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Cartas
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"A maioria das medidas contra o crime
não envolve grandes investimentos e seria aplicada desde que
houvesse vontade política, seriedade e honestidade."
Cláudio Froes Peña
Porto Alegre, RS |
Combate ao crime
A segurança pública
constitui-se hoje numa das maiores demandas deste país. O
combate à violência passa, necessariamente, pela implementação
de políticas públicas sérias, com oportunidades
de trabalho e renda, escolas, saúde e lazer. Ao ler a reportagem
"Depois de brincar de referendo... é hora de falar sério"
(26 de outubro), pude constatar que, das sete ações
testadas e aprovadas, cinco já são uma realidade em
Santa Catarina, com destaque para a Polícia Comunitária,
o projeto Escola Aberta e o fechamento de bares em horários
determinados pela autoridade policial, todos sendo desenvolvidos
com êxito no estado, como parte integrante do Plano Estadual
de Segurança Pública.
Ronaldo José Benedet
Secretário de Estado da Segurança Pública e
Defesa do Cidadão
Florianópolis, SC
Ao assumir uma postura clara
de defesa ao NÃO no referendo, VEJA exerceu o direito que
todo meio de comunicação livre tem em uma sociedade
democrática. Ao propor "7 soluções testadas
e aprovadas contra o crime", VEJA cumpriu com a responsabilidade
que todo meio de comunicação sério tem na construção
da sociedade. Passado o referendo, cabe, às autoridades constituídas
em primeiro plano e aos cidadãos logo em seguida, aplicar
essas sete soluções ou buscar outras, para minimizar
nossa sensação de insegurança e nossa impotência
diante do crime.
José Augusto Hey
Curitiba, PR
Venceu o NÃO! Certamente
a revista VEJA contribuiu para a formação da opinião
pública acerca desse inexplicável referendo. E, mais
uma vez, delineando apenas sete soluções testadas
e aprovadas contra o crime, mostra que o que precisa diminuir não
é o número de armas, e sim a ausência do Estado.
Deixar de punir criminosos é punir cidadãos de bem.
Pedro Paulo Fuchs de Araújo
São Paulo, SP
A credibilidade de VEJA e a confiabilidade
em suas informações exercem sempre em seus leitores
o ânimo necessário para a formação de
opiniões e a tomada de decisões corretas. Isso certamente
contribuiu para a vitória esmagadora do NÃO.
Haroldo Ribeiro Nogueira
Divinópolis, MG
Raramente leio algo a respeito
da questão prisional. A revista enfoca o assunto com muita
responsabilidade. É uma pena que o nosso exemplo de prisão
industrial terceirizada, mais do que testado, que funciona há
anos em Guarapuava (PR), implantado no governo Jaime Lerner, idealizador
do projeto, não seja estendido para todo o país.
José Tavares
Ex-secretário de Segurança e Justiça do Paraná
Por e-mail
VEJA apresentou como uma das
soluções contra o crime a necessidade de "prender
o criminoso e deixá-lo preso". O Supremo Tribunal Federal,
porém, está concedendo habeas corpus a traficantes,
para que eles cumpram apenas um sexto da pena em regime fechado.
O fato é que a maioria esmagadora dos traficantes, muitas
vezes criminosos perigosíssimos, está alcançando
a liberdade com o cumprimento de apenas seis meses de pena (o mínimo
possível previsto em lei). O STF, infelizmente, parece que
vai estender tal entendimento a todos os crimes hediondos.
Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do Ministério Público do
Distrito Federal e Territórios
Brasília, DF
Identificamos a entidade mencionada
na matéria como a Fundação Hélio Augusto
de Souza (Fundhas). Essa entidade, por meio de uma ação
complementar à da escola, atende aproximadamente 8.000 crianças
e adolescentes em situação de risco social, em mais
de vinte unidades regionalizadas no município. A Fundhas
já recebeu vários prêmios pelo seu trabalho,
cujo reflexo na queda da criminalidade foi publicamente reconhecido
por especialistas da área de segurança. Gilberto
Silos
Coordenador do Colegiado Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente
São José dos Campos, SP
A Justiça eficiente exige
seu tripé estatal e constitucional, materializado na Defensoria
Pública, com a qual não apenas se possibilita o julgamento
justo (a ausência de justiça social, sem nenhuma dúvida,
contribui para o aumento da criminalidade) como se previne a ocorrência
do crime e se contribui diretamente para a paz social.
