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Divulgação![]() |
| OS NÚMEROS DO CITYCENTER Quartos e flats 7 000 Funcionários 12 000 Extensão 270 000 metros quadrados (o equivalente a 33 campos de futebol) Custo da obra 9 bilhões de dólares (a maior construção do setor privado em curso nos Estados Unidos) |
Las Vegas, a capital americana dos cassinos e da vida noturna fervilhante, sofreu uma queda de 21% no faturamento de seus hotéis neste ano. Em consequência da crise financeira mundial, muitos turistas deixaram de visitar a cidade e tentar a sorte no jogo. Na contramão dessa má fase, Las Vegas vai ganhar em dezembro o seu complexo turístico mais caro e suntuoso. Batizado de CityCenter, ele é composto de três hotéis, um prédio de flats, um cassino e um conjunto de lojas e galerias de arte com 50 000 metros quadrados. Erguido ao custo de 9 bilhões de dólares, ele é a obra mais cara do setor privado hoje em curso nos Estados Unidos. Há em Las Vegas conjuntos desse tipo que contam com mais quartos, ou com cassinos mais espaçosos, mas nenhum deles tem tantas atrações superlativas como o CityCenter.
As lojas das grifes Prada e Louis Vuitton instaladas no CityCenter são as maiores dos Estados Unidos. Um dos restaurantes é comandado pelo chef francês Pierre Gagnaire, agraciado com três estrelas pelo Guia Michelin. A piscina de um dos hotéis tem 20 000 metros quadrados cobertos por palmeiras e outras árvores tropicais. Um dos teatros do complexo apresentará, em caráter permanente, espetáculos da companhia Cirque du Soleil. A empresa criou um novo show sobre a vida de Elvis Presley, presença constante nos palcos de Las Vegas na fase final de sua carreira.
G.Bowater/Corbis/Latinstock e Jean-Pierre Lescourret/Corbis/Latinstock![]() |
| ATRAÇÃO ESPANTOSA O hotel Atlantis, em Dubai (à esq.), e o aquário que ele abriga: 65 000 animais marinhos no meio do deserto |
A MGM Mirage, um dos maiores grupos americanos de cassinos, responsável
pela construção e administração do CityCenter, espera
que o empreendimento ajude a atrair para Las Vegas os turistas que debandaram
neste ano, causando uma queda de 22% no movimento de apostas. Vários
consultores americanos da área de hotelaria acreditam que o CityCenter
será um sucesso, mas temem que o aumento na oferta de quartos na cidade
acabe por prejudicar os outros hotéis - nos últimos meses, muitos
deles se viram obrigados a baixar os preços de suas diárias para
atrair hóspedes. "Projetos opulentos e grandiosos criam desejo de
consumo e funcionam como um ímã para o turismo. É o que
acontece em Dubai, nos Emirados Árabes", diz Silvio Passarelli,
responsável pelo MBA de gestão de luxo da Fundação
Armando Alvares Penteado, de São Paulo.
Em Dubai, a estratégia de atrair turistas com shopping centers de luxo e construções de arquitetura monumental tem dado certo. O hotel Burj Al Arab, o primeiro do mundo avaliado com sete estrelas, foi erguido sobre uma ilha artificial e sua estrutura em forma de vela de barco já virou um marco da cidade. O projeto consumiu 6 bilhões de dólares. Seu concorrente, o hotel Atlantis, foi construído no Palm Jumeirah, uma ilha artificial em forma de palmeira. O Atlantis, embora fincado no meio do deserto, conta com um aquário com 65 000 animais marinhos. As diárias em seus apartamentos mais caros chegam a 35 000 dólares - com direito a mimos como uma mesa de jantar folheada a ouro para dezoito comensais. Dentro de dois anos, Dubai abrigará o edifício mais alto do mundo, o Burj Dubai, com 818 metros de altura, 310 a mais do que o recordista atual, o Taipei 101, em Taiwan. No prédio vai funcionar o primeiro hotel com a grife Armani. O CityCenter pretende reproduzir em Las Vegas esse clima de ostentação sem limites.