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VEJA
Edição 2067

2 de julho de 2008
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NESTA EDIÇÃO
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Diogo Mainardi
André Petry
Claudio de Moura Castro
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

"VEJA conseguiu transformar um
assunto complexo numa aventura
inteligível e empolgante."

Luiz F. Freitas
Campinas, SP

A origem do universo

Como assinante das revistas da Abril, sinto-me plenamente realizado. Em especial com VEJA, que sempre está a nos presentear com reportagens históricas. O fato de editar 55 páginas sobre tema tão interessante, como a teoria do Big Bang ("Um olhar sobre o início de tudo", 25 de junho), reforça seu papel de fonte de informação eclética e variada. VEJA nos coloca sempre adiante no tempo, e isso é mais do que um compromisso com o leitor. É marca registrada de uma revista que tem compromisso com o Brasil.
Sérgio Spellmann
Campina Grande, PB

Parabéns pela excepcional reportagem de divulgação científica sobre a origem do universo. Acho que VEJA dignifica o ofício jornalístico com a veiculação de informações dessa qualidade para uma gama tão ampla de leitores.
Oscar Salazar Jr.
Curitiba, PR

Estou pasmo e com profundo sentimento de satisfação. Os infográficos de VEJA, com excelente apresentação, conseguiram sintetizar informações que vários livros de astrofísica não conseguem. Guardarei essa reportagem para que meus filhos, no futuro, possam filosofar sobre nossa existência. E que venham os resultados do LHC! Se havia quem precisasse mais do que apreciar uma flor para acreditar em Deus, com essa reportagem, do que mais precisará?
Rafael Coutinho
Salvador, BA

Agradeço a VEJA a dose de lucidez científica em meio a tanto misticismo, obscuridade e atraso que sempre nos projetam a tempos medievais. Muito obrigado.
Leonardo Bizinoto
Goiânia, GO

Sensacional a reportagem de "Mr. Higgs" e "Mileva". Parabéns a eles pelo trabalho bem-feito e pela clareza com que relataram um assunto tipicamente árido e de difícil entendimento para os não iniciados. Gostei principalmente do capítulo "O que havia antes do tempo", no qual afirmam que "...cientistas e religiosos chegam a algumas conclusões muito parecidas". Reportagens especiais como essa me dão prazer e satisfação em ser assinante de VEJA.
Osvaldo P. Castanha
São Paulo, SP

"Mr. Higgs" e "Mileva", parabéns! Para um assunto tão complexo, como a origem do universo, vocês conseguiram uma reportagem de excelente compreensão. Guardarei com especial carinho essa edição de VEJA, pois o assunto sempre me fascinou. Parabéns a todos os que contribuíram para essa belíssima reportagem.
Eunice A. Garcia
Americana, SP

Precisamos despertar o interesse dos jovens pela ciência e valorizar quem faz ciência neste país. Sou formado em física e todos os que se formaram comigo desistiram da área por falta de incentivos. Agora eles tentam outros setores, como, por exemplo, o serviço público.
Báuer Sancler
Guará II, DF

A origem do universo sugere que ele tenha começado por meio de um evento sobrenatural conhecido como Big Bang. O evento é sobrenatural porque não pode ser descrito pelas leis científicas conhecidas. A ciência necessita de leis e evidências para que, através delas, uma teoria tenha base para ser desenvolvida. Um conceito científico não é uma lei. Uma teoria também não é uma lei, nem pode ser considerada lei ou mesmo fato científico, até que seja testada e comprovada. Inúmeras são as perguntas importantes que a teoria do Big Bang até agora não conseguiu responder. As muitas áreas da ciência apontam para uma fonte inteligente como a origem da vida. As probabilidades de a vida ter surgido ao acaso e ter-se desenvolvido por meio de processos aleatórios são tão pequenas que exigem uma fé superior à de uma proposta religiosa racional.
Paulo Pesch
Curitiba, PR

Não sei o que impressiona mais: o esforço intelectual e financeiro monumentais para criar uma máquina como o LHC ou o fim para o qual esse complexo instrumento se destina, que é encontrar a razão de toda a existência. O certo é que a curiosidade humana não tem limites.
Luiz Flávio Dominguito
Varginha, MG

