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A primeira dessas reportagens é uma investigação sobre a releitura atual das técnicas clássicas de autocontrole, comedimento, serenidade e senso de justiça que abriram para a humanidade, há muitos séculos, a opção civilizatória. A reportagem fala de valores individuais poderosos que atravessaram as eras produzindo pessoas boas e bem-sucedidas, a despeito dos cruéis arranjos sociais em que elas viveram. Na entrevista das Páginas Amarelas, o ator canadense Michael J. Fox conta como rejeitou a vitimização por ser doente de Parkinson e tirou dessa condição adversa não amargura, mas belas lições de tolerância. Outra reportagem ressalta a coragem de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, em acusar os cariocas de "emporcalhar a cidade", lembrando que se cada um sujar menos todos ganham. A limpeza pública é um dever da prefeitura, pois afinal as pessoas pagam impostos e esperam que eles sirvam para alguma coisa útil. Isso, porém, não diminui a força do diagnóstico do prefeito: a compostura pessoal tornaria o trabalho de limpeza da cidade muito mais eficiente e barato. Finalmente, uma reportagem especial sobre as polícias brasileiras, feita pelo editor Ronaldo França, revela que aumentar contingentes policiais e dotar as unidades de melhor armamento e tecnologia são fatores essenciais no combate ao crime. Mas nada é tão eficiente quanto dar ao homem e à mulher de farda treinamento, confiança pessoal e reconhecimento moral e financeiro para fazer deles heróis perante si mesmos e os cidadãos. |