Edição 1856 . 2 de junho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Ministério Justiça
Vagas abertas

No STJ, ex-nora de Sarney
ganhou duas nomeações



Foto: Dida Sampaio/AE

O ministro Edson Vidigal, recentemente empossado na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já bateu um recorde. Em dois meses, fez 39 nomeações de não concursados, que passaram a ganhar salários que variam de 5.300 reais a 7.800 reais. Deles, 28 estão no próprio STJ e onze foram nomeados para o Conselho da Justiça Federal, órgão que exerce uma espécie de controle administrativo sobre os cinco tribunais federais. A cota de nomeações de Vidigal é mais polpuda que a dos antecessores (veja quadro ao lado), mas não é uma surpresa. Ao assumir, o novo presidente do STJ encarregou-se até de revogar portaria de dois anos atrás para desbloquear a contratação de não concursados pelo Conselho da Justiça Federal – e, com isso, abriu caminho a suas nomeações.

A assessoria do presidente garante que os 39 foram nomeados em virtude de sua vasta experiência profissional, mas, entre eles, há graduados em pedagogia, letras, psicologia e matemática, cursos que não dão habilitação especial para lidar com a burocracia jurídica. Um deles, José Dion, indicado para diretor-geral do STJ, é engenheiro eletrônico, embora o regimento interno determine que o ocupante do cargo seja graduado em direito, administração ou economia. Membro do STJ há dezesseis anos por nomeação do então presidente José Sarney, Vidigal fez questão de retribuir a honraria e nomeou Maria Beatriz Sarney, neta de Sarney, e Lucialice Cordeiro, ex-nora de Sarney. Aliás, o entusiasmo na hora de empregar Lucialice foi tanto que Vidigal chegou a brindá-la com duas nomeações assinadas no mesmo dia – uma para o STJ e outra para o conselho, que acabou anulada.

 
 
 
 
topo voltar