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Cartas
A origem do universo Como assinante das
revistas da Abril, sinto-me plenamente realizado. Em especial
com VEJA, que sempre está a nos presentear com reportagens
históricas. O fato de editar 55 páginas sobre
tema tão interessante, como a teoria do Big Bang ("Um
olhar sobre o início de tudo", 25 de junho), reforça
seu papel de fonte de informação eclética
e variada. VEJA nos coloca sempre adiante no tempo, e isso é
mais do que um compromisso com o leitor. É marca registrada
de uma revista que tem compromisso com o Brasil. Parabéns pela
excepcional reportagem de divulgação científica
sobre a origem do universo. Acho que VEJA dignifica o ofício
jornalístico com a veiculação de informações
dessa qualidade para uma gama tão ampla de leitores. Estou pasmo e com
profundo sentimento de satisfação. Os infográficos
de VEJA, com excelente apresentação, conseguiram
sintetizar informações que vários livros
de astrofísica não conseguem. Guardarei essa reportagem
para que meus filhos, no futuro, possam filosofar sobre nossa
existência. E que venham os resultados do LHC! Se havia
quem precisasse mais do que apreciar uma flor para acreditar
em Deus, com essa reportagem, do que mais precisará? Agradeço a
VEJA a dose de lucidez científica em meio a tanto misticismo,
obscuridade e atraso que sempre nos projetam a tempos medievais.
Muito obrigado. Sensacional a reportagem
de "Mr. Higgs" e "Mileva". Parabéns
a eles pelo trabalho bem-feito e pela clareza com que relataram
um assunto tipicamente árido e de difícil entendimento
para os não iniciados. Gostei principalmente do capítulo
"O que havia antes do tempo", no qual afirmam que
"...cientistas e religiosos chegam a algumas conclusões
muito parecidas". Reportagens especiais como essa me dão
prazer e satisfação em ser assinante de VEJA. "Mr. Higgs"
e "Mileva", parabéns! Para um assunto tão
complexo, como a origem do universo, vocês conseguiram
uma reportagem de excelente compreensão. Guardarei
com especial carinho essa edição de VEJA, pois
o assunto sempre me fascinou. Parabéns a todos os que
contribuíram para essa belíssima reportagem. Precisamos despertar
o interesse dos jovens pela ciência e valorizar quem faz
ciência neste país. Sou formado em física
e todos os que se formaram comigo desistiram da área
por falta de incentivos. Agora eles tentam outros setores, como,
por exemplo, o serviço público. A origem do universo
sugere que ele tenha começado por meio de um evento sobrenatural
conhecido como Big Bang. O evento é sobrenatural porque
não pode ser descrito pelas leis científicas conhecidas.
A ciência necessita de leis e evidências para que,
através delas, uma teoria tenha base para ser desenvolvida.
Um conceito científico não é uma lei. Uma
teoria também não é uma lei, nem pode ser
considerada lei ou mesmo fato científico, até
que seja testada e comprovada. Inúmeras são as
perguntas importantes que a teoria do Big Bang até agora
não conseguiu responder. As muitas áreas da ciência
apontam para uma fonte inteligente como a origem da vida. As
probabilidades de a vida ter surgido ao acaso e ter-se desenvolvido
por meio de processos aleatórios são tão
pequenas que exigem uma fé superior à de uma proposta
religiosa racional. Não sei o que
impressiona mais: o esforço intelectual e financeiro
monumentais para criar uma máquina como o LHC ou o fim
para o qual esse complexo instrumento se destina, que é
encontrar a razão de toda a existência. O certo
é que a curiosidade humana não tem limites. Compreender a origem
do universo pela ótica da ciência, em especial
da física, é de tamanha complexidade que quase
beira à metafísica. Razão pela qual a interpretação
mágica para o nascimento do universo, por ser mais compreensível,
responde melhor às necessidades existenciais e se conforma
adequadamente aos anseios da raça humana. Aprendi muito com
o especial "Um olhar sobre o início de tudo".
A reportagem "O que havia antes do tempo" é
antológica. Obrigado pelas primorosas comparações.