Compreender a origem do universo pela ótica da ciência, em especial da física, é de tamanha complexidade que quase beira à metafísica. Razão pela qual a interpretação mágica para o nascimento do universo, por ser mais compreensível, responde melhor às necessidades existenciais e se conforma adequadamente aos anseios da raça humana.
Ângela Luiza S. Bonacci
São Paulo, SP

Aprendi muito com o especial "Um olhar sobre o início de tudo". A reportagem "O que havia antes do tempo" é antológica. Obrigado pelas primorosas comparações. E Deus foi a partícula ínfima que deu origem a tudo. Criou o céu e a Terra. A ciência está confirmando as escrituras. Às vezes, na escuridão de um deslize, desacreditava n’Ele. A excelente reportagem foi destacada e será arquivada para o futuro.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB

Magnífica reportagem de capa. Elogiáveis a precisão da abordagem desse tema complexo e controvertido e a arte gráfica, que impressionou pelos detalhes muito esclarecedores. Em resumo, a reportagem mostra a grandiosidade do universo e a pequenez do homem com a sua insaciável curiosidade. Só Deus sabe o que poderá acontecer milésimos de segundo após ser acionado o último botão. Será que voltaremos para onde tudo começou?
Alberto Carrano Moreira
Recife, PE

Na verdade, a despeito do notável progresso da astronomia e da astrofísica, apenas 5% do cosmo compõe o universo conhecido; os restantes 95% são compostos daquilo que os cientistas chamam de matéria e energia escuras, que também poderiam ser chamadas de obscuras, porque ninguém sabe como elas atuam sobre os 5% restantes, a matéria visível. Em suma, desde que os homens deixaram de crer em Deus, o que se nota não é que não creiam em mais nada, é que crêem em tudo, inclusive no Big Bang.
Roberto de Castro Rios
São Paulo, SP

Este questionamento acerca do "início de tudo" é algo admirável e por vezes angustiante. Maior angústia deve causar o enorme esforço para provar que descendemos de "uma semente de energia estável menor que um próton". Com todo o respeito aos cientistas empenhados em tal empreendimento, é certamente bem mais simples e, por que não dizer, reconfortante acreditar no criacionismo, com um ser generoso e amoroso por trás de cada nascimento, oferecendo indistintamente seu colo confortável. Ao ler a reportagem, senti-me agraciada e agradecida por crer em Deus.
Analice Antunes da Fonseca
Niterói, RJ

 

Deputado Sérgio Moraes

Parabéns a VEJA pela reportagem "O xerife da ética" (25 de junho), sobre o presidente do Conselho de Ética da Câmara. A revista mostra com fidelidade fatos da vida desse homem, que se revela um político prepotente, o "dono do mundo", o imbatível que tudo pode. Só lamento que aqueles que o elegeram não sejam leitores de VEJA. São, na sua maioria, pessoas de baixo nível sociocultural, como a família Moraes. Revolta-me ver pessoas com essa história de vida – sem ética, sem moral e sem conhecimento – decidindo sobre assuntos importantes do nosso país e usufruindo as mordomias da classe política, que quase não trabalha (com algumas exceções) e ganha muito do nosso dinheiro suado.
André Luis Haussen
Santa Cruz do Sul, RS

Entregar a presidência do Conselho de Ética a um deputado com uma biografia dessas é, no mínimo, um deboche para com o povo brasileiro. Mesmo que não tenha sido condenado criminalmente, tudo o que se sabe sobre o deputado Sérgio Moraes não pode simplesmente ser ignorado. Afinal de contas, ele chegou a ser condenado criminalmente em primeira instância por envolvimento com uma rede de prostituição. Sou servidor público e jamais teria tomado posse se algo desse tipo pesasse contra mim.
Wellington Silva
Brasília, DF

Percebe-se que a Câmara dos Deputados não tem um critério muito apurado para eleger o presidente do Conselho de Ética. Pelo linguajar utilizado pelo novo presidente do conselho, ética e moral estão em último lugar em sua lista de qualidades.
Angela Maria Botelho de Menezes
Goiânia, GO

