PUBLICIDADE

Home  »  Revistas  »  Edição 2150 / 3 de fevereiro de 2010


Índice    Seções    Panorama    Brasil    Internacional    Geral    Guia    Artes e Espetáculos    ver capa

Leitor

Assuntos mais comentados
Catástrofe no Haiti
Claudio de Moura Castro
Tentativa de controle da sociedade
Peter Ward (Entrevista)
Eleições 2010

 

Catástrofe no Haiti

Diego Escosteguy conseguiu fazer poesia de matéria jornalística sobre uma tragédia. "O caos depois do desastre" (27 de janeiro) é, sem sombra de dúvida, um dos textos mais bonitos e mais bem escritos que eu já li. 
Thelma Muller
Rio de Janeiro, RJ

A sensibilidade e o envolvimento profissional dos jornalistas nos fizeram compartilhar mais intensamente dessa tragédia, tirando-nos da posição de conforto. São fotos emocionantes e palavras que traduzem o horror, contrastando com a esperança.
Gláucia Maria Duarte
Vitória, ES

Na simplicidade da capa de VEJA está o retrato do amor, da solidariedade, da esperança de que, apesar do momento que a humanidade atravessa, ainda existam pessoas prontas a se doar, com o coração cheio de fé e amor. Que o caos do Haiti, que a todos comoveu, seja o início de um novo mundo global de amor, esperança, fraternidade e, sobretudo, uma nova era da solidariedade universal.
Maria Lúcia Capanema
Belo Horizonte, MG

A expressão daquele garotinho renascendo dos escombros do Haiti me fez chorar o domingo inteiro. Seu olhar era de esperança, de alegria em ver gente, de renascimento. Aqueles braços abertos eram de uma criança que quer abraçar o mundo e agradecer a todos. Eu jamais esquecerei aquele olhar e aquele sorriso.
Debora Soares
Belém, PA

A cada dia admiro mais o ser humano comum, aquele que luta ferozmente pela vida, pela sobrevivência. Vendo, ouvindo e lendo sobre os últimos acontecimentos no Haiti, me enchi de admiração pela força dos haitianos. Mesmo depois de dias soterrados, depois de serem retirados do inferno, saem sorrindo, agradecendo, sob os aplausos de seus conterrâneos.
Gisele Maria Giovinazzo
São José do Rio Preto, SP

O debate sobre a tragédia do terremoto no Haiti se resume hoje a como lidar com ela. A reconstrução do país, uma ilha de miséria, conflitos civis e indicadores sociais ruins, exige um nível de coordenação logística que só o Exército americano tem, por motivos evidentes. Fora disso, e nas circunstâncias verificadas em Porto Príncipe, as perspectivas são ainda piores que a realidade. Portanto, chanceleres e governantes de todo o mundo, conscientizem-se: dor de cotovelo, ciumeira e nariz torcido à parte, o que importa agora é ajudar o Haiti a se reerguer dos escombros.
Gustavo H. de Brito A. Freire
Recife, PE

 

Carta ao Leitor

A Carta ao Leitor "O pior e o melhor do homem" (27 de janeiro) nos chama a fazer uma reflexão profunda a respeito do Haiti. Realmente, não podemos mais admitir que a humanidade assista ao aniquilamento de uma nação e não some esforços no sentido de proporcionar ao povo daquele país a possibilidade de desfrutar uma vida normal. Que o Haiti seja um laboratório do qual saiam as soluções para que o mundo estabeleça uma nova ordem na convivência entre as pessoas.
José Elias A. Neto
Foz do Iguaçu, PR

 

Claudio de Moura Castro

Excelente o artigo "Na Idade das Trevas" (27 de janeiro), no qual Claudio de Moura Castro aborda com precisão cirúrgica um tema que é ao mesmo tempo essencialmente estratégico para o país e angustiante para a comunidade científica. O Brasil realmente alcançou lugar de destaque na produção científica, atingindo um porcentual expressivo de 2% da produção mundial (há dez anos era menos de 1%). No entanto, ainda engatinhamos na inovação tecnológica, com posição que nos causa constrangimento. No indicador de depósitos de patentes nos Estados Unidos, por exemplo, amargamos um porcentual em torno de 0,1%. O que é grave – e reforça a tese de Claudio de Moura Castro – é que neste quesito, da inovação tecnológica, se encontra o entulho legislativo que obriga os órgãos de controle a fazer a necessária fiscalização dos investimentos públicos em ciência e tecnologia referenciados em leis, decretos e normas elaboradas com base em conceito da "Idade das Trevas".
Mario Neto Borges
Presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa Belo Horizonte, MG