E Deus foi a partícula ínfima que deu origem a
tudo. Criou o céu e a Terra. A ciência está
confirmando as escrituras. Às vezes, na escuridão
de um deslize, desacreditava nEle. A excelente reportagem
foi destacada e será arquivada para o futuro. Magnífica reportagem
de capa. Elogiáveis a precisão da abordagem desse
tema complexo e controvertido e a arte gráfica, que impressionou
pelos detalhes muito esclarecedores. Em resumo, a reportagem
mostra a grandiosidade do universo e a pequenez do homem
com a sua insaciável curiosidade. Só Deus sabe
o que poderá acontecer milésimos de segundo após
ser acionado o último botão. Será que voltaremos
para onde tudo começou? Na verdade, a despeito
do notável progresso da astronomia e da astrofísica,
apenas 5% do cosmo compõe o universo conhecido; os restantes
95% são compostos daquilo que os cientistas chamam de
matéria e energia escuras, que também poderiam
ser chamadas de obscuras, porque ninguém sabe como elas
atuam sobre os 5% restantes, a matéria visível.
Em suma, desde que os homens deixaram de crer em Deus, o que
se nota não é que não creiam em mais nada,
é que crêem em tudo, inclusive no Big Bang. Este questionamento
acerca do "início de tudo" é algo admirável
e por vezes angustiante. Maior angústia deve causar o
enorme esforço para provar que descendemos de "uma
semente de energia estável menor que um próton".
Com todo o respeito aos cientistas empenhados em tal empreendimento,
é certamente bem mais simples e, por que não dizer,
reconfortante acreditar no criacionismo, com um ser generoso
e amoroso por trás de cada nascimento, oferecendo indistintamente
seu colo confortável. Ao ler a reportagem, senti-me agraciada
e agradecida por crer em Deus.
Deputado Sérgio Moraes Parabéns a
VEJA pela reportagem "O xerife da ética" (25
de junho), sobre o presidente do Conselho de Ética da
Câmara. A revista mostra com fidelidade fatos da vida
desse homem, que se revela um político prepotente, o
"dono do mundo", o imbatível que tudo pode.
Só lamento que aqueles que o elegeram não sejam
leitores de VEJA. São, na sua maioria, pessoas de baixo
nível sociocultural, como a família Moraes. Revolta-me
ver pessoas com essa história de vida sem ética,
sem moral e sem conhecimento decidindo sobre assuntos
importantes do nosso país e usufruindo as mordomias da
classe política, que quase não trabalha (com algumas
exceções) e ganha muito do nosso dinheiro suado.
Entregar a presidência
do Conselho de Ética a um deputado com uma biografia
dessas é, no mínimo, um deboche para com o povo
brasileiro. Mesmo que não tenha sido condenado criminalmente,
tudo o que se sabe sobre o deputado Sérgio Moraes não
pode simplesmente ser ignorado. Afinal de contas, ele chegou
a ser condenado criminalmente em primeira instância por
envolvimento com uma rede de prostituição. Sou
servidor público e jamais teria tomado posse se algo
desse tipo pesasse contra mim. Percebe-se que a Câmara
dos Deputados não tem um critério muito apurado
para eleger o presidente do Conselho de Ética. Pelo linguajar
utilizado pelo novo presidente do conselho, ética e moral
estão em último lugar em sua lista de qualidades. Como uma pessoa tão
perigosa e mau-caráter posa de autoridade assim no Congresso?
Como ele permanece solto? Como ele permanece deputado? Como
ele permanece presidente do Conselho de Ética? Este
país não tem leis? Não tem juízes?
Ou não tem coragem? Esse é o presidente
do Conselho de Ética? Meu Deus, nas mãos de quem
estamos? Evidentemente, já sabemos qual será o
desfecho do processo de cassação do deputado Paulinho
da Força.
A agenda de Zuleido Veras Fui surpreendido ao
ler na VEJA, em reportagem intitulada "A lista de Zuleido
Veras" (25 de junho), a referência ao meu nome. Fiquei
bastante indignado com tal feito, uma vez que nunca obtive nenhuma
ajuda financeira do senhor Zuleido Veras, em nenhum momento
da minha vida pública ou empresarial. Fato que poderá
ser facilmente comprovado na declaração de campanha
eleitoral apresentada por mim ao Tribunal Regional Eleitoral
da Bahia. Gostaria de esclarecer ainda que já tomei
todas as medidas cabíveis, por intermédio de meu
advogado, para que o senhor Zuleido Veras explique a razão
pela qual o meu nome constava em suas anotações.
