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Home  »  Revistas  »  Edição 2141 / 2 de dezembro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Divinização de Lula (capa) - 73
Caso Cesare Battisti - 18
Diogo Mainardi - 8
Cerco ao fumo no mundo - 7
Novela Viver a Vida - 6

O mito Lula

J. F. Diorio/AE
A criação de um mito
Octaciano Nogueira, cientista político: "No Brasil, a criação de um mito dentro de um regime democrático é uma situação inédita. Desde Getúlio Vargas não há um fascínio tão perigoso por um líder carismático"

 

"Espero que o filme do Lula não seja decalcado no famoso O Triunfo da Vontade, realizado em 1934 pela cineasta alemã Leni Riefenstahl, sobre o endeusamento progressivo de Adolf Hitler. Este também foi pobre, excluído, preso por suas ideias e, com garra e ajuda ‘divina’, chegou lá, dando no que deu."
Viviano Ferrantini
São Paulo, SP

O filme Lula, o Filho do Brasil conta a história de um homem que saiu do nada e venceu. É o melhor exemplo que nós, brasileiros humildes, trabalhadores e sonhadores, podemos ter. Sinto orgulho de ter um presidente como o Lula em meu país ("A construção de um mito", 25 de novembro).
Paulo Sales Alencar de Alcântara
São Paulo, SP

Sinto que estão tentando fazer em nós, brasileiros, algo similar a uma lavagem cerebral. Um povo desorientado que se deixa levar por qualquer coisa, que acredita em falsas desculpas e se emociona com algumas lágrimas. Tenho uma sugestão de um próximo filme: Mensalão, Tristeza do Brasil.
Pedro Henrique Chacur
São Paulo, SP

Digna de aplauso a capa de VEJA que traz o nosso "astro" maior, beatificado, e seu filme pago por empresas que financiam o populismo do nosso presidente, motivadas por interesses próprios. Pos-so imaginar a choradeira e o melodrama, na tentativa de idolatrar um homem que possui seus méritos, uma história de vida difícil e vitoriosa, mas que, com seu endeusamento, nos cria um constrangimento antidemocrático sem precedentes, uma vez que teremos eleições em 2010. Muito antes de ser um filme, é uma perfeita estratégia eleitoreira. E disso o PT entende muito bem. Não precisamos de mitos. Precisamos de presidentes de verdade.
Adriana Moulin de Alencar Picoli
Imperatriz, MA

Quase todos concordam que a história de vida de Lula é digna dos cinemas. Não é qualquer um, afinal de contas, que passa pelo que ele passou e vence como líder político. Mas a magia durou pouco e cessou com os escândalos do mensalão, do dossiê dos aloprados, de Valdomiro Diniz e outros, justamente no momento em que Lula finalmente chegou aonde sonhava (o Palácio do Planalto). Agora, às portas de sua sucessão, aterrissa nas telas do cinema sua cinebiografia, com o óbvio intento de inflar-lhe o ego e consolidá-lo como mito (vide os patrocínios da fita). Daí fica fácil entender o mistério: o governo tem candidata ao lugar de Lula, a ministra Dilma. 2010 é ano eleitoral. Dilma está atrás nas pesquisas. Lula é seu principal cabo eleitoral. Pronto. Basta unir os pontos que se revela o plano.
Gustavo H.B. Alves Freire
Recife, PE

Lula tem uma história que merece realmente ser retratada em filme. Mas esse filme que está sendo lançado não passa de uma produção com interesses puramente eleitoreiros, na qual são realçadas as características positivas do presidente enquanto as negativas são jogadas para debaixo do tapete. Vou esperar para assistir a um filme que tenha uma produção independente, que aborde os escândalos de seu governo, sua conivência em livrar dos escândalos pessoas envolvidas até o pescoço, enfim, um filme que mostre o lobo que se esconde por trás dessa pele de cordeiro que está sendo mostrada. Um filme realista que exponha a decadência moral de um mito, em nome de um projeto de poder.
Raimundo Soares de Sousa Filho
Goiânia, GO

É impressionante como vivemos numa ditadura disfarçada e sem farda. Ditadura de um polvo com centenas de tentáculos imobilizadores dos mais variados setores do país. Até o cinema é utilizado como máquina de perpetuação no poder. Esse é um filme sem originalidade, que exala bajulação, mas esconde os porões da corrupção. É o poder a qualquer preço. A história nos diz, com sabedoria, que pior do que Hitler eram seus fanáticos admiradores, os mesmos que idea-lizavam os filmezinhos de propaganda em troca de migalhas. Triste é o país que consegue atrofiar, cada vez mais, o cérebro de um eleitorado sem a educação necessária para distinguir um líder real de um populista simplório e oportunista.
Carlos José Martins
Rio de Janeiro, RJ