Mesmo com todos os percalços, a Lei de Inovação foi e é um avanço importante. A Finep (que merece nosso reconhecimento e aplauso, pelo esforço em prol das empresas de base tecnológica) e o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, além das empresas, encontram dificuldades para agilizar e dar vida a projetos e programas devido, realmente, à legislação ultrapassada e que nada tem a ver com a velocidade necessária para a inovação e o desenvolvimento tecnológico. Temos uma Lei de Inovação do século XXI e uma burocracia do século XIX! Essa é a realidade hoje, infelizmente. É sempre bom lembrar que tecnologia não se compra, se desenvolve, e leva tempo e dinheiro no processo.
Alexandre Moura
Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba
Campina Grande, PB

A sociedade, até com certa razão, está mais interessada na fiscalização do que nos avanços tecnológicos. Os fiscais, por sua vez, consideram que todo pesquisador é desonesto até que se prove o contrário. O resultado é a apatia que toma conta das universidades públicas. Tudo o que o professor fizer poderá ser usado contra ele. Melhor é não fazer nada?
Ivan Camargo
Professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília

Como ex-assessor na então Secretaria  de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, tive a oportunidade de vivenciar esse emaranhado jurídico-burocrático que impede que a sociedade brasileira seja beneficiada por uma maior integração entre quem faz pesquisa e quem precisa dela. Também concordo que tem de haver controle e fiscalização, para evitar desvios e corrupção na aplicação de recursos. Quem é bem-intencionado não só é a favor desse controle, como o exige para evitar as malandragens. Mas não se pode aceitar que esse controle passe a ser um fim em si mesmo, exercido por profissionais muitas vezes incompetentes.
Luiz Moricochi
Pesquisador científico aposentado
São Paulo, SP

 

Peter Ward

Benjamin Benschneider

A natureza conspira:
Peter Ward, cientista: "É falsa a ideia de que a natureza se salvará se nos conciliarmos com ela. A chance de manutenção da vida humana no planeta está no aprimoramento da ciência e da tecnologia".

 

Gostei muito da entrevista com o paleontólogo Peter Ward (Entrevista, 27 de janeiro). Agrada-me saber que pessoas de bom nível intelectual defendem ideias diferentes das dos ambientalistas de plantão. Acho que a tecnologia é um remédio do qual não podemos prescindir. Se ele tem efeitos colaterais – como parece inquestionável –, temos de procurar combatê-los, e não deixar de tomar o remédio.
Oscar P. Dias
São José dos Campos, SP

São ótimas as páginas amarelas de VEJA. Sobre a fome global, a própria FAO considera que sua meta para o milênio, de reduzi-la em 50%, não foi atingida. Em todo o mundo a fome já afeta mais de 1 bilhão de pessoas. A expectativa da FAO é que em 2050 sejamos 9 bilhões de pessoas. Portanto, se hoje já temos 15% da população nessa situação, as previsões de Ward estão corretas. É urgente o acordo entre os "verdes" e os produtores rurais. Necessitamos de produção de alimentos em larga escala, ou o que será da humanidade daqui a quarenta anos?
Francisco José Prata Rocha
Engenheiro agrônomo e produtor rural
Uberaba, MG

 

Democracia sob risco

Auspicioso que comecem a "quicar" indignações contra o desmonte institucional que este governo vem sistematicamente promovendo, o que, por um dever de justiça, há que ser dito, VEJA vem denunciando com alguma insistência. Triste é não vermos uma disposição mais incisiva em outros veículos de imprensa e entidades representativas importantes, que tanto se empenharam contra tais tentativas nos anos dos governos militares ("A obsessão totalitária", 27 de janeiro).
Etienne Douat
Joinville, SC

Sobre a reportagem "A obsessão totalitária" (27 de janeiro), de fato, deve-se cumprimentar o jornalista Fábio Portela pela abordagem, que mostra como uma verdadeira democracia tende a ganhar com a liberdade de imprensa, como defendida por Thomas Jefferson. Àqueles que têm algo a esconder e querem impedir o necessário trabalho da imprensa, que se alinham perfeitamente ao pensamento leninista, que desejam transformar Brasília em uma nova Caracas, meus pêsames. Essa mesma imprensa e a população estão alertas, em nome do país.
Rafael Porcari
Jundiaí, SP