Mensaleiros Nojo! Essa é
a palavra que melhor define o que senti ao ler a reportagem
"O golpe dos mensaleiros" (25 de junho), que relata
a manobra política suja dos envolvidos para se safar,
com grande chance de êxito, das punições
do STF. Sinto-me cada vez mais impotente a cada escândalo
desse governo, mais indignado a cada manobra sórdida
desses políticos sujos e imorais, e cada vez mais desanimado
de tentar mudar tudo isso. O que enseja golpes
do tipo praticado pelos mensaleiros é a lastimável
morosidade da Justiça, que acaba se tornando cúmplice
de tamanha desfaçatez. Em vez de se preocuparem com os
pobres ladrões de galinha, nossos meritíssimos
juízes deveriam estar de olho nos poderosos magnatas
da corrupção, que estão tramando a desmoralização
e destruição de nossas instituições. É intrigante
ver os mensaleiros quererem o fim do foro privilegiado por saber
que a morosidade da Justiça é tamanha que nunca
os condenará. Como confiar numa Justiça que
permite tanta protelação? A quem interessa
não alterar os códigos e fazê-la mais rápida?
Caso CNA Em face da reportagem
"Tem boi na linha" (25 de junho), que abordou assuntos
referentes à minha campanha para o Senado Federal, cumpre-me
esclarecer que: 1) As receitas e despesas com minha eleição
foram apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins,
que as aprovou sem ressalvas; 2) É lamentável
que a honesta e eficiente administração do presidente
Antônio Ernesto de Salvo, meu saudoso mestre e amigo,
esteja sendo desrespeitada por aqueles que vasculham ilegalmente
contas aprovadas em sua gestão na Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); 3) Me animam,
para que eu continue a luta em defesa dos interesses maiores
da agropecuária do Tocantins e do Brasil, a solidariedade
recebida do Conselho de Representantes da CNA e o apoio da Comissão
Executiva Nacional do meu partido, o Democratas.
Barbárie no Rio de Janeiro Os militares entregaram
aqueles jovens aos traficantes; isso quer dizer que sabem onde
eles ficam? Se sim, por que não vão lá
acabar com eles? É assustador o poder do tráfico
e do crime em nosso país ("E quanto aos bandidos
sem farda?", 25 de junho). No panfleto de promoção
do projeto de autoria do pré-candidato à prefeitura
do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, fachadas das casas beneficiadas
aparecem pintadas com as mesmas cores. Pintar as casas das favelas
assim é a técnica utilizada quando se quer confundir
quem, de fora, nelas precisa entrar. O projeto entusiasmou o
presidente Lula, que para viabilizá-lo criou um convênio
assinado entre o Ministério da Defesa e o Ministério
das Cidades. Mas quem será que decidiu pela pintura das
casas com as mesmas cores? Vergonha e indignação
no uso político das Forças Armadas nos morros
do Rio de Janeiro. Nada justifica o que os bandidos fardados
fizeram com os três jovens do Morro da Providência.
Foi uma barbárie. Torturados até a morte e lançados
em um lixão aos urubus, isso mostra uma vez mais que
não sabemos em quem acreditar e a quem recorrer. Chega de hipocrisia!
O Exército está no fim da pirâmide, é
o braço operacional. Quem comanda o braço operacional
do poder público é o poder político. Os
responsáveis diretos pela morte dos três rapazes
são os colarinhos-brancos. Esses que a imprensa não
cita. O poder político que irregularmente colocou o Exército
no morro pra fazer campanha política. Esses, sim, deviam
estar respondendo por assassinato.
Michael Klein A entrevista com Michael
Klein (Amarelas, 25 de junho) está maravilhosa. Por ela
podemos compreender o sucesso das Casas Bahia num mercado tão
concorrido. Como nordestina, alegrou-me saber que a chegada
ao Nordeste dessa rede de lojas tão conceituada será
questão de tempo. VEJA sempre instruiu
seus leitores com as mais variadas reportagens. Agora está
nos patrocinando um treinamento de vendas e negociações,
bem como nos ensinando a comprar. A entrevista das páginas
amarelas foi um presente. A entrevista com Michael
Klein revela três momentos interessantes. Primeiro, seu
entendimento das mudanças na classe C: maior rigor e
liberdade na escolha de produtos e de marcas, aumento de seu
nível de informação, consciência
da importância de ter o nome limpo. Segundo, como atendê-la:
oferta de boas marcas e detalhes que ela valoriza nos produtos
e facilidade de crédito. Terceiro, como explorá-la:
os juros cobrados são realmente extorsivos para os dias
atuais.