Amelia Soares da Rocha
Defensora pública
Fortaleza, CE
Usar escolas públicas
nos fins de semana para o lazer e a profissionalização
de jovens carentes os deixa sem tempo para conhecer de fato a criminalidade
e oferece esperança de um futuro digno.
Elvira Nunes de Faria Gusmão
Diretora executiva do Centro de Orientação e Encaminhamento
Profissional
Vila Velha, ES
Li e concordo com a maioria dos
aspectos apresentados na matéria "7 soluções
contra o crime", mas pôr nas mãos dos agentes penitenciários
a culpa pela entrada de drogas e celulares é ser no mínimo
simplista. Quem conhece e trabalha no meio sabe que a quase totalidade
de celulares, drogas e armas entra pelas mãos de visitas
e advogados, e nem por isso difamamos toda a categoria de advogados
e todas as visitas.
Eder Marcelo de Matos
Agente penitenciário
Junqueirópolis, SP
Muito interessante a matéria
da capa de VEJA, mas senti falta de uma oitava solução:
o planejamento familiar. É necessário e urgente um
investimento nessa área, pois parte do problema seria atacada
em sua raiz. É inadmissível a quantidade de crianças
que nascem todos os dias simplesmente porque os pais não
se preocupam ou não têm acesso a métodos contraceptivos
nascem sem presente e sem perspectiva de futuro.
Patricia Cafrune
Porto Alegre, RS
Raimundo Fagner
A entrevista com Fagner ("'Comigo,
é no tapa'") lavou minha alma. Nunca consegui entender por
que os artistas brasileiros não estão indo às
ruas protestar contra este governo, altamente corrupto, como faziam
na época da ditadura em prol da democracia.
Maria Cecília Saboya
Recife, PE
É por pessoas transparentes
e por isso dignas como o cantor Raimundo Fagner que ainda se pode
ter esperança. Esperança por exemplo de que a hipocrisia
de muitos formadores de opinião desapareça após
o desabafo desse cearense. A figura de Chico Buarque é de
tamanho respeito que seu posicionamento é capaz de mobilizar
esta nação. Chico, figura ímpar a quem tanto
admiro, decepcionou-me.
Eunice Gomes
Estrela d'Oeste, SP
A entrevista do cantor Fagner
revela que ainda existem seres pensantes no meio artístico
brasileiro. As declarações do músico são
uma bela lição para os enquadrados artistas nacionais
que se escondem sob o manto do politicamente correto e do pensamento
único. Viva Fagner! Viva o homem independente!
Marco Antônio de Souza Vieira Junger
Guanambi, BA
No Brasil, falta coragem. Coragem
ao presidente para assumir que sabia do esquema de corrupção
e dar um basta nisso. Coragem aos artistas que apoiaram a eleição
de Lula para cobrar dele uma postura mais ética e séria
diante do brasileiro. Coragem a nossas lideranças estudantis
para assumir o papel que lhes cabe e que em outros tempos custou
a vida de muitos que lutavam contra a ditadura e por um Brasil melhor.
Coragem ao brasileiro para ir às ruas e exigir punição
dos culpados por tanta corrupção, o verdadeiro flagelo
do Brasil.
Edilson Benedito de Castro
Campinas, SP
Com respostas firmes, Fagner
demonstrou que não nega sua origem de nordestino e, ao mesmo
tempo, revelou surpreendente capacidade de avaliar a situação
política do país, com observações claras
e oportunas. Fagner é a prova viva de que o talento sempre
tem espaço, desde que a busca siga os caminhos certos.
Vereador Genésio Serafim de Lima
Feira de Santana, BA
A entrevista soou como música
para os meus ouvidos! Poderia fazer de suas palavras a letra de
contraponto à monótona e infantil melodia da administração
petista no país.
Romnei Lenon
Porto Alegre, RS
Usando sua popularidade, Fagner
tece comentários pertinentes sobre a classe artística,
que se calou como um bando de cordeirinhos diante da atuação
catastrófica de Lula e de seus asseclas, que tomaram de assalto
o país.
Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
Vila Velha, ES
Nordestino é gente corajosa
que diz o que todo mundo sabe mas não tem peito para dizer.
Discordo, porém, de Fagner quando fala que Lula não
sofreu impeachment porque a direita brasileira ainda não
sabe fazer oposição. Acho que ela sabe, sim, e apenas
está usando de estratégias para se dar bem.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI
A entrevista de Raimundo Fagner
é uma das mais lúcidas e atuais de que já tomei
conhecimento. Faz um mea-culpa por ter apoiado Lula. Faz crítica
sóbria e responsável à filósofa Marilena
Chauí e chama à fala artistas que nos induziram a
votar nesse presidente que está levando o país ao
descrédito.
Quintino Carvalho
Contagem, MG
Fagner tem razão, artistas
formadores de opinião como Fernanda Montenegro e Chico Buarque
precisam expressar publicamente o que estão achando do governo
Lula. Fui petista durante 25 anos e confesso que o PT e Lula foram
as maiores decepções de minha vida.
Regina Avila
Belo Horizonte, MG
Antigamente, quando eu via uma
foto de Chico Buarque, o primeiro sentimento que me invadia era
de uma admiração intensa por um gênio da música
responsável por algumas das maiores emoções
de minha vida. Hoje, a primeira coisa que me vem à cabeça
quando o vejo é que aquele homem é, em grande parte,
responsável pela eleição de Lula, e hoje só
diz estar "triste".
Fárlley Rodrigues
São Paulo, SP
A lúcida entrevista concedida
pelo cantor e compositor Fagner nos remete ao filósofo francês
Denis Diderot (1713-1768), que dizia sabiamente: "Os poetas e os
atores... sentem intensamente e refletem pouco".
Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ
Sobre a entrevista a VEJA (Amarelas,
26 de outubro), do artista Raimundo Fagner, em que ele afirmou que
a campanha Criança Esperança "não se lembra
de crianças cearenses", esclarecemos que em vinte anos a
campanha, um projeto da Rede Globo em parceria com a Unesco, já
apoiou técnica e financeiramente mais de 4.800 projetos sociais
em todo o país e beneficiou mais de 4 milhões de crianças
e jovens brasileiros. Ao contrário do que foi dito, a campanha
está presente de forma expressiva no Ceará. Nos últimos
cinco anos, foram catorze projetos sociais apoiados e 760.650 crianças
e jovens beneficiados no estado por iniciativas com o propósito
de combater o trabalho infantil, reduzir índices de desnutrição
e mortalidade e promover inserção social por meio
de atividades esportivas e culturais. Também diferentemente
do que alegou, Fagner não só foi convidado como ajudou
na arrecadação de fundos para a campanha Criança
Esperança. Em 2001, o cantor participou de um jogo de futebol
no Maracanã com o piloto de F-1 Michael Schumacher, atletas,
artistas e o elenco da Rede Globo.
Luis Erlanger
Diretor da Central Globo de Comunicação
Rio de Janeiro, RJ
Política externa
Dia desses, ao abrir a agenda,
deparei com este pensamento: "Somos tão presunçosos
que desejaríamos ser conhecidos em todo o mundo... E tão
vaidosos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam nos
alegra e nos satisfaz" (Blaise Pascal). Quando Pascal escreveu esse
adágio, certamente não poderia imaginar que tal pudesse
servir na medida para definir a política externa do governo
Lula ("Resultado que é bom...", 26 de outubro).
Rubens Muniz Ferraz
São Paulo, SP
Caso Celso Daniel
A propósito da matéria
"5 mistérios e uma certeza" (19 de outubro), sobre o caso
Celso Daniel, e sobre as referências à atuação
do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), apostas
no fim da matéria, cabe, por oportuno, esclarecer: 1) O CDDPH
constituiu, há cerca de oito meses, comissão especial
para acompanhar os desdobramentos do assassinato de Antônio
da Costa Santos, o Toninho do PT, então prefeito de Campinas.
