opinião em poder do Planalto são o único
motivo de alívio em torno do caso. Um político que
acompanhou as exposições feitas sobre o assunto pelo
publicitário Duda Mendonça conta que a crise não
contaminou ainda toda a imagem de José Dirceu. A cúpula
do governo se agarra a esse sinal de esperança e torce para
que, até as eleições municipais, no segundo
semestre do ano, a mancha esteja suficientemente esmaecida.
É
lamentável que o PT, com sua história e sua tradição
tão peculiares no cenário político nacional,
se encontre agora enredado em escândalos políticos
tão iguais aos de outros partidos que viviam sob sua mira.
O governo petista está, na prática, pagando pela escolha
de agir, durante a crise, à imagem e semelhança de
todos os outros governos. Pela cartilha de sempre, um governo deve
abafar as investigações, sepultando qualquer tentativa
de CPI, minimizar o impacto das denúncias, criar um cenário
atulhado de iniciativas administrativas supostamente inovadoras
e recorrer a aliados, e mesmo aos adversários, em busca da
sobrevivência. É uma fórmula que quase sempre
funciona, mas, no caso do PT, deixará uma marca inconveniente,
já que atuou de forma contrária a sua prática
e, sobretudo, a seu discurso. Nas pesquisas do Ibope, constatou-se
que 75% do eleitorado esperava que o governo apoiasse decididamente
a instalação de uma CPI para investigar o assunto
a fundo. O presidente Lula chegou a defender a idéia, mas
acabou convencido de agir pelo velho formulário. Por isso,
o governo faz questão de dizer que a Polícia Federal
está empenhadíssima na investigação
do caso, embora, passadas duas semanas de sua divulgação,
Waldomiro Diniz não tenha ainda sequer prestado depoimento.
Dizer que o compromisso do PT ou do governo com a moralidade administrativa
e a ética foi por água abaixo com o caso Waldomiro
Diniz não é apenas um exagero é também
uma tolice. Mas não se pode negar que o governo perdeu uma
excelente oportunidade para mostrar que suas práticas são
distintas e que seu discurso ético, tão azeitado nas
lidas da oposição, não era apenas para consumo
externo. Incapaz de agir no governo à altura de sua trajetória
na oposição, o PT mostrou-se tão desorientado
quanto a própria cúpula da administração
federal no curso da crise. Tanto que sua única contribuição
foi a desastrosa sugestão de realizar uma manifestação
nacional de desagravo ao ministro José Dirceu. Era uma idéia
tão estapafúrdia, pois só ajudaria a tocar
mais gasolina na fogueira, que chegou a ser alvo do deboche dos
líderes oposicionistas e foi classificada pela própria
cúpula do governo como "bobagem", "equívoco" e "loucura".
Como ministro poderoso é ministro que ajuda o governo
e não o que precisa de ajuda , a situação
de Dirceu é incômoda. Vai ser preciso mais do que um
mutirão petista para devolver o antes superministro a sua
estatura pré-crise.
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Denúncias
serão investigadas
Liane Neves
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LIGAÇÕES
IMPRÓPRIAS
Revelações de José Vicente
levaram a uma nova investigação no
Ministério Público e a um pedido de
CPI |
Nesta
semana, o ex-diretor-geral da Loteria do Estado do Rio
Grande do Sul José Vicente Brizola dará
um depoimento ao Ministério Público Estadual.
Os promotores querem que faça oficialmente à
Justiça as denúncias que revelou a VEJA,
na semana passada, nas quais afirmou que o PT do Rio
Grande do Sul negociou contribuições para
o caixa dois da campanha majoritária do partido
com empresários da jogatina. José Vicente
afirmou que foi procurado pelo filho da então
senadora Emília Fernandes para que ajudasse a
arrecadar dinheiro junto aos empresários lotéricos.
A própria senadora, que concorria à reeleição,
teria afirmado a José Vicente que o dinheiro
se destinaria à campanha majoritária do
partido, que inclui as candidaturas a governador e senador.
As conversas aconteceram depois de uma CPI estadual
ter apontado ligações entre esses empresários
e a contravenção.
As
revelações de José Vicente também
ensejaram um pedido de abertura de CPI na Assembléia
Legislativa gaúcha. Os deputados esperam ter,
até o fim desta semana, as dezenove assinaturas
necessárias para iniciar a investigação.
Caso aprovada, esta será a segunda CPI sobre
o envolvimento do PT com esses empresários. Em
2001, a Assembléia investigou essas mesmas ligações.
O caso acabou arquivado pelo Supremo Tribunal Federal,
que alegou falta de provas. O depoimento pode ser o
elo que faltava. "As denúncias de agora relatam
uma prática desvendada no relatório final
da CPI", afirma o presidente da Assembléia, deputado
Vieira da Cunha, do PDT, relator da comissão
parlamentar de inquérito anterior.
Apesar
da insistência com que aparecem indícios
de ligações suspeitas do PT gaúcho
com a contravenção, a direção
do partido parece não se importar. Na semana
passada, o caminho adotado foi tentar desqualificar
a denúncia de José Vicente. O presidente
do PT, José Genoíno, afirmou que o ex-diretor-geral
da Lotergs estaria ressentido porque não conseguiu
um emprego público no governo federal, conforme
esperava. Foi uma frase infeliz. Revelações
desse tipo são movidas por motivações
variadas, o que não as torna menos graves. Fosse
assim, não se deveriam levar em consideração
as acusações de Nicéa Pitta contra
seu ex-marido, então prefeito de São Paulo,
Celso Pitta. Os motivos eram passionais e eles não
enfraqueceram em nada o coração das denúncias.
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