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Cartas
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"Parabéns
pela
reportagem de capa. Está impecável, e sem a chatice
dos politicamente corretos."
Paulo
Pita, 19 anos, gay
Por
e-mail |
Homossexualidade
Maravilhosa
a reportagem "A força do arco-íris" (25 de junho),
sobre os gays, que podem ser vistos como escravos contemporâneos
presos às correntes do preconceito e torturados pelo chicote
da intolerância. A auto-aceitação é o
primeiro passo para a liberdade social e sexual.
Davi Moreira dos Santos
Juazeiro do Norte, CE
Hoje
em dia, nossa situação é privilegiada em relação
ao passado, mas há muito a ser feito. Apesar de o assunto
não ser mais tratado com tanta indignação pela
sociedade e pelo comércio, o público homossexual ainda
se concentra muito em guetos agora bem maiores. Ainda não
se vêem cenas como as de Nova York ou São Francisco,
onde casais caminham juntos normalmente. Tenho 24 anos e moro há
dois com meu namorado. Ficamos extremamente admirados pela seriedade
da reportagem.
Roberto César Ferreira
São Paulo, SP
A abordagem
séria traz o registro de uma grande parcela da população
que almeja, simplesmente, o exercício pleno da cidadania.
O "sair do armário" tem sido constante no movimento homossexual,
para que possamos, visíveis, fazer valer nossos direitos.
Estamos construindo nossa história e refletindo sobre um
novo cenário cultural em nossa sociedade.
Cleisemery Campos da Costa
Fundadora do Grupo Cidadania Gay
São Gonçalo, RJ
Os
gays acabam por vencer todos os tabus. Já não se encontram
trancafiados nos armários, apenas se escondem atrás
das cortinas do preconceito.
A. Auggusto João
São Paulo, SP
Sou
professora, minha companheira é psicóloga, moramos
juntas há quase cinco anos, com a ciência e aprovação
de nossos pais, irmãos e filhos. Fundamos, na internet, o
movimento Famílias Alternativas, já com 65 membros.
Nosso objetivo é sermos consideradas uma família como
outra qualquer, tanto nós como outros pares que têm
um relacionamento estável, com filhos do primeiro casamento,
adotivos etc. Já que vivemos os mesmos problemas (ou ainda
maiores) e prazeres de qualquer casal, queremos os mesmos direitos.
Inclusive que nossos filhos sejam respeitados pelos professores
e amigos. Felizmente, tudo está mudando para melhor, e a
reportagem mostra bem isso. Parabéns a VEJA e, de forma especial,
à repórter Camila Antunes.
Fulvia Margotti
Limeira, SP
Cada
gay assumido sabe bem a dor e a delícia de ser o que é.
Um abraço colorido, VEJA!
Junior Pecorelle
Por e-mail
Todo
ser humano merece ter o direito de se casar com quem ama, independentemente
do sexo. Sou contra qualquer tipo de preconceito e discriminação.
Por que eu posso andar na rua de mãos dadas com meu namorado
e uma outra mulher não pode dar a mão para sua amada?
Os homossexuais estão apenas buscando ser felizes.
Luiza Mello de Freitas
Rio de Janeiro, RJ
Apesar
de toda a modernidade que VEJA mostrou, ainda penso como o cantor
Falcão: homem é homem, menino é menino... Basta
de exaltar as qualidades desse pessoal pirotécnico.
Roberto Araujo
Por e-mail
Fiquei
decepcionada ao ver a reação de meus pais quando viram
a capa "Gays A vida fora do armário" (25 de junho).
Imaginava que, pelo fato de VEJA ser tão apreciada aqui em
casa, o assunto pudesse ser tratado com maior naturalidade, mas
infelizmente não foi isso que aconteceu. É frustrante
a mistura de sentimentos envolvidos quando alguém consegue
admitir a si mesmo que é gay. No entanto, a maior dificuldade
não está em admitir a si mesmo, e sim em saber se,
ao fazer isso, a pessoa estará se encontrando ou se perdendo,
já que vivemos em uma sociedade tão austera.
Eliane Pereira
Por e-mail
A visão
da cultura ocidental em relação à homossexualidade
baseia-se na premissa de uma "sexualidade normal". Esta, por sua
vez, é sustentada pelo discurso judaico-cristão, que
defende que a sexualidade deve estar a serviço da reprodução.
Ainda que isso possa ser verdadeiro no mundo animal, não
se aplica aos humanos, que usam de inúmeros recursos justamente
para separar reprodução e prazer. Tanto a homossexualidade
quanto a heterossexualidade são manifestações
legítimas da sexualidade humana. Tentar encontrar a causa
da homossexualidade é tão absurdo quanto tentar encontrar
a da heterossexualidade: o que determina a maneira de cada ser humano
viver sua sexualidade é o resultado de um trajeto identificatório
pessoal, que começa no início da vida, sendo, por
isso, sempre único.