VEJA prestou, mais uma vez, um grande serviço à consciência nacional com essa excelente reportagem. Vale ressaltar que o diretor Fábio Barreto parou o filme exatamente antes de o governo Lula começar. E ele sabe por quê. Se tivesse de mostrar o governo Lula, veríamos o escândalo do mensalão, dólares na cueca, sanguessugas, aloprados, PAC que não anda, ministra Dilma Rousseff, que mente publicamente (caso Lina Vieira), apoio a Sarney, Collor, Jader Barbalho, CPI dos Cartões Corporativos, CPI do MST... Impressiona a "boa vontade" dos patrocinadores. Como sou profissional que trabalha com patrocínios de nível nacional e internacional, conheço as grandes dificuldades para um projeto sério obter patrocínio. Fica uma sugestão para o cineasta Fábio Barreto: por que não completa a série com um filme sobre o filho de Lula, cujo título poderia ser "Lulinha, o Netinho do Brasil", falando do retumbante e cinematográfico êxito desse jovem e preparado empresário e seus financiadores, como o banqueiro Daniel Dantas? Como roteirista poderia convidar o delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal.
Josué Souto Maior Mussalem
Recife, PE

"Nunca antes na história deste país" se gastou tanto para produzir um filme, mais exatamente cerca de 16 milhões de reais. O filme pode contar votos para a ministra Dilma, aquela do PAC. Não sei o que diz o Código Eleitoral sobre longas-metragens eleitoreiros. Será que o TSE ou o STF não vão intervir e tirar de cartaz essa campanha política camuflada?
Marcelo do Vale Nunes
Porto Alegre, RS

Há de admirar a propaganda em torno de Lula: ao mesmo tempo em que namora ditadores, ele tenta calar a imprensa (ironia do destino, porque foi justamente parte da imprensa que ajudou a criar o mito), autoproclama-se democrata e estimula a realização de um filme sobre sua vida patrocinado por empresas com interesses no governo. Os bajuladores de plantão dirão que sua aprovação popular chega aos 80%, mas vale lembrar: nos anos iniciais do nazismo, Hitler também alcançou essa aprovação. A propaganda em torno de Lula é tão aviltante que nem Goebbels ousaria tanto.
João Massud Filho
São Paulo, SP

Estudante universitária sendo hostilizada em universidade, helicóptero sendo derrubado em território brasileiro, Lula nas telas de cinema. Nunca foi tão desanimador sair de casa!
Renato Oliveira de Lima
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

É muito bom saber que há pessoas que sabem escrever. Mainardi foi demais no artigo "Quem é o ‘Filho do Brasil’" (25 de novembro). Concordo em gênero, número e grau. O filme sobre Lula é uma grande comédia... e das ruins. Não perderei meu tempo.
Carmen Morais
Campo Grande, MS

O artigo de Diogo Mainardi sobre os "cineastas de bolso", sempre prontos, subservientes e dóceis para assestar suas câmeras, capachos do "pudêr", em troca de prebendas e benesses, foi preciso e mortal. Diria que na veia! A indigência intelectual e criativa do cinema brasileiro, que já vinha descendo a ladeira nestes anos de "estética lulista" (elegia da miséria, alegoria da pobreza e revisionismo histórico pelo viés ideológico), só resiste na UTI, em sua falência crônica de boas ideias livres do jugo estatal, por estar ligada nos aparelhos pagos pelo BNDES e pela Petrobras, entre outras.
Paulo Boccato
São Carlos, SP

 

Cesare Battisti

Venho registrar o mais veemente repúdio do Supremo ao título da reportagem sobre o julgamento do pedido, formalizado pelo governo da Itália, de extradição do nacional italiano Cesare Battisti – "Uma enorme asneira jurídica". O texto, veiculado na edição 2140, de 25 deste mês, além de desservir à boa informação, desmerecendo a revista, agride esta instituição e revela o total desconhecimento do direito posto.
Ministro Marco Aurélio
No exercício da Presidência do Supremo Tribunal Federal
Brasília, DF

Vai ser fácil para Lula decidir sobre o destino de Cesare Battisti. O que fez o ex-terrorista italiano é fichinha perto do repertório de crimes e barbaridades cometidos pelos integrantes do MST, com os quais o petismo mantém relacionamento visceral.
Robson Sant’Anna
São Paulo, SP

Os políticos que paparicam Battisti, em detrimento das instituições brasileiras, agiriam assim se entre as vítimas de Battisti houvesse um político de esquerda? Ou só agem assim porque a vida das vítimas de Battisti é considerada desprezível por esses deputados?
Leopoldo Mosqueira Gomes
Rio de Janeiro, RJ