Como uma pessoa tão perigosa e mau-caráter posa de autoridade assim no Congresso? Como ele permanece solto? Como ele permanece deputado? Como ele permanece presidente do Conselho de Ética? Este país não tem leis? Não tem juízes? Ou não tem coragem?
Ashbel Soares
Vitória, ES

Esse é o presidente do Conselho de Ética? Meu Deus, nas mãos de quem estamos? Evidentemente, já sabemos qual será o desfecho do processo de cassação do deputado Paulinho da Força.
Cláudia Filadoro Feiteiro
São Paulo, SP

 

A agenda de Zuleido Veras

Fui surpreendido ao ler na VEJA, em reportagem intitulada "A lista de Zuleido Veras" (25 de junho), a referência ao meu nome. Fiquei bastante indignado com tal feito, uma vez que nunca obtive nenhuma ajuda financeira do senhor Zuleido Veras, em nenhum momento da minha vida pública ou empresarial. Fato que poderá ser facilmente comprovado na declaração de campanha eleitoral apresentada por mim ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Gostaria de esclarecer ainda que já tomei todas as medidas cabíveis, por intermédio de meu advogado, para que o senhor Zuleido Veras explique a razão pela qual o meu nome constava em suas anotações. 
Deputado federal
João Carlos Bacelar Filho
Brasília, DF

 

Mensaleiros

Nojo! Essa é a palavra que melhor define o que senti ao ler a reportagem "O golpe dos mensaleiros" (25 de junho), que relata a manobra política suja dos envolvidos para se safar, com grande chance de êxito, das punições do STF. Sinto-me cada vez mais impotente a cada escândalo desse governo, mais indignado a cada manobra sórdida desses políticos sujos e imorais, e cada vez mais desanimado de tentar mudar tudo isso.
José Carlos Romero
Por e-mail

O que enseja golpes do tipo praticado pelos mensaleiros é a lastimável morosidade da Justiça, que acaba se tornando cúmplice de tamanha desfaçatez. Em vez de se preocuparem com os pobres ladrões de galinha, nossos meritíssimos juízes deveriam estar de olho nos poderosos magnatas da corrupção, que estão tramando a desmoralização e destruição de nossas instituições.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

É intrigante ver os mensaleiros quererem o fim do foro privilegiado por saber que a morosidade da Justiça é tamanha que nunca os condenará. Como confiar numa Justiça que permite tanta protelação? A quem interessa não alterar os códigos e fazê-la mais rápida? 
Antônio Marco Duarte de Albuquerque
Recife, PE

 

Caso CNA

Em face da reportagem "Tem boi na linha" (25 de junho), que abordou assuntos referentes à minha campanha para o Senado Federal, cumpre-me esclarecer que: 1) As receitas e despesas com minha eleição foram apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, que as aprovou sem ressalvas; 2) É lamentável que a honesta e eficiente administração do presidente Antônio Ernesto de Salvo, meu saudoso mestre e amigo, esteja sendo desrespeitada por aqueles que vasculham ilegalmente contas aprovadas em sua gestão na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); 3) Me animam, para que eu continue a luta em defesa dos interesses maiores da agropecuária do Tocantins e do Brasil, a solidariedade recebida do Conselho de Representantes da CNA e o apoio da Comissão Executiva Nacional do meu partido, o Democratas.
Senadora Kátia Abreu
Brasília, DF

 

Barbárie no Rio de Janeiro

Os militares entregaram aqueles jovens aos traficantes; isso quer dizer que sabem onde eles ficam? Se sim, por que não vão lá acabar com eles? É assustador o poder do tráfico e do crime em nosso país ("E quanto aos bandidos sem farda?", 25 de junho).
Rafael F. Sperb
Novo Hamburgo, RS