Paulo Roberto Ceccarelli
Psicólogo, psicanalista, doutor em psicopatologia fundamental
Belo Horizonte, MG
É
uma vergonha imensa para os pais verem seus filhos adentrar por
um caminho que com certeza Deus não prescreveu na criação.
Acordem! É tempo de mudar.
Eliana F. Dias
Atibaia, SP
Não
tenho nada contra os homossexuais, desde que haja uma relação
de respeito deles para com a sociedade. Sou pai, tenho dois filhos,
repudio a idéia de um dia estar em um shopping center, cinema,
supermercado etc. e ter de presenciar, com meus filhos, cenas de
carícias explícitas entre duas pessoas do mesmo sexo.
Poupem-nos desse constrangimento!
Carlos Barbosa da Costa
Pedro Leopoldo, MG
Meu
filho único foi criado de modo a sempre contar com meu amor
e compreensão. Na adolescência, certo dia se atirou
em prantos em meus braços "confessando" sua propensão
à homossexualidade. Secretamente eu guardava suspeitas pelos
trejeitos observados quando garotinho, o que consegui corrigir.
Sufocando o choque e as lágrimas, pois até então
eu desconhecia a realidade, aconcheguei-o ao peito e conversamos
abertamente sobre o assunto. Falamos inclusive da possibilidade
da relação homem-mulher, o que ele já tentara.
Mas sua decisão era inabalável. Prevaleceu daí
a razão em favor do que lhe fora predestinado, pois assim
creio ser. Quem escreve é uma mãe que vê seu
filho feliz, que o ampara e que não se envergonha nem o repudia,
simplesmente porque conhece o sentido verdadeiro da palavra amor.
Victoria
Londrina, PR
Edward
Said
A
bela e comovente entrevista concedida a VEJA pelo professor Edward
Said (Amarelas, 25 de junho) mostra com extrema crueza a saga dolorosa
do bravo povo palestino.
Waldo Claro
Jaú, SP
Foi
por intermédio da leitura instigante do livro Orientalismo,
de Edward Said, há alguns anos, que fui capaz de avaliar
criticamente as representações ocidentais, formuladas
por ocidentais, nas análises sobre o Oriente. Fundadas num
estranhamento e no vilipêndio de uma cultura diferente e com
um olhar deturpado, carregado de preconceitos e de menosprezo a
um povo culturalmente diferente, foi possível contaminar
a história, as artes e a literatura, transformando os orientais
numa caricatura de povo selvagem e atrasado.
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP
A entrevista
com Edward Said mostra que o holocausto do povo palestino está
longe de acabar. O que se vê hoje parece vir das páginas
do Antigo Testamento, quando os profetas diziam que Deus lhes ordenava
passar todos os inimigos, os infiéis, a fio de espada, exterminando
povos inteiros. Mudaram os tempos, mas as mentalidades continuam
as mesmas. Faz-se necessário que os poderosos do mundo ponham
os dois lados sentadinhos e lhes mostrem o que deve ser feito, a
fim de que pare esse genocídio escabroso de inocentes, a
bem da verdade, dos dois lados. Agora, não há profetas
nem um Deus cruel que mandem exterminar. Basta de sangue naquelas
terras, tão encharcadas do precioso líquido.
Alfredo Scottini
Blumenau, SC
Stephen
Kanitz
Simplesmente
genial o texto de Kanitz, intitulado "Não é fácil
ser pai" (e, aqui, leia-se mãe!). Já fiz cópias
para minhas três filhas para que possam ler com muita atenção.
Realmente, a gente trabalha pra caramba, e esse 'caramba' é
o Estado sugador. Impostos que nos angustiam e nos sufocam e contra
os quais não podemos lutar. A dica para os filhos nos motivarem
com beijos, carinhos, valeu mesmo!
Mariza Viecili
Balneário Camboriú, SC
Brilhante
o texto de Stephen Kanitz. Como pai de duas famílias (a minha
e o governo), só não pago imposto pelos beijos que
recebo de meus filhos.
Antonio Albacete Filho
Ribeirão Preto, SP
O
artigo de Stephen Kanitz poderia ter saído no Dia dos Pais.
Vamos torcer para que todos os filhos o leiam. Realmente, quarenta
anos atrás era mais fácil ter oito filhos, como meus
pais tiveram. A escola era pública no primário (meu
pai pagou colégio de freiras para as moças, a partir
do primeiro ano ginasial, e colégio de padres para os rapazes).
A Vale do Rio Doce, em Itabira, fornecia casa, médico, condução
etc.