Após desenvolver várias atividades nesse sentido,
ela apresentou ao Conselho, no último setembro, relatório
em que constam menções a depoimentos tomados nas investigações
do homicídio do prefeito Celso Daniel, além de sugestões
e recomendações ao Conselho; 2) Ao apreciar e aprovar
o relatório da comissão especial, o CDDPH deliberou
pela continuidade ao acompanhamento do caso Toninho do PT. E, levando
em conta as referências ao caso Toninho do PT contidas nas
investigações do caso Celso Daniel, o Conselho deliberou
pelo acompanhamento também desse caso.
Humberto Espínola, José Edísio Simões
Couto e Paulo Galvão
CDDPH, Secretaria de Direitos Humanos Presidência da República
Brasília, DF
Sergio Gomes da Silva foi colocado
em liberdade graças a uma liminar concedida em período
de recesso do STF, por seu presidente, o ministro Nelson Jobim,
com a afirmação de que ele "sempre colaborou com a
instrução criminal e demais investigações".
Sergio não foi considerado inocente, porque a prova não
foi sequer debatida. Foi apenas beneficiado com a liberdade para
aguardar o julgamento do processo, em que ele ainda é considerado
mandante do crime. Sergio Gomes está sendo processado apenas
pela participação, na condição de mandante,
no assassinato de Celso Daniel. Assim, por óbvio, nenhuma
prova relacionada aos outros sete homicídios ligados ao fato
principal haveria de ser considerada, sobretudo em sede de concessão
de medida liminar.
Amaro José Thomé Filho, Roberto Wider Filho, José
Reinaldo Guimarães Carneiro, Adriana Ribeiro Soares de Morais
Promotores de Justiça
Por e-mail
Política externa 2
Informamos que o intercâmbio
do Brasil com os países em desenvolvimento aumentou amplamente
nestes últimos dois anos e meio. Em 2004, as exportações
cresceram 54,5% para a América do Sul, 48,4% para a África
e 46,2% para os países árabes, mostrando que a política
externa apresenta resultados concretos para o empresariado nacional.
A África, se excluídas as compras de petróleo,
foi responsável por mais de 10% do saldo comercial do Brasil
no ano passado. De janeiro a setembro de 2005, os países
em desenvolvimento receberam 52,9% das exportações
brasileiras, contra 42,9% em 2002. Os sul-americanos, que representavam
13,8% do nosso comércio em 2003, hoje são 17,8%. As
exportações para a Argentina bateram recorde em 2004
de 7,3 bilhões de dólares. O saldo em favor do Brasil
no comércio com os EUA passou de 5 bilhões de dólares
em 2002 para quase 9 bilhões em 2004. Na eleição
para a presidência do BID, o candidato brasileiro obteve 85%
do capital votante dos países da América do Sul, incluindo
Argentina, Venezuela e Chile. O reconhecimento da China como economia
de mercado nada teve a ver com o pleito brasileiro a um assento
permanente no Conselho de Segurança da ONU. O reconhecimento
não tem nenhuma relação com a faculdade de
aplicar salvaguardas. Os vôos tripulados americanos foram
suspensos, o que impediria o tenente-coronel Marcos Pontes de ir
ao espaço pelo acordo com a Nasa.
Ricardo Neiva Tavares
Assessoria de imprensa do gabinete do Ministério das Relações
Exteriores
Brasília, DF
Radar
Esclarecemos que não houve
reforma do gabinete do presidente Lula. O único serviço
realizado foi a alteração dos pontos de iluminação,
solicitado pelo presidente, e não "por ordem de dona Marisa".
Com os ajustes na iluminação, foi necessário
recuperar o forro de gesso, mas não houve substituição
de carpete ou persianas. Não é verdadeira a afirmação
de que o presidente transferiu sua agenda para o Itamaraty, durante
três dias, em virtude dessas obras. Quanto à manutenção
da Granja do Torto, foram substituídos carpetes dos quartos
e da sala. A troca foi uma iniciativa da Administração,
e não uma exigência da primeira-dama. Já os
serviços executados nos jardins se limitaram à manutenção
e à conservação do local. Por último,
a restauração do Palácio da Alvorada foi uma
decisão do presidente Lula, apoiada por dona Marisa.