Vejam que país surrealista é o Brasil. Os ministros do STF, no papel de intérpretes da Constituição, e para cuja função se exige "notável saber jurídico", transferem a um "analfabeto jurídico" o papel de uma decisão que, em tese, dará abrigo até a Bin Laden.
Donizeti Correia de Oliveira
Osasco, SP

 

Apagão

O apagão de energia elétrica não me preocupa tanto, visto que ele é democrático, pois é percebido por pobres e ricos, alfabetizados ou não, conscientes ou não, politizados ou não, e seus prejuízos podem ser medidos. O apagão com o qual devemos nos preocupar é o apagão criado pelo governo Lula, que faz o cerceamento do direito de bem informar, que acaba com o estado democrático de direito ("Não deu para apagar o apagão", 25 de novembro).
Maria Luiza Costa Ferraz
Belo Horizonte, MG

 

Adolfo Pérez Esquivel

A ideia do senhor Adolfo Pérez Esquivel (Amarelas, 25 de setembro) é totalmente plausível. A depredação do meio ambiente ocorre de forma sistemática, em todos os lugares, a cada segundo, e sua propagação nos levará fatalmente a grandes desconfortos no futuro. Criar mecanismos que consigam evitar esse desmazelo com certeza fará com que os povos vindouros possam habitar um planeta pelo menos em condições sustentáveis de sobrevivência.
Rosinaldo Gomes
Macapá, AP

Concordo com o ilustre ativista político e ganhador do Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel quando propõe acabar com a impunidade dos crimes contra o ser humano. As pessoas não acordaram ainda para essas transgressões ambientais. Sem as condições mínimas para a sobrevivência do ser humano, que deveriam ser dadas pelos governos, como educação, trabalho, saúde etc., o homem não evolui e continuará sempre na sua pequenez, nos jeitinhos e na sua falta de ética e de moral.
Sheyla Maria de Araujo Santos Nigro
Por e-mail

 

Cerco ao fumo

Mais uma reportagem extraordinária de VEJA ("A morte lenta do cigarro", 25 de novembro). Como estudante de medicina, vejo a importância de manter as pessoas bem informadas diante de um assunto ainda tão polêmico. A mídia construiu a imagem de glamour do cigarro, e devemos desconstruí-la com reportagens de tal porte.
José Mendes Mesquita Neto
Olinda, PE

VEJA nos traz novamente extensa e consistente matéria sobre o tabagismo. A redução do consumo de cigarro é uma vitória da sociedade, e para que isso acontecesse foi necessário mostrar aos brasileiros os malefícios que ele provoca. Nesse sentido, não podemos esquecer a reportagem de 29 de maio de 1996 ("O Instituto do Câncer contra o cigarro"), pois ela representou, sem dúvida, um marco fundamental em toda essa história. Isso mostra quanto é importante o papel da imprensa livre neste país para a construção de uma sociedade saudável e sem dependências.
José Elias Aiex Neto
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR 

 

Herança genética

Depois de ler a reportagem "O testamento dentro de cada um" (25 de novembro), que trata do dilema criado pelos exames que visam a identificar nossas heranças genéticas para patologias graves, sendo muitas delas incuráveis, eu me perguntei até que ponto me é benéfico saber se sou ou não portador em potencial de determinada moléstia, ainda que incurável. Estaríamos criando nosso próprio inferno por antecipação? Por outro lado, esses mesmos testes são capazes de prever heranças genéticas para doenças que podem seguramente ser postergadas ou mesmo evitadas com alterações no estilo de vida, como é o caso do diabetes melito e da hipertensão arterial, males silenciosos e devastadores a longo prazo. Jamais podemos esquecer que grandes descobertas encerram em si um pouco de luz e sombra. Foi assim com a roda, inicialmente utilizada para girar moinhos e edificar civilizações e depois usada em carros de guerra. Espero sinceramente que nossas sentenças genéticas sejam mais acalentadoras para o espírito humano.
Marco Pereira Rozario
Pediatra
Pelotas, RS

A pesquisa dos polimorfismos dos fatores V Leiden ou II 20210, por PCR, é imprescindível na avaliação do risco trombótico. Como resultado da solicitação rotineira desses testes genéticos por angiologistas, hematologistas e ginecologistas, o custo de cada um varia, hoje, de 150 a 300 reais. Quando a mulher, com perdas fetais recorrentes e histórico familiar de tromboses venosas, descobre que seu exame deu positivo, isso significa que as gestações podem não estar seguindo adiante porque os vasos da placenta estão sofrendo trombose. Esse problema poderá ser facilmente resolvido com tratamento anticoagulante. Posso assegurar que, nesses casos, identificar o gene defeituoso traz enorme alívio.
Doutora Silvia Hoirisch Clapauch
Hematologista
Rio de Janeiro, RJ