Suzy Penido Sampaio
Belo Horizonte, MG
Concordo
plenamente com o administrador Stephen Kanitz. Realmente, não
é fácil ser pai no Brasil nos dias de hoje. Além
de impostos, gastos com a saúde da família, educação,
segurança e a Previdência, ele vive cansado, abatido
e muitas vezes é incompreendido. Precisa viver atento à
família e, especialmente, aos filhos, para evitar más
companhias e uso de drogas. Afinal, tudo compensa a incansável
luta diária quando se recebe o beijo dos filhos e da esposa
como forma de reconhecimento.
Doutor Manuel da Lupa
São Paulo, SP
Carta
ao leitor
Foi
muito legal compartilhar um pouquinho o trabalho de pessoas que
você não vê e que fazem a revista que você
lê. Isabela Boscov é uma dissecadora de filmes. Seus
comentários são sérios e não tendenciosos.
Até quando sua resenha parece "nadar contra a maré",
enquanto a mídia trabalha em determinado filme, Isabela coloca
seu ponto de vista de tal forma que, ao acabar de assistir ao filme
no cinema, a gente pensa: poxa! VEJA tinha razão! Parabéns
(25 de junho)!
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP
Radar
Excelente
a iniciativa da Walt Whitman High School de indicar o livro O
Alquimista, de Paulo Coelho, como leitura obrigatória.
Eu, como fã número 1 do escritor, fico orgulhosa em
saber da notícia ("Quem diria... Ele é leitura obrigatória
nos EUA", 25 de junho). É mais um motivo para abrir a mente
antiquada de algumas pessoas que ainda não compreenderam
seu trabalho, principalmente alguns de meus professores da faculdade
(estou cursando letras) que menosprezam e classificam a obra de
Paulo Coelho como sendo não-literária.
Liliane Lima
Campo Grande, MS
Reforma
da Previdência
Cumprimento
a equipe de VEJA pela coragem e pelo discernimento com que tratou
o assunto da Previdência Social ("Me inclui fora dessa!",
25 de junho). É incrível como o Ministério
Público e o Poder Judiciário defendem seus privilégios.
É o tal negócio: adoro minissaia, desde que seja para
as filhas dos outros!
Fausto Almeida Santos
Goiânia, GO
Desembargadores,
procuradores e magistrados: pode até ser que os senhores
consigam o que querem, mas nunca terão a consciência
limpa de estar pondo em prática o que aprenderam ser o correto.
Eky Carvalho Barradas
Teresina, PI
Será
que nossos gloriosos "homens de toga" não sabem que se uma
profunda reforma na Previdência não for feita haverá
um caos econômico-social em nosso país num futuro próximo?
Não imaginam eles que, em havendo tal colapso econômico-social,
a violência atingirá níveis ainda mais cruéis,
e nem eles mesmos estarão seguros em seus carrões
importados, apartamentos de luxo e casas de praia? E não
vai adiantar deixar o país duvido que haja em qualquer
outro lugar no planeta tantas (e imorais) regalias para tal categoria
profissional.
Leonardo Carvalho de Sousa
Por e-mail
Eu
acho que eles ainda não entenderam. Não se trata da
decisão de um grupo de homens, e sim da exigência de
uma esmagadora maioria da sociedade brasileira. Assim como os pais
cortam os privilégios dos filhos em época de crise,
a sociedade brasileira que paga mais de 35% do PIB em impostos optou
por não mais bancar essa farra. Aproveito para fazer um convite
aos funcionários públicos do país que alegam
não ser privilegiados por não ter direito ao fundo
de garantia. Troquem a estabilidade no emprego, tenham direito ao
FGTS e venham para o lado de cá. Juntem-se a nós e
encarem de peito aberto o desemprego de quase 20% que assola o país!
Anselmo Marinho
Belo Horizonte, MG
A reportagem
"Me inclui fora dessa!", sobre a reação dos magistrados
à reforma previdenciária no Brasil, é digna
de aplausos. Tenho uma idéia que pode ser útil àqueles
que temem a mudança na Previdência Social. Embora transcendam
os limites do "sistema público", que é "a menina dos
olhos" de muitos servidores, os fundos de previdência privada
estão aí para ser usados. Funcionam bem, dando retorno
justo aos contribuintes. Assim, pode-se obter uma "aposentadoria
sem maiores turbulências". E mais: podem ser usufruídos
por qualquer cidadão, inclusive pelos próprios magistrados!
João Paulo de Paula Fellet
Juiz de Fora, MG
O Brasil
realmente é o país dos contrastes, pois, ao mesmo
tempo que tem um presidente da República que foi sindicalista,
tem o presidente do STF dando uma de líder sindical. Bem-vindo,
companheiro Maurício!