André Singer
Secretário de imprensa e porta-voz da Presidência da
República
Brasília, DF
Eu gostaria de manifestar minha
estranheza com a nota "Faca no pescoço". A presidência
do colegiado não tem o poder de arquivar as representações.
O presidente do conselho só vota em caso de empate na votação.
A indicação do senhor Fernando Cunha para a diretoria
de operações e logística da BR Distribuidora
foi feita pela bancada do PTB de São Paulo, e não
por minha pessoa.
Deputado federal Ricardo Izar
Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar
Brasília, DF
Não é nem nunca
foi do meu feitio ameaçar ninguém. Muito menos o deputado
Ricardo Izar, a quem conheço e respeito, que vem demonstrando
toda coragem à frente da árdua missão de presidir
o Conselho de Ética neste momento tão difícil.
Muito menos montaria dossiês ainda mais de uma pessoa,
o diretor de operações e logística da BR Distribuidora,
que não conheço.
Deputado federal Vadão Gomes
Brasília, DF
Acerca da suposta indicação
citada na nota "Do PT para a PT", há aproximadamente dois
meses foi divulgado na imprensa que o ministro das Comunicações
externou intenção de indicar para o Conselho Diretor
da Anatel um técnico da própria agência e citou
como exemplos o nome do atual procurador-geral e o meu. Não
houve convite nem sondagem para o referido cargo. Nunca tive e não
tenho contato com a ministra-chefe da Casa Civil nem com nenhum
emissário seu, no sentido de ser indicado para algum cargo.
Nego qualquer relação de interesse com a empresa Portugal
Telecom que justifique o apoio à suposta indicação.
Jarbas José Valente
Brasília, DF
CORREÇÃO: Na
edição VEJA O Melhor de Goiânia,
de novembro de 2005, o telefone correto do restaurante Obelisque
é 3233-3546.
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A ARENA DA BAIXADA
E A COPA
Torcedores do Atlético
Paranaense queixaram-se da afirmação,
na reportagem "E quando chegar a nossa vez?" (VEJA,
26 de outubro), de que nenhum estádio de futebol
brasileiro preenche os requisitos da Fifa para uma Copa
do Mundo. "É uma pena que vocês não
conheçam a Arena da Baixada, estádio do
Atlético", afirmou Jean Pierre Wasem, por e-mail.
"A Arena é o estádio mais moderno do Brasil,
com câmeras, estacionamento, conforto, banheiros
limpos e saídas bem distribuídas", escreveu
Rafael Diego, de Curitiba. Inaugurado em 1999, o estádio
é de fato o mais moderno do país, mas
não poderia ser usado em uma Copa, segundo os
critérios da Fifa. Comporta menos de 40 000 espectadores
(são 25 438 assentos, segundo o site oficial
do clube).
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PRÊMIO BRAVO!
PRIME DE CULTURA
A nota sobre a entrega
do 1º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, publicada
na seção Datas (16 de outubro), omitiu
a participação da CPFL Energia como co-patrocinadora
do evento. A CPFL Energia considera o investimento em
cultura um dos pilares da responsabilidade corporativa,
mantendo em sua sede, em Campinas (SP), o Espaço
Cultural, que desde sua inauguração, em
2003, tem possibilitado acesso à cultura, de
maneira ampla e irrestrita. Com uma programação
que inclui palestras, conferências, concertos,
filmes, apresentações teatrais, mostras
de artes plásticas, festivais de dança
e oficinas de literatura, o Espaço, patrocinado
integralmente pela CPFL Energia, produz mais de 170
eventos por ano e atraiu em 2004 um público de
67 000 pessoas. Grupo que atua na geração,
comercialização e distribuição
de energia elétrica nos estados de São
Paulo e Rio Grande do Sul, a CPFL Energia deu seu apoio
ao Prêmio Bravo!, acreditando que este se alinha
à política da empresa de incentivo à
cultura. A participação da CPFL no evento,
patrocinando especificamente a premiação
da Personalidade Cultural do Ano, demonstra a crença
do grupo em iniciativas de apoio à cultura como
essa da Editora Abril.
Augusto Luis Rodrigues
Diretor de comunicação empresarial
e relações institucionais da CPFL
Campinas, SP
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