A reportagem "A obsessão totalitária" resumiu com clareza e didática a ideologia do PT. Mostrou sem meias palavras a intenção nefasta e lamentável do partido que governa o Brasil: a volta de um regime para as massas ignorantes. Para os apedeutas que não admitem o contraditório. Trata-se de um partido que não admite um povo pensante, que lê e interpreta textos. A imprensa livre é o grande satã dos petistas e dos comunistas de além-mar.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB

Não é à toa que o Brasil está tão mal colocado no Índice de Desenvolvimento Educacional da Unesco (88º). A reportagem "A obsessão totalitária" mostra bem o motivo, quando afirma que censurar a imprensa e impedir o fluxo de ideias no Brasil é a única bandeira genuinamente comunista que sobrou aos petistas. Ou seja, o governo não quer uma educação forte, nem uma imprensa livre e democrática. Que pena!
Osny Martins
Joinville, SC

 

Eleições 2010

É sabido que o PAC não existe, a não ser como um tolo acrônimo inventado pelos marqueteiros petistas para apelidar o velho Orçamento da União, com o objetivo de ludibriar tolos, fazendo-os acreditar que os petistas governam o país como ninguém. O tucano Sérgio Guerra, ao dizer que vai acabar com algo que não existe, apenas dá motivos para desnecessárias polêmicas. Ora! Caso o seu partido vença as eleições, é só jogar, sem alarde, a famigerada sigla na mesma lixeira do já esquecido "Fome Zero".
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

 

Bolsa Família

É uma vergonha assistir a essa compra de voto tão inusitada. Um programa da grandeza do Bolsa Família está perdendo seus objetivos e se tornando uma potência eleitoreira. Será que ninguém vai fazer nada? Acredito que não ("Bolsa-cabresto", 27 de janeiro).
Roberta Ribeiro Alves Cardoso
Entre Rios de Minas, MG

Fico sem entender como um presidente que conseguiu respeitar a política econômica do país e ganhar prestígio internacional continua fazendo política como os coronéis do passado. Senhor presidente, por que não começar a mudar essa forma tão arcaica e desumana de comprar o voto dos menos esclarecidos com pão e banana?
Mauricio Lelis Diniz
Lins, SP

 

Mensalão do Distrito Federal

Corrupção, chaga maldita que nunca sara. Enquanto esses bandidos se aproveitam de seus cargos e de leis fajutas criadas por eles próprios para surrupiar o dinheiro público e financiar suas mordomias, milhões de brasileiros continuam vivendo em situação de extrema pobreza ("Banditismo institucional", 27 de janeiro).
Otoniel Braz Odorico
Cacoal, RO

O governador Arruda é um grande maestro. Ainda que faltem nove músicos na orquestra da Câmara de Brasília, ele consegue manter a harmonia da corrupção sem desafinar uma nota sequer.
Rodolfo Acarine Felix dos Santos
Marília, SP

 

Eleições no Chile

Gostaria de cumprimentar o povo chileno pelo desprendimento e confiança no destino de seu país ("Vitória na era do consenso", 27 de janeiro). E também agradecer-lhe por nos apontar o caminho, e assim dar um basta nessa ideia de que "o Brasil começou em 2002".
Antonio Luiz Pereira de Carvalho
Brasília, DF

 

Beyoncé

Dizer que no mundo pop Beyoncé está à frente de Madonna é um grande equívoco ("Beyoncé, a poderosa", 27 de janeiro). É bem verdade que seu disco vendeu mais nos Estados Unidos. Mas a turnê de Madonna foi a mais bem-sucedida de todos os tempos para uma cantora, quebrando um recorde que já era dela. Seu último disco, Hard Candy, estreou em primeiro lugar em mais de 27 países e, no Reino Unido, ela só perde para os Beatles na parada de singles. Quero ver Beyoncé, quando chegar aos 51 anos, fazer isso.
Breno dos Reis
Sertãozinho, SP

Correção: as mudanças no Bolsa Família, de que tratou a reportagem "Bolsa-cabresto" (27 de janeiro), não evitarão a exclusão de 5,8 milhões de pessoas do programa, como foi escrito. O número baseou-se em cálculo feito com dados de 2009, e não de 2010, como seria o correto. Os beneficiários que descumpriram regras do programa em 2009 serão excluídos em fevereiro. As mudanças, que seguem diretrizes de 2008, só terão efeito prático em 2010.

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer
a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor.
Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
Fax: (11) 3037-5638;
e-mail: veja@abril.com.br.

Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.
Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem
à redação até a quarta-feira de cada semana.

EDIÇÃO DA SEMANA
ACERVO DIGITAL
PUBLICIDADE
OFERTAS



Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados