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Edição 1 771 - 2 de outubro de 2002
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"Esta é a capa mais bonita de VEJA. Eu espero, sinceramente, que ela seja profética também."
Anikó Klara Ilona Vrubel
Aracaju, SE

 

Eleições

É infantil imaginar uma mudança tão radical em um socialista há vinte anos convicto. Infelizmente, o povo brasileiro se esquece muito rápido das declarações e das opiniões do "grande estadista" Lula. Mas, como bem indicam as pesquisas, provavelmente vamos ter de engoli-lo nos próximos quatro anos ("O PT está preparado para a Presidência?", 25 de setembro).
Maria Lígia Braga Iervolino
São Paulo, SP

Devemos valorizar e incentivar todos que buscam essa transformação, e com Lula não poderia ser diferente. A experiência adquirida com as derrotas anteriores modificou-o e o transformou no líder mais sensato e realista de hoje.
Alex Sandro Ferreira Bernardes
Aracruz, ES

Em um país que anda em marcha a ré, virar "a direção" para a esquerda é ir ainda mais para a direita.
Wandelson Macário Rangel
Recife, PE

O Lula é como camisinha: "um mal necessário".
Marcelo Ribeiro Gonçalves Costa
Belo Horizonte, MG

O problema nem é tanto com Lula, ou com quem quer que seja o próximo presidente. Sem o apoio do Congresso, ninguém conseguirá governar o país de forma adequada.
Antônio Roberto Szabunia
Joinville, SC

A reportagem citou exemplos de boas e más experiências de administrações do PT. Mas a questão que se levanta é: o Brasil pode dar-se ao luxo de passar por mais uma "experiência"?
Alvaro Antunes
Curitiba, PR

 

José Dirceu

VEJA traçou um perfil perfeito do integrante mais importante do PT, maior até que Lula, essa figura incrível conhecida como Zé Dirceu ("O homem que faz a cabeça de Lula", 25 de setembro). Acima dos marqueteiros, Lula tem uma pessoa respeitada e segura para apoiá-lo, um homem que ama o Brasil acima de tudo e é digno de ter seu sonho realizado: ver a estrela vermelha virar a maior e mais brilhante na constelação do país.
Thiago Hausner de Macêdo
Pedralva, MG

VEJA dissecou muito bem a vida do todo-poderoso José Dirceu. Numa eventual vitória petista, ressurgirá a eminência parda do regime militar general Golbery, agora travestida de vermelho do PT.
José Geraldo Queiroz
Juiz de Fora, MG

Não acredito na "conversão" de José Dirceu à democracia liberal. Ele não aderiu à luta armada nos anos 60 porque fez os cálculos e viu que a empreitada era suicídio, na época. Mas, com um Exército dócil e obediente nas mãos (vide aproximação entre o PT e as Forças Armadas), quem sabe do que seria capaz? Se Lula for eleito, é esperar para ver. Em nome da democracia e da liberdade, tão arduamente reconquistadas em nosso país, espero sinceramente estar enganada.
Susana Lopes de Alexandria
Osasco, SP

Muito emblemático o perfil do senhor José Dirceu. Foi guerrilheiro sem lutar, mudou de cara duas vezes e passou pelo Congresso sem nenhum relevo. Acima de tudo, mostrou como eliminar concorrentes ao dirigir autoritariamente seu partido, com inequívoca demonstração de insana sede de poder. Ele é realmente um "fazedor" de cabeças?
Geraldo A. Mendes
Cuiabá, MT

 

Os presidenciáveis

A edição 1 770 de VEJA é um presente para todos os eleitores. Publicar entrevistas com os quatro principais candidatos à Presidência da República, a menos de duas semanas das eleições, é uma atitude louvável, pois mostra que a imprensa veio ratificar a democracia. A seqüência de entrevistas, uma após a outra, esclarece muito mais as propostas dos candidatos que a propaganda eleitoral gratuita. Com a entrevista escrita, pode-se ler e reler a proposta do candidato, e ele não tem a oportunidade de em uma segunda fala maquiar o que disse! ("VEJA Entrevista – Os quatro presidenciáveis", 25 de setembro)
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG

VEJA presta um grande serviço ao eleitor brasileiro ao publicar entrevistas com os quatro principais concorrentes ao cargo máximo do Poder Executivo no Brasil. Achei pertinente a pergunta feita aos quatro candidatos que relaciona o "papel" de presidente com os símbolos da pátria, destacando a imagem a ser transmitida aos eleitores. Em verdade, em todas as perguntas feitas aos candidatos foram exploradas as "fragilidades" e as "peculiaridades" de cada um.
Ricardo Pereira de Oliveira
Uberlândia, MG

 