No panfleto de promoção do projeto de autoria do pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, fachadas das casas beneficiadas aparecem pintadas com as mesmas cores. Pintar as casas das favelas assim é a técnica utilizada quando se quer confundir quem, de fora, nelas precisa entrar. O projeto entusiasmou o presidente Lula, que para viabilizá-lo criou um convênio assinado entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Cidades. Mas quem será que decidiu pela pintura das casas com as mesmas cores?
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

Vergonha e indignação no uso político das Forças Armadas nos morros do Rio de Janeiro. Nada justifica o que os bandidos fardados fizeram com os três jovens do Morro da Providência. Foi uma barbárie. Torturados até a morte e lançados em um lixão aos urubus, isso mostra uma vez mais que não sabemos em quem acreditar e a quem recorrer.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

Chega de hipocrisia! O Exército está no fim da pirâmide, é o braço operacional. Quem comanda o braço operacional do poder público é o poder político. Os responsáveis diretos pela morte dos três rapazes são os colarinhos-brancos. Esses que a imprensa não cita. O poder político que irregularmente colocou o Exército no morro pra fazer campanha política. Esses, sim, deviam estar respondendo por assassinato.
Alexandre Medeiros
Rio de Janeiro, RJ

 

Michael Klein

A entrevista com Michael Klein (Amarelas, 25 de junho) está maravilhosa. Por ela podemos compreender o sucesso das Casas Bahia num mercado tão concorrido. Como nordestina, alegrou-me saber que a chegada ao Nordeste dessa rede de lojas tão conceituada será questão de tempo.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

VEJA sempre instruiu seus leitores com as mais variadas reportagens. Agora está nos patrocinando um treinamento de vendas e negociações, bem como nos ensinando a comprar. A entrevista das páginas amarelas foi um presente.
Sueli Wiethölter Caliani
Feira de Santana, BA

A entrevista com Michael Klein revela três momentos interessantes. Primeiro, seu entendimento das mudanças na classe C: maior rigor e liberdade na escolha de produtos e de marcas, aumento de seu nível de informação, consciência da importância de ter o nome limpo. Segundo, como atendê-la: oferta de boas marcas e detalhes que ela valoriza nos produtos e facilidade de crédito. Terceiro, como explorá-la: os juros cobrados são realmente extorsivos para os dias atuais.
Mauro Calixta Tavares
Belo Horizonte, MG

 

Paulo Blikstein

É uma pena que no Brasil as relações de parentesco, amizade e a troca de favores valham mais que o currículo profissional. Caso contrário, ainda poderíamos sonhar em ver um indivíduo brilhante como Paulo Blikstein (Auto-retrato, 25 de junho) ser convidado para assumir um cargo no alto escalão do Ministério da Educação, e não sendo disputado por universidades americanas.
Douglas Rafanelle Motta
Aracaju, SE

Fiquei emocionada ao ler a reportagem sobre Paulo Blikstein. Ele é um colega de trabalho que conheci em 2001, no projeto A Cidade que a Gente Quer, do MIT, quando era educadora na cidade de São Paulo. Desde essa época acompanho sua trajetória profissional e tive o privilégio de seguir de perto algumas de suas oficinas. Considero-o um educador talentoso com crianças e adolescentes na área de inclusão digital.
Ana Maria Moraes de Albuquerque Lima
Brasília, DF

Parabéns, professor Paulo, pelo renome internacional! Um bom exemplo de vestir a grandeza com a modéstia – literalmente –, com a estampa milenar na camisa: "Só sei que nada sei..." (Sócrates).
Shahbaz Fatheazam
Brasília, DF

 

Veja essa

Lúcidas e objetivas as palavras do jurista Ives Gandra Martins (Veja essa, 25 de junho) sobre esses desordeiros/bandoleiros, asseclas dos "maoístas" Stédile, Zé Rainha e outros bandidos que os lideram e se protegem sob a bandeira populista do "direito à terra". Movimentos que envolvem pessoas "sem nada", ignorantes e oportunistas, infelizmente mantidos com o dinheiro público. Inclua-se entre eles um bom número de políticos do atual governo.
Raphael Ribeiro
Por e-mail

 

