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VEJA Recomenda EXPOSIÇÃO
Divulgação
 | | Double
Mirror, instalação de Anish Kapoor:
ilusões visuais |
Anish
Kapoor – Ascension (de 1º de agosto a 17 de setembro no Centro Cultural
Banco do Brasil do Rio de Janeiro; de 12 de outubro a 7 de janeiro no CCBB de
Brasília; de 29 de janeiro a 1º de abril de 2007 no CCBB de São
Paulo) Britânico nascido na Índia, Anish Kapoor é hoje
um dos mais celebrados escultores do circuito internacional. É o criador
de Cloud Gate, a escultura de mais de 100 toneladas que reflete a paisagem
de Chicago em um dos parques da cidade americana. Na primeira mostra do artista
na América Latina, há dez trabalhos que buscam envolver o espectador
em ilusões visuais é o caso, por exemplo, de Double Mirror,
com seus dois enormes espelhos côncavos. Veja
imagens.
CINEMA
 | | Gwyneth
e Gyllenhaal: sem afetações |
A
Prova (Proof, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira no
país) Gwyneth Paltrow é uma das poucas atrizes na casa dos
30 que sabem escolher seus papéis. Nessa adaptação da peça
homônima do americano David Auburn, ela interpreta uma jovem deprimida depois
da morte do pai, um brilhante matemático (Anthony Hopkins) acometido pela
esquizofrenia. O diretor John Madden, que havia comandado a estrela no premiado
Shakespeare Apaixonado (1998), contorna bem a origem teatral do texto.
Para isso, faz uso de flashbacks narrativos a fim de mostrar como um gênio
dos números virou refém da própria loucura. Entre os coadjuvantes,
Jake Gyllenhaal é uma ótima escada para Gwyneth demonstrar talento
sem afetações. Veja
cenas. DVD
Photos
12/AFP
 | | Thornton
e Cusack: pesadelo sem fim |
A
Sangue Frio (The Ice Harvest, Estados Unidos, 2005. Universal)
Charlie (John Cusack), um advogado de porta de cadeia, aliou-se a um tipo seboso
que tem uma rede de inferninhos (Billy Bob Thornton) e roubou 2 milhões
de dólares de seu chefe um sujeito dos mais truculentos. De um fim
de tarde até o amanhecer, Charlie vai ter de cumprir a via-crúcis
destinada aos "patos" do cinema noir. Ou seja, vai ter de enfrentar traição
atrás de traição e, se tiver muita sorte, talvez chegue vivo
ao final. Rodado nas planícies gélidas do Kansas, o filme do diretor
Harold Ramis guarda muita semelhança com seu trabalho mais conhecido, O
Feitiço do Tempo: como nele, o pesadelo de Charlie é do tipo
que nunca termina. Veja
cenas.
LIVROS Kyoto
(tradução de Meiko Shimon; Estação Liberdade;
256 páginas; 37,50 reais) e Mil Tsurus (tradução
de Drik Sada; Estação Liberdade; 176 páginas; 29,80 reais),
de Yasunari Kawabata Prêmio Nobel de Literatura de 1968, o japonês
Yasunari Kawabata (1899-1972) era um mestre em narrativas de delicado erotismo
que remetem à beleza das tradições japonesas e a seus
dilemas no século XX. Mil Tsurus, publicado de forma seriada entre
1949 e 1951, tem a cerimônia do chá como cenário para o complicado
caso entre um jovem e uma viúva. Kyoto, de 1962, é considerado
um dos melhores romances do autor. A partir do reencontro de duas irmãs
gêmeas que cresceram separadas, Kawabata traça um retrato lírico
da antiga capital do Japão, Kyoto, com sua mescla de construções
antigas e modernas. Leia
trechos. Um
Episódio na Vida do Pintor-Viajante (tradução de
Paulo Andrade Lemos; Nova Fronteira; 128 páginas; 21,90 reais) e As
Noites de Flores (tradução de Paulo Andrade Lemos; Nova
Fronteira; 192 páginas; 24,90 reais), de César Aira Aira
é hoje um dos mais importantes escritores argentinos. E um dos mais prolíficos,
com mais de trinta livros, entre contos, romances e ensaios. Os dois romances
lançados agora no Brasil mostram a amplitude de seus temas. Um Episódio...
centra-se na figura do pintor alemão Johann Moritz Rugendas
e em um acidente que marcou sua vida quando ele viajava pela Argentina, no século
XIX. As Noites de Flores volta-se para as crises econômicas da Argentina
atual, representada por um casal de meia-idade que ganha a vida entregando pizzas
a pé. Leia
trechos. DISCOS Tim
Mosenfelder
 |  | | The
Rakes: esbanjando ironia | |
Capture/Release,
The Rakes (Sum) A música desse quarteto representa um passo adiante
para o rock britânico. Influenciado por grupos do movimento punk, especialmente
The Clash e Buzzcocks, o cantor e letrista Alan Donohoe esbanja ironia. Ela aparece
tanto em canções que falam sobre problemas financeiros como nas
dificuldades do relacionamento amoroso. "Não dá para você
dizer que somos mais do que amigos", reclama ele em Binary Love, uma das
muitas baladas prazerosas desse CD. Uma curiosidade: na lista de agradecimentos
eles citam o Wry, grupo nascido no interior de São Paulo e que em apresentações
em Londres teve o Rakes como banda de abertura. Edivaldo
Ferreira/Ag. O Globo
 |  | | Luiz
Bonfá: gravação esquecida | |
Solo
in Rio 1959, Luiz Bonfá (MCD) Esse disco é um documento
histórico. Em 1959, o violonista carioca Luiz Bonfá (1922-2001),
um dos criadores da bossa nova, gravou um álbum para a Cook Records, uma
companhia americana. Emory Cook, dono da gravadora e engenheiro de som daquela
gravação, gostou tanto do resultado que preservou a sessão
em seu acervo que posteriormente foi doado ao Instituto Smithsonian e só
agora chega ao público brasileiro. Solo in Rio 1959 tem as catorze
faixas do trabalho original e mais dezessete gravações inéditas.
O repertório vai de Manhã de Carnaval, uma das composições
mais celebradas de Bonfá, a uma nova versão de Samba de Orfeu.
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