Edição 1929 . 2 de novembro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"A maioria das medidas contra o crime não envolve grandes investimentos e seria aplicada desde que houvesse vontade política, seriedade e honestidade."
Cláudio Froes Peña
Porto Alegre, RS

Combate ao crime

A segurança pública constitui-se hoje numa das maiores demandas deste país. O combate à violência passa, necessariamente, pela implementação de políticas públicas sérias, com oportunidades de trabalho e renda, escolas, saúde e lazer. Ao ler a reportagem "Depois de brincar de referendo... é hora de falar sério" (26 de outubro), pude constatar que, das sete ações testadas e aprovadas, cinco já são uma realidade em Santa Catarina, com destaque para a Polícia Comunitária, o projeto Escola Aberta e o fechamento de bares em horários determinados pela autoridade policial, todos sendo desenvolvidos com êxito no estado, como parte integrante do Plano Estadual de Segurança Pública.
Ronaldo José Benedet
Secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão
Florianópolis, SC

Ao assumir uma postura clara de defesa ao NÃO no referendo, VEJA exerceu o direito que todo meio de comunicação livre tem em uma sociedade democrática. Ao propor "7 soluções testadas e aprovadas contra o crime", VEJA cumpriu com a responsabilidade que todo meio de comunicação sério tem na construção da sociedade. Passado o referendo, cabe, às autoridades constituídas em primeiro plano e aos cidadãos logo em seguida, aplicar essas sete soluções ou buscar outras, para minimizar nossa sensação de insegurança e nossa impotência diante do crime.
José Augusto Hey
Curitiba, PR

Venceu o NÃO! Certamente a revista VEJA contribuiu para a formação da opinião pública acerca desse inexplicável referendo. E, mais uma vez, delineando apenas sete soluções testadas e aprovadas contra o crime, mostra que o que precisa diminuir não é o número de armas, e sim a ausência do Estado. Deixar de punir criminosos é punir cidadãos de bem.
Pedro Paulo Fuchs de Araújo
São Paulo, SP

A credibilidade de VEJA e a confiabilidade em suas informações exercem sempre em seus leitores o ânimo necessário para a formação de opiniões e a tomada de decisões corretas. Isso certamente contribuiu para a vitória esmagadora do NÃO.
Haroldo Ribeiro Nogueira
Divinópolis, MG

Raramente leio algo a respeito da questão prisional. A revista enfoca o assunto com muita responsabilidade. É uma pena que o nosso exemplo de prisão industrial terceirizada, mais do que testado, que funciona há anos em Guarapuava (PR), implantado no governo Jaime Lerner, idealizador do projeto, não seja estendido para todo o país.
José Tavares
Ex-secretário de Segurança e Justiça do Paraná
Por e-mail

VEJA apresentou como uma das soluções contra o crime a necessidade de "prender o criminoso e deixá-lo preso". O Supremo Tribunal Federal, porém, está concedendo habeas corpus a traficantes, para que eles cumpram apenas um sexto da pena em regime fechado. O fato é que a maioria esmagadora dos traficantes, muitas vezes criminosos perigosíssimos, está alcançando a liberdade com o cumprimento de apenas seis meses de pena (o mínimo possível previsto em lei). O STF, infelizmente, parece que vai estender tal entendimento a todos os crimes hediondos.
Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
Brasília, DF

Identificamos a entidade mencionada na matéria como a Fundação Hélio Augusto de Souza (Fundhas). Essa entidade, por meio de uma ação complementar à da escola, atende aproximadamente 8.000 crianças e adolescentes em situação de risco social, em mais de vinte unidades regionalizadas no município. A Fundhas já recebeu vários prêmios pelo seu trabalho, cujo reflexo na queda da criminalidade foi publicamente reconhecido por especialistas da área de segurança. Gilberto Silos
Coordenador do Colegiado Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
São José dos Campos, SP

