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Gente
Olelê,
olalá, olha o DNA
E
assim sucedeu que, neste ano, o Carnaval foi parar nas páginas
da revista Nature. "a Unidos da Tijuca celebrou as conquistas
da ciência", elogiou a veneranda publicação
especializada. Entre o original DNA momesco e os desfiles de sempre,
muito mais aconteceu nos quatro dias de folia e fofocas: estrangeiros
desengonçados, madames em férias conjugais, políticos
desenxabidos, brigas aqui e acolá e até uma avassaladora
legião de beldades desvestidas. Até Luma teve, como
não?
Reginaldo Teixeira
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| Luma,
a madrinha que não foi: presente em espírito,
em pescoços e em conversas |
Ausente de corpo,
para desconsolo da nação lumense, Luma de Oliveira
marcou presença neste Carnaval no pescoço dos integrantes
da bateria da Mocidade Independente (homenagem à madrinha
que não foi) e no zunzunzum sobre seu sumiço, sua
gravidez e sua separação do marido para toda obra
Eike Batista. Em meio às interrogações ("Foi
ele?" "Foi ela?"), de efetivo se sabe que na mesa dos advogados
fumegam duas questões incandescentes: a separação
de corpos (ele continua em casa) e, mais tóxica ainda, a
divisão de um patrimônio de 500 milhões de reais.
Quem
não tem Luma baba por Juliana Paes, a Jaqueline de
Celebridade,
que sobreviveu à comparação com a multidão
de beldades do mesmo biótipo que brota da terra no Carnaval.
Veterana, cheia de molejo, ela eclipsou Deborah Secco, a colega
manicure da novela que cruzou a avenida em tresloucado transe indiano.
Sem comentários da morena: "Ela me desejou sorte e eu torço
por ela". Mas na novela, pobrezinha, seu destino é sofrer.
Com a morte de Lineu, Jaqueline vai perder seu programa de TV. Já
Darlene ficará grávida de Caio, irmão de Renato
Mendes, o chefão da revista Fama.
Como? Por auto-inseminação.
Já viram esse capítulo? É bis do samba do novelista
doido.
Diferente mesmo foi a cadeia de DNA montada
pelo carnavalesco Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que banhou
127 pessoas em vaselina, pintou-as dos pés à cabeça
em purpurina azul, prendeu-as por um cinto numa pirâmide de
7 metros e mandou que se contorcessem em arriscada coreografia.
"Ninguém acreditava que o carro fosse causar tanto impacto",
diz Barros, comemorando o segundo lugar da escola.
Cabelo desalinhado, dentes tortos, figurino zero (mas,
para compensar tudo isso, 21 bilhões de dólares,
quinto lugar entre os mais ricos do mundo na nova lista da Forbes),
Paul Allen, 51 anos, ex-sócio de Bill Gates, impressionou
até os cariocas mais blasés com o fabuloso iate Octopus.
A tripulação de 55 pessoas (cerca de 140.000
dólares em salários por mês) servia a exatos
quatro passageiros fixos: além de Allen, guitarrista fanático,
o ator Dan Aykroyd e mais dois amigos, também chegados a
um som. Allen assistiu aos desfiles, recebeu visitas e tocou com
seu grupo no estúdio de gravação do iate. Ah,
também passou cinco horas trancado em uma cabine, fechando
um negócio.
De um lado, Quitéria Chagas, 1 metro de
quadril, cinco horas diárias de malhação. De
outro, Ketula Rocha, 1,06 metro de atributos carnavalescos,
malhação moderadíssima. Resultado do embate
das gigantes: rebolados igualmente titânicos. Quitéria,
23 anos, estrela do Império Serrano, é força
bruta. "Nos exercícios para glúteos, levanto 30 quilos;
nos de coxa, vou até os 160", gaba-se a ex-bailarina. Ketula,
19 anos, da Porto da Pedra, conta com as bênçãos
da mãe natureza e da mãe em carne e osso, Mary Rocha,
que lhe vigia a retaguarda monumental. "Como eu cuido da ala de
passistas da escola, saio logo atrás dela", diz.
João Miguel Junior
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| Tudo
e mais alguma coisa para mimar Gisele Bündchen: o poder
da beleza |
Imagine ter um ensaio da Mangueira fechado só
para você, depois espaço especial dentro do camarote
badalado, todos os caprichos atendidos (inclusive o de convocar
"gatinhos" para alegrar a paisagem) e ainda por cima ter todas as
despesas pagas. Tem de ser Gisele Bündchen para exercer
tantos privilégios. Dançando, cantando, falando ao
celular e sacudindo a linda cabeleira, ela se esbaldou. Da avenida,
voou, de jatinho particular, direto para Parati, onde estava hospedada
desde o dia 19. Passou o dia recompondo as forças (leia-se:
dormindo) para, à noite, embarcar de volta para Los Angeles.
Tasso Marcelo/AE
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| Maninho
toma conta de Ana Cláudia: samba sob marcação
cerrada |
Ana Cláudia Soares conseguiu
dois prodígios: desbancou Luana Piovani como musa do Salgueiro
e manteve o maridão colado na bota em tempo integral. Milagre
de Carnaval? Que nada. Ela é casada com o patrono salgueirense
Waldemir Paes Garcia, apodado "Maninho". Ana Cláudia, esclareça-se,
não se opõe à marcação conjugal.
"Isso é preconceito contra o Maninho. Ele ficou mesmo do
meu lado o tempo todo e é meio ciumento, mas sem ele eu não
estaria lá", assume.
