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Home  »  Revistas  »  Edição 2141 / 2 de dezembro de 2009


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Holofote


Felipe Patury

Genérico com dinheiro oficial

Folha Imagem


O governo quer barrar o avanço das multinacionais do ramo farmacêutico sobre os laboratórios menores e, em especial, sobre os fabricantes de genéricos. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, decidiu patrocinar a fusão de empresas brasileiras do setor. O Aché, por exemplo, pode receber uma injeção de 500 milhões de reais em seu capital para fazer aquisições. Outro possível beneficiado é o Eurofarma, que, neste ano, já tentou comprar dois de seus concorrentes e, agora, é cobiçado pelo suíço Roche. Apesar de apoiar tanto os planos do Aché quanto os do Eurofarma, o BNDES prefere uma saída que contemple a fusão das duas empresas.

 

Caprichoso do Amazonas

Ricardo Stuckert/PR


O Amazonas é o mais novo foco de problema da coligação que dará apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. No início do ano, o governador Eduardo Braga, do PMDB, prometeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que integraria um palanque único para Dilma em torno do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, candidato do PR ao governo estadual. Para a fúria de Lula, no entanto, Braga dá sinais de que poderá lançar seu vice, Omar Aziz, para disputar com Nascimento.

 

São Luís em maus lençóis

Leo Caldas


Pode ser um golpe no projeto de reeleição da governadora do Maranhão, Roseana Sarney: a Receita Federal e a Polícia Federal cogitam retirar os serviços de alfândega e imigração do aeroporto de São Luís. Se isso acontecer, o aeroporto perderá a condição de internacional. Os funcionários desses serviços federais estão desocupados há nada menos que dezesseis meses, quando a cidade recebeu o último voo comercial do exterior. Desde então, não pousam em São Luís nem aviões particulares provenientes do exterior.

 

Boi magro

Folha Imagem


A sobrevalorização do real provocará uma perda de 30% na receita das exportações de carne bovina neste ano. É o equivalente a 1,2 bilhão de dólares. A estimativa é de Marcus Vinícius Pratini de Moraes, integrante do Conselho de Administração do JBS-Friboi. Seu grupo passou a ter prejuízo nas vendas ao exterior em abril, quando o dólar caiu abaixo de 2,30 reais. Segundo Pratini de Moraes, a partir desse valor, mesmo as operações industriais mais simples, como as dos frigoríficos, tornam-se economicamente inviáveis. No patamar atual do câmbio, de 1,70 real por dólar, só a exportação de bois vivos continua rentável.

 

O K e o L do KLB entram na política

Cida Souza/Tititi


Formado por três irmãos e popular entre as adolescentes, o conjunto KLB embalou os comícios do PT nas últimas eleições. Agora, seus integrantes mais velhos querem trocar o backing vocal por carreiras-solo na política. Kiko, o K (na foto, de óculos escuros e camiseta apertada), e Leandro, o L, filiaram-se ao DEM. Aos 30 anos, o primeiro cogita disputar uma cadeira de deputado federal por São Paulo. O segundo, de 28 anos, pensa em uma vaga na Assembleia Paulista. Os dois pretendem defender bandeiras semelhantes: o combate à pedofilia e ao tráfico de drogas, especialmente o de crack. Só Bruno, de 25 anos, ainda não manifestou interesse pela vida pública. "Ele só quer saber das meninas", conta o pai dos rapazes, Franco Scornavacca. As fãs não precisam se preocupar: mesmo que ingressem na política, eles manterão a agenda de shows do KLB nos fins de semana.

 
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