A Justiça eficiente exige seu tripé estatal e constitucional, materializado na Defensoria Pública, com a qual não apenas se possibilita o julgamento justo (a ausência de justiça social, sem nenhuma dúvida, contribui para o aumento da criminalidade) como se previne a ocorrência do crime e se contribui diretamente para a paz social.
Amelia Soares da Rocha
Defensora pública
Fortaleza, CE

Usar escolas públicas nos fins de semana para o lazer e a profissionalização de jovens carentes os deixa sem tempo para conhecer de fato a criminalidade e oferece esperança de um futuro digno.
Elvira Nunes de Faria Gusmão
Diretora executiva do Centro de Orientação e Encaminhamento Profissional
Vila Velha, ES

Li e concordo com a maioria dos aspectos apresentados na matéria "7 soluções contra o crime", mas pôr nas mãos dos agentes penitenciários a culpa pela entrada de drogas e celulares é ser no mínimo simplista. Quem conhece e trabalha no meio sabe que a quase totalidade de celulares, drogas e armas entra pelas mãos de visitas e advogados, e nem por isso difamamos toda a categoria de advogados e todas as visitas.
Eder Marcelo de Matos
Agente penitenciário
Junqueirópolis, SP

Muito interessante a matéria da capa de VEJA, mas senti falta de uma oitava solução: o planejamento familiar. É necessário e urgente um investimento nessa área, pois parte do problema seria atacada em sua raiz. É inadmissível a quantidade de crianças que nascem todos os dias simplesmente porque os pais não se preocupam ou não têm acesso a métodos contraceptivos – nascem sem presente e sem perspectiva de futuro.
Patricia Cafrune
Porto Alegre, RS

 

Raimundo Fagner

A entrevista com Fagner ("'Comigo, é no tapa'") lavou minha alma. Nunca consegui entender por que os artistas brasileiros não estão indo às ruas protestar contra este governo, altamente corrupto, como faziam na época da ditadura em prol da democracia.
Maria Cecília Saboya
Recife, PE

É por pessoas transparentes e por isso dignas como o cantor Raimundo Fagner que ainda se pode ter esperança. Esperança por exemplo de que a hipocrisia de muitos formadores de opinião desapareça após o desabafo desse cearense. A figura de Chico Buarque é de tamanho respeito que seu posicionamento é capaz de mobilizar esta nação. Chico, figura ímpar a quem tanto admiro, decepcionou-me.
Eunice Gomes
Estrela d'Oeste, SP

A entrevista do cantor Fagner revela que ainda existem seres pensantes no meio artístico brasileiro. As declarações do músico são uma bela lição para os enquadrados artistas nacionais que se escondem sob o manto do politicamente correto e do pensamento único. Viva Fagner! Viva o homem independente!
Marco Antônio de Souza Vieira Junger
Guanambi, BA

No Brasil, falta coragem. Coragem ao presidente para assumir que sabia do esquema de corrupção e dar um basta nisso. Coragem aos artistas que apoiaram a eleição de Lula para cobrar dele uma postura mais ética e séria diante do brasileiro. Coragem a nossas lideranças estudantis para assumir o papel que lhes cabe e que em outros tempos custou a vida de muitos que lutavam contra a ditadura e por um Brasil melhor. Coragem ao brasileiro para ir às ruas e exigir punição dos culpados por tanta corrupção, o verdadeiro flagelo do Brasil.
Edilson Benedito de Castro
Campinas, SP

Com respostas firmes, Fagner demonstrou que não nega sua origem de nordestino e, ao mesmo tempo, revelou surpreendente capacidade de avaliar a situação política do país, com observações claras e oportunas. Fagner é a prova viva de que o talento sempre tem espaço, desde que a busca siga os caminhos certos.
Vereador Genésio Serafim de Lima
Feira de Santana, BA

A entrevista soou como música para os meus ouvidos! Poderia fazer de suas palavras a letra de contraponto à monótona e infantil melodia da administração petista no país.
Romnei Lenon
Porto Alegre, RS