Gilles Lipovetsky

Assim como Gilles Lipovetsky (Amarelas, 25 de setembro), estive observando o vestuário dos candidatos. Pude perceber que, além de bem orientados politicamente, os presidenciáveis desta vez estão mais atentos a outro quesito que pouco tempo atrás não importava: a moda. Definitivamente o vestuário e a aparência estão caminhando lado a lado com a retórica. Serra, por exemplo, aparece chiquérrimo com ternos Ermenegildo Zegna e gravatas Gucci. Lula quase sempre faz alusão às cores da campanha petista. Não é difícil vê-lo com camisa ou gravata vermelhas. Pois é, quem dera pudéssemos moldar um candidato com as promessas de Lula, o corpo de Ciro, a simpatia de Garotinho e o guarda-roupa de Serra. Seria pedir demais?
Maria Leopoldina
Recife, PE

 

Contexto

No Brasil, como em outros países, o racismo se faz presente. A diferença é que, por exemplo, nos Estados Unidos os direitos dos negros estão assegurados – basta ver o caso de Condoleezza Rice, Colin Powell, Serena e Venus Williams e tantos outros. Aqui, infelizmente, ainda é pequeno o porcentual de negros que estão qualificados para o mercado de trabalho, mas há muitos que, como eu, possuem curso superior, de inglês e outros cursos de atualização e não conseguem ganhar o equivalente ao que recebe um branco no mesmo cargo ("O papel dos negros", Contexto, 25 de setembro).
Joice Saldanha
Alvorada, RS

 

Tecnologia

A reportagem "O desafio digital" (25 de setembro) traz a informação de que "todas as filmadoras vendidas hoje em dia são digitais". Filmadoras digitais são aquelas que armazenam digitalmente imagens em mídias MD ou DAT ou chips de memória, e seus custos ultrapassam 6 000 reais. A maioria das filmadoras comercializadas atualmente, apesar de ter tecnologia digital, grava as informações em fita magnética.
Paulo Onofre Silva de Sousa
Brasília, DF

 

Ambiente

Estou horrorizada com a notícia das morsas que estão sendo mortas por um prazer estúpido de caçadores medíocres que assassinam animais inofensivos que não sabem defender-se ("Com licença para matar", 25 de setembro). O que o homem pensa que está fazendo com nosso mundo? Quanto mais conheço o ser humano, mais gosto do meu gato.
Sheila Garcia
Rio de Janeiro, RJ

 

Polícia

Agora, sim, realmente a força de vontade venceu a crueldade. Parabéns à equipe de policiais do Rio de Janeiro e à governadora Benedita da Silva pelo belo trabalho ("Elias 'tá dominado'", 25 de setembro).
Camila Juliana
Goiânia, GO

 

Eleições II

Qual não foi a minha surpresa ao abrir a revista e ler que a CUT está em silêncio, não está fazendo nada ("Cristãos-novos do capitalismo", 25 de setembro). A CUT nunca esteve com tanta atividade. Fui inúmeras vezes neste ano a Brasília para audiências com o ministro do Trabalho, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, com o Ministério Público e até com o ministro-chefe da Casa Civil para tratar de temas ligados ao desemprego que assola a classe trabalhadora. Tive encontros com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e assinamos acordos inéditos com empresários do setor químico.
João Antonio Felício
Presidente da CUT Nacional
São Paulo, SP

 

Justiça

Brasília está mesmo nas mãos do crime organizado. O Executivo e o Legislativo locais descobriram que grilagem, além de muito dinheiro, dá votos e, melhor ainda, imunidade. A Câmara Legislativa parece ter sido criada com dois únicos objetivos: torrar dinheiro público e destruir o Distrito Federal ("Big Brother Brasília", 25 de setembro).
Maria Helena da Silva
Águas Claras, DF

 

Diogo Mainardi

Sempre achei os artigos de Diogo Mainardi um pouco radicais; entretanto, o publicado na edição 1770 ("No deserto do Senai", 25 de setembro) é extremamente lúcido. Se Lula vencer, provavelmente mandará criar no Senai um curso para formação de ventríloquos, em homenagem aos seus mestres e a si próprio.
Cristina Piazza
Florianópolis, SC

 

Gustavo Franco

Para criar novos empregos é necessário, antes de mais nada, avaliar as carências das micros e pequenas empresas, pois são elas que geram mais empregos e renda para o país. Infelizmente, os índices de mortalidade dessas empresas são alarmantes ("Milhões de empregos", Em foco, 25 de setembro).
Felipe Jose Bagues Rodrigues
Seabra, BA

 

Iraque

Seria insanidade a atitude do presidente Bush, que insiste em invadir o Iraque, desrespeitando a ONU e as demais nações? É relevante o contraste com o governo anterior, no qual o democrata Bill Clinton procurava assinar acordos de paz entre os países, em vez de fazer declarações de guerra ("Recuo de Saddam é pouco para Bush", 25 de setembro).
Talita Angélico dos Santos
Lençóis Paulista, SP