Impostos

Em meio a tanta discussão em torno dos reforços infindáveis para a aprovação da CSS (CPMF modelo 2009), deparo com a nota "1 trilhão de reais em impostos" (25 de junho), informando que até julho o governo vai atingir 500 bilhões de reais em arrecadação de impostos e que a expectativa é alcançar até o fim do ano a marca de 1 trilhão de reais. Nossa! Nós, reles mortais, não fazemos a mínima idéia de quanto dinheiro é isso. Só dá para dizer que é muito. E os pró-CSS alegando que precisam de mais meios de arrecadação... Para onde está indo tanto dinheiro?
Edson Basilio
Juiz de Fora, MG

 

Cidades

Há onze meses, buscando recuperar oportunidades que o governo Lula surrupiou (também) dos aviadores brasileiros, mudei-me com meus filhos para o Barein, acompanhando meu marido, que hoje voa na Arábia Saudita. Fazemos parte de uma comunidade de cerca de cinqüenta famílias de pilotos brasileiros que elegeram essa ilha, vizinha da Arábia, como seu novo lar. Encontramos no pequeno Barein um país maravilhoso, receptivo e ainda mais caloroso no coração do que no clima, com um povo amigável, respeitoso e que adora os brasileiros. Estamos vivendo uma realidade muito diferente daquela que deixamos, quando fomos forçados a sair do Brasil ("Todas querem ser Dubai", 25 de junho).
Nina Maria Valente Dias
Manama, Barein

 

Diogo Mainardi

Não concordo com muitas ações do governo Lula nem tenho simpatia pelos integrantes da Igreja Universal. Porém, acho um exagero culpar Lula, o bispo Crivella e o Exército por essa tragédia. Na minha opinião, a culpa é dos maus integrantes do Exército, dos maus brasileiros, da frouxidão da lei, que está transformando o Brasil em "terra de ninguém", e da impunidade, defendida até por alguns magistrados ("O cimento da tragédia", 25 de junho).
Alderiva Barreto Negri
São Paulo, SP

Leio atentamente os comentários de Diogo na VEJA e, sejamos sinceros, concordo com ele em quase tudo. E felicito-o pela persistência em esclarecer os fatos obscuros que surgem no cenário sociopolítico do nosso Brasil. É de extrema importância alguém escrever sem medo de ser criticado.
José Braga
Itajaí, SC

 

J.R. Guzzo

J.R. Guzzo retratou com clareza o "homem" público brasileiro ("Agravo X embargo", 25 de junho). Pareceu ler o meu pensamento e o de muitos com quem convivo. É triste ver a classe dominante deste país comparada com um criminoso como Fernandinho Beira-Mar. Mais triste ainda é saber que essa mesma classe vem do povo.
Alexandre Jonas Dantas
São Paulo, SP

Ao ler o artigo do jornalista J.R. Guzzo, quase caí de costas! Até agora não estou acreditando que o nosso governador chegou ao absurdo de destinar mais de 40 milhões de reais do nosso magro orçamento, a título de doação, como dito no artigo, a parlamentares cearenses. Esse é mais um exemplo de como a atual administração estadual tem resgatado métodos que há muito deveriam estar extintos. Ações como essa são típicas de uma administração patrimonialista e próprias do tempo do Império.
Ilo Rogerio
Fortaleza, CE

 

Lya Luft

A causa de nossa ira santa contra a impunidade não está em nossa psique, e sim em uma Justiça anacrônica, lenta, tardia e cheia de não-me-toques, que propicia que réus endinheirados jamais sejam punidos e os cofres públicos jamais sejam ressarcidos ("Ainda se caçam bruxas", Ponto de vista, 25 de junho).
Paulo Ferreira da Silva
Cruzeiro, SP

Lya Luft discorre sobre um tema que envolve uma sociedade doente, co-dependente, em que as pessoas não são mais capazes de viver sua própria vida. Encoberto por uma nuvem de acontecimentos tenebrosos, o indivíduo desenvolve uma aptidão voraz para prejulgar todos os assuntos divulgados pela mídia. Falta discernimento diante da enxurrada de notícias de uma sociedade em estado de decomposição.
Francisco Ribeiro Melo de Carvalho
Vitória da Conquista, BA