Fausto Rodrigues Garcia
São José dos Campos, SP
Governo
Excelente
a reportagem "O governo Lula disse a que viria. E já faz
um ano" (25 de junho). É preciso conscientizar o povo brasileiro
de que a situação do país é delicada,
e, portanto, as mudanças não ocorrem do dia para a
noite. A dificuldade para lidar com os problemas brasileiros seria
a mesma para qualquer partido que houvesse assumido a Presidência.
Além disso, a matéria registra de maneira sóbria
que diversos pontos ainda não foram atingidos pelo governo,
mas que algumas mudanças já começam a se desenhar.
Michelle Roseli da Luz
Itajubá, MG
Surpreende-me
o conteúdo da reportagem "O governo Lula disse a que viria.
E já faz um ano" (25 de junho), que exalta a Carta ao Povo
Brasileiro, apresentada por Lula um ano atrás. Ainda mais
a acusação aos tucanos de terem feito um "discurso
incendiário, eleitoreiro e irresponsável" quando ressaltavam
os temores quanto à vitória do então candidato
da oposição. Ora, a carta foi exatamente a confissão
da prática irresponsável do PT era preciso
minimizar seus efeitos , que durante anos, em discursos, plataformas,
programas de governo, palanques e debates eleitorais, inclusive
pelo voto no Congresso Nacional, negou a importância da estabilidade,
da responsabilidade fiscal, do respeito aos contratos, das reformas
etc. De fato, pouca gente lhe deu atenção conforme
ressalta a reportagem , a não ser o "mercado", a quem
justamente se pretendeu acalmar. Mesmo depois dela, Lula, em sua
campanha, continuou pregando "às massas" grande parte de
seu antigo discurso. Essas lhe deram o voto não pela carta
mas, pelo contrário, acreditando em seus compromissos históricos.
E o estelionato não foi apenas a elas, "às massas".
Foi, também, em relação à própria
militância petista, que acreditou naquilo que sempre defendeu,
não numa carta escrita por alguns caciques, vista então
como simples expediente eleitoral. Menos mal para o país,
mas a preocupação dos tucanos tinha razão de
ser!
Alberto Goldman
Deputado federal (PSDB-SP)
Brasília, DF
José
Dirceu
José
Dirceu cumpre no atual governo o papel que coube a quem desempenhava
semelhante função na era FHC, e que será exercido
por quem vier a sucedê-lo. Ou seja, cuidar para que a máquina
estatal trabalhe em função do governo que representa
(para o bem ou para o mal). E isso, como reconhece o texto, José
Dirceu tem feito com grande competência ("A carga está
pesada", 25 de junho).
Ozair da Maia Ribeiro
Carneirinho, MG
É,
pelo jeito os radicais brasileiros mudaram mesmo. Por que será?
Ah! As eleições fazem milagres. Pouco tempo atrás,
quem é que acreditaria em posições radicais
como as que estão sendo adotadas pelo senhor ministro José
Dirceu (Golbery II) e cia. O marketing político é
a arte de tornar uma mentira convincente.
Renato Prestes
Brasília, DF
Eletrobrás
Em
relação à nota publicada na revista VEJA, na
coluna Radar (18 de junho), sob o título "Luz eleitoral",
quero esclarecer que os critérios que norteiam o Programa
Reluz são técnicos, e não político-partidários.
Só neste ano, o Programa da Eletrobrás liberou recursos
para concessionárias de energia elétrica implementarem
programas de iluminação pública em 93 municípios,
administrados por prefeitos dos mais diversos partidos. O projeto
apresentado pela Eletropaulo Metropolitana para o município
de São Paulo destina-se a tornar mais eficiente a iluminação
pública, possibilitando o uso racional de energia e a ampliação
de pontos de iluminação. Não há razão
para punir os moradores da cidade de São Paulo, excluindo-os
do programa, simplesmente pelo fato de o município estar
sendo administrado por uma prefeita do PT.
Luiz Pinguelli Rosa
Presidente da Eletrobrás
Rio de Janeiro, RJ
Diogo
Mainardi
A
referência ao governador Zeca do PT feita pelo colunista Diogo
Mainardi, no artigo "E o Dirceu, hein?" (25 de junho), é
injusta e desinformada. A senhora Gilda dos Santos, esposa do governador,
é coordenadora dos programas sociais do governo de Mato Grosso
do Sul em regime de dedicação integral, mas sem receber
remuneração e sem nenhum vínculo empregatício
com o Estado. O deputado federal Vander Loubet, sobrinho do governador,
elegeu-se com mais de 100.000 votos,
legitimando-se, portanto, como qualquer parlamentar, para representar
e defender os interesses do Estado e da sociedade estadual. A última
injustiça decorrente, por certo, da desinformação
é que Diogo Mainardi acusa o governador Zeca do PT
de prática que o governador extirpou em Mato Grosso do Sul:
graças a seu empenho pessoal e político, foi aprovada
a Emenda Constitucional 19 (de 10 de junho de 2002), que proíbe
a dirigentes dos três poderes a nomeação de
parentes.