 

Viver a Vida

A cena em que Helena, interpretada por Taís Araújo, é estapeada de joelhos implorando por perdão foi de embrulhar o estômago ("Tapa na pantera", 25 de novembro). Fez lembrar a relação colonialista entre a sinhá e a escrava. Ou seja, a negra servil deve sempre cuidar da filha da dona da casa-grande como uma ama, submetendo-se a todo tipo de capricho, sem reclamar. Não executou bem a tarefa? Merece chibatadas.
Regina Pimenta
São Paulo, SP

 

Carro

Excelentes os novos acessórios mostrados na seção Guia ("No carro com conforto", 25 de novembro). Mas o macaco elétrico e as câmeras retrovisoras, que facilitam estacionar, são imprescindíveis e deveriam se tornar itens de série até de carro popular.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

 

Arquitetura sustentável

Realmente, as propostas apresentadas por Natal deixam dúvidas quanto à seriedade ("Gramados ainda mais verdes", 25 de novembro). A energia gerada por placas fotovoltaicas apresenta um custo ainda excessivamente elevado, ao passo que no Rio Grande do Norte já temos energia eólica gerada a um preço bem inferior. Mas a antena para absorver raios ganha disparado. É a maior piada. Em nove anos morando em Natal, eu nunca vi um único raio! É brincadeira!
Mauricy Terra
Natal, RN

 

Veja Essa

A cantora Luiza Possi está linda, no esplendor de seus 25 anos, que eu já tive, mas não com toda aquela beleza. Sua declaração de que ficar velho é tão triste (Veja Essa, 25 de novembro) é própria da juventude, que não para para pensar na alternativa: não ficar velho é morrer antes de envelhecer. É bem mais triste.
Dario Moreira, 70 anos
Juiz de Fora, MG

Realmente, a oposição reclama da oportunidade do lançamento do filme de Lula. Mas, em vez de seguir o conselho do presidente do PT, Ricardo Berzoini (Veja Essa, 25 de novembro), e fazer um filme do FHC, a oposição deveria fazer "outro" filme sobre o próprio Lula.
Julio Amaro
Belo Horizonte, MG

 

O mito Lula 2

Gostaria de esclarecer aos milhões de leitores de VEJA  alguns pontos abordados na reportagem "A construção de um mito". O filme Lula, o Filho do Brasil, um melodrama épico, como  o define o diretor Fábio Barreto, em momento algum, desde sua concepção até sua finalização, foi orientado por político de qualquer partido ou por membros do Poder Executivo, como a reportagem faz crer. O filme não foi concebido para ser instrumento de propaganda política. O desenvolvimento do longa teve início em 2003, quando a LC Barreto Filmes do Equador adquiriu os direitos de filmagem do livro de Denise Paraná. Sua conclusão só foi possível agora por causa da dificuldade de conseguir patrocinadores, da crise econômica e das complicações técnicas e logísticas próprias de uma grande produção cinematográfica. A captação foi desenvolvida entre empresas que já apoiam a cultura brasileira em todas as suas modalidades, inclusive no cinema, e não é verdade que houve qualquer interferência do ministro das Comunicações, Franklin Martins. Parte significativa das verbas captadas é proveniente do próprio meio cinematográfico - Globo Filmes, Europa Filmes e Downtown Filmes -, além de recursos investidos pelas produtoras envolvidas no projeto. A trilha musical e os efeitos sonoros  não receberam interferência de políticos. Agradecemos a VEJA o destaque da capa - a quinta sobre filmes produzidos por nós - e a exposição dada ao filme Lula, o Filho do Brasil.
Luiz Carlos Barreto
Por e-mail

 

Garanhuns

Sobre a reportagem "A construção de um mito" (25 de novembro), informo que Garanhuns não fica no sertão, mas na região do agreste pernambucano. Também informo que a "Suíça Pernambucana" registra baixas temperaturas durante o ano, abrigando, inclusive, um Festival de Inverno que acontece no mês de julho.
Carlos Percol
Por e-mail

 

Correções: na reportagem "Check-up sem fim" (VEJA Tecnologia, 18 de novembro), a imagem identificada como sendo do relógio Garmin Forerunner 405CX é, na verdade, do Garmin Forerunner 405. • O nome do estaleiro coreano que pretende se instalar no Porto de Suape é Sungdong, e não Samgdong, como publicado na nota "Os holandeses querem retomar Tatuoca", na seção Holofote (25 de novembro).

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