Roberto Pompeu de Toledo

A respeito do torpe caso dos jovens assassinados no Rio de Janeiro, Roberto Pompeu de Toledo, com fina ironia e sutileza, acende um debate que já deveria ter sido levantado: a utilidade do Exército brasileiro ("Tudo muito normal", Ensaio, 25 de junho). Mas o que mais assusta é o fato de que nem forças que supostamente garantiriam a segurança do povo têm soberania sobre as áreas dominadas pelos traficantes, que, impondo-se pela violência, detêm o poder nesses lugares.
Marcelo Lucchesi Montenegro
Curitiba, PR

 

O cérebro dos homossexuais

Interessante o trabalho sobre as semelhanças entre o cérebro masculino homossexual e o feminino heterossexual e entre o cérebro masculino heterossexual e o feminino homossexual ("A diferença se vê no cérebro", 25 de junho). A assimetria entre os hemisférios cerebrais é um fato comum, já descrito há muito tempo. É o substrato anatômico para as disritmias cerebrais. Já a afirmativa da coordenadora do estudo, doutora Ivanka Savik, é no mínimo pouco científica: "É provável que essas diferenças se estabeleçam ainda no útero ou muito cedo na infância". Nenhum cientista pode embasar suas teses em uma probabilidade, nem se autoriza que essa probabilidade possa ser aceita como "prova consistente". Mostrem-me a existência, no cérebro de fetos e bebês, das diferenças encontradas no cérebro de adultos já modificados por suas vivências ambientais e psicológicas, e poderemos aceitar essa "evidência". Enquanto isso não for feito, continua a valer o fato, demonstrado pela experiência, de que a causa da homossexualidade é a vivência que a criança experimenta em suas relações familiares, embora os processos sejam diferentes para cada sexo.
Paulo V. Silva
Médico
Florianópolis, SC

Ao longo do texto, as palavras homossexualismo e homossexualidade são utilizadas como se fossem a mesma coisa. Não são. O homossexualismo era considerado distúrbio mental, mas hoje já não é mais, de acordo com critérios da OMS. O sufixo "ismo" indica uma patologia, assim como em alcoolismo, esse sim ainda uma doença. Meg Gomes Martins
Psicóloga
Taguatinga, DF

Como explicar, à luz da biologia pura, os gêmeos univitelinos com orientações sexuais diferentes?
Paulo Luiz Medeiros de Souza
Porto Alegre, RS

 

Mensaleiros 2

Ao contrário do que a revista divulgou na reportagem "O golpe dos mensaleiros" (25 de junho), em nenhum momento participei de reuniões ou articulações políticas para tentar extinguir o foro privilegiado. Afirmo que não possuo interesse algum nesse tema. Estou fora desse debate, tranqüilo e certo de que serei julgado e absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não trabalho com outra hipótese. Assim como o Tribunal de Contas da União (TCU) já atestou a lisura dos meus atos como presidente da Câmara dos Deputados, tenho a convicção de que o STF seguirá o mesmo caminho, absolvendo-me das acusações.
João Paulo Cunha
Deputado federal
Brasília, DF

 

Sobe e desce

A seção Sobe e desce da última edição diz que "alguns juízes eleitorais assumiram o papel de censores da imprensa". Isso não é nada: sou magistrado (desembargador) e há onze anos mantenho coluna dominical no Jornal do Tocantins. Agora, em razão de falar a verdade, o CNJ me mandou calar a boca e ainda abriu um processo contra mim.
José Liberato Costa Póvoa
Tribunal de Justiça do Tocantins
Palmas, TO


CORREÇÕES:
Pelé foi assaltado no Guarujá, no litoral paulista, e não em Santos, como informou a nota "Os bandidos não livram nem a cara do Rei" (Radar, 25 de junho).No especial Um Olhar sobre o Início de Tudo (25 de junho), a distância percorrida pela luz em um ano seria suficiente para dar 240 milhões de voltas na Terra, e não 240.000, como foi informado. A data correta do surgimento dos estromatólitos é 3,5 bilhões de anos atrás. O planeta Gliese 581c encontra-se fora do sistema solar, e não da Via Láctea. As galáxias começaram a se chocar há 500 milhões de anos, e não 500 bilhões, como está escrito. O crédito da foto publicada na página 140 da edição 2066 ("A lista de Zuleido Veras", 25 de junho) é: Lúcio Távora/A Tarde/AE.Na reportagem "Um avatar no RH" (página 104 desta edição), a frase correta é: "Mesmo assim, fazer a pré-seleção on-line custa um terço do valor de uma pré-seleção convencional", e não "de uma pré-seleção não convencional".

 

 

Freud e a homossexualidade

Na reportagem "A diferença se vê no cérebro", publicada na edição passada, sobre a descoberta de que o cérebro dos homossexuais é mais parecido com o das pessoas do sexo oposto, há uma frase que dá a entender que Sigmund Freud considerava a homossexualidade uma anomalia – "uma forma de retardo no desenvolvimento do indivíduo, causado por um pai ausente ou por uma mãe superprotetora". Trata-se de uma simplificação equivocada e grosseira da teoria freudiana.

O pai da psicanálise foi o primeiro a romper com a noção de que a homossexualidade é um distúrbio psiquiátrico. De acordo com Freud, o que se tem é uma determinação inconsciente, que leva o indivíduo, no processo de desenvolvimento de sua sexualidade, a identificar-se com o sexo oposto e a eleger como objeto de desejo pessoas do seu próprio sexo.

Aliás, para ele, a homossexualidade é conseqüência da bissexualidade humana, um dado de origem, e existe em estado latente na infância de todos os heterossexuais. É errado, portanto, afirmar que Freud a considerava "um retardo". Sua visão serena a respeito do assunto o fez afirmar certa vez que "transformar um homossexual plenamente desenvolvido em um heterossexual é uma empresa tão inútil quanto a operação inversa". 



O recorde de Beatriz Milhazes

A tela O Mágico: mais de 1 milhão de dólares

A leitora Clarissa Horta Vieira, de Belo Horizonte, pede a publicação da obra O Mágico, da carioca Beatriz Milhazes, citada em nota da seção Datas (21 de maio). A tela, arrematada por 1,049 milhão de dólares num leilão da Sotheby’s, em Nova York, bateu o recorde para trabalhos de artistas brasileiros vivos.

Pintora, gravadora, ilustradora, Beatriz Ferreira Milhazes faz parte do grupo de artistas identificados como Geração 80. Com a venda, bateu seu recorde anterior, obtido com a tela Laranjeiras, vendida por 465 000 dólares em outubro de 2007.



VEJA e o Café-da-manhã

Bia Parreiras

Professor de educação física de 7ª e 8ª séries de uma escola municipal de São Caetano do Sul, o leitor Caio Duilio realizou uma pesquisa interessante com seus alunos, tomando por base a reportagem "Café-da-manhã emagrece" (30 de março de 2005), na qual se lia que "um desjejum saudável queima calorias e evita exageros no almoço". A pesquisa, inserida num projeto de estímulo à leitura, que na área de Caio tem como objetivo fazer com que os alunos se informem sobre saúde e bem-estar, constatou que a maioria deles não se alimenta adequadamente para enfrentar uma jornada de cinco horas e meia de estudo. A pesquisa ouviu 168 alunos, que responderam à questão "Você toma um bom café-da-manhã como recomendado pelos nutricionistas deste texto (reportagem de VEJA)?". Cinqüenta e sete por cento dos jovens responderam que não, enquanto 42,8% responderam que sim. Eis as justificativas apresentadas pelos que disseram não se alimentar direito pela manhã.

• Não sente fome pela manhã: 29,1%.

• Não tem tempo de tomar o café-da-manhã: 29,1%.

• Não se sente bem ao tomar o café-da-manhã: 11,4%.

• Não sabia da importância dessa refeição: 8,3%.

• Outros motivos: 21,8%.

"Graças à reportagem de VEJA pude alertar os alunos para a importância da alimentação logo nas primeiras horas do dia", diz Caio Duilio.

 



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