Paulo Blikstein É uma pena
que no Brasil as relações de parentesco, amizade
e a troca de favores valham mais que o currículo profissional.
Caso contrário, ainda poderíamos sonhar em ver
um indivíduo brilhante como Paulo Blikstein (Auto-retrato,
25 de junho) ser convidado para assumir um cargo no alto escalão
do Ministério da Educação, e não
sendo disputado por universidades americanas. Fiquei emocionada
ao ler a reportagem sobre Paulo Blikstein. Ele é um colega
de trabalho que conheci em 2001, no projeto A Cidade que a Gente
Quer, do MIT, quando era educadora na cidade de São Paulo.
Desde essa época acompanho sua trajetória profissional
e tive o privilégio de seguir de perto algumas de suas
oficinas. Considero-o um educador talentoso com crianças
e adolescentes na área de inclusão digital. Parabéns, professor
Paulo, pelo renome internacional! Um bom exemplo de vestir a
grandeza com a modéstia literalmente , com
a estampa milenar na camisa: "Só sei que nada sei..."
(Sócrates).
Veja essa Lúcidas e objetivas
as palavras do jurista Ives Gandra Martins (Veja essa, 25 de
junho) sobre esses desordeiros/bandoleiros, asseclas dos "maoístas"
Stédile, Zé Rainha e outros bandidos que os lideram
e se protegem sob a bandeira populista do "direito à
terra". Movimentos que envolvem pessoas "sem nada",
ignorantes e oportunistas, infelizmente mantidos com o dinheiro
público. Inclua-se entre eles um bom número de
políticos do atual governo.
Impostos Em meio a tanta discussão
em torno dos reforços infindáveis para a aprovação
da CSS (CPMF modelo 2009), deparo com a nota "1 trilhão
de reais em impostos" (25 de junho), informando que até
julho o governo vai atingir 500 bilhões de reais em arrecadação
de impostos e que a expectativa é alcançar até
o fim do ano a marca de 1 trilhão de reais. Nossa! Nós,
reles mortais, não fazemos a mínima idéia
de quanto dinheiro é isso. Só dá para dizer
que é muito. E os pró-CSS alegando que precisam
de mais meios de arrecadação... Para onde está
indo tanto dinheiro?
Cidades Há onze meses,
buscando recuperar oportunidades que o governo Lula surrupiou
(também) dos aviadores brasileiros, mudei-me com meus
filhos para o Barein, acompanhando meu marido, que hoje voa
na Arábia Saudita. Fazemos parte de uma comunidade de
cerca de cinqüenta famílias de pilotos brasileiros
que elegeram essa ilha, vizinha da Arábia, como seu novo
lar. Encontramos no pequeno Barein um país maravilhoso,
receptivo e ainda mais caloroso no coração do
que no clima, com um povo amigável, respeitoso e que
adora os brasileiros. Estamos vivendo uma realidade muito diferente
daquela que deixamos, quando fomos forçados a sair do
Brasil ("Todas querem ser Dubai", 25 de junho).
Diogo Mainardi Não concordo
com muitas ações do governo Lula nem tenho simpatia
pelos integrantes da Igreja Universal. Porém, acho um
exagero culpar Lula, o bispo Crivella e o Exército por
essa tragédia. Na minha opinião, a culpa é
dos maus integrantes do Exército, dos maus brasileiros,
da frouxidão da lei, que está transformando o
Brasil em "terra de ninguém", e da impunidade,
defendida até por alguns magistrados ("O cimento
da tragédia", 25 de junho). Leio atentamente os
comentários de Diogo na VEJA e, sejamos sinceros, concordo
com ele em quase tudo. E felicito-o pela persistência
em esclarecer os fatos obscuros que surgem no cenário
sociopolítico do nosso Brasil. É de extrema importância
alguém escrever sem medo de ser criticado.
J.R. Guzzo J.R. Guzzo retratou
com clareza o "homem" público brasileiro ("Agravo
X embargo", 25 de junho). Pareceu ler o meu pensamento
e o de muitos com quem convivo. É triste ver a classe
dominante deste país comparada com um criminoso como
Fernandinho Beira-Mar. Mais triste ainda é saber que
essa mesma classe vem do povo. Ao ler o artigo do
jornalista J.R. Guzzo, quase caí de costas! Até
agora não estou acreditando que o nosso governador chegou
ao absurdo de destinar mais de 40 milhões de reais do
nosso magro orçamento, a título de doação,
como dito no artigo, a parlamentares cearenses. Esse é
mais um exemplo de como a atual administração
estadual tem resgatado métodos que há muito deveriam
estar extintos. Ações como essa são típicas
de uma administração patrimonialista e próprias
do tempo do Império.
