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Michael
J. Fox: remédios e operação no cérebro |
| Foto: London Features |
O ator canadense Michael J. Fox, de 37 anos, surpreendeu o mundo na semana passada com uma revelação dolorosa: há sete anos ele sofre do mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso que não tem cura. Astro dos três filmes De Volta para o Futuro Sony, Fox e da série Spin City, atualmente em exibição no Brasil pelo canal de TV paga descobriu que era portador do mal de Parkinson em 1991, durante as filmagens de Receita de Doc Hollywood Uma Amor. lado Desde então, vem enfrentando sintomas como tremores e rigidez muscular, que chegaram a afetar todo o esquerdo de seu corpo. Com bom humor, o ator declarou à revista americana dava People que seu braço tremia tanto que para bater um coquetel em cinco segundos. Ele vem se tratando com medicamentos e, em março deste ano, passou por uma cirurgia no cérebro para minimizar esses problemas. O neurologista que o acompanha informou que a doença está em sua fase branda. O mal de Parkinson é progressivo e evolui para os estágios intermediário e avançado.
Fox enquadra-se no grupo minoritário de 4% a 6% do universo total de pessoas que desenvolvem a doença antes dos 40 anos. "Nos pacientes jovens, a reação aos remédios é mais complicada, mas, em compensação, o desenvolvimento do mal de Parkinson é mais lento", explica o neurologista Luiz Augusto Franco de Andrade, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Até agora, o ator vem conseguindo conciliar seu drama pessoal com o trabalho. Desde que passou a precisar de acompanhamento médico, já fez dez filmes, fora as produções para TV. Sua história é semelhante à do ator brasileiro Paulo José, que enfrenta o mesmo problema desde 1993 sem abandonar a carreira. No caso de Fox, que ficou conhecido por uma série de grande sucesso no cinema e já ganhou três prêmios Emmy, o mais importante da TV americana, o mal de Parkinson proporcionou-lhe uma reavaliação da vida. "Fiquei muito mais forte, mais experiente e mais compassivo", disse o ator à People. "Descobri que sou vulnerável, não importam quantos prêmios eu ganhe ou quanto dinheiro tenha em minha conta bancária."
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