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Maracanã da féIgreja Universal constrói
Roberta Paixão
Erguer monumentos de concreto é a mais nova estratégia da Universal para manter seus fiéis longe das novas igrejas evangélicas e mesmo da Igreja Católica, que ganhou fôlego com a aeróbica do padre Marcelo Rossi. A solução partiu do próprio bispo Edir Macedo: aumentar o tamanho dos templos. Nos cinemas poeirentos, a capacidade máxima é de 1.000 pessoas. Agora, a idéia é ter uma grande catedral em cada Estado do Brasil e sempre com mais de 4.000 lugares. Além de ser grandes, os novos projetos misturam características modernas e referências bíblicas. No Rio, a igreja de Del Castilho terá muros imitando a Muralha de Jericó, um heliporto e um shopping center. A opção por um centro de compras também foi feita pela Igreja Católica, que desembolsou mais de 17 milhões de reais para erguer um shopping center da fé na Basílica de Aparecida do Norte. Mas engana-se quem pensa que os velhos cinemas poeirentos estão com os dias contados. Eles continuam. "Não fechamos os templos velhos. Nossa política é abrir", afirma Rodrigues. Não há mesmo motivos para fechar nenhum deles. Nos últimos quatro anos, a cúpula da Igreja Universal estima que o número de fiéis dobrou. Passou de 4 milhões para 8 milhões. "A Igreja Universal continua sendo a que mais cresce no país", analisa a socióloga Regina Novaes, especialista no assunto. Pelo visto, será preciso muito mais do que as ginásticas do padre Marcelo Rossi para deter o crescimento do bispo Macedo.
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