Oscar Ramos Gaspar
Subsecretário de Comunicação Social
Por e-mail
Polícia
Não
me causa surpresa a reportagem "Os novos cangaceiros" (25 de junho),
visto que estamos sujeitos a nos deparar com delinqüentes em
qualquer esquina, mudando apenas a forma como eles agem. Quem não
se lembra dos arrastões na cidade do Rio de Janeiro?
Enéias dos Santos Coelho
Umuarama, PR
Irã
Se
compararmos o grupo armado Mujahidin do Povo, que luta contra o
regime teocrático do Irã, com a nossa "lendária"
guerrilha do Caparaó, observamos que uma ditadura militar,
por pior que seja, é muito mais engraçada do que uma
ditadura religiosa. Senão, vejamos: Elio Gaspari, em A
Ditadura Envergonhada, conta-nos que ela não deu um só
tiro, e o dinheiro de Fidel Castro investido na formação
do grupo foi utilizado para comprar terras em Mato Grosso. Que revolução
que nada. Viraram fazendeiros e comerciantes. Chega de se explodir
e se auto-imolar. Enquanto nossos guerrilheiros e exilados do passado
estão vivos e exercendo seus cargos em Brasília, os
deles estão mortos no paraíso, com não sei
quantas virgens. E o que é pior: neste momento nem devem
possuir mais tal prerrogativa com relação às
virgens ("Fanatismo marcado a fogo", 25 de junho).
Sandro Luiz de Lima Ferreira
Curitiba, PR
Calvície
Como
cirurgião plástico especializado e exclusivamente
dedicado ao transplante de cabelo, gostaria de registrar a importância
do uso dos medicamentos citados na matéria "Guerra à
careca" (25 de junho), também do ponto de vista cirúrgico.
Somos bastante procurados por pacientes de ambos os sexos que querem
desesperadamente fazer transplante de cabelo. Em algumas regiões
da cabeça, como a chamada "coroinha", em pacientes masculinos
abaixo dos 30 anos de idade, o transplante de cabelo deve muitas
vezes ser contra-indicado ou adiado por questões de planejamento,
para benefício do próprio paciente. O uso dos medicamentos
nesses casos não trará o cabelo de volta, mas, pelo
menos, evitará o aumento do tamanho da área calva
por algum tempo, ajudando o paciente na espera pelo momento medicamente
correto para o transplante capilar.
Marcelo Pitchon
Belo Horizonte, MG
Aviação
Como
piloto, e antes de tudo como brasileiro, vejo que a comemoração
dos americanos em relação aos "100 anos da invenção
do avião" é totalmente destituída de algum
caráter que lhe confira autenticidade. O conceito de avião,
ou aeronave, foi elaborado por franceses que diziam que "avião
é o aparelho que consegue erguer-se aos céus, por
meios próprios, voar comandado e voltar ao solo". Vendo por
esse prisma, não é o caso do Kitty Hawk, dos irmãos
Wright. Patriotadas à parte, seria a mesma coisa que nós,
brasileiros, não aceitarmos a ida dos americanos à
Lua, dizendo que aquilo foi um belo truque de Hollywood ("Nas asas
da polêmica", 25 de junho).
Thiago de Aguiar Sabino
Pirassununga, SP
Os
irmãos Wright não foram os primeiros nem serão
os últimos usurpadores. A usurpação tem suas
raízes na vaidade do ser humano. Assim, enquanto os EUA dizem
que a General Electric construiu o primeiro jato para a aviação,
a Inglaterra contabiliza essa "glória" para a Rolls-Royce.
Com 13 anos de idade (em 1943), vi com meus olhos o primeiro avião
a jato da Messerschmidt com o prefixo ME 262, que só não
chegou a ser empregado por causa de seu alto consumo de combustível,
possibilitando, com a decolagem e a aterrissagem, somente quinze
minutos no ar.
Rudolf Otto Loibl
São Paulo, SP
Em
2003, como ano do Centenário do Vôo dos Wright, contávamos
certamente com o ataque americano em comemoração a
suas primazias. A matéria de Lucila Soares "Nas asas da polêmica"
mostrou com clareza a necessidade de união, de pesquisas
e de valorização do trabalho de nosso grande irmão
Alberto Santos Dumont. Ouvindo, como ela, orientações
de pesquisadores abalizados como Lins de Barros, conhecendo, como
ele, os detalhes da história, procurando concretizar em locais
que demonstrem a vida e o ideal do brasileiro, certamente o Brasil
fará em 2006 bem melhor as homenagens que falharam em 2001.