 

Arc

Parabéns, Arc. Você conseguiu mostrar quanto os países desenvolvidos gastam com coisas supérfluas. São gastos dispensáveis que poderiam ser revertidos em favor da qualidade de vida de todos, mas infelizmente são utilizados para fazer guerra. Quem sabe algum dia nos tornaremos "seres civilizados" ("Arc e a guerra contra o Iraque", 25 de setembro).
Juliano Schiavo Sussi
Americana, SP

 

Televisão

Hipocrisia e contradição são os termos cabíveis à direção da Record em relação ao apresentador Amaury Jr. Os apresentadores dessa "democrática" emissora devem saber que "Deus é, antes de mais nada, o grande sedutor". Coitada da Galisteu! Está se perdendo no "paraíso" ("Jihad evangélica", 25 de setembro).
Amarildo Freire
Fortaleza, CE

 

Guia

Achei muito oportuna a reportagem "É possível malhar durante a gravidez" (Guia, 25 de setembro). Faz-se necessária, sim, a liberação médica, mas as orientações quanto aos exercícios físicos são feitas, principalmente, por fisioterapeutas e educadores físicos, salientando que atualmente existe uma área específica em fisioterapia – fisioterapia em ginecologia e obstetrícia – que prepara a gestante para as fases pré, peri e pós-parto.
Jussara de Oliveira
Araraquara, SP

 

Radar

Em referência ao artigo "Vale quanto pesa" (Radar, 25 de setembro), em que é mencionada a expressão "militar vale mais morto do que vivo", julgo oportuno aduzir que a nota permite que se conclua que o autor da frase tão infeliz seria este representante do Ministério Público. Em meu parecer consta a "minha profunda estranheza e repulsa" diante de tal assertiva. Portanto, não comungo com tal afirmação.
Lucas Furtado
Procurador-geral do MP/TCU
Brasília, DF

 

CORREÇÕES: A regulamentação (e não a assinatura) da Lei nº 10438, que trata do setor elétrico, cabe ao Ministério de Minas e Energia (Radar, 25 de setembro). Os fundos off-shore do Banco Opportunity podem ser vendidos a brasileiros. A comercialização das cotas desses fundos no Brasil é que é proibida (Radar, 25 de setembro). O economista Paulo Guedes se referiu à previdência pública, e não à privada, em seu depoimento sobre as chances de uma boa administração do PT ("Cristãos-novos do capitalismo", 25 de setembro).


 

A TERRA DE JOSÉ DIRCEU

Na reportagem "O homem que faz a cabeça de Lula" (25 de setembro), VEJA informou que o deputado federal e presidente do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu, nasceu em "Santa Rita do Passa Quatro, interior de Minas Gerais". Isso incomodou leitores de Passa Quatro, em Minas Gerais, e Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo. Dezenas deles escreveram para a revista lembrando que a cidade natal de José Dirceu é a mineira Passa Quatro, bem próxima à divisa dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com acesso pelo Vale do Paraíba (veja o mapa). Santa Rita do Passa Quatro fica no nordeste paulista e é conhecida, entre outros atrativos, por abrigar um exemplar de jequitibá de mais de 3.000 anos – considerado pelos cientistas a árvore mais antiga do Brasil.



FRAUDE

Na semana passada, vândalos colaram tampões de papel sobre o sinal de interrogação da chamada de capa de VEJA em alguns outdoors de publicidade da revista em São Paulo. A pergunta "O PT está preparado para a Presidência?" virou uma afirmação. Compare, acima, a capa da revista com um dos outdoors danificados.

 

IMPORTANTE É NÃO DESPERDIÇAR

A reportagem "Vai valer mais que petróleo" (18 de setembro) alerta para o fato de que o desperdício, entre outros fatores, ameaça esgotar as reservas de água doce da Terra. Uma foto da vila japonesa de Shirakawago ilustra a reportagem, como um exemplo de gasto desnecessário de água. A legenda da foto dá a entender que se trata de uso de água na irrigação agrícola. O leitor Atsushi Matsuguma, de Petrópolis, no Rio de Janeiro, e a leitora Hanako Tsujimoto, do Japão, contestaram a informação, dizendo que a foto mostra testes de pressão de hidrantes localizados estrategicamente contra eventual incêndio nas antigas casas de fazenda com telhado de palha, que se tornaram patrimônio da humanidade em 1995. "Essas casas existem desde a era feudal do Japão. Sua preservação é realizada com a colaboração de ONGs e voluntários", escreveu Matsuguma. Hanako lembrou que "a tarifa de água encanada no Japão é uma das mais caras do mundo, e o povo japonês não desperdiça nem um balde por causa da conscientização no sentido de evitar qualquer desperdício no uso de recursos naturais".



 
 
   
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