Terror
na rede
Stephen King lança romance na web
e faz suspense com leitores
O escritor americano Stephen King, mestre dos romances de terror,
está conclamando seus leitores para a rebelião. "Amigos,
temos a chance de nos tornar o pior pesadelo das grandes editoras",
incitou ele em sua página na internet, ao lançar na
segunda-feira 24 seu livro The Plant (A Planta). A obra será
vendida exclusivamente pela rede. Não é a primeira
investida do escritor na internet. Riding the Bullet, sua
obra anterior, gratuita, foi distribuída na web e registrou
mais de 400.000 downloads em dois dias.
Desta vez, o escritor inovou. Escreveu só o primeiro capítulo
do romance e o deixou na internet com um pedido de 1 dólar
por cópia. Só que ninguém é obrigado
a pagar. Como incentivo ao pagamento, porém, King fez uma
ameaça: o fim do livro não sairá de sua gaveta
se menos de três quartos dos leitores decidirem não
pagar pelos primeiros dois capítulos.
No dia do lançamento, 41.000 internautas
fizeram download do texto e 25.000 deles
pagaram na hora, com cartão de crédito. Além
disso, 7.000 prometeram depositar seu
dólar na conta bancária indicada por King. Apenas
9.000 levaram o capítulo sem pagar.
Animado, o autor prometeu o segundo capítulo para 21 de agosto
e afirmou que pretende, a partir do quarto, aumentar o tamanho dos
textos e cobrar 2,5 dólares por cada um. Assim, The Plant
ficará com oito capítulos e King terá uma chance
única de avaliar o retorno de seus leitores. "Estou testando
o comportamento dos usuários da internet", disse o escritor.
King é o autor de best-sellers que inspiraram filmes campeões
de bilheteria, como O Iluminado e Carrie, a Estranha.
São obras recheadas de situações de arrepiar.
Mas é difícil saber se ele realmente pretende assustar
as editoras ou se está, mais uma vez, mexendo com os nervos
do público. Em fevereiro deste ano, King assinou dois contratos
com sua editora comprometendo-se a produzir três livros. Recebeu
mais de 48 milhões de dólares e se tornou o escritor
mais bem pago de todos os tempos. Isto feito, partiu para a internet
na qual, como de hábito, alimenta o suspense.
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