Tomás Castelo Branco
Presidente da Fundação Casa de Cabangu
Santos Dumont, MG
Guia
Gostei
muito da reportagem "Método natural" (25 de junho). Tive
bastante dificuldade para engravidar, e vários médicos
me indicaram a fertilização assistida. Não
aceitei fazê-la, e ela não foi necessária. Engravidei
sem nenhum medicamento. Acredito que hoje em dia se banalizaram
esses métodos, e tudo fica parecendo muito mais fácil
do que realmente é. Ninguém leva em conta o gasto
financeiro (muito alto), psicológico (sem preço),
físico (devido à medicação) nem a frustração
de não obter sucesso nos tratamentos.
Meire Santos
Por e-mail
Música
Sobre
a reportagem "Solo de guitarra é coisa de velho?" (25 de
junho), acredito que pode ter faltado ao rock uma geração
de guitar heroes que deveria estar na faixa dos 20 anos.
Não sei ao certo o motivo. Mas isso não significa
que eles estejam em decadência. Grandes nomes, como Santana,
foram trazidos da aposentadoria justamente porque havia uma lacuna
no mercado, carente de gritos velozes e belos de uma guitarra. Slash,
o maior guitar hero das últimas décadas, e
não citado na reportagem, já está gravando
e se apresentando com os ex-Guns e o vocalista do Stone Temple Pilots
em sua nova banda, Velvet Revolver (primeiro single: Set Me
Free, que faz parte da trilha sonora do filme Hulk).
O Metallica fez o belíssimo St. Anger, com rock bruto
e sem solos, mas isso não significa que seu próximo
disco não venha a ter os solos alucinados de Kirk e James.
Adilson Novloski
São José, SC
Os
solos são o glamour do rock'n'roll. Removê-los é
limitar as músicas e esconder, por simples modismo, o poder
de uma guitarra. É o fim da fantasia nas seis cordas.
Alana Manzoro
Por e-mail
Para
quem realmente curte o bom e velho rock'n'roll, nada melhor que
um solo de guitarra bem-feito. Não se fazem mais roqueiros
como antigamente. Certo mesmo está Jimmy Page: "Fazer um
bom solo tem algo a ver com fazer sexo. E deve-se tratar a guitarra
com carinho".
Daniele Santos
Campo Grande, MS
Roberto
Pompeu de Toledo
Da
mesma forma que o historiador Eduardo Silva viveu um "momento mágico"
ao deparar com as camélias nos jardins da Casa de Rui Barbosa,
o leitor também vivencia um "momento mágico" ao deparar
com o texto "As camélias da liberdade" (25 de junho), de
Roberto Pompeu de Toledo: sensível, tocante e impecável.
Letícia Martins Leandro
Belo Horizonte, MG
Que
sorte a minha ter podido ler VEJA no dia 25 de junho. Transportei-me
no tempo e na história e me encantei com "As camélias
da liberdade", de Roberto Pompeu de Toledo.
Carmem Baldissera
Florianópolis, SC
Claudio
de Moura Castro
A
propósito do artigo "Lições do futebol" (Ponto
de vista, 18 de junho), informamos que o Programa Brasil Alfabetizado,
implementado pelo Ministério da Educação com
o objetivo de abolir o analfabetismo no Brasil até 2006,
não impõe uma metodologia de ensino. A meta é
tirar da escravidão do analfabetismo cerca de 20 milhões
de brasileiros com 15 anos de idade ou mais, que não tiveram
oportunidade de freqüentar a escola na idade convencional.
Considerando a diversidade brasileira e as inúmeras iniciativas
de alfabetização de jovens e adultos disponíveis
em todo o país, as diretrizes que orientam o programa prevêem
a instituição de parcerias entre governo federal,
Estados, municípios, empresas privadas, organizações
não-governamentais, organismos internacionais e instituições
civis, como forma de qualificar, organizar e, sobretudo, potencializar
o esforço nacional de combate ao analfabetismo. Nesse processo,
que, para além de ensinar a ler e escrever, visa a propiciar
condições elementares para a inclusão social
desses milhões de brasileiros, cabe à instituição
alfabetizadora escolher o método de ensino que julgar mais
adequado a sua comunidade.
João Luiz Homem de Carvalho
Secretário extraordinário de Erradicação
do Analfabetismo
Por e-mail
O professor
Claudio de Moura Castro está coberto de razão. É
inegável a superioridade do método fônico para
alfabetizar crianças. E, além do método fônico,
existem muitas outras descobertas científicas dos últimos
trinta anos que ajudam a montar bons programas de alfabetização.
Os leitores de VEJA poderão obter mais informações
sobre o assunto e sobre municípios que já vêm
tendo êxito, com uma proposta atualizada de alfabetização,
consultando o site do Programa Alfa e Beto de Alfabetização
(www.alfaebeto.com.br)
e lendo o livro ABC do Alfabetizador, de autoria do professor
João Batista Araujo e Oliveira.