Usando sua popularidade, Fagner tece comentários pertinentes sobre a classe artística, que se calou como um bando de cordeirinhos diante da atuação catastrófica de Lula e de seus asseclas, que tomaram de assalto o país.
Domingos Fernando Ribeiro de Rezende
Vila Velha, ES

Nordestino é gente corajosa que diz o que todo mundo sabe mas não tem peito para dizer. Discordo, porém, de Fagner quando fala que Lula não sofreu impeachment porque a direita brasileira ainda não sabe fazer oposição. Acho que ela sabe, sim, e apenas está usando de estratégias para se dar bem.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

A entrevista de Raimundo Fagner é uma das mais lúcidas e atuais de que já tomei conhecimento. Faz um mea-culpa por ter apoiado Lula. Faz crítica sóbria e responsável à filósofa Marilena Chauí e chama à fala artistas que nos induziram a votar nesse presidente que está levando o país ao descrédito.
Quintino Carvalho
Contagem, MG

Fagner tem razão, artistas formadores de opinião como Fernanda Montenegro e Chico Buarque precisam expressar publicamente o que estão achando do governo Lula. Fui petista durante 25 anos e confesso que o PT e Lula foram as maiores decepções de minha vida.
Regina Avila
Belo Horizonte, MG

Antigamente, quando eu via uma foto de Chico Buarque, o primeiro sentimento que me invadia era de uma admiração intensa por um gênio da música responsável por algumas das maiores emoções de minha vida. Hoje, a primeira coisa que me vem à cabeça quando o vejo é que aquele homem é, em grande parte, responsável pela eleição de Lula, e hoje só diz estar "triste".
Fárlley Rodrigues
São Paulo, SP

A lúcida entrevista concedida pelo cantor e compositor Fagner nos remete ao filósofo francês Denis Diderot (1713-1768), que dizia sabiamente: "Os poetas e os atores... sentem intensamente e refletem pouco".
Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ

Sobre a entrevista a VEJA (Amarelas, 26 de outubro), do artista Raimundo Fagner, em que ele afirmou que a campanha Criança Esperança "não se lembra de crianças cearenses", esclarecemos que em vinte anos a campanha, um projeto da Rede Globo em parceria com a Unesco, já apoiou técnica e financeiramente mais de 4.800 projetos sociais em todo o país e beneficiou mais de 4 milhões de crianças e jovens brasileiros. Ao contrário do que foi dito, a campanha está presente de forma expressiva no Ceará. Nos últimos cinco anos, foram catorze projetos sociais apoiados e 760.650 crianças e jovens beneficiados no estado por iniciativas com o propósito de combater o trabalho infantil, reduzir índices de desnutrição e mortalidade e promover inserção social por meio de atividades esportivas e culturais. Também diferentemente do que alegou, Fagner não só foi convidado como ajudou na arrecadação de fundos para a campanha Criança Esperança. Em 2001, o cantor participou de um jogo de futebol no Maracanã com o piloto de F-1 Michael Schumacher, atletas, artistas e o elenco da Rede Globo.
Luis Erlanger
Diretor da Central Globo de Comunicação
Rio de Janeiro, RJ

 

Política externa

Dia desses, ao abrir a agenda, deparei com este pensamento: "Somos tão presunçosos que desejaríamos ser conhecidos em todo o mundo... E tão vaidosos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam nos alegra e nos satisfaz" (Blaise Pascal). Quando Pascal escreveu esse adágio, certamente não poderia imaginar que tal pudesse servir na medida para definir a política externa do governo Lula ("Resultado que é bom...", 26 de outubro).
Rubens Muniz Ferraz
São Paulo, SP

 