Onipresente mesmo, meu rei, é Carlinhos Brown,
voz, batucada, dreadlocks e espírito encrenqueiro do Carnaval
baiano. O entrevero deste ano começou com um integrante de
seu trio elétrico preso por agredir outro folião.
Microfone em punho, Carlinhos foi ao posto policial, discutiu, voltou
e puxou uma vaia à polícia. "Ele tentou jogar a massa
contra a polícia. Do ponto de vista moral, legal e ético,
o que fez foi condenável", critica o coronel Siegfrid Frazão,
o wagneriano coordenador de comunicação social da
PM. Mesmo assim, diferentemente de 1998 (quando ficou pelado e foi
processado), recebeu apenas uma advertência.
Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
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| Dilma
e seu modelo pouco energético: petistas com penachos de molho
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Petistas não barbados colocam o que de molho quando
o clima está carregado? Seja o que for, eles praticamente
sumiram da folia. Exceção: a ministra das Minas e
Energia, Dilma Rousseff, que assistiu ao desfile carioca
no camarote da Federação das Indústrias de
Minas Gerais usando um pouco energético modelo composto de
arranjo de penas pink na cabeça, camiseta colorida e óculos.
Explicação: ela é mineira, e Minas foi enredo
da Mangueira, e a Mangueira é a escola verde e rosa.
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| Mandela
na folia: camarotes para todos |
Já o colega ministro Gilberto Gil, que
está de férias e tem habeas-corpus preventivo para
fazer o que lhe der na cabeleira, marcou ponto toda noite, com direito
a pausa para massagem, no camarote soteropolitano de sua mulher,
Flora. Ops, de Flora não, que mulher de ministro não
tem camarote. Da empresa de eventos que contratou Flora para assessorar
na logística. Entre os convidados, Malenga Mandela,
enteado de Nelson Mandela e arroz-de-camarote. O Mandelinha, ex-Machel
(é filho de Graça, a segunda mulher de Nelson), nasceu
em Moçambique e fala português com vernáculo
e tudo. "Os brasileiros são muito gente boa", filosofou,
sempre de charutão.
Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
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| Cláudia,
descalça na chuva: se precisar, repete |
Não existe desfile sem a heroína
de pés em frangalhos, dando o sangue por sua escola. O papel
neste ano foi preenchido por Cláudia Raia. Insegura
num carro alegórico da Beija-Flor, ela desceu para o asfalto.
Aí, atacaram as botas assassinas: altíssimas, sem
sola antiderrapante, levaram a atriz a se esborrachar quatro vezes
até resolver seguir descalça. "Faria tudo de novo",
declarou a mártir da folia, com os pés cheios de bolhas
e a maravilhosa sensação de dever cumprido.
Enquanto o samba rolava, Cecilia Bolocco, mulher
do ex-presidente argentino Carlos Menem, se asilava em Búzios.
Ela passou cinco dias na cidade com o filho de 3 meses, Máximo
Saúl, a babá e os pais, mas sem o marido. Os dois
tiveram uma briguinha isso, em pleno inferno astral de Menem,
que acaba de ter todos os bens bloqueados pela Justiça. Mas
já fizeram as pazes. "Eles estão em Santiago, no Chile,
muito bem e unidos como sempre", assevera Adrián Menem, sobrinho
do ex-presidente.
O
camarote virou ringue
Murilo Tinoco
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Divulgação
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| Oliveira
e Jenifer: depois, sem óculos |
Álvaro
e Suzana, na chegada: que briga? |
Ricos,
famosos ou simplesmente exaltados protagonizaram lá seus
momentos de excesso. O técnico do Corinthians, Oswaldo
de Oliveira, 53 anos, passou boa parte da noite olho no olho
com a modelo-e-atriz Jenifer Leite, 20. De repente, ela sai,
ele segura, ela revida, óculos voam e cada um vai para o
seu lado. "A gente discutiu, como todo casal", diz a morena. "Não
existe relacionamento entre nós", declarou o técnico,
que é casado com outra. Já o empresário/playboy
paulista Álvaro Garnero, nervosíssimo, de repente
partiu para uma rodada geral de empurra-empurra, sendo contido por
seguranças e pela namorada Suzana Gullo. Na sua frente,
também nervoso, também cercado, nariz sangrando, o
irmão dele, Mário Bernardo. Mas não foi, de
jeito nenhum, uma briga entre irmãos, garantem. "Houve um
tumulto na entrada, tentei intermediar e acabei levando uma cotovelada
de um segurança", diz Mário. "Álvaro ficou
nervoso porque me viu machucado." Então tá.
Tapa,
mas dói
Oscar Cabral
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| Modelo
de rabinho de Rachel: princípio do brinco de pressão
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De onde viemos, para onde vamos e, principalmente, como aquela engenhoca
desafia a lei da gravidade? A dúvida mais crucial se refere
ao tapa-sexo, peça do, digamos, vestuário oficial
das desnudas da avenida. Feito de metal, sob medida, por ferreiros
habilidosos, o tapa-sexo funciona como um brinco de pressão:
fica no lugar porque aperta na frente e atrás. O forro de
espuma e tecido tenta amenizar o desconforto. "No final estava incomodando
muito. Mas fica supersensual", diz Rachel Blanc, 21 anos,
que usou quatro modelos um com rabinho de onça
na Sapucaí. Conselho das veteranas: é bom testar a
peça várias vezes em casa. E lembrar de fechar a janela.
Editado
por Lizia Bydlowski. Colaboraram Anna Paula Buchalla,
Bel Moherdaui, Marcelo Carneiro, Roberta Salomone e Simone Seara
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