Edição 1929 . 2 de novembro de 2005

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Holofote

Felipe Patury

ELE QUER SER O VICE DE LULA

Dida Sampaio


Desde que ingressou no PSB, o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, acalenta um sonho. Quer ser o candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva no próximo ano. Ciro acredita que Lula não manterá o atual vice, José Alencar, que tem desferido ataques ao governo. Crê também que a ala governista do PMDB não terá força para impor ao partido uma aliança com Lula no primeiro turno. Para garantir a vaga, quer se destacar como o ministro que mais defende o presidente.

 

DUDA COM FALTA DE ÓLEO

Alex Silva/AE


O escritório aberto pelo publicitário Duda Mendonça no Rio de Janeiro está ameaçado de fechar. A maioria das contas desse braço carioca da agência de Duda é coberta por um contrato com a Petrobras. Depois que Duda disse na CPI dos Correios que recebeu caixa dois do PT, a estatal decidiu fazer uma licitação, com o objetivo não declarado de excluir Duda de sua lista de fornecedores. O presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, defende a contratação de outra agência.

 

A RIQUEZA ESTÁ NO EXTERIOR

Mario Rodrigues


O crescimento do mercado de luxo no Brasil está limitado pela falta de poder aquisitivo da maior parte da população. Exportar, portanto, é a única saída para os fabricantes nacionais. O diagnóstico é da executiva Kelly Amorim, que dirige a rede de joalherias Carla Amorim. Com base nele, ela vem há três anos internacionalizando a empresa. Nesse período, seu faturamento com exportações saltou de 5% para 30%. A rede tem vinte pontos-de-venda no exterior e, até o fim do ano, deve abrir mais sete só nos Estados Unidos.

 

CADÊ AS DOAÇÕES, SENHORES EDITORES?

Divulgação


As editoras de livros ganharam isenção das contribuições do PIS e Cofins no fim de 2004. Liderados pelo presidente da Câmara Brasileira do Livro, Oswaldo Siciliano, os empresários prometeram criar um fundo de estímulo à leitura com contribuições voluntárias para retribuir o benefício. No início, diziam que arrecadariam 45 milhões de reais por ano. Mas, em sete meses de funcionamento do fundo, as companhias só doaram 800 000 reais.

 

Foto: Sérgio Castro/AE

 

Foto Abmael Silva/AE

Com reportagem de Camila Antunes, Fábio Portela e Heloisa Joly

 
 
 
 
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