Carlos Alberto Magalhães Gomes
Presidente da Alfa Educativa
Por e-mail
É
lamentável que Moura Castro, mente fulgente da educação
brasileira, incorra no equívoco de reduzir nossas deficiências
educacionais à escolha de métodos de alfabetização,
desprezando fatores como formação e remuneração
dos professores, bibliotecas, laboratórios, além do
turno escolar de quase oito horas nos países citados contra
menos de quatro aqui.
Daniel Belluci Contro
Diretor do Pueri Domus de Santo André
Santo André, SP
Flavio
de Andrade
Em
relação à entrevista com o senhor Flavio de
Andrade (Amarelas, 11 de junho), nós do Escritório
da Organização Pan-Americana da Saúde e da
Organização Mundial da Saúde no Brasil esclarecemos
que existe uma série de evidências científicas
suficientes que justificam medidas para que os países mantenham
e aprofundem suas políticas voltadas para a proteção
de indivíduos não-fumantes. Há vários
estudos, apresentados pela Opas/OMS e por outras instituições
científicas importantes, comprovando que o risco de câncer
de pulmão e de doenças coronárias aumenta em
fumantes passivos. São cerca de 400 as substâncias
encontradas na fumaça do cigarro. Algumas, como a nicotina,
o monóxido de carbono, a amônia e o benzeno, são
respiradas por não-fumantes em ambiente onde o fumo é
permitido. Todas elas contribuem para o câncer de pulmão
e para doenças respiratórias e vasculares. É
por isso que o fumo é considerado pela Opas/OMS um dos dez
maiores riscos à saúde humana.
Jacobo Finkelman
Organização Mundial da Saúde no Brasil
Brasília, DF
Televisão
Meus
aplausos para Giulia Gam. Ela realmente voltou para brilhar. Acho
que nem ela esperava tanto sucesso de sua personagem. E não
é por ter vivido um drama parecido em sua vida que ela tem
representado tão bem. Trata-se de uma ótima atriz
("O novelão de Giulia: ser ou não ser?", 25 de junho)!
Rosimeire Braga
Belo Horizonte, MG
Genéricos
A
nota "Os genéricos não pegaram" (Holofote, 25 de junho)
informa que os medicamentos genéricos não avançaram
de forma expressiva no Brasil. Acontece que, em apenas três
anos, eles alcançaram mais de 7% de participação
no mercado farmacêutico no país. Para se ter uma idéia
da magnitude do indicador, basta mencionar que na Espanha, onde
os genéricos existem há mais de seis anos, o índice
de participação é de apenas 3%. VEJA compara
os números do mercado brasileiro com os dos EUA, país
onde os genéricos representam 50% do volume de medicamentos
comercializados. Ocorre que os genéricos existem por lá
há 25 anos.
Vera Valente
Diretora executiva da Pró Genéricos/Associação
Brasileira dos Fabricantes de Medicamentos Genéricos
São Paulo, SP
CORREÇÕES:
As fotos de Santos Dumont e do 14-Bis publicadas nas páginas
62 e 63 da edição 1 808 ("Nas
asas da polêmica", 25 de junho) foram reproduzidas
do livro Santos-Dumont e a Invenção do Vôo,
de Henrique Lins de Barros (Jorge Zahar Editor, 2003).
A cartilha e a campanha com conselhos para aumentar a fertilidade
de casais, citadas na nota "Método
natural" (Guia, 25 de junho), foram lançadas pela
Associação Instituto Sapientiae, e não pela
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, como
foi publicado.
| William
e Harry
Bastante
atentas na leitura de VEJA, as leitoras Paula Sakai
e Rosaly Sombrio enviaram e-mails para a redação
alertando para um equívoco na reportagem "Isto,
sim, que é príncipe" (25 de
junho), sobre as comemorações dos 21 anos
do príncipe William, filho de Charles e Diana.
"Gostaria de informar que a foto publicada no topo da
página, no canto superior esquerdo, é
do príncipe Harry, e não do príncipe
William", escreveu Paula. Ela se referia à fotografia
em que o irmão caçula de William aparece
no colo da mãe, a princesa Diana. A foto foi
tirada por Tim Graham, em Maiorca, em 1987, quando Harry
tinha 3 anos de idade.
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DUMONT
NÃO FOI ESQUECIDO
Depois
de ler na reportagem "Nas
asas da polêmica" (25 de junho), sobre
as comemorações do centenário do
vôo dos irmãos Wright, que Santos Dumont
foi esquecido pelos festeiros, o prefeito Pacífico
Estites Rodrigues, do município de Santos Dumont,
Minas Gerais, terra natal do grande inventor brasileiro,
enviou uma carta à redação mostrando
que seus conterrâneos têm feito sua parte.
