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da Semana
Cabelão,
comoção
Tirem os liberais da frente: Sarah Palin
está de volta e 5 milhões mais rica

Vilma Gryzinski
Keith Srakocic/AP
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O
livrinho vermelho de Sarah Palin dá a cada um segundo suas necessidades.
Para os antipalinistas, é mais uma oportunidade de expressar um ódio
vitriólico que só encontra paralelo no despertado por George W.
Bush, com a diferença de que o ex-presidente só tem passado na política,
e sabe-se lá o que pode acontecer no futuro de Sarah. Sem contar as pernas
as de Sarah, evidentemente, com vantagem absoluta. Seus admiradores, em
compensação, já podem esquecer as mágoas sentidas
durante o infeliz período entre o fim da campanha presidencial republicana,
com revelações constrangedoras sobre o comportamento da candidata
a vice na chapa derrotada de John McCain, e a estranha decisão dela de
renunciar como governadora do Alasca. Sem compromissos de governo, sem assessores
e sem controle mais ou menos o equivalente ao título do livro, Going
Rogue , ela retorna a uma espécie de estado natural. A América
profunda se vê em Sarah e Sarah a reflete de volta em proporções
exageradas: o cabelão armado à la Amy Wine-house, só que
sem a ironia, as bijuterias baratas, os óculos marotos, o brilho labial
e a desconfiança, ambos em quantidades industriais, de tudo o que venha
do governo, aqui entendido como coisa de gente da cidade grande que descrê
de Deus, da pátria e do direito inalienável de todo mundo a ter
todas as armas que quiser. E o livro? Nada de revelador, fora acertar contas com
seus detratores, principalmente no próprio Partido Republicano, em mais
um sinal de que no futuro ela pode tentar uma candidatura independente. E acertar
as contas propriamente ditas: o adiantamento foi de 5 milhões de dólares,
justificados em todos os centavos. |