Caso Celso Daniel

A propósito da matéria "5 mistérios e uma certeza" (19 de outubro), sobre o caso Celso Daniel, e sobre as referências à atuação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), apostas no fim da matéria, cabe, por oportuno, esclarecer: 1) O CDDPH constituiu, há cerca de oito meses, comissão especial para acompanhar os desdobramentos do assassinato de Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, então prefeito de Campinas. Após desenvolver várias atividades nesse sentido, ela apresentou ao Conselho, no último setembro, relatório em que constam menções a depoimentos tomados nas investigações do homicídio do prefeito Celso Daniel, além de sugestões e recomendações ao Conselho; 2) Ao apreciar e aprovar o relatório da comissão especial, o CDDPH deliberou pela continuidade ao acompanhamento do caso Toninho do PT. E, levando em conta as referências ao caso Toninho do PT contidas nas investigações do caso Celso Daniel, o Conselho deliberou pelo acompanhamento também desse caso.
Humberto Espínola, José Edísio Simões Couto e Paulo Galvão
CDDPH, Secretaria de Direitos Humanos Presidência da República
Brasília, DF

Sergio Gomes da Silva foi colocado em liberdade graças a uma liminar concedida em período de recesso do STF, por seu presidente, o ministro Nelson Jobim, com a afirmação de que ele "sempre colaborou com a instrução criminal e demais investigações". Sergio não foi considerado inocente, porque a prova não foi sequer debatida. Foi apenas beneficiado com a liberdade para aguardar o julgamento do processo, em que ele ainda é considerado mandante do crime. Sergio Gomes está sendo processado apenas pela participação, na condição de mandante, no assassinato de Celso Daniel. Assim, por óbvio, nenhuma prova relacionada aos outros sete homicídios ligados ao fato principal haveria de ser considerada, sobretudo em sede de concessão de medida liminar.
Amaro José Thomé Filho, Roberto Wider Filho, José Reinaldo Guimarães Carneiro, Adriana Ribeiro Soares de Morais
Promotores de Justiça
Por e-mail

 

Política externa 2

Informamos que o intercâmbio do Brasil com os países em desenvolvimento aumentou amplamente nestes últimos dois anos e meio. Em 2004, as exportações cresceram 54,5% para a América do Sul, 48,4% para a África e 46,2% para os países árabes, mostrando que a política externa apresenta resultados concretos para o empresariado nacional. A África, se excluídas as compras de petróleo, foi responsável por mais de 10% do saldo comercial do Brasil no ano passado. De janeiro a setembro de 2005, os países em desenvolvimento receberam 52,9% das exportações brasileiras, contra 42,9% em 2002. Os sul-americanos, que representavam 13,8% do nosso comércio em 2003, hoje são 17,8%. As exportações para a Argentina bateram recorde em 2004 de 7,3 bilhões de dólares. O saldo em favor do Brasil no comércio com os EUA passou de 5 bilhões de dólares em 2002 para quase 9 bilhões em 2004. Na eleição para a presidência do BID, o candidato brasileiro obteve 85% do capital votante dos países da América do Sul, incluindo Argentina, Venezuela e Chile. O reconhecimento da China como economia de mercado nada teve a ver com o pleito brasileiro a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O reconhecimento não tem nenhuma relação com a faculdade de aplicar salvaguardas. Os vôos tripulados americanos foram suspensos, o que impediria o tenente-coronel Marcos Pontes de ir ao espaço pelo acordo com a Nasa.
Ricardo Neiva Tavares
Assessoria de imprensa do gabinete do Ministério das Relações Exteriores
Brasília, DF

 

Radar

Esclarecemos que não houve reforma do gabinete do presidente Lula. O único serviço realizado foi a alteração dos pontos de iluminação, solicitado pelo presidente, e não "por ordem de dona Marisa". Com os ajustes na iluminação, foi necessário recuperar o forro de gesso, mas não houve substituição de carpete ou persianas. Não é verdadeira a afirmação de que o presidente transferiu sua agenda para o Itamaraty, durante três dias, em virtude dessas obras. Quanto à manutenção da Granja do Torto, foram substituídos carpetes dos quartos e da sala. A troca foi uma iniciativa da Administração, e não uma exigência da primeira-dama. Já os serviços executados nos jardins se limitaram à manutenção e à conservação do local. Por último, a restauração do Palácio da Alvorada foi uma decisão do presidente Lula, apoiada por dona Marisa.
André Singer
Secretário de imprensa e porta-voz da Presidência da República
Brasília, DF

