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Radar
Felipe Patury (fpatury@abril.com.br)
POLÍTICA A primeira
aliança Representantes do tucano José Serra fecharam
uma aliança com o PDT para a eleição presidencial de 2006.
O cacique da legenda trabalhista, Carlos Lupi, garantiu que seu partido não
se aliará a Lula em nenhuma hipótese. O PDT concorrerá no
primeiro turno com Cristovam Buarque e ficará ao lado do PSDB se houver
segundo turno. Lupi disse ainda que, entre os tucanos, prefere mesmo Serra.
Regra do contrapeso Serra
e Alckmin decidiram que o candidato do PSDB ao governo de São Paulo será
escolhido por quem perder a disputa entre os dois para ser o candidato do partido
à sucessão de Lula. De
volta às armas Lula autorizou Jaques Wagner a oferecer uma série
de cargos a deputados do PP e do PMDB para tentar eleger aliados como líderes
das duas bancadas. GOVERNO
Um time de futebol O governo nomeia nesta semana
nada menos que onze diretores de estatais do setor elétrico. Alguns cargos
estavam em negociação desde a última reforma ministerial.
O pote de ouro é a diretoria de Furnas, empresa muito citada pelo hoje
ex-deputado Roberto Jefferson no escândalo do mensalão.
Duro de engolir O ministro da Educação,
Fernando Haddad, avisou Eliezer Pacheco, então presidente do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, que ele seria demitido pelo que
se pode chamar de "incompatibilidade de gênios". Pacheco duvidou. Haddad
conseguiu tirá-lo do cargo, mas teve de engoli-lo como secretário
de Educação Tecnológica. Ordem da ministra Dilma Rousseff.
NEGÓCIOS O
custo da violência O laboratório Sanofi,
da Aventis, decidiu fechar sua unidade no subúrbio do Rio e reabri-la no
interior de São Paulo em 2006. A justificativa oficial é que se
trata de estratégia empresarial. A razão não declarada é
o medo dos executivos de trabalhar numa região marcada por altos índices
de criminalidade. Com essa, o Rio perde mais 600 empregos.
Para banqueiros, Lula ganhará em 2006
Paulo
Pinto/AE
 | | Alckmin:
o preferido dos empresários e banqueiros |
Os
banqueiros acreditam que a crise política não foi suficiente para
tirar o favoritismo de Lula em 2006. A consultoria Arko Advice, do cientista político
Murillo de Aragão, perguntou aos dirigentes de 35 instituições
financeiras quem será, em sua opinião, o ocupante do Palácio
do Planalto em 2007. Lula ficou em primeiro lugar, com 50% das apostas, Serra
em segundo, com 28%, e Geraldo Alckmin em terceiro, com 14%. A Arko Advice também
perguntou aos banqueiros quem é seu candidato predileto. O quadro se inverteu.
Alckmin disparou na frente, com 74% dos votos. Serra recebeu 8%. Quanto a Lula,
ele ficou com apenas 1%, o mesmo que a incendiária Heloísa Helena.
| | FAMÍLIA
SILVA Agora, também no mar A
agenda do ministro do Desenvolvimento, Luiz Furlan, registra um interessante encontro
no dia 11 de fevereiro deste ano, às 14h30. Ele recebeu o aposentado Genival
Inácio da Silva, conhecido como Vavá, o irmão lobista de
Lula. Assunto: transporte marítimo e contêneires. Ninguém
sabia, exceto Furlan, que Vavá era um expert no assunto.
ENERGIA Novas obras A
Eletrosul, que havia sido obrigada a vender suas usinas elétricas, quer
voltar ao setor de geração. Associou-se à Vale do Rio Doce
para disputar uma licença de construção de uma hidrelétrica
de 1 bilhão de reais entre o Paraná e Santa Catarina.
PECUÁRIA Um
centavo por cabeça O governo federal mandou
400.000 reais em 2004 para que a vigilância sanitária em Mato Grosso
do Sul fiscalizasse a vacinação dos 25 milhões de cabeças
de gado do estado. Ou seja: um centavo por cada rês.
BANCOS Outra do carequinha O
TCU diz que os contratos do Banco do Brasil com a DNA, uma das agências
de publicidade do carequinha Marcos Valério, estão recheados de
irregularidades. O relatório fica pronto nos próximos dias.
EDUCAÇÃO
No Sul é mais caro A cidade com as faculdades
mais caras do país é Porto Alegre, é o que mostra um estudo
da Ideal Invest, que capta recursos para universidades privadas. Logo em seguida
vêm São Paulo e Belo Horizonte.
O céu de cada um Serra voltará
a construir em São Paulo os CEUs, que se tornaram a marca da gestão
de Marta Suplicy. Mas a única semelhança entre os CEUs das duas
prefeituras é o nome. Serra quer fazer mais escolas, mas de tamanho menor.
FUTEBOL Até
na passagem As investigações sobre
a máfia do apito revelaram que dezoito juízes ganhavam uns trocados
também com passagens aéreas. Compravam bilhetes com desconto, mas
apresentavam outros com tarifa cheia ao pedir ressarcimento à CBF.
Dossiê "reforma do gabinete" Cid
Barbosa/AP
 | | BC
em Fortaleza: dinheiro foi para a sala do chefe |
O
presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ficou tão preocupado com
a repercussão do assalto à gerência do Banco Central de Fortaleza
que decidiu demitir ao menos um funcionário de escalão superior
da instituição. Desistiu ao descobrir que funcionários da
área administrativa elaboram um dossiê que mostra que a diretoria
do BC sabia dos problemas de segurança, mas não tomou providências.
Um dos documentos relata as necessidades de investimento em segurança nas
unidades regionais do BC. Outro, elaborado pela gerência de Fortaleza, descreve
os riscos que sua unidade corria. Um terceiro mostra que parte do dinheiro reservado
a obras no BC foi usada para reformar o gabinete da presidência da instituição,
em Brasília. Meirelles nega que pretendesse fazer demissões.
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| Colaboraram
Fábio Portela, Marcelo Carneiro, Otávio Cabral e Thaís Oyama
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