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Edição 1 771 - 2 de outubro de 2002
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ANIMAIS

Bichos na clandestinidade

 
Fotos Luis Gomes

Criar animais silvestres em casa é proibido por lei. A multa é de 500 reais, mas pode chegar a 5 500 reais se o bicho estiver na lista das espécies ameaçadas de extinção. O Ibama estuda a alternativa de criar a figura do fiel depositário. A intenção é formalizar a obrigação legal do proprietário de cuidar adequadamente do animal. Enquanto isso não acontece, o ambientalista Dener Giovanini, coordenador da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, recomenda aos proprietários que se informem com especialistas sobre a alimentação mais adequada e os cuidados de que os bichos necessitam. Para quem deseja ter um animal silvestre no quintal, a única saída é procurar um criador autorizado pelo Ibama. Já existem no país dezenas de criadouros de aves, como arara, papagaio e canários, e de outras espécies, como jacaré e tartaruga. O objetivo desses estabelecimentos é fornecer animais ao mercado interno, como forma de combater o comércio ilegal. Os preços são mais altos, mas o comprador leva para casa um bicho identificado, com garantias sanitárias e certificado de procedência, o que evita o risco de multa.

Veja também
Dos arquivos de VEJA
Reportagem de 24/10/2001: "A bioladroagem"
Da internet
Rede Nacional de Controle ao Tráfico de Animais
Recriar.com

 

CARRO

Para bloquear seu carro

Sistemas recuperam veículos
e deixam o
seguro mais barato

Desenvolvidos com fins militares e como instrumentos de segurança para o transporte de cargas, os rastreadores e bloqueadores de veículos conquistam cada vez mais espaço a bordo dos carros de passeio. O custo é bem variado, dependendo da tecnologia adotada. Muitos dos sistemas emitem sinais que permitem localizar o automóvel roubado em instantes, mesmo que ele esteja em movimento. As empresas garantem que, com os dispositivos, é possível localizar cerca de 90% dos veículos furtados. Para as companhias que vendem seguro contra furto e roubo de carros, os rastreadores e bloqueadores também se tornaram um bom negócio. O aumento do número de automóveis recuperados reduz os prejuízos com o pagamento de indenização. Isso levou muitas seguradoras a oferecer descontos no preço das apólices aos proprietários de veículos equipados com esse tipo de tecnologia. O motorista que tem rastreador no carro pode economizar até 30% no valor pago anualmente à seguradora. Alguns sistemas são dotados de botão de emergência, para o caso de seqüestro-relâmpago. Também existem opções com sistema de escuta, que permite à central ouvir e gravar conversas no interior do carro. A opção mais barata bloqueia o motor e aciona uma sirene de alerta. As empresas oferecem ainda helicópteros e equipes de pronto atendimento que vão ao encontro do automóvel. Analise no quadro alguns dos serviços oferecidos nessa área, suas características e preços.



Veja também
Dos arquivos de VEJA
Reportagem da edição especial VEJA Sua Segurança, de 13/6/2001: "Vigilante espacial"

 

 
 

VIAGEM

Escritórios para viagem

Muitas coisas podem dar errado em uma viagem de negócios. A reunião se revela infrutífera, o cliente não aprova o produto ou os sócios não chegam a um acordo. Executivos não se assustam com essas possibilidades. O que os mais experientes não toleram, porém, é o maior de todos os contratempos: o extravio da bagagem, com os documentos indispensáveis para o propósito da viagem e a roupa que permitiria sobreviver alguns dias fora de casa. O antídoto para transtornos como esse é uma mala pequena o suficiente para embarcar como bagagem de mão e ao mesmo tempo com espaço para pôr roupas para dois ou três dias e os materiais de trabalho. Além de estar sempre à vista, essa mala, que pode ser carregada a bordo de qualquer avião, economiza tempo de espera na esteira de bagagens. Os modelos que fazem mais sucesso entre os executivos vacinados contra o extravio de malas têm compartimentos para notebook, papéis, canetas e disquetes separados das roupas.

Pelas normas internacionais, aceitas pelo Departamento de Aviação Civil, o peso da bagagem de mão não pode ultrapassar 5 quilos, e a soma das medidas do comprimento, da largura e da altura não deve ser superior a 115 centímetros. Em aviões pequenos ou lotados, quem chega por último corre o risco de ter de despachar a mala mesmo que ela esteja de acordo com a norma. Para esses casos, o viajante mais prevenido sempre tem uma pasta menor, para o laptop, as agendas e os documentos. Os viajantes inveterados Lúcio Rodrigues e Bebel Enge, autores do Manual do Turista Brasileiro, fazem algumas recomendações específicas sobre a bagagem:

Não leve spray, pinça, canivete, tesourinha nem alicate de unha, que são proibidos a bordo.

Prefira roupas de microfibra (no calor) e lã (no inverno), pois elas amassam menos.

Leve sempre creme dental, perfume e xampu nas menores embalagens disponíveis. Isso pode fazer toda a diferença na hora de fechar a mala.

 

Foto Pedro Rubens



Veja também
Trechos do Manual do Turista Brasileiro
Dicas do livro Manual Prático para Organização de Viagens



Editado por Cley Scholz.
Colaboraram Juliana Guarany
e Miguel Vieliczko
   
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