"A cidade comemorou com glamour o centenário
do primeiro vôo controlado de um balão
dirigível (ocorrido em outubro de 1901). A programação
incluiu a inauguração de uma réplica
fiel da Torre Eiffel, construída na avenida principal
da cidade", escreveu o prefeito, que já prepara
uma grande comemoração no aniversário
(130 anos) de nascimento de Dumont, no próximo
dia 20 de julho. "O município de Santos Dumont
orgulha-se de seu filho maior e por isso mantém
em condições perfeitas a casa natal do
inventor e um rico acervo de documentos originais, no
Museu Fazenda Cabangu", diz Rodrigues.
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TRASH,
NÃO!
A
reportagem "Solo
de guitarra é coisa de velho?" (25
de junho) disse que os roqueiros do grupo Metallica
"foram os criadores do estilo acelerado conhecido como
trash ou speed". O leitor Marcio Kelmanson, de Londres,
Inglaterra, corrigiu: "O estilo trash (lixo) metal não
existe (a não ser como um neologismo pejorativo).
O que existe é thrash (malhar, bater, espancar)
metal". Por e-mail, Pedro Augusto da Cunha Jansen Ferreira
fez a defesa dos metaleiros: "O fato de a banda ter
tomado novos rumos em sua carreira não significa
um abandono do bom e velho 'guitar hero', muito menos
uma tendência geral no mundo do rock. Além
disso, o Metallica sempre se reinventou", escreveu.
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CRUZEIRO
CAMPEÃO BRASILEIRO?
A
coluna Sobe
(18 de junho) informou que sob o comando do treinador
de futebol Wanderley Luxemburgo o Cruzeiro se sagrou
campeão brasileiro. Longe de casa, mas ligado
no nosso futebol, Reinaldo Alves escreveu de Salt Lake
City, Utah, nos Estados Unidos, para dizer que "o Campeonato
Brasileiro deste ano ainda está em andamento".
Ele foi um dos 33 leitores (todos atleticanos?) que
escreveram lembrando que a equipe mineira ganhou na
verdade outro título: a Copa do Brasil. "O campeão
brasileiro será conhecido somente em dezembro,
se assim a CBF o permitir", disse Rogerio Bianco, de
São Bernardo do Campo, São Paulo. Kaell
Paiva Braga observou em sua mensagem que "Minas Gerais,
apesar da grandiosidade, tem apenas um título
de campeão brasileiro; este pertence ao Clube
Atlético Mineiro", que conquistou a primeira
edição do campeonato, em 1971.
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A
PRINCESA DE ORANJE-NASSAU
A
nota sobre a gravidez da princesa Máxima Zorreguieta,
da Holanda (Datas,
25 de junho), mereceu do leitor Geert Prange, de Paranaguá,
no Paraná, uma observação: "Máxima
Zorreguieta não é argentina nem Zorreguieta.
Após seu casamento, ela atende pelo título
de princesa Máxima de Oranje-Nassau e possui
cidadania holandesa", escreveu Prange, que é
holandês. Na verdade, Máxima é argentina,
nascida em Buenos Aires (1971), e Zorreguieta de nascimento
(é filha de Jorge Horracio Zorreguieta e María
del Carmen Cerruti). Não pertencendo à
nobreza, para se casar, em fevereiro de 2002, com o
príncipe Willem-Alexander, herdeiro do trono
holandês, ela abandonou uma carreira promissora
no mercado financeiro.
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A
TEOBROMINA
O
leitor Sergio M. Vechi, doutorando em química
pela Unicamp, escreveu para a redação
fazendo uma observação sobre a reportagem
"Olhar não engorda" (18 de junho). "Ao ler a
matéria, encontrei um erro que faz diferença.
Na quinta linha do texto aparece o trecho '...uma proteína
chamada teobromina (...)'. A teobromina é uma
molécula orgânica pertencente à
classe dos alcalóides e à família
das xantinas, bem como a cafeína e outras moléculas",
escreveu. Vechi enviou também a estrutura 2-D
da molécula da teobromina (veja acima).
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O
AMOR DE WILDE
A
respeito da reportagem "A
força do arco-íris", (25 de
junho), Ivam Cabral, de São Paulo, escreveu:
"Na matéria há uma informação
no mínimo contestável. A famosa frase
'o amor que não ousa dizer seu nome' foi escrita
por Alfred Douglas, amante de Wilde, no poema Dois
Amores, escrito em 1894 especialmente para o periódico
O Camaleão". Há uma polêmica
a respeito de quem usou primeiro a expressão.
O certo é que a frase publicada no poema de Douglas
em dezembro de 1894 foi citada por Wilde durante seu
primeiro julgamento, em abril de 1895: "O amor que
não ousa dizer seu nome é, neste século,
aquela afeição tão elevada de um
homem maduro por um jovem, como a que houve entre David
e Jonatas (...)".
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