Eu gostaria de manifestar minha estranheza com a nota "Faca no pescoço". A presidência do colegiado não tem o poder de arquivar as representações. O presidente do conselho só vota em caso de empate na votação. A indicação do senhor Fernando Cunha para a diretoria de operações e logística da BR Distribuidora foi feita pela bancada do PTB de São Paulo, e não por minha pessoa.
Deputado federal Ricardo Izar
Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar
Brasília, DF

Não é nem nunca foi do meu feitio ameaçar ninguém. Muito menos o deputado Ricardo Izar, a quem conheço e respeito, que vem demonstrando toda coragem à frente da árdua missão de presidir o Conselho de Ética neste momento tão difícil. Muito menos montaria dossiês – ainda mais de uma pessoa, o diretor de operações e logística da BR Distribuidora, que não conheço.
Deputado federal Vadão Gomes
Brasília, DF

Acerca da suposta indicação citada na nota "Do PT para a PT", há aproximadamente dois meses foi divulgado na imprensa que o ministro das Comunicações externou intenção de indicar para o Conselho Diretor da Anatel um técnico da própria agência e citou como exemplos o nome do atual procurador-geral e o meu. Não houve convite nem sondagem para o referido cargo. Nunca tive e não tenho contato com a ministra-chefe da Casa Civil nem com nenhum emissário seu, no sentido de ser indicado para algum cargo. Nego qualquer relação de interesse com a empresa Portugal Telecom que justifique o apoio à suposta indicação.
Jarbas José Valente
Brasília, DF

CORREÇÃO: Na edição VEJAO Melhor de Goiânia, de novembro de 2005, o telefone correto do restaurante Obelisque é 3233-3546.

 

A ARENA DA BAIXADA E A COPA


Torcedores do Atlético Paranaense queixaram-se da afirmação, na reportagem "E quando chegar a nossa vez?" (VEJA, 26 de outubro), de que nenhum estádio de futebol brasileiro preenche os requisitos da Fifa para uma Copa do Mundo. "É uma pena que vocês não conheçam a Arena da Baixada, estádio do Atlético", afirmou Jean Pierre Wasem, por e-mail. "A Arena é o estádio mais moderno do Brasil, com câmeras, estacionamento, conforto, banheiros limpos e saídas bem distribuídas", escreveu Rafael Diego, de Curitiba. Inaugurado em 1999, o estádio é de fato o mais moderno do país, mas não poderia ser usado em uma Copa, segundo os critérios da Fifa. Comporta menos de 40 000 espectadores (são 25 438 assentos, segundo o site oficial do clube).

 

PRÊMIO BRAVO! PRIME DE CULTURA

A nota sobre a entrega do 1º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, publicada na seção Datas (16 de outubro), omitiu a participação da CPFL Energia como co-patrocinadora do evento. A CPFL Energia considera o investimento em cultura um dos pilares da responsabilidade corporativa, mantendo em sua sede, em Campinas (SP), o Espaço Cultural, que desde sua inauguração, em 2003, tem possibilitado acesso à cultura, de maneira ampla e irrestrita. Com uma programação que inclui palestras, conferências, concertos, filmes, apresentações teatrais, mostras de artes plásticas, festivais de dança e oficinas de literatura, o Espaço, patrocinado integralmente pela CPFL Energia, produz mais de 170 eventos por ano e atraiu em 2004 um público de 67 000 pessoas. Grupo que atua na geração, comercialização e distribuição de energia elétrica nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, a CPFL Energia deu seu apoio ao Prêmio Bravo!, acreditando que este se alinha à política da empresa de incentivo à cultura. A participação da CPFL no evento, patrocinando especificamente a premiação da Personalidade Cultural do Ano, demonstra a crença do grupo em iniciativas de apoio à cultura como essa da Editora Abril.

Augusto Luis Rodrigues
Diretor de comunicação empresarial e relações institucionais da CPFL
Campinas, SP

 
 
 
 
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