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Edição 1967 . 2 de agosto de 2006

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Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
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VEJA Recomenda

EXPOSIÇÃO

Divulgação
Double Mirror, instalação de Anish Kapoor: ilusões visuais


Anish Kapoor – Ascension
(de 1º de agosto a 17 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro; de 12 de outubro a 7 de janeiro no CCBB de Brasília; de 29 de janeiro a 1º de abril de 2007 no CCBB de São Paulo) – Britânico nascido na Índia, Anish Kapoor é hoje um dos mais celebrados escultores do circuito internacional. É o criador de Cloud Gate, a escultura de mais de 100 toneladas que reflete a paisagem de Chicago em um dos parques da cidade americana. Na primeira mostra do artista na América Latina, há dez trabalhos que buscam envolver o espectador em ilusões visuais – é o caso, por exemplo, de Double Mirror, com seus dois enormes espelhos côncavos. Veja imagens.

 

CINEMA

Gwyneth e Gyllenhaal: sem afetações

A Prova (Proof, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira no país) – Gwyneth Paltrow é uma das poucas atrizes na casa dos 30 que sabem escolher seus papéis. Nessa adaptação da peça homônima do americano David Auburn, ela interpreta uma jovem deprimida depois da morte do pai, um brilhante matemático (Anthony Hopkins) acometido pela esquizofrenia. O diretor John Madden, que havia comandado a estrela no premiado Shakespeare Apaixonado (1998), contorna bem a origem teatral do texto. Para isso, faz uso de flashbacks narrativos a fim de mostrar como um gênio dos números virou refém da própria loucura. Entre os coadjuvantes, Jake Gyllenhaal é uma ótima escada para Gwyneth demonstrar talento sem afetações. Veja cenas.

 

DVD

Photos 12/AFP
Thornton e Cusack: pesadelo sem fim


A Sangue Frio
(The Ice Harvest
, Estados Unidos, 2005. Universal) – Charlie (John Cusack), um advogado de porta de cadeia, aliou-se a um tipo seboso que tem uma rede de inferninhos (Billy Bob Thornton) e roubou 2 milhões de dólares de seu chefe – um sujeito dos mais truculentos. De um fim de tarde até o amanhecer, Charlie vai ter de cumprir a via-crúcis destinada aos "patos" do cinema noir. Ou seja, vai ter de enfrentar traição atrás de traição e, se tiver muita sorte, talvez chegue vivo ao final. Rodado nas planícies gélidas do Kansas, o filme do diretor Harold Ramis guarda muita semelhança com seu trabalho mais conhecido, O Feitiço do Tempo: como nele, o pesadelo de Charlie é do tipo que nunca termina. Veja cenas.

 

LIVROS

Kyoto (tradução de Meiko Shimon; Estação Liberdade; 256 páginas; 37,50 reais) e Mil Tsurus (tradução de Drik Sada; Estação Liberdade; 176 páginas; 29,80 reais), de Yasunari Kawabata – Prêmio Nobel de Literatura de 1968, o japonês Yasunari Kawabata (1899-1972) era um mestre em narrativas de delicado erotismo que remetem à beleza das tradições japonesas – e a seus dilemas no século XX. Mil Tsurus, publicado de forma seriada entre 1949 e 1951, tem a cerimônia do chá como cenário para o complicado caso entre um jovem e uma viúva. Kyoto, de 1962, é considerado um dos melhores romances do autor. A partir do reencontro de duas irmãs gêmeas que cresceram separadas, Kawabata traça um retrato lírico da antiga capital do Japão, Kyoto, com sua mescla de construções antigas e modernas. Leia trechos.

Um Episódio na Vida do Pintor-Viajante (tradução de Paulo Andrade Lemos; Nova Fronteira; 128 páginas; 21,90 reais) e As Noites de Flores (tradução de Paulo Andrade Lemos; Nova Fronteira; 192 páginas; 24,90 reais), de César Aira – Aira é hoje um dos mais importantes escritores argentinos. E um dos mais prolíficos, com mais de trinta livros, entre contos, romances e ensaios. Os dois romances lançados agora no Brasil mostram a amplitude de seus temas. Um Episódio... centra-se na figura do pintor alemão Johann Moritz Rugendas – e em um acidente que marcou sua vida quando ele viajava pela Argentina, no século XIX. As Noites de Flores volta-se para as crises econômicas da Argentina atual, representada por um casal de meia-idade que ganha a vida entregando pizzas – a pé. Leia trechos.

 

DISCOS

 
Tim Mosenfelder
The Rakes: esbanjando ironia  

Capture/Release, The Rakes (Sum) – A música desse quarteto representa um passo adiante para o rock britânico. Influenciado por grupos do movimento punk, especialmente The Clash e Buzzcocks, o cantor e letrista Alan Donohoe esbanja ironia. Ela aparece tanto em canções que falam sobre problemas financeiros como nas dificuldades do relacionamento amoroso. "Não dá para você dizer que somos mais do que amigos", reclama ele em Binary Love, uma das muitas baladas prazerosas desse CD. Uma curiosidade: na lista de agradecimentos eles citam o Wry, grupo nascido no interior de São Paulo e que em apresentações em Londres teve o Rakes como banda de abertura.

 

Edivaldo Ferreira/Ag. O Globo
Luiz Bonfá: gravação esquecida  

Solo in Rio 1959, Luiz Bonfá (MCD) – Esse disco é um documento histórico. Em 1959, o violonista carioca Luiz Bonfá (1922-2001), um dos criadores da bossa nova, gravou um álbum para a Cook Records, uma companhia americana. Emory Cook, dono da gravadora e engenheiro de som daquela gravação, gostou tanto do resultado que preservou a sessão em seu acervo – que posteriormente foi doado ao Instituto Smithsonian e só agora chega ao público brasileiro. Solo in Rio 1959 tem as catorze faixas do trabalho original e mais dezessete gravações inéditas. O repertório vai de Manhã de Carnaval, uma das composições mais celebradas de Bonfá, a uma nova versão de Samba de Orfeu.

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Cultura; Brasília: Sodiler, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Cultura; Florianópolis: Livrarias Catarinense; Goiânia: Saraiva, Leitura; Fortaleza: Laselva; Curitiba: Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Natal: Sodiler; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Fnac, Sodiler, Submarino.
 
 
 
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