Lya Luft A causa de nossa ira
santa contra a impunidade não está em nossa psique,
e sim em uma Justiça anacrônica, lenta, tardia
e cheia de não-me-toques, que propicia que réus
endinheirados jamais sejam punidos e os cofres públicos
jamais sejam ressarcidos ("Ainda se caçam bruxas",
Ponto de vista, 25 de junho). Lya Luft discorre
sobre um tema que envolve uma sociedade doente, co-dependente,
em que as pessoas não são mais capazes de viver
sua própria vida. Encoberto por uma nuvem de acontecimentos
tenebrosos, o indivíduo desenvolve uma aptidão
voraz para prejulgar todos os assuntos divulgados pela mídia.
Falta discernimento diante da enxurrada de notícias de
uma sociedade em estado de decomposição. Roberto Pompeu de Toledo A respeito do torpe
caso dos jovens assassinados no Rio de Janeiro, Roberto Pompeu
de Toledo, com fina ironia e sutileza, acende um debate que
já deveria ter sido levantado: a utilidade do Exército
brasileiro ("Tudo muito normal", Ensaio, 25 de junho).
Mas o que mais assusta é o fato de que nem forças
que supostamente garantiriam a segurança do povo têm
soberania sobre as áreas dominadas pelos traficantes,
que, impondo-se pela violência, detêm o poder nesses
lugares.
O cérebro dos homossexuais Interessante o trabalho
sobre as semelhanças entre o cérebro masculino
homossexual e o feminino heterossexual e entre o cérebro
masculino heterossexual e o feminino homossexual ("A diferença
se vê no cérebro", 25 de junho). A assimetria
entre os hemisférios cerebrais é um fato comum,
já descrito há muito tempo. É o substrato
anatômico para as disritmias cerebrais. Já a afirmativa
da coordenadora do estudo, doutora Ivanka Savik, é no
mínimo pouco científica: "É provável
que essas diferenças se estabeleçam ainda no útero
ou muito cedo na infância". Nenhum cientista pode
embasar suas teses em uma probabilidade, nem se autoriza que
essa probabilidade possa ser aceita como "prova consistente".
Mostrem-me a existência, no cérebro de fetos e
bebês, das diferenças encontradas no cérebro
de adultos já modificados por suas vivências ambientais
e psicológicas, e poderemos aceitar essa "evidência".
Enquanto isso não for feito, continua a valer o fato,
demonstrado pela experiência, de que a causa da homossexualidade
é a vivência que a criança experimenta em
suas relações familiares, embora os processos
sejam diferentes para cada sexo. Ao longo do texto,
as palavras homossexualismo e homossexualidade são utilizadas
como se fossem a mesma coisa. Não são. O homossexualismo
era considerado distúrbio mental, mas hoje já
não é mais, de acordo com critérios da
OMS. O sufixo "ismo" indica uma patologia, assim como
em alcoolismo, esse sim ainda uma doença. Meg
Gomes Martins Como explicar, à
luz da biologia pura, os gêmeos univitelinos com orientações
sexuais diferentes?
Mensaleiros 2 Ao contrário
do que a revista divulgou na reportagem "O golpe dos mensaleiros"
(25 de junho), em nenhum momento participei de reuniões
ou articulações políticas para tentar extinguir
o foro privilegiado. Afirmo que não possuo interesse
algum nesse tema. Estou fora desse debate, tranqüilo e
certo de que serei julgado e absolvido pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Não trabalho com outra hipótese.
Assim como o Tribunal de Contas da União (TCU) já
atestou a lisura dos meus atos como presidente da Câmara
dos Deputados, tenho a convicção de que o STF
seguirá o mesmo caminho, absolvendo-me das acusações.
Sobe e desce A seção
Sobe e desce da última edição diz que "alguns
juízes eleitorais assumiram o papel de censores da imprensa".
Isso não é nada: sou magistrado (desembargador)
e há onze anos mantenho coluna dominical no Jornal
do Tocantins. Agora, em razão de falar a verdade,
o CNJ me mandou calar a boca e ainda abriu um processo contra
mim.
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