Panorama
Radar

Paulo Celso Pereira
papereira@abril.com.br
JUSTIÇA
Batata quente no STJ
Chegou
ao STJ o inquérito da Polícia Federal que investiga se houve tráfico
de influência na milionária compra da Gamecorp, a empresa de Fábio
Luís, filho de Lula, pela Telemar (hoje Oi), em 2005. Por que foi para
lá? Porque ninguém na primeira instância quer ficar com a
batata quente. A apuração começou em junho de 2007 no Rio
de Janeiro, mas a Justiça Federal do estado remeteu-a para São Paulo,
onde fica a sede da Gamecorp. A Justiça paulista, porém, discordou
da decisão e em novembro de 2008 devolveu o processo para o Rio. Em agosto
do ano passado, os cariocas quiseram novamente se livrar do problema e devolveram
os autos para São Paulo. Desta vez, para acabar com a ponte aérea,
a Justiça paulista enviou a investigação ao STJ, a instância
responsável por resolver esse tipo de impasse. O caso está nas mãos
do ministro Jorge Mussi.
ELEIÇÕES
PTB
fora da guerra na TV
Roberto Jefferson conseguiu uma forma
de colocar José Serra no programa do PTB sem correr o risco de o TSE cassar
a propaganda do partido em 2011. Jefferson pedirá ao marqueteiro tucano
Luiz Gonzalez que use apenas imagens da convenção do partido. A cerimônia que sacramentará oficialmente o apoio a Serra será
realizada cinco dias antes de o programa ir ao ar. Esse formato já foi
utilizado pelo PTB em 2002 com sucesso.
Pio Figueiroa/Valor/Folha Imagem
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Ministro
Meirelles
Não deu para Henrique Meirelles ser vice na chapa de Dilma Rousseff, como Lula e ele próprio queriam. Beleza.
Mas Meirelles agora trabalha com toda
a discrição possível
para ser ministro da Fazenda num eventual governo Dilma Rousseff. Ou ministro
do Planejamento, em um ministério com mais atribuições que
o atual. Meirelles tem tudo para levar o que deseja. |
Guarda-chuva
Meirelles não
conseguiu a vice,
mas luta por ministério |
GOVERNO
Um bilhão e meio à deriva
O
TCU descobriu que o Banco do Nordeste deixou de cobrar nada menos que
1,5
bilhão de reais de empréstimos concedidos com recursos de um fundo
de fomento do Nordeste. Cerca de 29 000 clientes teriam se beneficiado da
negligência. Há casos de empréstimos contraídos faz
mais de dez anos e que não foram cobrados uma vez sequer.
MENSALÃO
Rodrigo Clemente/Pagos
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Nas asas de Valério
O
Ministério Público Federal conseguiu novos e fortes indícios
de que Marcos Valério corrompeu o procurador da Fazenda Nacional Glênio
Sabbad para ajudar empresas do esquema do mensalão a se livrar de dívidas.
O MPF já sabia que contas bancárias de companhias e familiares de
Glênio haviam sido abastecidas com 1,5 milhão de reais do valerioduto.
Agora, o MP descobriu que a SMP&B, de Valério, bancou cerca de sessenta
passagens aéreas e hospedagem para o procurador ir encontrar-se com o carequinha
em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Muitas vezes, as reuniões
aconteciam no período em que Glênio deveria estar dando expediente
na Fazenda Nacional. |
O corruptor
MP descobriu que Valério dava passagens aéreas a procurador |
ECONOMIA
Liderança
inabalável na publicidade
O ano de 2009 começou
para as Casas Bahia com a tensão da grave crise internacional e terminou
com a truncada fusão com o Pão de Açúcar. Mas nada
disso tirou da empresa a liderança no ran-king de maiores anunciantes do
país que será divulgado nos próximos dias pelo Meio &
Mensagem e Ibope Monitor. A rede varejista gastou 1,18 bilhão
de reais em anúncios no ano, apenas 2% a menos que o investido em 2008.
É mais que a soma do que despenderam a segunda e a terceira colocadas do
ranking, Unilever e AmBev, respectivamente.
Nike
na corrida
A febre das corridas no Brasil atiçou a Nike.
O gigante americano estima que, até o primeiro semestre do próximo
ano, pode dobrar seu faturamento vendendo equipamento a corredores.
ESPORTE
Sem patrocínio
A pouco
mais de um ano da realização no Rio de Janeiro de sua quinta edição,
os Jogos Mundiais Militares ainda não têm um patrocinador sequer.
Os organizadores do maior evento esportivo militar mundial juram que não
estão preocupados. Mas deveriam estar tanto eles quanto os contribuintes.
O evento custará cerca de 1,1 bilhão de reais e receberá
6 000 atletas de 110 países. Sem o apoio de empresas, todas as despesas
ficarão nas costas largas da União.
CULTURA
A insuperável marchinha
Oscar Cabral
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Muito
se falou do Rebolation, mas, entra ano, sai ano, a febre do Carnaval são
mesmo as marchinhas. Levantamento realizado pelo Ecad mostra que, das vinte músicas
mais tocadas em fevereiro nas casas de festas e eventos de rua país afora,
dezoito eram do gênero. As duas exceções são o frevo Vassourinhas, na 14ª posição, e, aí sim, o intragável Rebolation, em vigésimo. O pódio ficou para Mamãe
Eu Quero, Cabeleira do Zezé e Me Dá um Dinheiro Aí. Entre os compositores, os cariocas João Roberto Kelly, Braguinha e Lamartine
Babo foram os mais tocados. |
Balancê
O
Carnaval ainda se faz com Braguinha e as marchinhas |
Pelos bens de Collor
Anderson
Schneider
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Ex-primeira-dama
Rosane muda estratégia
para conseguir parte dos imóveis
de Collor |
Rosane Collor já dá como quase certa a derrota no julgamento do processo de partilha de bens contra Fernando Collor,
previsto para junho. Mas se engana quem pensa que ela desistirá de
brigar na Justiça pelo patrimônio do ex-marido. O que vai mudar é
a estratégia. Seu novo advogado pretende entrar com outra ação
alegando que a ex-primeira-dama colaborou para a projeção política
de Collor. Em vez de pleitear a divisão total dos bens, como
Rosane faz desde a separação, em 2005, pedirá uma cota de
participação nas Organizações Arnon de Mello,
que é legalmente a dona da maioria dos imóveis de Collor. A defesa
de Rosane também está convencida de que é preciso tirar o
caso da Justiça de Alagoas, onde o ex-presidente tem grande influência,
e levá-lo para Brasília.
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Colaboraram Ricardo Brito e Thiago Prado
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