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O
Além é aqui
Não parece, mas A Última
Profecia
tem algo de real
Isabela
Boscov
AP Photos/Screen Gens. Melissa Moseley
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| Gere:
criaturas aladas e vozes ao telefone |

Veja também |
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Um
repórter do Washington Post (Richard Gere) perde a mulher
depois de um acidente em que, ao volante, ela se assusta com uma espécie
de visão. Antes de morrer, ela desenha uma enorme criatura alada
e de olhos vermelhos. Dois anos depois, o viúvo está a caminho
de uma cidade quando, sem saber como, vai dar em outra totalmente diferente
a pequena Point Pleasant, na Virgínia Ocidental. Descobre
que muitos dos moradores têm tido experiências inexplicáveis
e visões semelhantes à de sua mulher. Não pode ser
alucinação, pondera a xerife (Laura Linney), já que
se trata de gente normal e sensata. Logo o repórter está
recebendo comunicados apavorantes pelo telefone, com predições
sobre desastres. As mensagens, porém, parecem visar tanto a alertar
quanto a provocar o caos e culminam num acidente que deixa dezenas
de mortos. O mais curioso em A Última Profecia (The
Mothman Prophecies, Estados Unidos, 2002), que estréia nesta
sexta-feira no país, não é o filme em si. É
o fato de que, à parte alguns detalhes, a verdadeira Point Pleasant
viveu essas ocorrências durante treze meses, entre 1966 e 1967,
e de que elas foram acompanhadas por um jornalista. O diretor Mark Pellington
não mostra o mesmo sangue-frio de seu filme anterior, O Suspeito
da Rua Arlington, e tenta explicar o que não devia. Mas continua
hábil em construir situações que estão sutilmente
fora de esquadro. Com menos conversa e um ator menos mecânico do
que Gere, seria um filmão.
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