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Home  »  Revistas  »  Edição 2128 / 2 de setembro de 2009


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Panorama

Datas

Morreram

Egberto Nogueira
• o jornalista e escritor Geraldo Mayrink, que integrou a primeira equipe de redação de VEJA, em 1968. Mayrink trabalhou na revista por catorze anos, como editor e repórter especial, destacando-se pela elegância de seu texto e seu conhecimento de assuntos culturais - sobretudo cinema, pelo qual era apaixonado. Em seu último livro, Escuridão ao Meio-Dia (2005), tratou com inteligência e bom humor os dilemas enfrentados pelos homens diante do crescente poder feminino. Dia 27, aos 67 anos, de câncer, em São Paulo.
Geraldo Mayrink
Parte da primeira equipe de VEJA, em 1968

 

• a artista plástica Zélia Ferreira Salgado, uma das pioneiras do abstracionismo no Brasil. Ela decidiu ser artista em 1924, quando tinha apenas 20 anos. Ingressou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e foi colega de classe de Candido Portinari. Em 1936, mudou-se para Paris, onde se aproximou de fauvistas como Othon Friesz. Voltou para o Brasil depois da II Guerra Mundial. Incentivada pelo paisagista Roberto Burle Marx, seu amigo de infância, deixou de lado o desenho e a pintura para se dedicar às esculturas abstratas, que lhe deram fama. Sobre sua longevidade, costumava afirmar: "Não fiz nada, apenas sobrevivi à viagem". Dia 26, aos 104 anos, de edema pulmonar, no Rio de Janeiro.

 

SEG|24|AGO|2009

Anunciada
a internação da atriz Melanie Griffith, de 52 anos, em uma clínica de reabilitação. É a terceira vez que ela passa por esse procedimento - as primeiras foram em 1988 e em 2000. Casada com o ator espanhol Antonio Banderas, Melanie já admitiu diversas vezes abusar do consumo de cocaína, álcool e medicamentos.
Carlos Alvarez/Getty Images
Melanie Griffith
Pela terceira vez, a atriz vai para a rehab

 

TER|25|AGO|2009

Chris Pizzello/AP
Chris Brown
180 dias de trabalho comunitário por espancar Rihanna

Condenado
a cumprir 180 dias de trabalho comunitário e cinco anos de liberdade condicional o cantor americano Chris Brown, de 20 anos. Em fevereiro, ele espancou a namorada, a cantora Rihanna, depois de uma discussão. Além de assistir a palestras sobre violência doméstica, limpar pichações e varrer calçadas, ele terá de manter distância de 100 metros de Rihanna por cinco anos.

 

QUA|26|AGO|2009

Aprovado
pela Câmara dos Deputados o acordo entre Brasil e Vaticano que abre as portas para instituir o ensino religioso opcional nas escolas públicas brasileiras. A proposta tem apoio tanto do presidente Lula quanto do papa Bento XVI e vinha sendo negociada desde 2006. O tratado também ratifica a isenção fiscal e de leis trabalhistas para a Igreja e prevê a manutenção do patrimônio cultural católico com recursos do estado.

Encontrada
a americana Jaycee Lee Dugard, que havia desaparecido de um ponto de ônibus na Califórnia, em 1991, quando tinha 11 anos de idade. Desde então, ela vinha sendo mantida presa em um quintal por Phillip Garrido, de 58 anos. Jaycee Lee sofria abusos sexuais constantes e teve duas filhas com Garrido - que é casado e, segundo a polícia, contou com a cumplicidade de sua mulher. A história foi descoberta quando Garrido chamou a atenção de policiais ao tentar distribuir panfletos religiosos junto com as filhas que teve com Jaycee Lee. Ao ser questionado sobre quem eram os pais das meninas, acabou desmascarado.

 

SEX|28|AGO|2009

Chris Pizzello/AP
Michael Jackson
Segundo a autópsia, "intoxicação aguda" foi a causa de sua morte


Revelado

pela polícia de Los Angeles que Michael Jackson foi vítima de um homicídio. Segundo a autópsia, o cantor morreu devido a uma "intoxicação aguda" causada por uma combinação explosiva de remédios. Conrad Murray, o médico que recebia 150 000 dólares por mês para atender Jackson, está sendo investigado e poderá responder a processo como responsável por sua morte. Ele admite ter ministrado ao cantor um coquetel de drogas no dia da intoxicação fatal. Segundo seu relato, o pop star não conseguia dormir e por isso tomou lorazepam, midazolam e diazepam, três ansiolíticos. Como continuava acordado, implorou por doses de um anestésico fortíssimo, o propofol, que chamava de "leite". Murray cedeu e lhe aplicou 25 miligramas do remédio, só usado em hospitais porque pode causar parada respiratória. Além disso, o sangue de Jackson tinha traços de efedrina, um estimulante.

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